Professores cobram manutenção de ar-condicionados e relatam aumento de problemas respiratórios em escola de Juazeiro

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Uma professora de uma escola da rede municipal de Juazeiro, na região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para relatar uma suposta falta de manutenção dos aparelhos de ar-condicionado da unidade. Segundo o relato, a não realização do serviço estaria prejudicando as condições de ensino e, principalmente, o bem-estar das crianças.

“Foi contratada uma empresa para limpeza dos ar-condicionados do município e eles só fizeram uma limpeza nos ar-condicionados daqui da escola em um ano e oito meses dessa gestão. Nossa escola está passando muita dificuldade em relação a isso”, relatou.

A professora afirma que a situação não estaria restrita à unidade onde trabalha.

“Em conversa com outras professoras aqui do município, verificamos que não é só na nossa escola. Várias outras instituições estão enfrentando o mesmo problema”, disse.

A profissional conta ainda que já procurou a a gestão da escola para saber o motivo da interrupção das manutençõe.

“Quando procuramos a gestora, somos informados de que a Secretaria está sem dinheiro para pagar a empresa e, por isso, pararam o serviço. Não sabemos se essa informação procede, mas queremos que o serviço seja retomado”, relatou.

Segundo os professores, a falta de limpeza estaria deixando os equipamentos com acúmulo de sujeira.

“Estamos dando aula em um ambiente muito impróprio para se respirar, afetando de 20 a 30 crianças por turno em cada sala de aula. As crianças estão espirrando de tanta poeira acumulada nos aparelhos, o ar está pingando uma água suja. Houve aumento de casos de doenças respiratórias”, declarou a professora.

A professora finaliza pedindo que providências sejam adotadas o mais rápido possível.

“Nós, profissionais, também acabamos sendo prejudicados, mas nossa aflição é mais pelas crianças. O correto, como era na gestão passada, era fazer a limpeza a cada três ou quatro meses nos aparelhos de ar-condicionado, e não há cada quase dois anos. Por isso, pedimos esclarecimentos à Secretaria de Educação”, disse.

O Portal Preto no Branco entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação para solicitar esclarecimentos sobre os relatos e aguarda resposta.

Redação PNB

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