Em nota, enfermeira se defende de acusações feitas por profissionais de UBS em Juazeiro que relataram constrangimentos e suposto assédio no ambiente de trabalho

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Após reclamações de profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Argemiro, em Juazeiro, sobre situações que, segundo eles, estariam ocorrendo no ambiente de trabalho provocadas por uma profissional de enfermagem da unidade, a servidora se defendeu das acusações em nota enviada à nossa redação. Os trabalhadores relataram que estariam “sofrendo situações de constrangimento, gritos, tratamento autoritário e possíveis perseguições pela enfermeira e gerente da equipe Piranga 1 e 2”.

Ouvida pelo Portal Preto no Branco, Secretaria Municipal de Saúde informou que  “tomou conhecimento do relato envolvendo profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) em questão, e que irá apurar as informações com a devida responsabilidade, garantindo a escuta das partes envolvidas. Após a averiguação dos fatos, a Secretaria adotará as medidas necessárias e cabíveis”.

Confira nota da servidora

“Diante das recentes notícias envolvendo denúncias de assédio moral, gritos e constrangimentos no ambiente de trabalho da UBS Argemiro, considero necessário me manifestar publicamente, uma vez que as acusações divulgadas não condizem com a minha postura pessoal e profissional. Sou enfermeira assistencial das equipes Piranga I e II e gerente das equipes Piranga I, Piranga II e Codevasf. Faço questão de esclarecer que os acontecimentos mencionados não procedem e que, apesar de ter sido veiculado que foram os profissionais da UBS Argemiro que procuraram o Portal Preto no Branco para relatar tais situações, é importante salientar que existem 3 equipes atuando na unidade e não podemos generalizar. Diante disso, a equipe assistencial Piranga l e ll, os médicos da equipe Argemiro, os médicos residentes, os profissionais da recepção e os auxiliares de serviços gerais (ASGs) se manifestam que não tem envolvimento nenhum com os relatos citados. Portanto, não é justo generalizar os acontecimentos ou associar toda a unidade às situações relatadas. Em relação às acusações direcionadas a mim, afirmo que não reconheço na descrição apresentada a profissional que sou e a maneira como sempre conduzi minhas relações de trabalho. Minha postura nunca foi pautada por gritos, humilhações ou perseguições. Pelo contrário, sempre procurei manter o diálogo, agir com respeito e tratar as pessoas com educação, independentemente da função que ocupam. Qualquer pessoa que convive comigo diariamente na UBS pode falar sobre a maneira como me relaciono com os profissionais, com os pacientes e com a comunidade. As cobranças que realizei estavam relacionadas a questões básicas do funcionamento de uma unidade de saúde dentro das atribuições que me cabem como gerente. Em nenhum momento tive a intenção de constranger ou desrespeitar alguém. O que considero particularmente preocupante é que situações que deveriam ser resolvidas por meio de uma conversa profissional e/ou reunião de equipes, tenham se transformado em acusações tão graves e tamanha exposição. Gerenciar uma equipe também significa estabelecer limites, orientar e cobrar responsabilidades. Isso deve ser feito com respeito, e foi justamente dessa maneira que sempre procurei agir. Não estou fazendo este pronunciamento para atacar ou desqualificar qualquer profissional. Reconheço que todos têm o direito de apresentar denúncias e de serem ouvidos. No entanto, também considero justo que minha versão seja conhecida e que minha conduta seja avaliada com base nos fatos, e não apenas em acusações. Toda essa situação tem provocado um desgaste emocional significativo. É difícil dedicar-se diariamente ao trabalho, assumir responsabilidades e tentar organizar um serviço de saúde enquanto se enfrenta uma situação que coloca em dúvida a própria integridade profissional. Quem me conhece sabe do compromisso que tenho com a enfermagem, com a população e com o serviço público. A humanização que tanto defendemos na assistência à população também precisa estar presente nas relações de trabalho. Respeito não pode ser uma exigência apenas para quem ocupa uma função de liderança. Deve ser um princípio de convivência entre todos os profissionais. Por fim, reafirmo que não me reconheço nas acusações divulgadas. Minha trajetória e minha postura profissional não podem ser definidas exclusivamente por conflitos com profissionais que foram orientados ou chamados à atenção no exercício de suas próprias funções. Tenho tranquilidade em afirmar que sempre busquei agir com respeito e responsabilidade. Espero que os fatos sejam devidamente analisados e que todas as partes tenham a oportunidade de apresentar suas versões”.

https://pretonobranco.org/2026/10/01/profissionais-de-ubs-em-juazeiro-relatam-constrangimentos-e-suposto-assedio-no-ambiente-de-trabalho-sesau-promete-apurar-denuncias/

Redação PNB

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