Contemplados do Residencial Santo Expedito I cobram contratos e entrega das chaves em Juazeiro

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Um grupo formado por 46 pessoas contempladas na última lista do programa Minha Casa, Minha Vida, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, cobra respostas sobre a assinatura dos contratos e a entrega das chaves dos imóveis. Segundo os beneficiários, as vistorias das unidades do Residencial Santo Expedito 1 foram realizadas no último dia 29, mas os contratos ainda não foram assinados e, consequentemente, as famílias continuam sem poder se mudar para as casas.

“Nós, as 46 pessoas contempladas no Minha Casa, Minha Vida, que tivemos os nomes divulgados na última lista, ainda não assinamos os contratos e, por isso, ainda não podemos nos mudar. Já realizamos a vistoria, mas até agora continuamos pagando aluguel. Já procuramos a Prefeitura e eles ficam falando que estão aguardando a Caixa Econômica Federal. Também já procuramos a Caixa e lá eles falaram que já era para o pessoal da habitação já ter entregue”, contou.

Segundo ela, a expectativa inicial era de que as casas fossem entregues ainda em setembro.

“A Secretaria de Ordem Pública e Habitação informou que as entregas das casas seriam no mês de setembro. E não foi. No dia da vistoria, informaram para a gente que a Caixa estava de greve e que eles estavam tendo uma briga interna com o pessoal da Caixa. No outro dia, eu fui lá e o gerente da Caixa me disse que, independentemente de eles estarem de greve ou não, era para a gente já ter recebido as chaves, já era para a gente estar morando. Disseram também que nessa semana não tinha como entregar a chave por causa do período de eleição. A gente entendeu, esperamos. Hoje já é segunda-feira, a gente está mandando mensagem para a Secretaria de Ordem Pública e não temos resposta”, relatou.

A demora preocupa principalmente porque os contemplados continuam pagando aluguel enquanto aguardam a conclusão do processo.

“Nossos aluguéis estão vencendo e nós não temos ainda o prazer de assinar os contratos, tendo que pagar aluguel novamente. Precisamos de respostas verdadeiras, porque são poucos contratos e essa humilhação toda para podermos assinar”, desabafou uma das beneficiárias.

Outra contemplada relatou que a situação tem pesado financeiramente e que chegou a pagar mais 15 dias de aluguel enquanto esperava pela mudança.

“Eu não sei por que está acontecendo isso com a gente. Muitas pessoas acham que a gente está morando na casa, pelo jeito que fizeram para a gente gravar tudo, a gente gravou, mas, na verdade, a gente não está. Eu tive que pagar 15 dias aqui de aluguel até resolver isso. Eu pensava que esse mês de outubro seria um mês maravilhoso, ter ganhado minha casa. Quem é que não sonha em ganhar uma casa? Ganhar minha casa, sair do aluguel, porque vida de aluguel não é vida de gente. Mas, infelizmente, estou aqui. Tive que pagar 15 dias e, se esses contratos não saírem em 15 dias, vou ter que pagar de novo”, afirmou.

Para os contemplados, o que aumenta a insatisfação é a falta de uma definição sobre quem é responsável pela pendência.

“A Secretaria e a Caixa estão jogando a culpa um para o outro, e a gente só quer os documentos. São 46 pessoas. Quando foi a entrega dos 156, de um dia para o outro já resolveu. E a gente agora tem que esperar ainda mais o mês de outubro para resolver isso, um contrato? Não é justo! Já estamos esgotados de tanto esperar. Não tem justificativa mais. É só um contrato!”, afirmou.

O Portal Preto no Branco encaminhou a reinvindicação para a Secretaria de Ordem Pública e Habitação em busca de esclarecimentos e aguardamos uma resposta.

 

Redação PNB 

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