Entidades de jornalistas defendem democracia e liberdade de imprensa e criticam família Bolsonaro: “Nós lembramos bem. E você?”

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Entidades de jornalistas se manifestaram na manhã desta sexta-feira (09) por meio das redes sociais em defesa da democracia, da liberdade de imprensa e dos direitos dos trabalhadores. Uma das publicações, feita em colaboração entre a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, faz referência à família Bolsonaro e declara posicionamento contrário ao voto em candidatos que, na avaliação das entidades, não respeitam a categoria.

Na postagem, os perfis relembram os ataques à categoria registrados entre 2019 e 2022, período em que Jair Bolsonaro esteve na Presidência da República.

“​NÓS LEMBRAMOS BEM. E VOCÊ? ​Foram quatro anos de insultos cotidianos, incitação à violência contra nossa categoria, descrédito do nosso trabalho. Entre 2019 e 2022, a FENAJ registrou 1.442 casos de violência contra jornalistas e ataques à imprensa. ​E a violência não vinha só do presidente. Seus apoiadores diariamente agrediam jornalistas nas ruas e nas redes sociais. ​O filho dele anda com a mesma turma. Você acha que vai ser diferente?”, questionam as entidades

Ao final, a postagem apresenta um posicionamento eleitoral explícito: “Jornalistas precisam de segurança para fazer bom jornalismo. ​Em defesa do pleno exercício da nossa profissão, não votaremos em quem não nos respeita! E você?”.

Em outra publicação, divulgada em parceria entre o Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba) e a FENAJ, as entidades reforçam que o exercício do jornalismo está relacionado à preservação da democracia e dos direitos fundamentais.
“Jornalistas têm lado. O lado da democracia e dos direitos. Não existe jornalismo livre sem democracia. Não existe direito à informação onde a imprensa é intimidada, jornalistas são atacados ou direitos são tratados como obstáculos”. 

A mensagem também defende que, diante do cenário político nacional, os eleitores observem as propostas e as práticas dos candidatos, considerando o respeito às instituições democráticas, à liberdade de imprensa e aos direitos humanos.

“Por isso, neste momento decisivo para o país, é preciso olhar para o que cada projeto representa na prática. É preciso observar quem respeita as instituições democráticas, quem convive com uma imprensa livre, quem defende os direitos humanos e quem se compromete com os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores”.

O texto conclui defendendo a rejeição dos retrocessos democráticos.

“Nossa história ensina que retrocessos democráticos nunca atingem apenas uma categoria. Quando a liberdade recua, quando direitos são retirados e quando o autoritarismo avança, toda a sociedade perde. Nós sabemos de que lado estamos.Do lado da democracia; Do lado da liberdade de imprensa; Do lado dos direitos humanos; Do lado das trabalhadoras e dos trabalhadores. Democracia e direitos, sempre. Retrocesso, não.”, afirma o texto.

As manifestações ocorrem em meio ao período eleitoral de 2026 e às discussões sobre violência contra profissionais da imprensa. Em publicação de 29 de setembro, a própria FENAJ alertou para os riscos enfrentados por jornalistas durante as eleições e destacou a participação de políticos, assessores e apoiadores entre os responsáveis por ataques à categoria.

Redação PNB

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