Leitores do Portal Preto no Branco entraram em contato com nossa redação, nesta segunda-feira (12), para questionar a proibição do uso de adesivos de candidatos no evento “Abrace um Denguinho”, comandado pelo cantor João Gomes, em Petrolina.
Segundo os relatos, vários eleitores de Lula foram barrados pela organização que não permitiu a entrada com os adesivos do candidato.
A proibição provocou protestos de eleitores que alegaram ser um evento que acontece em espaço público e conta com apoio da Prefeitura de Petrolina.
Um advogado que estava na fila, usando adesivo de Lula, foi impedido de entrar e argumentou que a livre manifestação do pensamento é um direito garantido pela Constituição Federal.
“Aqui é um direito constitucional meu de botar no meu próprio corpo minha manifestação política. Um show feito em um lugar público. Eu não quero abrir mão de direito. Eu só quero entrar cm meu adesivo
O segurança argumenta que foi uma ordem da “produção do evento”.
De acordo com outro leitor, foi informado que a proibição era dirigida a pessoas que estavam usando os adesivos de candidatos à presidência, independentemente da preferência política.
O PNB consultou o advogado Pablo Bandeira que explicou: “O adesivo fixado na própria roupa do cidadão, conhecido popularmente como “praguinha”, é considerado uma expressão do direito de cidadania. É permitida a manifestação individual, ou seja, portar o adesivo na camisa, usar broches ou bonés de forma silenciosa enquanto assiste ao evento.
A reportagem tentou contato com a empresa de segurança, mas não obteve resposta. Estamos tentando esclarecimentos da Prefeitura de Petrolina.
O que diz a Constituição?
O artigo 5º, inciso IV, da Constituição Federal garante a livre manifestação do pensamento, vedado o anonimato. Já o inciso IX protege a liberdade de expressão.
Redação PNB



