Andrei não tem coração de tempestade. Cada pessoa tem a prerrogativa de interpretar o xadrez político na medida da sua movimentação eleitoral.
Como ainda longe a eleição de prefeito, é natural a desconversa sobre o assunto e fugir ao tema central e ao debate.
Todos vão dizer que ainda é cedo, mas não podem tachar o tema de desconversa porque a movimentação nos bastidores é intensa. Não podemos ignorar a realidade da voz das urnas.
Portanto, a pergunta que não quer calar: os deputados eleitos e os vereadores, apoiarão a reeleição de Andrei espontaneamente ou mediante cargos e empregos?
A novidade desta eleição gente nova chegando e o espírito da alternância de poder veio forte.
Não faltou votos pra ninguém, então não faltou pão, ninguém briga e todo mundo tem razão.
Deputados e vereadores não podem se achar estrelas querendo à fórceps os cargos que são inerentes ao Poder Executivo.
Na Roma antiga existia o escravo político que caminhava atrás dos representantes do povo, repetindo em voz alta “memento mori” (lembre da morte), pra manter a conexão dos políticos com a realidade, porque quase todos se acham donos do poder e às vezes imortais.
Quem pensa “que tudo pode, nada pode, porque quem tudo pode é o povo”.
Juazeiro tem pressa de uma gestão eficiente e sem pressões políticas.
Deputados e vereadores são eleitos pra fiscalizar e legislar e não usurpar o poder do prefeito previsto na Constituição Federal.
Há ditosos tempos antigos em que tudo era de todos, hoje, só o meu e o teu.
A política atual é sem encanto, cheia de noites sem fim em que nos foge o sono. Perdeu o doce odor, é só horror.
Por Henrique Rosa, advogado



