O advogado Rodrigo Marinho Crespo, morto a tiros em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) em fevereiro de 2024, atuava na defesa de Willer Tomaz, advogado e amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na disputa judicial envolvendo uma mansão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A briga judicial envolve o jogador Richarlison do Tottenham da Inglaterra.
De acordo com o colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles, Crespo assumiu a defesa de Tomaz após a saída de Luis Felipe Salomão, filho do corregedor nacional de Justiça.
Crespo tinha 42 anos e foi morto em 26 de fevereiro de 2024, quando saiu do escritório para lanchar nas proximidades da OAB-RJ. Segundo testemunhas, um homem encapuzado se aproximou, chamou o advogado pelo nome e efetuou os disparos. Após cometer o crime, o autor entrou em um carro e fugiu.
Investigação identificou PM
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro conseguiram identificar a participação de um policial militar no crime após análise de dados telemáticos. Renato Franco Lopes, conhecido como Pitbull ou Fantasma, foi preso em agosto de 2026. A Delegacia de Homicídios da Capital rastreou o celular do policial, que estava na ativa e era lotado no 15º Batalhão da Polícia Militar, em Duque de Caxias. Ele chegou à Avenida Marechal Câmara, onde ocorreu o crime, às 13h50 do dia 26 de fevereiro de 2024.
O aparelho permaneceu na região até aproximadamente 17h15, horário em que o advogado foi assassinado. Às 18h31, o celular voltou a se conectar a uma antena em Duque de Caxias, na Avenida Governador Leonel de Moura Brizola. Nesse momento, o Gol branco utilizado na fuga já estaria no município da Baixada Fluminense.
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