Polícia Militar se pronuncia sobre uso de gás de pimenta na Adolfo Viana, durante comemorações da vitória de Lula, em Juazeiro

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A Polícia Militar da Bahia, procurada pelo Portal Preto No Branco, se manifestou sobre uma ação policial registrada na noite deste domingo (25), na Avenida Adolfo Viana, centro do município de Juazeiro, nas comemorações da vitória do presidente Lula.

Através do PNB, o Procuradoria Federal na Seccional Vale do São Francisco, Arlei Bruno Viana, relatou que um grupamento de policiais que atuava no evento popular utilizou gás de pimenta contra os participantes.

De acordo com o procurador, o gás foi lançado nas proximidades da esquina da Rua Ramiro Ribeiro, atingido diversas pessoas, entre elas idosos e crianças, por cerca de 100 metros da avenida. De acordo com o procurador, a substância provocou tosse, vômitos e irritação nas pessoas que estavam no local.

Nota PMBA

A Polícia Militar esclarece que, durante os festejos realizados após o pleito eleitoral, foi identificado um princípio de confronto envolvendo um grupo de jovens, com possibilidade de agravamento da situação.

Diante da ocorrência, houve intervenção policial, com utilização pontual e controlada de espargidores de agente de pimenta, visando conter o tumulto, dispersar os envolvidos e evitar que o conflito tomasse maiores proporções.

A atuação teve caráter preventivo, possibilitando o restabelecimento da ordem e a continuidade das comemorações, sem novas intercorrências relacionadas ao episódio.

Denúncia

“No meio da comemoração da bela festa da Democracia uma situação inadmissível aconteceu. Um cordão de policiais passou e jogou um gás que provocou mau estar desde as pessoas que estavam na esquina até mais ou menos uns 100 metros rua a dentro.”, relatou Arlei.

De acordo com o procurador, a substância provocou tosse, vômitos e irritação nas pessoas que estavam no local.

“Não há razão para um policial passar e jogar um gás que provocou vômito, tosse, irritação, entre outros. Tinham crianças, pessoas idosas, mulheres. Uma situação totalmente absurda”, afirmou.

Arlei também contou que não conseguiu identificar os policiais envolvidos nem registrar a situação devido aos efeitos provocados pela substância.

“Eu não consegui sequer olhar para identificar quem era o policial, que certamente eu iria adotar alguma providência. Começamos a tossir e vomitar. Infelizmente, também não consegui filmar ou tirar foto. Eles cessaram qualquer poder de reação”, declarou.

O procurador fez ainda uma crítica ao que considera uma ameaça de avanço do fascismo.

“Tenho uma visão de vida progressista e sei que a cadela do fascismo está sempre prestes a parir algum projeto de fascista. Não há razão para um policial passar e jogar um gás que provocou vômito, tosse, irritação, entre outros”, finalizou.

 

Redação PNB

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