Em uma das publicações, Juliana teria declarado: “Ninguém me peça mais p*rra nenhuma, porque até amostra de remédio, eu jogo no lixo, mas não dou a petista”.
No vídeo, Ursula afirmou que a médica deveria reconsiderar o compromisso assumido com a profissão e destacou que o juramento médico estabelece que nenhuma posição ideológica ou filiação política deve se sobrepor ao dever de cuidado.
“A doutora Juliana precisa revisitar o juramento da classe médica, que diz que independentemente de qualquer posição ideológica ou filiação política, nada se colocará entre o dever dela e o seu paciente, o seu doente”, declarou.
A advogada também questionou se a profissional conseguiria atender pacientes de diferentes orientações políticas sem fazer distinções.
“Será mesmo que a doutora Juliana vai conseguir atender mais de 56% da população de forma indistinta, independente da opção de voto que essa pessoa tenha assumido?”, questionou Ursula.
Na sequência, cobrou uma manifestação do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM). Outro ponto levantado pela advogada foi a declaração sobre o descarte de amostras de medicamentos.
“Até que ponto ela de fato pode jogar fora remédios, ao invés de disponibilizá-los a quem precisa?”, questionou. Ursula também ressaltou que a medicina deveria ser uma referência de acolhimento aos mais vulneráveis, independentemente de “credo, ideologia política, sexo ou religião”.
Ao final da gravação, a advogada pediu que Juliana se manifestasse publicamente e apresentasse uma retratação à população de Itabuna: “Doutora Juliana Pitanga, nós te respeitamos por suas escolhas políticas e ideológicas, mas de igual modo exigimos respeito”, afirmou.
A reportagem do BNews tentou contato com a médica para obter um posicionamento sobre as declarações e a repercussão do caso, mas não recebeu retorno. O CREMEB também foi procurado e informou que “manifestações e opiniões de caráter pessoal, inclusive de natureza política,” que não estejam relacionadas ao exercício da Medicina ou à atuação profissional, são de responsabilidade exclusiva de quem as emite. O Conselho não se responsabiliza por posicionamentos individuais de médicos.
Confira a nota na íntegra:
“O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) esclarece que manifestações e opiniões de caráter estritamente pessoal, inclusive de natureza política, que não guardem relação com o exercício da Medicina ou com a atuação profissional, são de responsabilidade exclusiva de quem as emite, não cabendo ao Conselho responder por posicionamentos individuais de médicos.
A atuação do Cremeb, enquanto autarquia responsável pela fiscalização do exercício profissional, limita-se às questões relacionadas ao cumprimento dos deveres éticos e legais da Medicina, não abrangendo o controle ou a avaliação de opiniões pessoais de médicos, desde que estas não configurem infração às normas que regem a profissão.”
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Redação PNB, com informações BNews