Na mesma sexta-feira (06/11) em que sofreu um impeachment do cargo de presidente do Paraguai, Santiago Peña foi preso em sua casa, na capital, Assunção.
Agentes da Polícia Nacional do Paraguai cumpriram a ordem de prisão domiciliar emitida pelo Ministério Público no âmbito da investigação sobre o caso Ueno Bank, segundo informou o jornal ABC Color.
A prisão coincidiu com a cerimônia em que Pedro Alliana, até ontem vice-presidente, prestava juramento perante o Congresso para suceder ao presidente destituído. Ele deve ficar no cargo até agosto de 2028, quando acaba o mandato.
Mais cedo na sexta-feira, o Senado aprovou por unanimidade o impeachment de Peña, com 44 votos favoráveis e uma ausência.
Antes do impeachment ser aprovado, um dos advogados de Peña, Adolfo Ferreiro, havia afirmado que em caso de destituição, a defesa iria recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Os advogados do político reclamam que houve pouco tempo para preparar a defesa e questionam a garantia de direitos concedida ao longo do processo.
O impeachment foi motivado pelas acusações de envolvimento de Peña com o banco Ueno Bank, que entrou em colapso essa semana. Após a crise financeira e política, ele foi abandonado pelo próprio partido, o Colorado, que em grande medida apoiou sua destituição.
O impeachment impedirá que Peña assuma o cargo de senador vitalício, como prevê a Constituição para ex-presidentes eleitos democraticamente. A decisão parlamentar não constitui uma condenação penal, e eventuais responsabilidades criminais cabem à Justiça comum.
Mais cedo, o Senado negou o pedido de Peña para prorrogar a análise do seu caso.
BBC



