
Um ônibus da empresa Falcão Real, que saiu de Juazeiro-BA com destino a Salvador, pegou fogo nesta sexta-feira (06), na BR-407, entrada do distrito de Carnaíba do Sertão.
Segundo informações que chegaram ao PNB, as chamas tiveram início na parte traseira do veículo e se espalharam por todo o ônibus, que ficou completamente destruído. O fato teria ocorrido no final da manhã.
Ainda de acordo com as informações, ninguém ficou ferido. A empresa, que há mais de 70 anos opera linhas de ônibus entre cidades do norte da Bahia e a capital baiana, até o momento não se manifestou sobre o caso.
As causas do incêndio não foram ainda não foram divulgadas. Um vídeo do incêndio, gravado por populares, está circulando nas redes sociais.
Em junho deste ano, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) havia encerrado os contratos da empresa, por por não cumprimento de Termos de Ajustamento de Conduta e atrasos de licenciamentos. Mas o Tribunal de Justiça da Bahia suspendeu a decisão, após uma solicitação da Falcão Real.
Em sua sentença, o Juiz de Direito Ruy Eduardo Almeida Britto também determinou que a Agerba realize no prazo de 90 dias a vistoria de todos os veículos das empresas São Luiz e Falcão Real, e elabore um relatório detalhado sobre o estado de conservação da frota, que deverá ser encaminhado para o magistrado. A decisão diz ainda que se for constatado que há veículo sem condições seguras de rodagem, seja possibilitado prazo de regularização para as empresas e enquanto isso, o transporte desse sair de circulação, sob pena de apreensão.
O juiz decidiu ainda suspender o processo de licitação para um novo contrato de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros para operar linhas de ônibus entre cidades do norte da Bahia e a capital baiana, que ocorreria na terça-feira (03). Caso a Agerba não cumprisse a determinação, poderia pagar uma multa diária de R$ 5.000 e responder por crime de desobediência e improbidade administrativa.
A Procuradoria Geral do Estado vai entrar com um agravo, recorrendo dessa decisão judicial. (Veja aqui).
Da Redação



