
Na tarde desta quinta-feira (6), familiares de Larissa Lima Azevedo, 17 anos, grávida de 9 meses, relataram ao PNB que após 4 dias internada no Hospital Materno Infantil, de Juazeiro, em trabalho de parto, a jovem não teria conseguido que a equipe médica fizesse o parto de seu segundo filho.
Dizendo estar desesperada e exausta, após 4 dias esperando para ganhar seu segundo filho, a gestante apelou para que a equipe médica fizesse sua cesariana.
“Eu estou aqui desesperada. Eles aplicaram vários remédios e o soro na veia para induzir o parto, para ser normal, mas eu não tenho passagem e nem sinto dor para parir normal. Pararam ontem a noite a medicação de induzir, mas já disseram agora a tarde que iam voltar a fazer a indução. Disseram que está faltando material cirúrgico, e que aqui tem muita gestante esperando por uma cesariana. Estão esperando o que? Que aconteça o pior? Já não aguento mais esperar. Estou exausta”, desabafou Larissa.
O PNB entrou em contato com a diretora do hospital, Graça Carvalho, que prestou alguns esclarecimentos sobre a situação da jovem.
“Esta paciente tem 39 semanas de gestação. Quando ela chegou ao hospital, após o medico explicar os pros e contras da cesariana e esclarecer sobre indução do parto, ela optou por induzir e não fazer cesariana. Somente hoje ela manifestou sua decisão pelo parto cesáreo, que para ser feito precisa de exames pré-operatórios para que a cirurgia seja feita com segurança para a mãe e para o bebê. A cesariana dela pode acontecer ainda agora a noite.
De acordo com Graça Carvalho, não está havendo falta de material cirúrgico na unidade. A coordenadora admitiu que há falta de espaço, pois no hospital existe apenas uma sala cirúrgica, o que é insuficiente para atender a demanda.
“Quando chega uma urgência, é dada prioridade. Após o término da cirurgia leva um tempo para que a sala seja devidamente higienizada, esterilizada”, informou a coordenadora.
Graça Carvalho também afirmou que “existem duas salas de cirurgia já prontas na unidade, aguardando alguns equipamentos, que já foram licitados, para estrarem em funcionamento. Com estas duas salas o atendimento vai melhorar muito”, afirmou.
Graça Carvalho ainda explicou como funciona o procedimento para realização do parto cesáreo.
” Todo procedimento médico segue a condição da evolução do trabalho de parto da mulher. Nesse caso específico, a enfermeira e os dois médicos que assistiram a paciente, explicaram ela todo o processo e o passo a passo de como esta acontecendo o trabalho de parto. A gente sabe que é um momento muito sensível e a pessoa com dor, se desespera, fica impaciente. Mas não aconteceu nada que não seja esperado para uma gestante. A mulher tem todo direito legal sim, de decidir a via de parto. Ele inclusive pode decidir pela cesariana, porém o dia, o momento e a hora de realizar a cirurgia é o médico obstetra, analisando obviamente a condição de saúde da mãe e do bebê. A equipe médica solicitam exames, USG para verificar a criança e exames laboratoriais para analisar a condição de saúde da mulher, naquele momento. E isso nem sempre é aceito pela família ou pela paciente. Seguramente, equipe médica nenhuma faz um procedimento que venha a prejudicar o binômio”, informou a diretora.
Da Redação




Entra governo e sai governo… E esta maternidade segue maltratando àqueles que mais precisam dos seus serviços.