Acontece na manhã desta terça-feira (17), no Fórum Conselheiro Luiz Viana Filho, em Juazeiro, no Norte da Bahia, o julgamento de Israel Ferreira da Cruz, acusado de assassinar a pedradas a senhora Antônia da Silva Santos Nere, de 56 anos. O crime aconteceu no dia 06 de setembro de 2020, no distrito de Maniçoba, zona rural do município.
O acusado fugiu após o crime, mas dias depois se apresentou espontaneamente na delegacia. Na época, a então delegada Adelina Castro informou ao PNB que o suspeito confessou o crime e alegou que tinha problemas mentais e que assassinou a vítima durante um surto.
Os filhos de Antônia estão no fórum, onde acompanham o julgamento que acontece com restrição de público por conta da pandemia do novo coronavirus.
“Eu voltei a morar com minha mãe no início da pandemia, mas no dia do crime não estava em casa. Ela estava em sua residência e como todos as noites, tomou um remédio para conseguir dormir. Antes de dormir, como de costume, mandamos mensagem para ela, mas ela não respondeu. Quando ficamos sabendo do caso, ela já estava morta. Ele invadiu a casa da minha mãe, uma senhora indefesa e brutalmente, deu socos nela, quebrando seu nariz, a levou para uma roça onde havia uma plantação de manga e lá a executou com pedradas. Ele apedrejou minha mãe até a morte. O que tínhamos de mais valioso era a nossa mãe, que teve a vida interrompida por uma pessoa que foi lá somente para fazer o mal. Minha mãe já morava lá há mais de 10 anos, onde há quatro anos estava viúva e dava continuidade a sua vida na roça onde ela tanto gostava de ficar entre a plantação e seu animais. Estamos aguardando que a justiça seja feita, porque é uma dor que não vai passar, pode até diminuir com o passar do tempo, mas a saudade será eterna e lembrança desse crime tão brutal vai ficar ainda na nossa memória. Minha mãe era uma mulher forte, guerreira, sem nenhuma doença e que tinha uma vida pela frente. Nós, como família, esperamos agora que a justiça seja feita e que ele pague por esse crime”, desabafou Carla Fernanda, uma das filhas da vítima.
A Dirigente Estadual da União Brasileira de Mulheres (UBM) em Juazeiro (UBM), Maria Quitéria, também esteve no fórum para acompanhar a família durante o julgamento.
“Estou aqui como sempre, acompanhando todos os crimes que acontecem contra as mulheres na nossa cidade, dando esse apoio a família nesse momento. É mais uma perda. Uma senhora que estava dentro do seu lar, onde a gente acha que estamos mais seguras e acontece esse crime. Então, nós estamos aqui para dizer basta, chega de crimes contra a mulher. Nós temos o direito de viver, de ir e vir. Por isso a família está aqui, junto com o movimento de mulheres, para pedir por justiça”, declarou Quitéria.
O julgamento ainda está em andamento.
Da Redação




A justiça falhou
Pois ele assumiu o crime sozinho
E encerrar o caso quem mandou fazer ta sorrindo por ai e da cara da justiça
Por sair ileso,mais a Justiça de Deus nunca falha ,creio que um dia vai chegar,
Pois pra alguém ir na residência e simplesmente tira a vida de uma senhora,tem o mandante