O Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) vai investigar a conduta do médico obstetra Allan Rendeiro, que aparece em um vídeo coagindo uma mãe, durante o trabalho de parto, a dizer que votaria em Jair Bolsonaro (PL). O caso aconteceu em Belém (PA) e o órgão informou que irá abrir investigação para apurar.
“O Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará esclarece que efetivará todas as medidas legais previstas na Lei nº 3.268/57 e Resoluções do Conselho Federal de Medicina, a fim de apurar o ocorrido, informou, em nota, o CRM.
Allan Rendeiro produziu e compartilhou o vídeo em suas redes sociais, mostrando o momento pós parto da mulher, e exibe o recém-nascido. O médico diz: “Já nasci 22. Vou votar no Bolsonaro”.
Ele chega a pedir que a mulher, ainda na maca e sob efeito de anestésico, fale que vai votar “22”.
“Essa aqui é a mamãe. Dia 30 ela vota? 22, diga. Vou mandar para o Bolsonaro esse vídeo, ele está em uma live especial”, afirma Rendeiro.
A mãe, então, vira o rosto e não responde ao pedido. O pai, que usava um traje vermelho exigido para entrar na área de maternidade, também é filmado. O médico, então, o aborda e insinua que não faria o restante do atendimento porque o homem teria dito ser eleitor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Redação PNB



