Um leitor do PNB enviou para nossa redação um texto analisando a gestão Suzana Ramos e enumerando algumas fragilidades da administração municipal em Juazeiro.
Profissional autônomo e prestador de serviço, ele pediu para não ser identificado temendo sofrer alguma represália e justificou “É um governo perseguidor”.
Confira
A receita perfeita para destruir o futuro de Juazeiro está sendo escrita diante dos nossos olhos. Ela é composta por uma série de “ingredientes” que são capazes de arruinar com o presente da população e garantem um futuro tenebroso para as próximas gerações.
Para conseguir destruir o presente o gestor precisa tomar as piores decisões ao seu alcance para precarizar os serviços públicos ofertados à população nas áreas mais sensíveis da sua atuação: Saúde, Educação e Assistência Social, pois prestar bons serviços na área de saúde, garantir uma educação de qualidade e proteger as populações desassistidas, oferecendo bons programas sociais, são as melhores justificativas para a própria existência do município.
Em Juazeiro nos últimos três anos temos presenciado os serviços de saúde sendo destruídos. A atual prefeita se elegeu com a bandeira de construir uma nova maternidade para atender a nossa população e garantir melhorias substanciais na já existente.
Uma vez no poder, a nova maternidade foi esquecida e a que está em funcionamento foi abandonada e agora precisa desesperadamente ser terceirizada, repassada ao Estado ou a qualquer pessoa que seja capaz de administrá-la, já que a prefeita e sua família parecem não ser.
Alguém pode pensar que a precariedade da maternidade seria uma consequência dos investimentos nas Unidades Básicas de Saúde, mas a realidade se impõe e diariamente somos informados sobre a precariedade dos serviços prestados, falta de profissionais, de estrutura e de medicamentos.
Então, a educação deve ser a “Bandeira” desta gestão? Ledo engano. Todos os meses somos bombardeados com informações sobre a ausência de merenda escolar, atrasos no pagamento dos profissionais de apoio a educação e, principalmente, aos prestadores de serviço que realizam o transporte dos estudantes.
O resultado deste “ingrediente” é atual e produzirá efeitos futuros! Os estudantes que hoje estão sem aula, pois não conseguem chegar às escolas ou, quando conseguem, faltam os profissionais necessários para que as aulas aconteçam, no futuro, é de se esperar que os índices da educação municipal não sejam atingidos.
As políticas assistenciais também não existem. Faltam profissionais, falta uma política organizada, falta interesse em trabalhar este pilar da administração pública.
Mas a cereja do bolo ainda não foi acrescentada à “receita”, pois o município não está arcando com o pagamento das suas despesas correntes e em algum momento estes valores serão cobrados na justiça.
Funcionários com salários atrasados, prestadores de serviços que não recebem, fornecedores diversos sem pagamento … uma hora esta conta terá que ser paga e nesta hora o futuro das finanças municipais será comprometido.
E ainda temos o “gran finale”, o toque da chef: Além de gastar mal o que arrecada e de não honrar com os pagamentos correntes, para arrasar com o futuro da cidade a prefeita decidiu que seria interessante endividá-la perante bancos e demais instituições de fomento.
Nos últimos meses se tornaram comuns notícias sobre a tomada de empréstimos e financiamentos milionários em diversos bancos e instituições. Este dinheiro “novo” certamente será utilizado para transformar a cidade num canteiro de obras, pois só assim será possível tapar os buracos que três anos de descaso fizeram surgir.
Mas é sempre bom lembrar que cada centavo precisará ser pago, com juros e correções futuramente e, como todos sabemos, bancos não perdem dinheiro e só emprestam se tiverem a garantia de receber o valor adiantado.
E nós sabemos que Juazeiro tem estas garantias para oferecer: as receitas públicas futuras serão oportunamente descontadas na fonte e usadas para pagar tais financiamentos.
Agora, imaginem o que acontecerá quando esta “receita” estiver pronta e o “prato” for servido à população? Os trabalhadores receberão na justiça os seus salários, os fornecedores idem, os parcelamentos sucessivos com o IPJ precisarão ser pagos com retenção na fonte, as contribuições necessárias para sustentar a previdência municipal não poderão ser reduzidas à força e, para piorar, ainda existirão centenas de milhões de reais a serem pagos com recursos municipais.
Como será possível administrar Juazeiro?
Seria interessante ouvir uma resposta da prefeita e dos pré-candidatos que já estão metendo as caras em 2024.
Tempos difíceis se aproximam e, como sempre, esta conta será cobrada da população.
Um juazeirense preocupado com os destinos de sua terra



