“Quem mudou? Nós? Ou eles?”, por Gilberto Santana

0

 

Lá vai eu…

Quando, em nossa agremiação política, recebemos alguém que habitou programática e ideologicamente muito distante de nós, devemos nos perguntar: – quem mudou? Nós? Ou eles?

Uma conversão política se faz antes de tudo com gestos… Como dizia o velho Lênin, “a prática é o critério da verdade”.

Me alegraria saber que as pessoas que um dia caminharam com o projeto dos dominantes, converteram-se em favor dos dominados. Esse é o ápice da disputa hegemônica proposta por Gramsci, para alguns seria uma revolução espiritual. Do contrário, me entristece a ideia de pensar que somos nós que estaríamos mudando de plataforma.

Me lembrei do velho Raulzito Seixas: “ói , olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral !… Quem vai ficar? Que vai partir? Pois o trem está chegando…
Não é o último pro sertão, não é o primeiro, e a história nos ensina que a movimentação continua.

O que não muda nunca, os que fazem o trem andar, os que queimam a lenha e se arriscam perigosamente nesses trilhos, que nem sempre os levam até a estação vitória.

Quem dá velocidade ao partido é a militância, quem faz a disputa corpo-a-corpo é a militância, quem alimenta a utopia, o sonho, a esperança são os corações vermelhos forjados na luta entre golpes e contra-golpes.

Os que se juntarem a nós, precisa saber que abrimos caminhos, enfrentamos tempestades, cataclisma e até perda de afetos em função de nossas escolhas.

Lá vai eu de novo. Me esforçar para compreender as componentes da conjuntura, levantar a cabeça e sorrir com quem nunca chorou comigo, esperançar ao lado de quem depôs a

Mulher Honrada no golpe misógino que sofreu a Presidenta Dilma. SÓ É COMPANHEIRO QUEM SENTE A MINHA DOR, SONHA OS MEUS SONHOS E LUTA A MINHA LUTA!

Torço pra que sejamos verdadeiramente companheiros, mas, a minha natureza subversiva reclama que os orgânicos, históricos, militantes assumam o lugar do maquinista e que a direção não permita que os queimadores de lenha cedam seu lugar da janela e se dirijam ao último vagão. É sobre isso, é sobre a garantia que a mistura não vai perder a homogeneidade, que a nossa cor vermelha não perca a intensidade e de jamais perdermos a perspectiva revolucionária.

Nem sempre vale apena o sacrifício institucional em nome da governabilidade que está erodindo o poder popular, e secundando seus autores oriundos do Movimento Social. Seja sempre bem-vindo!

Bem vindo ao partido das Mulheres Emancipacionistas, das negras e negros, da diversidade LGBTS, quilombolas, afrocentristas, indigenas, do precariado, do agricultor, das trabalhadoras.

Sejam bem vindos ao partido, único que aponta no nome, sua identidade e projeto de intervenção social.

O PT PARTIDO DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS!

Gilberto Santana, Cientista Social com ênfase em Ciência Política, Educador popular,
Séc de Formação política do SINERGIA BA, Membro do coletivo de formação da CUT e analista político

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome