Comissão da Mulher Advogada da OAB/Juazeiro vai realizar audiência pública sobre o caso Beatriz Mota

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Como parte das atividades do dia internacional da Mulher, a Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção de Juazeiro, através da Comissão da Mulher Advogada, realizará Audiência Pública sobre o caso da menina Beatriz Mota. O evento acontecerá nesta quarta-feira (15), no auditório da OAB, às 16h.

Estarão presentes na ocasião a vice-presidente da OAB/BA Ana Patrícia Dantas e, também, Lia Barroso, presidente da comissão de proteção aos direitos da mulher na Bahia. Entre os convidados estão os delegados e promotores do caso, além dos pais de Beatriz.

De acordo com o Presidente da OAB de Juazeiro, Aderbal Vagas, a audiência pública será uma conversa direta sobre o caso sem a intenção de interferir nas investigações. ” O papel da OAB é a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça, a defesa dos direitos humanos e, neste sentido, justifica-se a realização desta audiência. Não pretendemos despertar expectativas fantasiosas, nem revelações sobre o caso. Sabemos que existem linhas de investigação e não é nossa intenção suscitar nenhuma revelação que possa causar prejuízos nas investigações. Nosso objetivo maior é não deixar que a luta do caso Beatriz se perca, que caia no esquecimento. Por isso faremos essa conversa simples e direta. A OAB vai agir como mediadora entre as diversas forças que estão atuando no caso, para que eles deem uma situação do andamento atual das coisas”, explicou Aderbal Vargas.

O Preto No Branco também conversou com os pais de Beatriz sobre a iniciativa da OAB  “Como as autoridades do judiciário, ministério público e polícia civil foram convidadas esperamos instigar e cobrar uma resposta imediata. Que se possa responder alguns questionamentos que nos perseguem: Que outras alternativas temos juridicamente? Por quê tanta negligência e protecionismo com aquela empresa? Eles serão responsabilizados? Estaremos presentes e convidamos familiares e amigos a participarem dessa audiência”, declarou Sandro, pai da criança.

Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz, acredita que a iniciativa será satisfatória e ajudará nas investigações. “Com a audiência saberemos se o Ministério Público fez alguma diligência e se foi tomada alguma providência em relação aos crimes praticados pelo colégio e a prefeitura de Petrolina diante de tantas denúncias que foram feitas”, conta.

O auditório da OAB em Juazeiro está localizado na Travessa José Guerra de Santana, s/n, no bairro Alagadiço.

Caso Beatriz

Beatriz Angélica Mota tinha 7 anos quando foi morta a facadas, durante uma festa de formatura no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 10 de dezembro de 2015. O crime ocorreu dentro da quadra poliesportiva da instituição de ensino, onde acontecia a solenidade de formatura das turmas do terceiro ano da escola. A festa contava com a participação de aproximadamente 2.500 pessoas, entre alunos, convidados e funcionários.

Um ano e três meses depois, o crime ainda não foi elucidado e já teve duas trocas de delegados durante as investigações. O inquérito está com o Ministério Público e os documentos estão divididos em 13 volumes, com seis anexos.

 

 

Da redação

1 COMENTÁRIO

  1. Estamos todos na expectativa para o desfecho desse crime bárbaro, não podemos deixar esse caso cair no esquecimento e principalmente que os assassinos fiquem impunes, esse monstro que matou essa criança e quem o ajudou merece cadeia!

    Vamos à luta até o fim, precisamos de respostas e rápido, já se passou muito tempo e até agora nada, o que falta para finalmente colocarem na cadeia os responsáveis?

    #SomosTodosBeatriz

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