Nasceu na manhã desta quinta-feira (29), através de um parto cesário, o bebê Nicolas Fagundes de Brito Santos. O recém-nascido nasceu pesando 4.500kg.
O parto foi realizado no Hospital Dom Malan de Petrolina, no sertão de Pernambuco, após a mãe da criança, Lidiane Fagundes Borges, ser diagnosticada com diabetes gestacional. Mesmo fazendo acompanhamento pré-natal em uma Unidade Básica de Juazeiro, na região Norte da Bahia, onde ela mora, a doença só foi descoberta após exames realizados ontem (28), no HDM, em Petrolina.
Segundo informações da sogra de Lidiane, mãe e filho passam bem.
Relembre
Antes do nascimento de Nicolas, a mãe da criança passou por uma verdadeira peregrinação para conseguir passar pela cesariana. Após uma ultrassonografia que a família pagou, apontar que o bebê estava pesando mais de 4 quilos e setecentos gramas, o médico que realizou o exame indicou a cirurgia.
Porém, segundo a sogra de Lidiane, um médio da Maternidade de Juazeiro dificultou a realização da cesariana.
“O médico da Maternidade de Juazeiro mandou que ela fizesse o ultrassom, pois ela estava sentindo dores. Ele queria saber como estava o bebê, se tinha como ela ter a criança por parto normal ou fazer uma cesariana. Pagamos 180 reais pelo exame feito em Petrolina e o médico de lá, quando olhou, disse que o menino estava com 4,759 kg e não teria como o parto ser normal, que tinha que ser uma cesariana e já. Minha nora foi para o Dom Malan, mas lá disseram que só atenderiam se fosse gravidez de alto risco, se ela tivesse diabetes gestacional. Encaminharam ela, novamente, para a Maternidade de Juazeiro, mas o médico que atendeu disse que não, que ela fizesse outra ultrassom, porque ultrassom não é balança, ou seja, a gente teria que pagar novamente por outro exame, já que na Maternidade não fazia. Sem dúvida, este médico está achando que a gente ganha bem como ele e tem dinheiro para fazer quantas ultrassons ele queira fazer. A gente é assalariado. Então, ele não quis internar ela para ela fazer a cesariana. Agora, ela voltou para casa e está aqui nesta situação,” relatou Luzinete Barbosa na última terça-feira (27).
Na ocasião, ela ainda demonstrou sua indignação com o atendimento recebido no Hospital Materno Infantil e questionou a política de “humanização” da unidade.
“A gente fica indignado com esse atendimento da Maternidade de Juazeiro. Cadê a humanização? Pagamos pela ultrassom, que foi a terceira que ela fez, e em todas já mostrava que a criança é grande e tudo indicava que o parto dela não poderia ser normal. Eles querem que as mulheres sofram ou até percam a vida dificultando a realização de uma cesariana? É um absurdo uma coisa dessa. O médico que fez a ultrassom em Petrolina disse que a criança já está toda formada e minha nora já sofrendo. O que mais vão esperar?”, questionou.
Ontem (28), em nota, Sesau informou que “a paciente citada procurou a Maternidade Municipal nesta terça-feira (27), onde passou por avaliação médica e foi orientada a retornar à unidade na quarta-feira (28) para que seja realizado um exame de ultrassonografia, já que o apresentado foi realizado fora da unidade, conforme relatado”.
O órgão afirmou ainda que a paciente não estava em trabalho de parto e não apresentava comorbidades que indicassem a necessidade de uma cesariana neste momento.
Bebê gigante
Segundo pesquisa feita pelo PNB, “o termo usado para descrever esses “bebês gigantes” é macrossomia (termo com origem no grego para “corpo grande”). Qualquer recém-nascido que pese mais de 4 kg, independentemente da idade gestacional, é considerado um bebê macrossômico.
As recomendações da Comissão Nacional Especializada em Glicemia na Gestação quanto à forma do parto variam de acordo com cada caso. Em geral, em crianças com mais de 4,5kg, é indicado que seja oferecida à mãe a realização de uma cesariana.”
Redação PNB


