Internada há 15 dias, paciente reclama de espera por cirurgia e falta de informações no HU de Petrolina: “Criam expectativas e depois cancelam”

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Uma paciente internada há 15 dias no Hospital Universitário de Petrolina (HU-Univasf) entrou em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar da situação que vem enfrentando enquanto aguarda a realização de uma cirurgia de hérnia de disco. Ela conta que diariamente recebe uma justificativa diferente sobre a realização do procedimento, mas sem uma resposta concreta.

“Na semana passada, médicos disseram que a cirurgia seria nesta semana. Depois, outro médico afirmou que teria que esperar porque estava faltando um equipamento. Já na quarta-feira (20), uma médica me informou que eu entrasse em dieta zero a partir das 22h, porque havia a possibilidade de eu ser operada. Mas, na manhã seguinte, a equipe de enfermagem sequer sabia que eu estava em dieta zero. Fiquei sem comer e sem beber água das 22h de quarta até as 15h30 da quinta-feira (21), quando recebi a notícia de que a cirurgia havia sido cancelada”, relatou.

O episódio, segundo a paciente, acentuou seu quadro de ansiedade. “Se eu não questiono e se minha mãe não vai pedir informações, ninguém avisa nada. Isso é desgastante e me deixa vulnerável, porque continuo exposta aos riscos de estar internada em um hospital sem necessidade, já que não há previsão clara da cirurgia.”

Além da própria situação, ela afirma que outros pacientes enfrentam o mesmo problema.

“Há pessoas que esperam há meses por cirurgias semelhantes, algumas chegam a ser adiadas até quando o paciente já está pronto, na sala de operação”, disse.

Também em contato com o PNB, a família da paciente informou que já procurou a ouvidoria do HU-Univasf, que informou ter encaminhado a demanda para a diretoria do hospital.

“O setor destacou que, por lei, o prazo de resposta é de 30 dias. Enquanto isso, ela permanece internada na clínica cirúrgica aguardando o procedimento”, disseram.

Nesta sexta-feira (22), familiares voltaram a cobrar explicações sobre a demora e a falta de transparência, segundo as informações.

“Queremos respostas concretas. Por que todos os dias uma história diferente? Por que criam expectativas e depois cancelam? Que equipamento é esse que falta? E por que uma paciente com situação semelhante teve que recorrer a um hospital particular para ser atendida?”, questionou um familiar.

Encaminhamos as reclamações para a direção do HU-Univasf.

Confira resposta:

O HU-Univasf recebe, historicamente, uma alta demanda por atendimentos, por ser unidade de saúde referenciada em uma macrorregião que abrange 53 municípios nos estados de Pernambuco e Bahia.

As equipes se esforçam diariamente para fornecer resolutividade aos casos de urgência e emergência que chegam a todo tempo, pelo fato de o HU ser unidade de porta aberta, recebendo espontaneamente pacientes via SAMU ou por meios próprios.

Tais fatores interferem diretamente no atraso de procedimentos cirúrgicos.

O hospital se solidariza com o anseio de todos os pacientes e familiares, estando empenhado em garantir a prestação de cuidado adequado, ao passo que enfrenta desafios diários perante o cenário de superlotação, com informes constantes a autoridades competentes nas diferentes esferas de governo.

O caso em questão já está em tramitação na Ouvidoria para que a paciente receba todos os os esclarecimentos necessários pela equipe responsável pelo seu tratamento.

 

Redação PNB

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