Uma semana após a mudança da empresa responsável pela linha interestadual que faz trajeto entre as cidades irmãs, Juazeiro, no Norte da Bahia, e Petrolina, no sertão de Pernambuco, estudantes procuraram o Portal Preto no Branco para relatar problemas no serviço ofertado pela Atlântico Transportes. Segundo eles, além de ter ficado mais caro, o transporte piorou de maneira significativa, prejudicando a rotina dos usuários.
Na linha que faz o trajeto via Areia Branca, um estudante relatou que, na última segunda-feira (8), aguardou por mais de uma hora pelo coletivo, que não passou.
“Ontem, o ônibus via Areia Branca, que passa pelas faculdades UPE e Univasf, e que geralmente passa às 18h40, não passou. Cheguei ao terminal às 18h e esperei o transporte até as 19h40, quando decidi chamar um veículo por aplicativo, mas acabei perdendo uma prova importante na faculdade por causa dessa inconsistência”, disse.
Na linha que atende os estudantes do IF Sertão, outro estudante também relatou problemas com o serviço prestado pela empresa.
“O serviço, além de mais caro, piorou. Os ônibus estão atrasando mais de dez minutos na partida do terminal de Juazeiro, o que faz com que cheguemos no limite do horário do início das aulas. O mais grave, no entanto, tem sido as duas últimas viagens do ônibus, que antes chegavam ao IF entre 17h40 e 18h, e agora têm chegado após 18h30. Uma eventual justificativa das obras da travessia urbana não se sustenta, porque o transporte, antes dessa malfadada mudança, chegava ao IF no máximo às 18h. Quem precisa pegar o ônibus que deveria sair do terminal às 18h50 (última viagem) está embarcando apenas depois das 20h30”, relatou.
Além dos atrasos, o estudante questiona a ausência da meia-passagem estudantil, que deveria garantir o pagamento de R$ 2,50 por viagem.
“Além disso tudo, cadê nosso direito à meia-passagem, a pagar R$ 2,50? Estudantes estão sendo obrigados a escolher os dias de comparecimento e ‘calcular’ limites de faltas, por não ter condições financeiras para pegar ônibus todos os dias da semana. Usuários de transporte coletivo têm direitos ou apenas o dever de pagar por uma passagem mais cara do que em algumas capitais, por um serviço ruim e ineficiente? Onde fica a mobilidade urbana e qualquer plano de melhorar o intenso tráfego de veículos nessas duas cidades, sem que a melhoria do transporte coletivo entre na equação?”, questionou.
Embora o direito à meia passagem em linhas interestaduais não tenha amparo legal, o benefício pode ser oferecido voluntariamente pela empresa responsável pelo serviço, como era feito pela Joafra Transportes até junho de 2022.
Encaminhamos o relato sobre os atrasos nos horários para a Atlântico Transportes e também para a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte, e aguardamos uma resposta.
Redação PNB



