O crescimento da população em situação de rua é uma realidade que atravessa cidades de todo o país. Em Juazeiro, no norte da Bahia, e em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o cenário também exige atenção permanente do poder público e da sociedade. Nas duas cidades, moradores e comerciantes relatam a presença mais frequente de pessoas em situação de rua, especialmente em áreas centrais e de grande circulação.
Em Juazeiro, um morador entrou em contato com o Portal Preto no Branco para chamar a atenção do setor social do município para o que considera um aumento visível dessa população, sobretudo na região central e nas imediações do Mercado do Produtor.
“Não é só uma questão de segurança. A gente está falando de pessoas que precisam de ajuda, de tratamento e de acompanhamento. O que preocupa é ver que a situação parece crescer a cada dia”, afirmou.
Segundo ele, comerciantes e trabalhadores convivem diariamente com a realidade da vulnerabilidade social, mas reforça que o problema não deve ser tratado com preconceito.
“São pessoas que precisam de cuidado, de políticas públicas sérias. O poder público precisa olhar para isso com mais atenção. Se eu vejo isso e normalizo, eu perdi a sensibilidade pelo próximo. Não podemos ver essa situação aumentar e não cobrar ações”, destacou.
O morador também questiona as ações do poder público que, na avaliação dele, deveriam ser perceptíveis à população.
“A gente não vê campanhas, não vê ações claras de reinserção social ou tratamento para dependência química. Parece que o problema vai sendo empurrado, mas não enfrentado de fato”, disse.
Em Petrolina, uma moradora também relatou perceber o aumento da população em situação de vulnerabilidade e o sentimento de desassistência por parte do poder público.
“Moro aqui no centro de Petrolina há muitos anos e venho observando o aumento no fluxo de pessoas em situação de rua. É uma quantidade crescente de pessoas e não vemos uma ação da prefeitura para essa população. Muitas vezes, eles são atendidos por pessoas solidárias que vêm e trazem comida, agasalhos. Mas eles precisam mais do que isso, precisam de políticas públicas, de oportunidades para saírem das ruas, de reinserção na sociedade. São pessoas, não são animais. Precisam e merecem dignidade”, relatou a moradora.
Segundo a Prefeitura de Juazeiro, o município conta com uma rede de atendimento voltada à população em situação de rua, composta pelo Centro de Referência para População em Situação de Rua (Centro POP), pela Unidade de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias – Transformar – e pelo Serviço Especializado em Abordagem Social.
De acordo com o município, há acolhimento institucional em pleno funcionamento, com capacidade para 25 pessoas por dia. Nos equipamentos são ofertados serviços como alimentação, espaço para higiene pessoal, além de acompanhamento técnico e dos encaminhamentos necessários.
Sobre o número de pessoas em situação de rua, a gestão informou que foi realizado um levantamento em fevereiro de 2025 e que uma nova pesquisa está programada para março deste ano, com o objetivo de atualizar os dados. O município também afirma atuar de forma intersetorial, em articulação com outras políticas públicas, para garantir atendimento integral.
Em Petrolina, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Assistência Social e Combate à Fome, informou que desenvolve ações fundamentadas na Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e no Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Entre as principais iniciativas estão o Serviço Especializado de Abordagem Social, realizado por equipes técnicas que atuam de forma contínua nos territórios, o atendimento no Centro POP e o Abrigo Municipal.
Segundo a gestão, os dados consolidados mais recentes apontam 199 pessoas em situação de rua acompanhadas pelos serviços socioassistenciais. O município ressalta que se trata de uma população dinâmica e flutuante, o que faz com que os números variem ao longo do ano.
Ainda segundo a pasta, atualmente Petrolina dispõe de aproximadamente 45 vagas em serviço de acolhimento institucional.
De acordo com a prefeitura, a gestão oferta alimentação, espaço para higiene pessoal, guarda de pertences, atendimento técnico social, encaminhamentos para serviços de saúde, apoio para emissão de documentação civil, além de direcionamento para qualificação profissional, benefícios socioassistenciais e retorno ao convívio familiar, por meio do Centro POP e do acolhimento institucional.
Redação PNB




Cuidar de gente não dá Ibope, não dá like, holofote, microfone… A moda é cuidar de cachorro
Eu tenho coragem de colocar um cão, ( irracional? ) , como já fiz em várias ocasiões, que foi muitas vezes abandonado por quem ele confiou, que está passando fome, sofrimento maus tratos nas ruas, doente , e levei para cuidar , e tenho certeza que a fidelidade é eterna, muitas vezes dando sua propia vida para me proteger. E você teria coragem de colocar um morador de rua dentro da sua casa? Muitos deles usuários de crack e viciados em álcool, na sua maioria recebendo bolsa família ou outros benefícios do governo, recebem ofertas de emprego, mas não querem para não perder o benefício, mas preferem viver nas ruas do que em centros de recuperação, como os das OnGs de Igrejas católicas ou igrejas evangélicas. Eu já fiz os dois. Sabe quem aceitou ajuda? O irracional… Portanto não fale do que você não conhece..
O aumento de impostos e taxações, oneram micro e pequenos empreendedores, gerando desemprego e aumentando o flagelo social, aumentando o assistencialismo.
Ciclo vicioso sorrateiro e perene na sociedade brasileira.
Um novo Mercado do Produtor pode gerar 10 milhoes por dia todos os dias vindo de boa parte do Brasil.
Pode gerar 2 000 empregos diretos de carteira assinada e 800 avulso.
Cade as associacoes de clssse e o Prefeito e deputados?
Tem Trasformar e pop mais infelizmente eu trabalhei no Trasformar na época de Dany do Pop ali sim tinha amor ao próximo ela tirava das ruas mesmo eu digo porque eu trabalhava lá sei amor e cuidado cada um profissional trabalhava lá,tinha por eles cada acolhido (Interno)