Um morador de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com a redação do PNB para relatar que foi mordido por um cão errante enquanto praticava corrida na Orla da cidade, na manhã de terça-feira (17). Segundo o relato, ele foi surpreendido pelo ataque em uma área onde havia mais de dez cachorros.
“Juazeiro tá cheio de cães soltos no meio da rua. Fui mordido por um deles enquanto corria na Orla”, contou.
Apesar do susto, o corredor informou que conseguiu buscar atendimento médico em uma unidade de saúde, onde recebeu a vacina antirrábica.
“A mordida doeu de leve e ficou um pouco inchado, mas já está melhor. Consegui ir no postinho e tomar a vacina. Foi um susto grande e pode acontecer com qualquer um, é importante que isso seja resolvido, imagina se tivesse acontecido com uma criança”, relatou.
Encaminhamos o caso para a Secretaria de Meio Ambiente de Juazeiro.
O aumento de cães errantes no município
Nos últimos dias diversos cidadãos juazeirenses registraram o aumento de cães errantes em diversos pontos do município, especialmente em áreas de grande circulação, como a Orla. Os moradores alertam para o risco de ataques, também levanta questões relacionadas à saúde pública e ao controle populacional de animais.
Um morador do bairro Cajueiro, em Juazeiro, no norte da Bahia, relatou o aumento significativo de cães errantes na comunidade.
“Moradores de outros bairros vêm registrando a quantidade de cães nas ruas, e aqui no bairro Cajueiro não é diferente. Esses dias havia uma grande quantidade circulando por aqui”, afirmou o morador.
“A gente sai de casa e sempre encontra vários cachorros soltos. Tem dia que são muitos juntos, dá até medo, principalmente para quem anda com criança. A gente fica apreensivo sem saber como agir ou o que fazer caso eles ataquem”, disse.
“Isso não é de agora, já tem um tempo que vem aumentando. Cada dia aparece mais cachorro abandonado aqui no bairro”, relatou.
“Muitos estão magros, aparentemente doentes, precisando de cuidado. Não é só um problema para a população, mas também para os próprios animais. Precisamos cuidar e controlar o aumento desses bichinhos nas ruas”, concluiu.
No bairro Castelo Branco, uma moradora da Quadra C relatou que cães têm sido abandonados com frequência em uma praça da localidade.
“Estão abandonando cachorro demais aqui. Todo dia aparece um. A gente ajuda porque os bichinhos não têm culpa, mas isso virou um ponto de abandono. Eu já tenho dois adotados em casa e uma amiga tem três. A gente está sobrecarregada, tentamos cuidar de alguns, mas não tem mais condições”, relatou.
“A gente acha que o pessoal vê que a gente cuida e acaba abandonando mais lá. A gente ajuda porque os bichinhos não têm culpa, mas não é justo”, afirmou.
Outra moradora também demonstrou preocupação com o aumento de animais soltos nas ruas. Segundo ela, a população tem ficado com medo de possíveis ataques.
“A quantidade de cachorro na rua aumentou muito e a gente fica com medo. Tem gente que já evita passar em alguns horários por causa dos cães”, relatou.
Apesar do receio, moradores destacam que muitos desses cães são vítimas de abandono e acabam sofrendo nas ruas, sem abrigo, alimentação adequada ou cuidados veterinários.
“É uma judiação com os bichinhos. Eles sofrem muito na rua, passam fome, ficam doentes. O problema começa com o abandono”, afirmou a moradora.
“O abandono é um crime sério. A gente precisa começar a bater nessa tecla, porque não dá mais para continuar assim”, reforçou a moradora.
“Precisamos que a Prefeitura de Juazeiro esteja atenta ao que está acontecendo no município. Se a quantidade de cães nas ruas está crescendo, algo precisa ser feito para que esses animais sejam cuidados. Não podemos fingir que eles não existem. Eles existem e muitas vezes são frutos da irresponsabilidade de nós, humanos. Eles não têm culpa de nada”, disse um morador.
“Ninguém consegue mais caminhar na Orla Nova devido à quantidade de cachorros de rua. Chega a ser assustador o número de cães. A gente vem para caminhar e acaba ficando com receio”, relatou uma frequentadora da orla.
“É um lugar muito movimentado, vem muita família, gente que traz criança. Do jeito que está, fica difícil. A gente não sabe se os animais podem avançar ou não. As autoridades precisam tomar alguma providência”, comentou outro morador.
Redação PNB


