Após cinco meses, família e amigos cobram respostas sobre o assassinato de agente penitenciário em Juazeiro; suspeito segue foragido

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Cinco meses após o assassinato do agente penitenciário Deusdete de Santana Barros, de 40 anos, em Juazeiro, no norte da Bahia, o caso ainda segue sem solução. O crime ocorreu no dia 22 de novembro de 2025 e, desde o dia 18 de dezembro, um homem de prenome Janclei, apontado como suspeito, teve o mandado de prisão decretado, mas permanece foragido. 

Familiares e amigos da vítima procuraram nossa reportagem para cobrar respostas e celeridade na resolução do caso.

“Cinco meses desde que esse crime aconteceu e não temos nenhum esclarecimento sobre o caso. O suspeito do homicídio continua em liberdade, apesar da ordem judicial já ter sido emitida”, relatou um familiar da vítima.

“Até o momento, o suspeito está foragido da Justiça, mesmo havendo um mandado de prisão expedido desde dezembro. O que está sendo feito para capturar esse criminoso?”, questionou um amigo de Deusdete.

Eles apelam para que as autoridades se manifestem, esclarecendo o estágio das investigações e as medidas adotadas para capturar o suspeito.

“A ausência de informações e de providências efetivas gera indignação, sobretudo porque a vítima era uma pessoa muito querida por todos. Esse crime não vai cair no esquecimento”, relatou um familiar.

Encaminhamos a solicitação para a Polícia Civil-BA, que em nota informou que “o Inquérito Policial foi concluído e remetido à justiça. Agora a instituição segue realizando o trabalho de inteligência para localizar o autor.”

Assassinato

Um homem identificado apenas pelas iniciais J. de S. C., apontado como o autor do disparo de arma de fogo que matou o agente penitenciário, confessou a autoria do crime, ocorrido na tarde do dia 22 de novembro, no bairro Tabuleiro.

Ele se apresentou na Delegacia de Homicídios no dia 24 do mesmo mês, acompanhado de um advogado.

O suspeito é proprietário do imóvel onde o crime ocorreu. Em depoimento, ele teria alegado que o disparo foi efetuado durante uma “brincadeira” com o amigo e negando a intenção de matá-lo.

Após ser ouvido na Delegacia, o autor do disparo foi liberado. A Polícia Civil informou ainda que diligências e outras coletas de prova ainda estão em curso para a conclusão e encaminhamento do inquérito a justiça criminal.

O caso foi inicialmente registrado como suicídio. Porém, no local, policiais civis e o Departamento de Polícia Técnica realizaram levantamentos iniciais que começaram a afastar a hipótese.

A Polícia Civil informou ainda que vestígios e a própria dinâmica observada na cena do crime levantaram dúvidas que motivaram novas diligências. Testemunhas que estavam na casa no momento do fato foram localizadas e ouvidas.

Conforme os depoimentos, o grupo estava ingerindo bebida alcoólica e manipulando uma arma de fogo. As testemunhas teriam relatado ainda que o autor do disparo, teria iniciado uma ação semelhante à chamada “roleta-russa”, colocando uma munição no tambor do revólver, girando-o e apertando o gatilho. O tiro atingiu Deusdete, que morreu no local, e após o disparo, o suspeito deixou a casa.

Imagem: à esquerda, a vítima Deusdete; à direita, Jenclei, apontado como autor do crime.

Redação PNB

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