O Hospital Regional de Juazeiro (HRJ) se manifestou após uma paciente denunciar a suspensão consecutiva de uma cirurgia de intestino que necessita fazer com urgência. A paciente havia relatado que a colectomia total, procedimento cirúrgico para retirada do intestino grosso, foi cancelada três vezes em menos de um mês.
Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a gestão do HRJ informou que “há registro de uma suspensão do procedimento cirúrgico da paciente Maísa Veríssimo, ocorrida em 24/04, e não de três, como mencionado na reclamação. A medida foi necessária devido ao prolongamento de uma cirurgia de alta complexidade envolvendo paciente grave, que ocupou a sala cirúrgica além do tempo previsto. O hospital segue empenhado em reorganizar a agenda para realizar a cirurgia no menor prazo possível.”
No entanto, a paciente rebateu a informação da instituição e enviou à nossa redação os comunicados que recebeu informando a suspensão do procedimento por três vezes.
“Eu não iria mentir. O que falo é verdade e estou provando isso com as mensagens que recebi do hospital informando sobre os cancelamentos nas 3 vezes. Tenho testemunhas como familiares e vizinhos que estava preparada para fazer a cirurgia e houve o cancelamento”, rebateu a paciente que segue sem uma data certa para fazer o procedimento.
O caso
“Eu preciso fazer uma cirurgia para retirar todo o intestino grosso. Estou sendo acompanhada pelo hospital desde novembro do ano passado e minha cirurgia já foi marcada três vezes, mas também foi cancelada três vezes em um intervalo de um mês”, disse.
Segundo Maisa, a primeira tentativa estava marcada para o dia 10 de abril.
“Cancelaram dizendo que uma peça do centro cirúrgico tinha quebrado. Depois remarcaram para o dia 17 de abril, mas, antes da data, cancelaram de novo, porque o meu médico cirurgião foi para um congresso”, relatou.
A paciente contou que a terceira remarcação foi para o dia 24 de abril e que chegou a passar por todo o processo de internação e preparação.
“No dia 23, eu fui internada para operar na sexta-feira, fiz todo o preparo e já estava pronta, com a roupa cirúrgica. Quando foi por volta de uma hora da tarde, eu desci para o bloco cirúrgico e, quando cheguei lá, cancelaram novamente a minha cirurgia. Mandaram eu subir de volta para o quarto. Eu tive que tirar a roupa e ir embora para casa”, desabafou.
Ela criticou os consecutivos cancelamentos e cobrou uma solução da gestão do hospital.
“É uma situação muito difícil, porque é uma cirurgia importante, e eu fico nessa incerteza, sendo preparada, criando expectativa e sendo mandada embora. Eu só quero uma solução. Eles vão esperar eu morrer? Eu estou sofrendo. Se não conseguem fazer essa cirurgia aqui, que me transfiram para um local que faça”, clamou Maisa.
Redação PNB



