Comunidade aponta supostas perseguições a funcionárias e expulsão de aluno vítima de racismo em escola municipal de Juazeiro

0

A gestão da Escola Municipal Professora Maria Franca Pires, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, está sendo alvo de críticas enviadas ao Portal Preto no Branco. Os relatos apontam supostos casos de perseguição a trabalhadoras terceirizadas e tratamento inadequado a servidores e alunos por parte da direção.

“A diretora da escola está fazendo coisas que estão desagradando à comunidade. Na escola, não para merendeira. Mesmo que a funcionária desempenhe um bom trabalho, para ela nunca está bom. Isso causa transtornos às trabalhadoras, que são contratadas por uma empresa terceirizada. Ano passado passaram três merendeiras pela escola e a última que ficou não foi aceita de volta este ano. Agora, em junho, três merendeiras já foram tiradas por causa da diretora. Ela trata as pessoas com ignorância e começa a inventar coisas que não são verdadeiras sobre as merendeiras. Ela luta até a empresa tirar as funcionárias, mesmo quando fazem um bom trabalho”, afirmou uma familiar de uma ex-funcionária, que preferiu não se identificar.

A profissional cita ainda a expulsão de um aluno de 10 anos, que, segundo os relatos, sofria bullying com ofensas racistas dentro da escola.

“Em março deste ano, ela expulsou um aluno que tinha 10 anos e sofria bullying na escola, sendo chamado de macaco. A diretora, que poderia tomar providências para resolver a situação, fez foi tirar a criança da escola”, acrescentou.

Também em contato com o PNB, a avó da criança que foi expulsa também fez críticas a gestão escolar.

“Meu neto chegou em casa dizendo que estava suspenso. Eu perguntei o que ele tinha feito e ele respondeu que apenas ameaçou um colega porque não estava aguentando mais ser perturbado. Eu disse que estava errado ameaçar, mas ele falou que não faria nada, que apenas falou aquilo porque estava cansado das provocações. Dias depois, fui chamada à escola pela diretora. Quando cheguei lá, ela falou tanta coisa desse menino que eu não conhecia. Chegou a falar em Polícia Civil. Eu fiquei assustada, saí chorando, desesperada, achando que ele tinha feito algo muito grave. Era uma criança de apenas 10 anos”, disse.

A avó afirma que, em um segundo encontro, foi informada de que a transferência do menino já estava decidida.

“Ela disse que iria transferir ele para outra escola e perguntou se a gente aceitava. Eu expliquei que tenho problema de coração, já fiz cirurgia, tenho pontes de safena e escolhi aquela escola porque era perto da minha casa, já que não posso andar muito nem ficar no sol. Mesmo assim, ela transferiu meu neto para uma escola onde é preciso atravessar quatro pistas”, contou.

Ainda segundo o relato foi somente depois da mudança de escola, segundo a avó, que a criança revelou o que vinha sofrendo.

“Uma mãe me contou que ele sofria bullying. Quando fui conversar com ele, ele disse: ‘Vó, foi por isso que ameacei bater no coleguinha. Eles me chamavam de gorila, de chimpanzé, de macaco e ficavam me perturbando’. Até aí, a diretora nunca me disse que ele sofria bullying, apenas falou que ele tinha ameaçado outro aluno”, afirmou.

A familiar também relatou que o neto teria sido impedido de entrar na antiga escola para buscar materiais esportivos.

“Ele tinha umas coisas de futebol para pegar. Quando chegou lá, o guarda não deixou ele entrar porque a diretora tinha proibido. O professor precisou levar os materiais até o portão. Isso me machucou muito. Meu neto é um menino educado, pacífico, brinca com todo mundo e nunca teve problemas de comportamento”, declarou.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Educação de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome