Espetáculo que celebra 10 anos de trajetória chega a Juazeiro com apresentação e oficina gratuitas nesta quarta-feira (15)

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Após uma década de circulação por festivais nacionais e internacionais, “Da Própria Pele, Não Há Quem Fuja”, do coreógrafo baiano Brunno de Jesus, será apresentado gratuitamente no Centro de Cultura João Gilberto. A programação inclui ainda a oficina “Pisa-pé como pensamento coreográfico”._

Após dez anos de trajetória nos palcos, o espetáculo Da Própria Pele, Não Há Quem Fuja chega a Juazeiro para uma apresentação especial nesta quarta-feira (15), às 19h, no Centro de Cultura João Gilberto. A obra, criada pelo coreógrafo, bailarino e pesquisador baiano Brunno de Jesus, celebra uma década de circulação, pesquisa e reconhecimento na dança negra contemporânea brasileira.

Além do espetáculo, o público poderá participar gratuitamente da oficina Pisa-pé como pensamento coreográfico, ministrada por Brunno de Jesus, às 17h, no mesmo local. As duas atividades integram a programação do Quarta que Dança – Circuito I – 2026, iniciativa da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Inspirado nas memórias do corpo, na ancestralidade e nas culturas afro-brasileiras, Da Própria Pele, Não Há Quem Fuja transforma histórias, afetos e saberes ancestrais em linguagem coreográfica. A criação dialoga com referências como os orixás, a Zambiapunga e os Mandus do Recôncavo Baiano, convidando o público a refletir sobre o corpo como território de memória, pertencimento e criação.

Ao longo desses dez anos, o espetáculo percorreu importantes festivais nacionais e internacionais, consolidando-se como uma das produções de destaque da dança negra contemporânea. A obra também deu origem ao conceito de “corpo Da Própria Pele, Não Há Quem Fuja”, desenvolvido por Brunno de Jesus em sua pesquisa de doutorado em Dança na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O elenco é formado por Arieli Batista, Dan Silva, Fred Lopes, Marcelo Santos, Raina Santos e Wania Souza. Suas diferentes histórias e experiências são parte fundamental da construção da obra. Entre os intérpretes está Marcelo Santos, artista negro cadeirante de Alagoinhas, sua participação reforça a proposta do espetáculo de compreender a deficiência como potência estética, política e artística. A montagem também reúne artistas negros e negras, artistas LGBTQIAPN+ e artistas de candomblé, reafirmando a diversidade como um dos pilares da criação.

Ascom

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