A comerciante Jackeline Frazão, do ramo de autopeças em Juazeiro, na região Norte da Bahia, publicou um vídeo nas redes sociais em que ataca a aparência de pessoas que participaram do ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado na terça-feira (21), na Ponte Presidente Dutra. Em sua falta, ela associa repetidamente a aparência das pessoas à “feiura”.
“Por que eu não esperei a manifestação acabar para esperar vir na hora, vir no horário? Vocês sabem que eu tenho um problema com feiura. Vocês sabem que eu tenho medo de ser feia, vocês sabem. E eu explico sempre para vocês: vocês tomem cuidado, que feiura pega. “Feiura pega”, declara.
A comerciante também menciona que preferiu fazer outro percurso para não encontrar os participantes do ato.
“Então eu sabia que, em qualquer momento, se eu viesse de barquinha ou passasse pela ponte, eu ia chegar aqui parecendo um Monster High, entendeu? Então, assim, minha gente, o problema foi esse. Eu preferi vir por Sobradinho, para não ter nem contato”, diz.
Ao encerrar o vídeo, Jackeline faz um comentário sobre a higiene do local após o ato.
“Deus me livre, ave, que medo. Ui, que medo. Uf, que medo. Ainda bem que amanhã vai estar tudo limpo”, afirma.
O PNB encaminhou o caso para o Ministério Público da Bahia.
O episódio se soma a outro caso de declarações supostamente de xenofobia contra apoiadores do presidente no Vale do São Francisco.
Na quarta-feira (21), o PNB denunciou as declarações supostamente xenofóbicas gravadas em vídeos pela moradora de Petrolina e comerciante Cíntia Peri. Os vídeos foram publicados no perfil do Instagram da filha da mulher, Julia Peri, que se apresenta na rede social como criadora de conteúdo.
Nos vídeos, a comerciante profere ofensas a eleitores e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que participavam do ato de campanha do petista realizado na terça-feira (21), em Juazeiro e Petrolina.
Nas gravações, ela se refere às pessoas como “burros”, “comedores de capim”, “fedorentos” e “pobres”, além de utilizar outros xingamentos e afirmar que a “cidade está fedendo a carniça” e a “suvaco”.
O PNB também encaminhou a denúncia para o MPPE, em Petrolina.
Redação PNB



