Após repercussão da denúncia publicada no Portal Preto No Branco a partir do relato do sacerdote Pai João Bosco, da Aldeia Pena Branca, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, sobre episódios que apontam para perseguição religiosa que a irmã dele, uma adolescente de 14 anos, teria sofrido durante anos em uma escola particular da cidade, a instituição de ensino se pronunciou.
Em nota divulgada através de suas redes sociais, o colégio, que não havia sido citado na reportagem do PNB, disse “repudiar qualquer forma de discriminação” e afirma que “tomou todas as medidas pedagógicas para resolver a situação”. No texto, o colégio criticou a família da aluna por levar o caso ao público.
Confira nota na íntegra:
O Plenus Colégio e Curso, em respeito à comunidade escolar e à sociedade, manifesta-se publicamente sobre as denúncias de racismo religioso e intolerância religiosa que vêm sendo divulgadas, em algumas redes sociais.
A instituição REPUDIA qualquer forma de discriminação, religiosa ou de qualquer natureza, e reafirma seu COMPROMISSO com um ambiente escolar ACOLHEDOR, PLURAL e RESPEITOSO a todas as crenças.
A escola ainda não tinha se pronunciado, em RESPEITO às famílias envolvidas na matéria. Contudo, diante das acusações infundadas de omissão, a instituição achou imprescindível manifestar-se publicamente acerca do ocorrido.
Um dos objetivos do Projeto Pedagógico do Colégio Plenus é desenvolver o exercício da cidadania por meio da dignidade da pessoa humana, do respeito aos direitos humanos e do repúdio à discriminação de qualquer tipo, valorizando a pluralidade sociocultural.
O Colégio informa que, embora seja dito nas matérias divulgadas que o caso aconteceu há 04 (quatro) anos e nada foi feito, a Escola tomou todas as medidas pedagógicas para resolver a situação, porque acredita que a educação deve ser promovida com mediação e diálogo, sempre ouvindo, de forma ética e imparcial, todos os envolvidos no processo.
A família, que trouxe o caso ao público, de forma totalmente imprudente, expondo menores de idade, AFIRMA publicamente que AINDA mantém outro filho estudando no colégio.
Portanto, causa estranheza a família vir a público CALUNIAR e DIFAMAR a nossa instituição, quando continua acreditando no nosso projeto pedagógico para educar o seu outro filho.
Por respeito à aluna e à sua família, e por se tratar de envolvimento de menores de idade, o Colégio não comentará detalhes que possam expô-los.
Pedimos cautela na difusão de informações e de juízo de valor sobre pessoas, cujos fatos sequer foram comprovados pelos meios legais.
Por fim, a nossa escola acredita que o local adequado para buscar a responsabilização de pessoas pela prática de atos ilícitos seja a JUSTIÇA, informando que já tomou todas as MEDIDAS LEGAIS para responsabilizar as pessoas que estão divulgando notícias inverídicas contra a nossa instituição sobre o fato em questão.
Confira denúncia da família:
Redação PNB



