
Acontece amanhã (17) às 8 horas, na sede da OAB, ao lado do Fórum Conselheiro Luiz Viana, em Juazeiro, o julgamento de Dejair Silva da Costa, de 55 anos réu confesso do assassinato da companheira, Marineuza Ferreira Costa, na época com 55 anos.
O crime aconteceu na noite do dia 11 de outubro de 2016, no bairro Olarias em Juazeiro. A vítima foi assassinada com vários golpes de faca.
No dia 8 de novembro, o Portal Preto No Branco conversou com o filho do casal, Magnailton Ferreira da Costa, que contou que a mãe era constantemente agredida pelo companheiro “Desde a minha lembrança mais remota, me recordo das agressões dele contra minha mãe. Inclusive, em meados de 2014, ele já havia tentado matá-la com um golpe de faca, enquanto minha mãe dormia. Ele chegou a ser preso, mas só ficou recluso por aproximadamente três meses”, declarou.
No dia do crime, Magnailton, que é policial militar, chegou a socorrer a mãe ainda com vida, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital após passar por uma cirurgia.
“Foi um crime covarde e cruel. Pra mim, ele premeditou tudo, pois, após a discussão, ele fingiu que estava indo embora e logo depois voltou e a surpreendeu com cerca de 12 golpes de faca peixeira. Ele sempre falou para quem quisesse ouvir que iria mata-lá, caso ela se separasse ou o denunciasse. Eu também fui vítima dessas ameaças. Ela tinha medo e por isso nunca conseguiu se afastar dele, além de acreditar que um dia ele iria mudar. Nós, filhos, chegamos a denunciá-lo, mas apesar das medidas protetivas, as agressões continuavam”, acrescentou Magnailton.
O filho da vítima informou ainda que esse não foi o primeiro homicídio cometido pelo pai. “Ainda quando ele era adolescente, ele matou o próprio cunhado, marido da irmã, também a facadas.”
Dejair Silva da Costa foi preso logo após o crime e está na penitenciaria de juazeiro.
“A família espera que a justiça seja feita e que ele seja condenado à pena maior e pague pelo que fez com minha mãe. A defesa quer que ele seja julgado apenas por lesão corporal seguida de morte, o que seria um absurdo porque está claro que não foi isso que aconteceu. Uma pessoa que desfere aproximadamente 12 facadas contra uma mulher tem a intenção de matá-la. Minha mãe era uma mulher exemplar”, finalizou Magnailton Ferreira da Costa.
Feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher por “razões da condição de sexo feminino”, ou seja, desprezando, menosprezando, desconsiderando a dignidade da vítima enquanto mulher, como se as pessoas do sexo feminino tivessem menos direitos do que as do sexo masculino.
Da Redação



Esperamos que justiça seja feita.