
Acontece daqui a pouco, às 8 horas, na sede da OAB, que fica ao lado do Fórum Conselheiro Luiz Viana, em Juazeiro, o julgamento de Dejair Silva da Costa, de 55 anos, réu confesso do assassinato da companheira Marineuza Ferreira Costa, na época com 55 anos.
O crime aconteceu na noite do dia 11 de outubro de 2016, no bairro Olarias em Juazeiro. A vítima foi assassinada com vários golpes de faca.
Representações do movimento de mulheres de Juazeiro, estão convidando para uma mobilização que acontecerá em frente ao local do julgamento, pedindo justiça para o crime .
” Nossas vidas importam! Convidamos todas as mulheres militantes e não militantes para comparecerem ao julgamento do assassino de Marineusa Ferreira. Marineusa foi mais uma vítima do machismo e do autoritarismo dos machistas, que vem ceifando as vidas das nossas mulheres. Casada há 40 anos com o assassino, no dia 11/10/2016 Marineusa, no auge dos seus 55 anos de idade, teve sua vida interrompida pelo seu suposto companheiro. Não é crime passional. É feminicídio! Traga sua faixa e sua indignação. Venha ajudar a fazer justiça”, diz a convocação.
No dia 8 de novembro, o Portal Preto No Branco conversou com o filho do casal, Magnailton Ferreira da Costa, que no dia do crime, chegou a socorrer a mãe ainda com vida.
“Ele sempre falou para quem quisesse ouvir que iria mata-lá, caso ela se separasse ou o denunciasse. Eu também fui vítima dessas ameaças. Ela tinha medo e por isso nunca conseguiu se afastar dele, além de acreditar que um dia ele iria mudar. Nós, filhos, chegamos a denunciá-lo, mas apesar das medidas protetivas, as agressões continuavam”, acrescentou Magnailton.
O filho da vítima informou ainda que esse não foi o primeiro homicídio cometido pelo pai. “Ainda quando ele era adolescente, ele matou o próprio cunhado, marido da irmã, também a facadas.”
Magnailton, em nome da família, pediu justiça para o caso “A família espera que a justiça seja feita e que ele seja condenado à pena maior e pague pelo que fez com minha mãe. A defesa quer que ele seja julgado apenas por lesão corporal seguida de morte, o que seria um absurdo porque está claro que não foi isso que aconteceu. Uma pessoa que desfere aproximadamente 12 facadas contra uma mulher tem a intenção de matá-la. Minha mãe era uma mulher exemplar”, finalizou Magnailton Ferreira da Costa.
Feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher por “razões da condição de sexo feminino”, ou seja, desprezando, menosprezando, desconsiderando a dignidade da vítima enquanto mulher, como se as pessoas do sexo feminino tivessem menos direitos do que as do sexo masculino.
Da Redação


