
Após cinco meses de funcionamento no Vale do São Francisco, o serviço do aplicativo Uber continua dividindo opiniões entre usuários e condutores de outros veículos alternativos. Para a Auxiliar de Serviços Gerais Maria Rejane, que mora em Petrolina-PE e utiliza o transporte privado desde que o mesmo foi inaugurado na região, o serviço tem sido bastante satisfatório.
“Eu já fiz mais de 100 viagens pelo Uber. A minha preferência por esse tipo de transporte se deu pela agilidade do serviço, pelos baixos preços, pela segurança e pelo tratamento que sempre recebi dos motoristas. Às vezes eu preciso sair ou voltar para casa durante a noite e acho mais confiável solicitar um Uber, porque a gente vê no aplicativo as características do motorista, do veículo, além de poder compartilhar a viagem para alguém acompanhar pelo celular todo o trajeto”, afirmou a usuária.
A Auxiliar em farmácia Amanda Souza também usa o aplicativo e declarou que o serviço poderia melhorar em Juazeiro. “As vezes encontro dificuldades quando solicito uma corrida na cidade. Acredito que seja porque a maioria dos motoristas e passageiros sejam de Petrolina, sem falar que alguns bairros de Juazeiro não aparecem no GPS. Mas apesar disso, nunca fiquei sem atendimento”, relatou.
A Uber é uma empresa multinacional americana de transporte privado urbano, que utiliza um aplicativo para comunicação entre o passageiro e motorista particular associado ao sistema. O serviço já é comum nas grandes cidades brasileiras e começou a funcionar na região no dia 05 de setembro de 2017.
Além de ser uma nova alternativa para quem precisa de um transporte particular, a Uber também tem gerado emprego na região. O universitário Deni Oliveira, de 29 anos, estava desempregado há três anos e viu no aplicativo uma fonte de renda.
“Eu moro em Juazeiro e há três meses trabalho como motorista do aplicativo Uber. É com essa renda que eu consigo pagar meus estudos e criar meu filho. Então, para mim, mesmo com os preços altos da gasolina na região, esse trabalho está sendo uma saída nesse momento de crise”, declarou o motorista.
Deni conta ainda que, para conseguir trabalhar com o aplicativo, precisou passar por avaliações feitas pela empresa, assim como o transporte que utiliza. “O motorista e o veículo precisam ser aprovados em alguns critérios, o que torna o serviço ainda mais seguro e confortável para os clientes”, acrescentou.
Toda a transação é feita pelo aplicativo, desde o cálculo de preço pelo trajeto percorrido, até o pagamento que também pode ser feito por cartão de crédito, que fica cadastrado no sistema da empresa. Os motoristas ficam com 75% do valor e o Uber com o restante (25%). “Até o momento a empresa vem cumprindo com tudo que foi combinado. Toda semana existe uma prestação de contas e repasses de todos os valores que foram arrecadados nas viagens, tanto com o cartão de crédito, como em dinheiro”, afirmou Deni Oliveira.
Apesar do tempo de funcionamento, o Uber ainda não foi regularizado em Juazeiro e Petrolina e o serviço tem provocado reclamações entre taxistas e mototaxistas da região. “O caminho correto seria uma fiscalização. Já que o serviço ainda não foi regularizado, ele não deveria está funcionando. O taxista precisa está todo cadastrado, ter uma série de documentação para poder trabalhar. Se algum motorista é pego, tanto em Juazeiro, como em Petrolina, fora deste padrão, é privado do seu direto de trabalhar. Já os condutores do aplicativo estão prestando serviço a população de forma questionável, pois é um serviço prestado por pessoas sem qualificação, sem compromisso com o bem estar público. O compromisso do motorista do Uber é apenas com ele. Ele não participa de nenhuma empresa, ele simplesmente faz um cadastro que também é questionável. Por isso, nós taxistas ficamos muito inquietos com essa morosidade das prefeituras de Petrolina e Juazeiro para resolver esse problema. Queremos que sejam cobrados deles, os mesmos deveres que nos são cobrados”, declarou o presidente da Associação dos Taxistas de Juazeiro (ASTAXI), José Sergio Leandro Pereira.
O Portal Preto No Branco entrou em contato com as prefeituras das duas cidades, que em nota, declararam que estão aguardando um posicionamento do Governo Federal.
Veja as notas na íntegra:
Juazeiro
O Município de Juazeiro está buscando a melhor forma de tratar normativamente a questão, tendo estabelecido inicialmente, diálogo com a cidade irmã Petrolina-PE, além de observar o amadurecimento do tema perante os tribunais do País, principalmente no Supremo Tribunal Federal.
Petrolina
A Prefeitura de Petrolina está esperando a regulamentação do serviço por parte do Governo Federal. A gestão entende que é mais prudente esperar essa regulamentação, para que futuramente não tenha que alterar as leis, já que o que vigora são as leis federais.
Da Redação Por Yonara Santos



Sou taxista a 5 anos e como relatou o presidente da associação de táxi de juazeiro nos taxista se não cumprirmos com todas as obrigações junto aos órgãos como alvará carteira de condutor taxa de vistoria do veículo taxa de vistoria do taxímetro junto a ibametro ou seja nos temos muitas cobranças do município ja os motorista de uber fazem o que querem no Carnaval de juazeiro e na feijoada do dadau duas festas de grande porte da nossa cidade os motorista de uber estavam gritando o pessoal ou seja nem usando o aplicativo eles tavam mais em uma entrevista na rádio o presidente da ampla de petrolina disse que eles fiscalizam taxista e não aplicativos ou seja o mesmo deixou bem claro que por ele o uber vai pinta e bordar mas nossas cidades.e so pra finalizar e uma concorrência muito desleal com os taxistas
Os aplicativos já chegaram pela porta de trás, ou seja, sem a devida regulamentação, mas tudo bem. O grande problema é que Juazeiro e petrolina se tornaram as cidades dos transportes clandestinos. O que tem de motorista, dos aplicativos, dando cartão e divulgando seus contatos mas redes sociais, é uma loucura.
Isso deixa, quem anda devidamente cadastrado, muito indignado.
Reflitam clientes e autoridades.
A multinacional Uber, é, a grosso modo, um fim confuso para se “sanar” as demandas de um transporte coletivo precário e que não contempla todos os lugares das cidades supracitadas. Mas, o problema com as soluções prontas, é que não percebemos as manobras que a priori se apresentam como a salvação de todos os males, e sem querer corroboramos para um serviço que dentre outras questões não passa de uma estratégia de trabalho sem emprego (que leva em última instância, ao desinteresse popular de uma reforma trabalhista), que invisibiliza um debate sobre transporte “público” coletivo (que nas duas cidades parece não se enxergar a necessidade).
Entendo que a “solução” Uber se apresente apropriada, afinal, o status quo da nossa região são: Passagens exorbitantes, veículos ruins, e o monopólio no transporte coletivo. Mas, por mais que os serviços oferecidos tenham vantagens individuais, estamos corroborando para que as questões acima não passem de utopias.