Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual Infantil, dois casos de violência sexual contra criança e adolescente foram registrados pela polícia na região do Vale do São Francisco.
Na última terça-feira (15) um comerciante do distrito de Bem-Bom, em Casa Nova, foi preso acusado de abusar sexualmente da filha de 14 anos. O nome do acusado não foi revelado pela polícia. A menina contou que desde o final do ano passado o pai a molestava sexualmente. Ela relatou a família que prestou queixa na delegacia local e a justiça expediu mandado de prisão contra o abusador.
Ontem (17), no distrito do Salitre, Juazeiro, Nelson José Gomes da Silva foi preso acusado de molestar a neta de 7 anos. A mãe da criança, filha do acusado, fez a denúncia na Deam e a delegada titular representou pela prisão do avô por pedofilia. Ele está preso no Conjunto Penal de Juazeiro.
As duas famílias quebraram o silêncio de um crime que, na maioria dos casos, fica restrito a quatro paredes. A denúncia não é comum, o que justifica uma sub-notificação dos casos.
Milhares de crianças e adolescentes são vítimas de abuso sexual todos os dias no Brasil. Uma violência que na grande maioria dos casos, é cometida por pessoas da família ou próximas. A estimativa do governo federal é que apenas um a cada 10 casos são denunciados.
A importância da denúncia e o fim da sub-notificação, estão na pauta das entidades de proteção a infância e a juventude, neste 18 de maio, dia de mobilização contra os crimes que violam a dignidade sexual de vulneráveis.
A escolha desta data é em memória do”Caso Araceli”, um crime que chocou o país em 1973, quando a menina Araceli Crespo, de apenas 8 anos de idade, foi violada e violentamente assassinada. O crime, apesar de hediondo, ainda segue impune.
No Brasil, o Disque 100 é um serviço gratuito disponibilizado pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República que registra denúncias anônimas de qualquer tipo de abuso ou exploração sexual. A denúncia também pode ser encaminha as delegacias de polícia, ao 190, Conselhos Tutelares e Conselhos Municipais de Defesa da Criança e do Adolescente.
Da Redação


