PNB

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Nova lei determina fim e substituição de sirenes escolares; entenda

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Enquanto algumas escolas já voltaram a “todo vapor” para mais um ano letivo, outras escolas já têm data marcada para retornar às atividades, mas uma coisa é certa: haverá mudanças! Isso porque, o governo da Bahia sancionou a lei nº 15.110, de autoria do deputado Matheus Ferreira (MDB) que propõe alterações nos sinais sonoros da rede estadual de ensino.

Segundo o texto da lei, as famosas sirenes escolares deverão ser substituídas por músicas. A mudança busca proteger crianças e adolescentes, portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA), evitando qualquer incômodo sensorial, “para que os estudantes neurodivergentes não sejam submetidos a incômodos ou risco de crise de pânico”, disse o parlamentar.

Com a publicação da lei, escolas estaduais terão até 4 meses para se adaptarem sob pena de multas e outras penalidades financeiras em caso de descumprimento.

Segundo estudos apresentados pelo deputado, cerca de 56% e 80% que possuem o TEA apresentam hipersensibilidade sensorial e o barulho das sirenes. Assim, os barulhos podem ser grandes desafios que podem gerar uma crise.

“Esses colapsos se caracterizam pela perda temporária do controle emocional, levando alguns deles a chorar, gritar e fazer movimentos repetitivos intensos. O objetivo da lei é proporcionar mais conforto, mitigando o risco de crises em decorrência dos sons estridentes e priorizando sempre a dignidade das pessoa”, declarou.

 

Bahia BA

Fies 2026: inscrições para o 1º semestre terminam nesta sexta-feira

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Fundo de Financiamento Estudantil,Fies

Os estudantes que desejam concorrer a um financiamento das mensalidades do curso superior em uma faculdade privada podem se inscrever no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026, até às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (6), horário de Brasília.

O programa do Ministério da Educação (MEC) oferece financiamento para estudantes cursarem a educação superior em instituições privadas que aderiram ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Inscrição

A inscrição gratuita deve ser feita exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior com login na plataforma Gov.br. É preciso também informar um e-mail pessoal válido.

O candidato poderá se inscrever em até três opções de curso e alterar suas escolhas até o fim do prazo de inscrição. O MEC esclarece que a pré-seleção será para apenas uma das opções de curso, turno, local de oferta e instituição de educação superior.

Ao fazer sua inscrição no processo seletivo do Fies do primeiro semestre de 2026, o candidato deverá obrigatoriamente informar seu perfil (etnia/cor, se é ou não quilombola, se é ou não pessoa com deficiência, se concluiu ou não o ensino superior).

Vagas

O Ministério da Educação (MEC) ofertará mais de 112.168 vagas para financiamento em 2026, sendo 67.301 vagas para o primeiro semestre, em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários, para 19.834 cursos.

As vagas que eventualmente não forem ocupadas nesta edição serão ofertadas no segundo semestre.

Quem pode se inscrever

Os candidatos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, poderão se inscrever no Fies, desde que tenham obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos e não tenham zerado a prova de redação.

Também é necessário possuir renda bruta familiar mensal por pessoa de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).

No caso das vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD), os candidatos deverão comprovar a sua situação por meio de laudo médico, com o código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).

Classificação

A classificação no processo seletivo do Fies será realizada de acordo com a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, por tipo de vaga, grupo de preferência e modalidade de concorrência. Ainda serão priorizados os candidatos que:

  • não concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil;
  • não concluíram o ensino superior, foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado;
  • concluíram o ensino superior e não foram beneficiados pelo financiamento estudantil;
  • concluíram o ensino superior, foram beneficiados pelo financiamento estudantil e o tenham quitado.

Fies Social

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados que cumprirem as regras do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, com cobertura de até 100% dos encargos educacionais.

Caso a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada de ensino superior identifique divergência na renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.

Resultado

Conforme o edital do fies, o resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado em 19 de fevereiro.

Os estudantes pré-selecionados deverão acessar o Fies Seleção para complementar sua inscrição entre os dias 20 e 24 de fevereiro.

Lista de espera

Os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

A pré-seleção na lista de espera ocorrerá de 26 de fevereiro a 10 de abril.

 

Agência Brasil

Casos de sarampo crescem 32 vezes nas Américas; OMS emite alerta

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O aumento de quase 23 vezes no número de casos de sarampo nas Américas na passagem de 2024 para 2025 fez a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), emitir um alerta para países da região.

Em 2025, o continente identificou 14.891 registros da doença, um salto em relação aos 446 casos do ano anterior. Foram 29 mortes em 2025.

Já em 2026, a comparação mostra crescimento ainda maior. Em janeiro, dados parciais da Opas apontam 1.031 casos, número quase 45 vezes superior aos 23 do mesmo período de 2025. Não há confirmação de morte.

Tanto nos dados de 2025 e 2026, a grande concentração de casos está na América do Norte. Em 2025, México (6.428), Canadá (5.436) e Estados Unidos (2.242) somam quase 95% dos casos (14.106).

Em 2026, as três nações representam 948 registros, 92% das notificações no continente.

O alerta da Opas detalha que a grande maioria dos casos acontece com pessoas sem histórico de vacinação contra a doença.

Nos Estados Unidos, 93% das pessoas que contraíram a doença não estavam vacinados ou apresentavam histórico vacinal desconhecido. No México, eram 91,2%; já no Canadá, 89% dos casos.

A Opas considera que “o aumento acentuado dos casos de sarampo na região das Américas durante 2025 e no início de 2026 constitui um sinal de alerta que requer uma ação imediata e coordenada por parte dos Estados Membros”.

Em novembro passado, a Opas já tinha retirado do continente o certificado de região livre de transmissão do sarampo.

Brasil livre

O Brasil somou 38 notificações em 2025, sendo praticamente todos (36) sem histórico de vacinação. Em 2024, foram quatro registros. Em 2026, não há caso reconhecido.

Apesar do aumento de 2024 para 2025, o país ostenta o status de país livre do sarampo.

A Opas detalha que, dos 38 casos da doença em 2025, dez correspondem a casos importados ─ quando uma pessoa é infectada pelo vírus no exterior ─; 25 a casos relacionados à importação; e três têm fonte de infecção desconhecida.

Os casos confirmados foram no Distrito Federal (um), Maranhão (um), Mato Grosso (seis), Rio de Janeiro (dois), São Paulo (2), Rio Grande do Sul (um) e Tocantins (25).

Manutenção da vigilância

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, aponta que o surto nos países da América do Norte acontece em um momento em que o Brasil vem controlando o sarampo. Ele lembra que o país recuperou em 2024 o certificado de livre da doença.

Em 2018, com grande fluxo migratório associado à então baixa cobertura vacinal, o vírus voltou a circular. Em 2019, após um ano de circulação do sarampo, o Brasil perdeu o status.

Para Kfouri, o surto em países da América leva “risco constante” ao Brasil por causa da circulação de pessoas.

“Voos diários do Canadá, México e Estados Unidos para cá fazem com que seja inexorável a entrada de alguém com sarampo no nosso território”, disse à Agência Brasil.

Kfouri sustenta que o Brasil precisa seguir com esforços para manter a condição de zona livre do sarampo.

“Nosso grande desafio é manter a vigilância atenta, reconhecer esses casos suspeitos que entram no país e termos altas coberturas vacinais, para que esses casos que entrem não se traduzam em transmissão sustentada da doença”, destaca o vice-presidente.

Entenda a doença

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. Entre os sintomas figuram febre, tosse, coriza, perda de apetite e conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.

Há também manchas vermelhas na pele. Erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e se espalham pelo corpo. A pessoa também pode sentir dor de garganta.

A pele pode descamar, como se fosse queimadura. O sarampo pode causar condições graves como cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro).

Vacinação

A principal forma de prevenção contra a doença é a vacinação, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que faz parte do calendário básico de vacinação infantil.

A primeira dose deve ser tomada aos 12 meses de idade, com o imunizante tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. A segunda dose é aplicada aos 15 meses.

Qualquer pessoa com até 59 anos que não tenha comprovante de imunização ou não tenha completado o esquema vacinal deve atualizar a carteira de vacinação. O governo faz campanhas regulares de vacinação.

De acordo com o Ministério da Saúde, dados preliminares de 2025 apontam “avanço expressivo” da cobertura da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em relação a 2022.

A cobertura vacinal aumentou de 80,7% para 93,78%, enquanto a aplicação da dose de reforço passou de 57,6% para 78,9% no mesmo período, “evidenciando a retomada das coberturas no país”.

A Sociedade Brasileira de Imunizações explica que a cobertura mínima necessária para evitar surtos é de 95%.

Recomendações

Entre as recomendações da Opas estão:

  • Reforçar, com caráter prioritário, as atividades de vigilância e vacinação de rotina e a garantirem uma resposta rápida e oportuna aos casos suspeitos;
  • Implementar pesquisas ativas nas comunidades, instituições e laboratórios para a identificação precoce de casos;
  • Desenvolver atividades complementares de vacinação destinadas a eliminar as lacunas de imunidade.

Ações do ministério

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que tem orientado estados e municípios a reforçar a vigilância epidemiológica, a vacinação e as ações de prevenção.

“As medidas incluem a investigação rápida de casos suspeitos e a ampliação das coberturas vacinais”, diz em nota.

A pasta cita que, em 2025, para proteger a população, especialmente nas regiões que fazem fronteira com a Bolívia, o Brasil intensificou a vacinação contra o sarampo nos estados fronteiriços e doou mais de 640 mil doses da vacina ao país vizinho.

“Ações de imunização contra a doença também foram intensificadas nos municípios de fronteiras com a Argentina e Uruguai e em cidades turísticas e de alto fluxo”, completa.

Agência Brasil

“A vocação cultural de Juazeiro“, por João Gilberto Guimarães

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Há cidades que a gente entende pelos mapas, pelos números ou pelas manchetes. Juazeiro, eu aprendi a entender pelo que ela sente e faz sentir. Aqui, a cultura nunca foi e nem é enfeite nem acontecimento isolado. Ela é a respiração cotidiana de uma gente, gesto coletivo, força e movimento que organiza a vida e projeta a cidade para além de si mesma, para além de nós mesmos.

O último ano foi uma prova clara disso. A Prefeitura realizou uma série de eventos culturais que movimentaram Juazeiro em muitos sentidos, do simbólico ao econômico, do íntimo ao coletivo. A Juá Literária talvez tenha sido o retrato mais sensível desse momento. Não foi apenas uma festa do livro. Foi a cidade inteira se reconhecendo leitora, ocupando praças, escolas e espaços públicos com palavras, histórias e encontros. Ver crianças, jovens e adultos atravessados pela leitura foi também ver a autoestima do juazeirense sendo tocada, como quem se lembra do próprio valor.

Na música, Juazeiro reafirmou sua relação profunda com o som. O Festival A Bossa foi um sucesso retumbante, reunindo grandes atrações e lembrando ao Brasil que esta cidade não apenas consome música, ela a produz. Não é pouco dizer que Juazeiro deu ao mundo João Gilberto, o gênio que reinventou a canção brasileira, e Ivete Sangalo, essa força da natureza que leva alegria por onde passa. Quando a música ocupa a cidade, ela parece apenas voltar para casa.

O Festival Edésio Santos da Canção, tão tradicional e tão necessário, continuou cumprindo seu papel de dar voz à música autoral, aos compositores que cantam o cotidiano, as dores e as belezas do lugar onde vivem. É ali que a cultura se renova sem perder o chão, que novos artistas surgem e que a canção permanece viva.

E houve o Carnaval de 2026, grandioso em todos os sentidos. Em apenas quatro dias, cerca de 120 milhões de reais circularam na economia local. Mas mais do que o número, impressiona o que ele representa. A cultura colocando gente para trabalhar, gerar renda, sustentar famílias. Do distribuidor de bebidas ao vendedor ambulante, do artista ao técnico, do barraqueiro ao catador de latinhas, forma-se uma corrente de trabalho e dignidade que só a cultura é capaz de criar com tanta força e capilaridade. O turista que chega movimenta hotéis, restaurantes, transportes e leva consigo a imagem de uma cidade viva.

Essa vocação cultural se amplia quando olhamos para as belezas naturais de Juazeiro. O Rio São Francisco, as ilhas, os esportes aquáticos, a paisagem que convida ao encontro e ao descanso. Cultura e natureza caminham juntas, criando um turismo que não é predatório, mas afetivo, sustentável e identitário.

Por tudo isso, falar de cultura em Juazeiro é falar de desenvolvimento. Investir nos artistas da cidade, nos eventos, na formação e na infraestrutura urbana não é luxo, é visão de futuro. A cultura faz o dinheiro circular, gera emprego, atraivisitantes e, sobretudo, fortalece o sentimento de pertencimento de quem vive aqui.

Juazeiro quem te conhece que te compre. Uma cidade que canta, escreve, festeja e reinventa a si mesma. Que os gestores sigam atentos a essa vocação, que essa chama nunca se apague e que novos investimentos continuem chegando, para que a cultura siga sendo o coração pulsante desta terra banhada pelo rio e movida pela criação.

Por João Gilberto Guimarães Sobrinho é escritor, Cientista Social, graduando em história, pós graduando em História da arte, pesquisador das políticas públicas de cultura, atualmente é o Representante Territorial de Cultura do território Sertão do São Francisco.

Festival de Cultura Popular do Bairro Tabuleiro será lançado neste sábado (07) em Juazeiro

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A comunidade do bairro Tabuleiro, em Juazeiro, no norte da Bahia, receberá neste sábado, 7 de fevereiro de 2026, às 17h, o lançamento oficial do Festival de Cultura Popular do Bairro Tabuleiro, iniciativa que celebra a cultura local, fortalece a participação comunitária e amplia o acesso gratuito às artes.

O evento acontecerá no Cine Teatro da Praça CEU, localizado na Rua do Paraíso, s/n, e marcará também a abertura das inscrições para as atividades formativas do projeto, que contará com oficinas de teatro popular, música , pintura, capoeira e maculelê, voltadas especialmente para crianças, e adolescentes.

A proposta do festival é valorizar artistas locais, mestres da cultura popular e as expressões culturais do território, promovendo inclusão, pertencimento e transformação social por meio da arte. Durante a programação de lançamento, o público poderá conhecer as ações do projeto e acompanhar apresentações artístico-culturais.

A iniciativa é realizada pela Associação de Desenvolvimento Comunitário do Bairro Tabuleiro (ADCT), com apoio da Prefeitura de Juazeiro, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Sistema Nacional de Cultura e do Governo Federal.

O evento é gratuito e aberto a toda a comunidade.

Ascom

Bloco das cores 2026: bloco ocupa ruas históricas de Petrolina com folia e campanha contra violências e violações à população LGBTQIA+ e às mulheridades

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Pelo quarto ano consecutivo, o Bloco das Cores ocupa as ruas históricas de Petrolina unindo Carnaval e conscientização social. A iniciativa da OSC Cores chama atenção para as violências e violações contra a população LGBTQIA+ e as mulheridades, levando para a rua o tema “Não é Não!”, que reforça respeito e consentimento — especialmente no período carnavalesco, quando os casos de violência tendem a aumentar.

A programação começa às 16h, na Casa Cores, com a coroação do Rei do Bloco 2026, Roni Figueiredo. Em seguida, a Orquestra de Frevo do Bolinha conduz o cortejo pelas ruas da Petrolina Antiga até a Praça da 21, onde a festa continua com apresentações de DJ Gleu, DJ Candite e show de Fernanda Luz, com participações especiais.

Para Alzyr Brasileiro, idealizadora e articuladora do bloco, o evento vai além da celebração:

“O Bloco das Cores é mais do que folia de Carnaval. É um espaço de conscientização pública. A gente ocupa a rua com alegria, mas também com mensagem. Porque respeito é bom — e a gente ama.”

Serviço
Bloco das Cores 2026
Data: Domingo — pré-carnaval
Horário: A partir das 16h
Concentração: Casa Cores
Cortejo: Ruas históricas de Petrolina
Baile: Praça da 21
Entrada gratuita.

 

Ascom

“A quem recorrer agora?”: servidores do município de Juazeiro relatam problemas no pagamento do PASEP 2024

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Servidores públicos do município de Juazeiro, no norte da Bahia, entraram novamente em contato com o Portal Preto no Branco nesta quinta-feira (5) para relatar problemas no abono salarial do PASEP, referente ao ano-base 2024. Segundo um dos trabalhadores, o benefício, que já deveria estar disponível para consulta, ainda não aparece na Carteira de Trabalho Digital.

“O advogado da prefeitura afirmou que diferente do ano passado, nós servidores iríamos recebeu neste ano o nosso abono salarial referente ao PASEP 2024. Porém, ao verificar hoje a minha Carteira de Trabalho Digital, aparece apenas o último PASEP que eu recebi, que foi o referente ao ano-base 2022. Eu não e outros servidores não recebemos no ano passado devido a um erro da gestão passada, e estamos com medo de não recebermos também este ano. Eu não sei a quem recorrer”, relatou.

Ainda segundo o servidor, ao entrar em contato com o atendimento do Ministério do Trabalho, foi informado de que os dados referentes ao ano-base 2024 teriam sido enviados com atraso.

“Disseram que não sabem nem se eu vou receber este ano. Isso é um absurdo. A quem recorrer agora? Eu corro o risco, assim como milhares de outras pessoas, de novamente, perder o PASEP 2024 também e não receber esse benefício”, desabafou.

O servidor contou ainda que no ano passado, esteve na Prefeitura de Juazeiro para buscar esclarecimentos e na ocasião foi informado de que os valores referentes aos anos-base 2023 e 2024 seriam regularizados neste ano, já sob responsabilidade da nova gestão.

“Disseram que 2024 já era com a gestão nova e que não teria problema nenhum no repasse dos dados. Mas, como sou nascido em janeiro, já era para constar, a partir de hoje, dia 5 de fevereiro, a data e o valor do abono salarial, que começa a ser pago a partir do dia 15. No meu caso, só consta o PASEP referente ao ano-base 2022, que foi o último que recebi. É uma situação complicada”, completou.

Outro servidor da prefeitura também entrou em contato com o PNB e apontou outro possível erro no envio das informações por parte da gestão municipal. Segundo ele, os dados do ano-base 2024 de alguns servidores não teriam sido declarados de forma integral.

“A prefeita não declarou o ano completo de 2024 para a gente receber o PASEP referente ao ano todo. De alguns servidores, a gestão só repassou os dados referentes a oito meses, e de outros apenas de nove meses, sendo que todos nós trabalhamos o ano completo. Por conta disso, o PASEP de alguns veio incompleto”, afirmou.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Administração de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Relembre

Após diversas reclamações enviadas anteriormente à prefeitura municipal, a gestão informou, em janeiro de 2026, que “os atrasos no pagamento referentes aos anos-base de 2023 e 2024 ocorreram em razão da não declaração e do não recolhimento dessas informações pela gestão anterior, o que impactou diretamente o repasse do benefício aos servidores”.

A Secretaria de Administração afirmou que enviou esforços para solucionar o problema e orienta os servidores que não localizarem as informações no aplicativo Carteira de Trabalho Digital, disponível no portal gov.br, que procurem o setor de RH da secretaria de origem, a partir de 20 de janeiro, para solicitar as comprovações das declarações enviadas ao eSocial à Receita Federal.

Reclamação anteriores

Em um dos relatos, uma servidora expressou indignação com a falta de informação e com os erros que teriam sido cometidos novamente neste exercício: “Deveriam informar sobre o PASEP de alguns funcionários, inclusive o meu. Ano passado cometeram o erro grotesco e agora nesse exercício novamente. Ninguém dá uma resposta certa. Acho que não tem como responderem esse erro duas vezes”, desabafou.

“Mais uma vez fui ludibriada pela PMJ no PASEP. No ano passado por conta de um erro da gestão Suzana Ramos que não repassou os dados, ficamos sem receber. A gestão atual garantiu que receberíamos os dois pagamentos neste ano , mas fomos enganados. Fui olhar na carteira o de 2025 e nada, muito menos 2024”, relatou.

Ela acrescentou que, apesar de os aplicativos oficiais indicarem situação “atualizada”, os valores não aparecem: “Já está aparecendo nos apps como atualizado, mas o meu nada. E de outras pessoas também, inclusive o pagamento que não recebemos ano passado”, disse.

Redação PNB

Bahia elege primeira mulher a patente de coronel em 200 anos

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A então tenente-coronel Ivana Teixeira, do Departamento de Saúde, se tornou a primeira mulher a ser elevada à patente máxima da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), em 200 anos da organização. A promoção da policial foi oficializada nesta terça-feira (3), pelo governador Jerônimo Rodrigues, em ato público onde assinou a promoção de 130 novos oficiais da PM, entre eles, sete novos coronéis.

A promoção dos oficiais será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (4). “É um sentimento de felicidade por ter a carreira coroada pela promoção, mas também é a responsabilidade de representar todas as mulheres da Polícia Militar. Que esse caminho, essa porta que agora se abre, seja apenas um início para que outras tantas estejam aqui brevemente”, afirmou a agora Coronel Ivana.

A ascensão dos oficiais reconhece o trabalho e a dedicação de quem está na linha de frente. “Estamos aqui demonstrando nosso respeito. Aos que assumem a nova missão e recebem a nova patente, desejo sucesso e responsabilidade no compromisso com a Polícia Militar. Reafirmo minha confiança na Polícia Militar, estabelecida aqui com essas novas nomeações”, considerou o governador.

As promoções fazem parte das ações do Governo do Estado para valorizar a tropa e fortalecer a segurança pública. “Estamos promovendo coronéis, majores e capitães. É uma forma de demonstrar sensibilidade e compromisso permanente com a segurança pública, especialmente com a Polícia Militar”, destacou o comandante-geral da PM, coronel Antônio Magalhães.

 

Bahia Notícias 

Manifestação em prol do cão Orelha e contra maus-tratos a animais acontece neste domingo (8), em Juazeiro; saiba como participar

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Uma manifestação em prol do cão Orelha e de todos os animais vítimas de maus-tratos será realizada neste domingo (8), a partir das 17h, na Orla II de Juazeiro, no norte da Bahia. O ato é convocado por protetores independentes e pelo projeto Salvando Patas do Vale, que atua na causa animal na região do Vale do São Francisco.

De acordo com a gestora do projeto, Cida, a mobilização tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e das autoridades para os recorrentes casos de violência contra animais registrados em Juazeiro, Petrolina e cidades vizinhas.

“Quero convidar toda a população de Juazeiro, Petrolina e região do Vale do São Francisco para participar dessa manifestação em prol do cãozinho Orelha e de todos os animais que foram vítimas de maus-tratos”, afirmou Cida.

Os organizadores orientam que os participantes compareçam vestidos com roupas pretas ou brancas, levando bexigas, cartazes e faixas com mensagens de conscientização e combate à violência contra animais. O ato pretende reforçar a importância da denúncia, da responsabilização dos agressores e da implementação de políticas públicas de proteção animal.

A manifestação é aberta ao público.

O caso do cão Orelha

O cão Orelha, um animal comunitário da Praia Brava, em Santa Catarina, ganhou repercussão nacional após vir à tona um caso de maus-tratos, gerando forte comoção nas redes sociais e entre protetores da causa animal. O animal foi encontrado em situação de sofrimento, apresentando sinais de violência, o que mobilizou ativistas e projetos de proteção animal em todo o país.

O episódio passou a simbolizar a realidade enfrentada por inúmeros animais vítimas de agressões, reforçando a necessidade de denúncias, responsabilização dos agressores e ações mais efetivas do poder público. A manifestação marcada para este domingo busca manter o caso visível e ampliar o debate sobre a proteção e o bem-estar animal no país.

Casos na região

Juazeiro, no norte da Bahia, e Petrolina, no sertão de Pernambuco, têm registrado diversos casos de maus-tratos contra animais, muitos deles denunciados por moradores e divulgados por protetores independentes e veículos de comunicação. As ocorrências incluem abandono, agressões físicas, falta de alimentação, ausência de cuidados veterinários e situações de confinamento inadequado.

Um morador do bairro José e Maria, em Petrolina, denunciou ao PNB, na última terça-feira (3), um suposto caso de maus-tratos contra um animal na Rua Beberibe. Segundo o relato, um cachorro da raça pitbull passa longos períodos sozinho em um imóvel que aparenta estar vazio.

“A casa aparenta estar vazia, ficando apenas o cachorro no local”, relatou o morador.

“Há muitas fezes no ambiente, não aparenta haver limpeza, a quantidade de água é muito pouca e não se sabe com que frequência colocam comida”, afirmou.

Em Juazeiro, uma moradora do bairro Nossa Senhora da Penha denunciou um caso de maus-tratos contra gatos de rua e animais domésticos, que estariam sendo violentados na Avenida Gaspar de Lemos.

“Um monstro teve a capacidade de arrancar e cortar no toco todas as unhas da minha gatinha. Ela fica no comércio que tenho e tem acesso à rua. Infelizmente, não consegui identificar quem foi capaz de tamanha atrocidade, pois, com certeza, esse ato de mutilação foi feito dentro da casa de alguém. Nós que moramos aqui e cuidamos de diversos animais de rua estamos estarrecidos e indignados com tamanha crueldade.”

Moradores do bairro Novo Encontro, em Juazeiro, também denunciaram um grave caso de maus-tratos ocorrido no dia 22 de janeiro. Segundo os relatos, uma mulher teria atropelado uma cachorra comunitária, recusando-se a prestar socorro e fugindo do local.

“Ela passou com o carro por cima da cachorrinha e não quis prestar socorro. Pedimos várias vezes para que levasse o animal ao veterinário, mas ela se negou”, relatou um morador.

Esses episódios têm gerado cobranças por respostas mais rápidas dos órgãos responsáveis, além do cumprimento da legislação que prevê sanções para crimes de maus-tratos a animais.

O Portal Preto no Branco é parceiro dessa causa e reforça seu compromisso com a defesa dos direitos dos animais, ao dar visibilidade às denúncias, apoiar iniciativas de conscientização e contribuir para o fortalecimento do debate público sobre o combate aos maus-tratos.

Redação PNB