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Usuárias relatam insegurança em ônibus e vans que fazem o trajeto intermunicipal Sobradinho–Juazeiro e questionam: “cadê os órgãos fiscalizadores?”

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Após um ônibus da empresa JL Transportes, responsável por operar a linha intermunicipal entre Juazeiro e Sobradinho, pegar fogo na última quinta-feira (4), usuárias entraram em contato com o Portal Preto no Branco para reforçar cobranças por fiscalização e melhorias nos transportes que atendem o trajeto.

Segundo uma usuária, os ônibus que circulam pela rota via Barragem têm sido constantemente afetados por problemas mecânicos.

“Os ônibus via Barragem estão sem funcionar pela manhã durante toda a semana, porque estão quebrando muito. E, quando isso acontece, os horários da linha via Barragem são sacrificados”, relatou.

Além da situação dos ônibus, outra usuária informou que utilizou recentemente o serviço das vans e que sentiu insegurança durante todo o percurso.

“A impressão que eu tinha era que, a qualquer momento, a van iria desmontar na estrada. São veículos sucateados, oferecendo riscos reais a quem usa o transporte”, descreveu.

Ela também questionou a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização do transporte intermunicipal.

“Cadê a Polícia Rodoviária Estadual? Cadê os órgãos fiscalizadores? Cadê as prefeituras, que não cobram dignidade para quem precisa usar as vans e ônibus?”, criticou.

O PNB está tentando contato com a Agerba, órgão responsável pela regulação e fiscalização do transporte intermunicipal, em busca de esclarecimentos.

Redação PNB

Após reivindicação de morador sobre falta de transporte em bairros de Juazeiro, AMTT anuncia nova linha de ônibus

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Após o morador Erik Sandro relatar que, há mais de um ano, os bairros Dom Tomaz, Tancredo Neves e Castelo Branco estão sem transporte coletivo, a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte de Juazeiro (AMTT) se manifestou.

Em nota enviada ao Portal Preto no Branco, a AMTT informou que “já concluiu o planejamento para a ampliação do atendimento do transporte coletivo em Juazeiro. Em breve, uma nova linha passará a atender os bairros Dom Tomaz, Tancredo Neves, Castelo Branco, Alto do Alencar e Alto do Cruzeiro, oferecendo mais mobilidade e comodidade aos moradores dessas localidades”.

A reivindicação

De acordo com Erik, a ausência do transporte público tem obrigado os usuários a caminhar longas distâncias para acessar um ponto de ônibus.

“Há mais de um ano estamos desassistidos, sem nenhum ônibus que atenda esses bairros. Os moradores precisam se deslocar até a BR para conseguir pegar um coletivo. Quem mora perto da pista ainda consegue correr e pegar o ônibus ali. Mas quem mora longe tem que caminhar até a UPA, o Mix Mateus ou outros pontos mais próximos para subir e descer dos ônibus. À noite é muito pior, porque temos que caminhar no escuro para chegar em casa. É perigoso demais, a pista é arriscada e todo mundo fica vulnerável a assaltos e acidentes”, relata.

Ele afirma que a situação se arrasta desde o ano passado e que os moradores já realizaram diversas cobranças formais.

“A gente fez abaixo-assinado, falou com o secretário, mas é só promessa. Desde o início do ano dizem que os ônibus vão voltar a circular nesses bairros, e até agora nada. Estamos à mercê, sem transporte público”, disse o morador.

Erik destaca ainda que a estrutura necessária para o serviço já existe no bairro Tancredo Neves, mas permanece inutilizada.

“Aqui no Tancredo Neves tem um ponto final de ônibus onde o coletivo deveria ficar parado até a hora de sair. O espaço está organizado, com bancos, placa, tudo direitinho, mas até agora nada de ônibus. A gente fica nessa expectativa: dizem que vai voltar, depois mudam, e ficamos só na enrolação. O bairro está pronto para o ônibus circular. Queremos apenas o direito básico de ter transporte público funcionando nos nossos bairros. Estamos abandonados há mais de um ano”, afirmou o morador.

Redação PNB

Congresso passa a exigir exame toxicológico para as categorias A e B na 1ª habilitação

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August 28, 2019, Brazil. Man holding document "Carteira Nacional de Habilitação" (CNH). A driver's license attests to a citizen's ability to drive land motor vehicles.

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (4), um dos vetos presidenciais analisados em sessão destinada à votação da LDO de 2026. A decisão estabelece a obrigatoriedade do exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação das categorias A e B da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que abrangem condutores de motos, carros e vans de passeio.

Antes da mudança, o exame era requisitado apenas para motoristas das categorias C e D, responsáveis pelo transporte de cargas e passageiros. Com a rejeição do veto, todos os novos condutores deverão apresentar resultado negativo para substâncias psicoativas ao solicitar a CNH. Para categorias C e D, a exigência continua valendo também no momento da renovação.

Na mesma sessão, parlamentares mantiveram três vetos presidenciais e, em outro item, preservaram um dispositivo e derrubaram três, após acordo entre governo e oposição.

 

Bahia BA

PNB Esportes: Fifa realiza nesta sexta-feira (5) o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026; entenda como funciona

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Depois de passar por cerca de 80 países, o troféu da Copa do Mundo de 2014 chegou ontem (21) ao Rio de Janeiro, aonde ficará exposta até o próximo dia 25 no Maracanã (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

 

A definição dos 12 grupos da Copa do Mundo de 2026 será conhecida nesta sexta-feira (5), quando a Federação Internacional de Futebol (Fifa) promove, em Washington, nos Estados Unidos, o sorteio oficial da fase inicial do torneio. A cerimônia acontece às 14h, no Kennedy Center, e reunirá representantes das seleções classificadas.

Entenda a formação dos potes

As 48 seleções classificadas para a Copa do Mundo foram distribuídas conforme o ranking da Fifa e critérios específicos para os países-sede. Canadá, México e Estados Unidos, anfitriões do Mundial, estarão nos grupos A, B e D, respectivamente, e são os únicos com posição definida. As demais vagas do Pote 1 são ocupadas pelas seleções mais bem colocadas no ranking.

Os potes 2 e 3 também seguem a classificação atual da Fifa. Já o Pote 4 reúne seleções oriundas de playoffs continentais e da repescagem mundial. A regra que impede a presença de duas equipes da mesma confederação no mesmo grupo permanece válida, exceto no caso de países europeus, que possuem 16 vagas disponíveis.

Outro critério adotado pela Fifa garante que as seleções mais fortes de cada pote fiquem em lados distintos do chaveamento, reduzindo o risco de confrontos diretos entre favoritas ainda no início do mata-mata.

Datas e formato da competição

A fase de grupos será disputada de 11 a 27 de junho. Avançam para o mata-mata os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros. As eliminatórias começam no dia 28 de junho e seguem até a final, marcada para 19 de julho.

Os países-sede já têm seus caminhos iniciais definidos. O México estreia no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, contra uma seleção do Pote 3. Os Estados Unidos jogam no dia seguinte, no SoFi Stadium, também contra um adversário do Pote 3. O Canadá abre sua participação em Toronto diante de uma equipe do Pote 4.

Para equilibrar o chaveamento, a Fifa estabeleceu limites para impedir que seleções mais bem ranqueadas se enfrentem muito cedo. Espanha e Argentina, líderes do ranking, assim como França e Inglaterra, não poderão cair no mesmo caminho de playoffs caso avancem em primeiro lugar.

As seleções em cada pote

Pote 1: Canadá, México, Estados Unidos, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Portugal, Holanda, Bélgica, Alemanha
Pote 2: Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai, Suíça, Japão, Senegal, Irã, Coreia do Sul, Equador, Áustria, Austrália
Pote 3: Noruega, Panamá, Egito, Argélia, Escócia, Paraguai, Tunísia, Costa do Marfim, Uzbequistão, Catar, Arábia Saudita, África do Sul
Pote 4: Jordânia, Cabo Verde, Gana, Curaçao, Haiti, Nova Zelândia, vencedores dos quatro playoffs europeus e os dois classificados da repescagem mundial

Onde assistir ao sorteio

No Brasil, o sorteio será transmitido em TV aberta pela Globo e, na TV por assinatura, pelo SporTV. Na internet, será possível acompanhar pelos canais GE TV, CazéTV e Fifa+, no pay-per-view e no YouTube.

 

Redação PNB

“Estamos vivendo no escuro”: moradora reivindica reparo em iluminação pública após três meses sem luz em poste no Centro de Juazeiro

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Uma moradora da Rua Francisco Martins Duarte, no Centro de Juazeiro, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar a falta de iluminação pública em um poste e reivindicar a atuação do poder público para solucionar o problema. Segundo ela, há três meses os residentes convivem com o poste apagado, o que tem ampliado o sentimento de medo e insegurança na comunidade.

“Já faz três meses que estamos sem luz no poste da Rua Francisco Martins Duarte, no centro, em uma rua que só moram idosos! É um absurdo! Estamos vivendo no escuro e com medo de sair à noite! É um perigo!”, relatou.

Sem uma resposta do poder público, a moradora afirma que os residentes têm improvisado formas de iluminação para tentar tornar o ambiente menos perigoso.

“Os moradores estão improvisando iluminação pra poder se sentir mais seguros, iluminando a rua por conta própria. Por favor, pedimos que o reparo seja feito o mais rápido possível!”, reforçou.

Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

CCJ da Câmara aprova fim da Lei de Alienação Parental

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (3/12), a revogação da Lei de Alienação Parental, criada em 2010 com a intenção de evitar que um dos genitores tentasse afastar os filhos do convívio do outro por meio de desqualificação ou manipulação emocional. De acordo com a relatora do texto que põe fim à medida, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), a lei vinha sendo usada de forma equivocada, inclusive para acobertar pais que abusavam sexualmente dos filhos.

À coluna, Laura Carneiro sustentou que a Lei de Alienação Parental “começou com boa vontade”, mas acabou se tornando prejudicial para mães e crianças. “O Ministério Público, a Defensoria Pública, todos os conselhos, todas as entidades de proteção à criança e ao adolescentes desse país pediam revogação da sua legislação. Na verdade, a interpretação dela deturpava a sua aplicação. E as crianças acabavam sofrendo através dessa égide da alienação sexual, violência sexual e abuso.”, afirmou.

“O governo Bolsonaro, o governo Lula. Não é uma questão ideológica. É proteger a criança, que às vezes é usada, inclusive sexualmente, sob a égide de uma lei que não pegou, uma lei que foi ruim, uma lei que a gente determina a penalização da mulher brasileira. 70% dos casos de alienação parental são contra a mulher. E é sempre a mulher a que mais sofre a vitimização, e aquela criança que é utilizada nas ações de direito de família”, disse a deputada.

Como alguns parlamentares manifestaram a intenção de recorrer da decisão da CCJ, o projeto deverá ser votado pelo plenário da Câmara. Caso seja aprovado, será remetido para análise do Senado.

“Se Deus quiser, nós conseguimos votar no Senado. O Senado também é a favor. Tem lá um projeto do senador Magno Malta, da senadora Damares [Alves] e da CPMI de Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nos mesmos termos”, disse Laura Carneiro.

 

Metrópoles

IBGE: desigualdade brasileira volta a cair e chega ao menor nível da série

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A desigualdade de renda no Brasil voltou a recuar em 2024 — após se manter estável em 2023 — e alcançou o menor nível da série histórica. O índice de Gini, que mede a concentração de renda e varia de zero (perfeita igualdade) a 1 (máxima desigualdade), registrou queda relevante no ano passado. Após a estabilidade em 2023, quando permaneceu em 0,517, o indicador desceu para 0,504, novo piso da série.

Ainda assim, o Brasil segue entre os países mais desiguais do mundo, segundo a nova edição da Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (dia 3).

De acordo com o IBGE, o resultado reflete tanto o impacto de programas sociais quanto a melhora do mercado de trabalho, que ampliou a renda sobretudo entre as faixas mais baixas.

Avanços e retrocessos

A evolução histórica mostra avanços e retrocessos ao longo da última década. Em 2012, o Gini era de 0,540 e caiu até 2015, quando chegou a 0,524. Entre 2016 e 2018, voltou a subir e ficou estável em 2019.

Já em 2020, o índice recuou com o pagamento de benefícios emergenciais durante a pandemia de Covid-19, até voltar a subir em 2021, influenciado pela redução desses auxílios e pelo enfraquecimento do mercado de trabalho. Já em 2022, com a recuperação dos empregos, uma nova queda levou o índice a 0,517, movimento reforçado no último ano.

O levantamento também mostra o peso das políticas sociais na redução da desigualdade: sem os benefícios, o Gini de 2024 seria 7,5% maior, passando de 0,504 para 0,542.

Em outra maneira de medir a desigualdade, a renda dos 10% mais ricos do país foi 3,3 vezes maior que a dos 40% mais pobres em 2024, com uma redução em relação ao ano anterior, quando essa razão era de 3,6 vezes.

A queda ocorre devido ao aumento de 4,3% da renda apropriada pelos 40% com menores rendimentos e à queda de 3,2% entre os 10% mais ricos.

Mais pobres veem renda saltar 13% em 2024; topo da pirâmide tem alta de só 1,6%

Os dados mostram ainda que, entre 2023 e 2024, quem mais ganhou renda foram justamente os grupos mais pobres. Os 10% com menores rendimentos tiveram aumento de 13,2%, chegando a R$ 248 ao mês, enquanto o segundo décimo teve alta de 10,2%, passando a R$ 518.

Mais ricos

 

No topo da distribuição, os 10% mais ricos registraram avanço mais modesto, de 1,6%, atingindo média de R$ 7.983. Ainda assim, esse grupo recebeu 32,2 vezes mais que os mais pobres — diferença que já foi de 44,6 vezes em 2012, o que mostra redução, embora a desigualdade permaneça elevada.

Em comparação internacional feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil continua entre os países com maior desigualdade de renda. Em 2022, a renda dos 20% mais ricos era cerca de 11 vezes superior à dos 20% mais pobres, a segunda maior disparidade entre os 40 países analisados pela organização, ficando atrás apenas da Costa Rica (12,3 vezes) e acima de nações como Chile, México, Portugal, Espanha, Itália, França e Suécia.

A síntese do IBGE mostra que a queda recente na desigualdade está ligada principalmente ao crescimento de 3,7% na renda do trabalho em 2024, com impacto maior sobre os segmentos mais pobres. Isso se soma ao efeito dos programas sociais, que reforçaram o rendimento das famílias mais vulneráveis e ajudaram a reduzir pobreza e extrema pobreza.

Extra

Ministro do STF Edson Fachin faz apelo por ação coordenada contra escalada da violência de gênero

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, abriu a sessão plenária desta quarta-feira (3) com um chamado à ação imediata para enfrentar a escalada da violência contra mulheres e meninas no país. “Não descansaremos enquanto houver uma mulher em risco”, afirmou, definindo um tom de urgência ao tema.

Em seu pronunciamento, Fachin conclamou a sociedade a enfrentar as bases culturais do problema. “É urgente romper o silêncio, enfrentar o preconceito e superar a naturalização do machismo”, disse. Para ele, é indispensável que o Brasil supere os padrões que perpetuam a violência nos lares, nos ambientes de trabalho e nos espaços públicos.

O ministro destacou que a gravidade de episódios recentes, como o feminicídio brutal de uma jovem em Santa Catarina, exige do Poder Judiciário uma atuação firme. “O Judiciário expressa sua solidariedade irrestrita às famílias e às pessoas próximas às vítimas dessas atrocidades. Àquelas que perderam mulheres queridas — mães, filhas, irmãs, companheiras, colegas de trabalho —, oferecemos nosso respeito, compaixão e compromisso de lutar por justiça, reparação e memória”, declarou.

Fachin defendeu que apenas uma ação coordenada pode frear a violência que atinge as mulheres de forma desproporcional. Por isso, conclamou para uma atuação conjunta de autoridades dos três Poderes, profissionais de segurança pública, saúde, assistência social, imprensa e sociedade civil. “A proteção das mulheres exige ação contínua, vigilância institucional e compromisso de toda a sociedade”, afirmou.

Dimensão do problema

Os dados citados pelo ministro têm base no Relatório Anual Socioeconômico da Mulher, do Ministério das Mulheres, que registrou 1.450 feminicídios em 2024, além de 2.485 homicídios dolosos e lesões corporais seguidas de morte contra mulheres. A violência sexual também foi apontada como alarmante: 71.892 casos de estupro no último ano, uma média de 196 por dia, sendo a maioria das vítimas meninas de até 13 anos, agredidas dentro de casa por conhecidos.

Fachin também destacou a dimensão racial da violência. “Entre as mulheres adultas vítimas de violência, mais de 60% são pretas ou pardas. Esses dados demonstram a interseção entre gênero, raça e vulnerabilidade social.”

No âmbito da Justiça, o Painel de Violência contra a Mulher do CNJ contabilizou, em 2024, 6.066 processos de feminicídio julgados em primeiro grau e cerca de 869 mil pedidos de medidas protetivas, com 92% concedidos imediatamente. Para o ministro, esses números, ainda que representem “a face visível de uma realidade marcada pela subnotificação”, evidenciam o esforço do Judiciário.

Ele reiterou que o Poder Judiciário permanecerá mobilizado e que não há espaço para tolerância. “Há um repúdio absoluto a toda e qualquer forma de violência contra a mulher. Não há relativização possível quando vidas são ceifadas e famílias são destruídas.”

Invisibilidade

A ministra Cármen Lúcia, que também se manifestou, ressaltou que o país vive um momento alarmante. “Não se sabe se é um aumento gritante de casos de feminicídio ou se estamos saindo de uma invisibilidade em que isso acontecia de uma maneira silenciosa e, portanto, mais trágica ainda”, ponderou, lembrando que o tema foi recentemente debatido em encontro nacional do Judiciário.

Ela afirmou que a violência de gênero, seja física, política ou econômica, nega a civilidade e a própria humanidade, configurando uma tragédia cotidiana. A ministra reforçou que “não há democracia sem igualdade” e destacou o compromisso do Judiciário de atuar, alertar e contribuir para o combate às diversas formas de agressão.

 

Bahia Notícias 

Violência digital atinge 8,8 milhões de brasileiras em um ano, aponta levantamento

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A violência digital segue como uma das expressões mais recorrentes da agressão contra mulheres no país e já alcança números alarmantes. Nos últimos doze meses, 8,8 milhões de brasileiras, o equivalente a cerca de uma em cada dez mulheres com 16 anos ou mais, relatam ter sido alvo de algum tipo de ataque virtual. Os dados integram a nova edição da Pesquisa Nacional de Violência Contra a Mulher, realizada pelo DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher.

Segundo o estudo, as manifestações mais comuns envolvem o envio insistente de mensagens ofensivas, intimidadoras ou com teor ameaçador. Para especialistas que acompanham o fenômeno, esse tipo de agressão costuma se espalhar de forma silenciosa nas redes sociais e aplicativos de conversa, tornando mais difícil a identificação dos autores e ampliando a sensação de vulnerabilidade das vítimas.

A pesquisa, que chega à sua 11ª edição e marca duas décadas de acompanhamento contínuo, ouviu 21.641 mulheres de todas as unidades da federação entre maio e julho deste ano. O levantamento tem margem de erro de 0,69 ponto percentual.

 

Bahia Notícias