PNB

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Previsão do tempo: nuvens e pancadas de chuva marcam a segunda-feira (2), em Juazeiro e Petrolina; confira

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A semana começa com tempo instável em Juazeiro, no norte da Bahia, e Petrolina, no sertão de Pernambuco. A previsão para esta segunda-feira (2) indica muitas nuvens ao longo de todo o dia, com pancadas de chuva, inclusive com a possibilidade de trovoadas à noite nas cidades irmãs.

Em Juazeiro, os termômetros registram mínima de 22°C e máxima de 32°C. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%. Pela manhã, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva, com ventos fracos. À tarde, o cenário se mantém com pancadas isoladas e ventos fracos. À noite, há possibilidade de pancadas de chuva com trovoadas, com ventos fracos.

Já em Petrolina, a temperatura mínima é de 22°C e a máxima pode chegar aos 31°C. A umidade varia entre 55% e 90%. Pela manhã, a previsão também aponta muitas nuvens com pancadas de chuva, com ventos fracos. À tarde, são esperadas pancadas isoladas, também com ventos fracos. À noite, o tempo segue instável, com pancadas de chuva e trovoadas, acompanhadas de ventos fracos.

Até a última quinta-feira (26), o Laboratório de Meteorologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (LABMET/UNIVASF) registrou 55,8 milímetros de chuvas acumuladas durante o mês de fevereiro em Juazeiro. Em Petrolina, o acumulado no mesmo período foi de 131,8 milímetros, evidenciando o volume significativo de precipitações na região.

As condições climáticas estão associadas ao aviso de acumulado de chuva emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), classificado com grau de severidade de “grande perigo”. O alerta teve início às 10h33 do último dia 28 de fevereiro e segue válido até as 23h59 desta segunda-feira (2).

Segundo o aviso, há previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia.

Redação PNB

Bahia é 4º estado do país com mais estudantes matriculados em tempo integral

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O resultado do Censo Escolar 2025, divulgado  pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (26), revela que a Bahia é o quarto estado do país com maior número de estudantes em escolas de tempo integral. No ano passado, segundo o documento, o território baiano contabilizou 140 mil matrículas na modalidade, o que representa 34% do total de alunos da rede estadual de ensino. A média nacional é de 26%. Na frente da Bahia estão apenas São Paulo, Ceará e Pernambuco.

A expansão das matrículas acompanha investimentos robustos em infraestrutura escolar. Atualmente, a Bahia conta com mais de 690 escolas de tempo integral, sendo 101 delas entregues a partir de 2023, em um investimento superior a R$ 9,7 bilhões no período. A ampliação da rede física acompanha a expansão das matrículas, a reorganização curricular e o fortalecimento da jornada ampliada, garantindo melhores condições de aprendizagem e permanência dos estudantes.

O avanço registrado no levantamento nacional é uma tendência que se consolida em 2026 com a ampliação contínua da política educacional no Estado. Atualmente, a rede estadual da Bahia conta com cerca de 175 mil estudantes matriculados no Ensino Médio em tempo integral, reforçando o crescimento da oferta e a expansão da modalidade em todo o território baiano.

Para a secretária de Educação do Estado, Rowenna Brito, este crescimento é resultado direto dos investimentos realizados na rede. “O aumento no número de estudantes no tempo integral é fruto do investimento do Governo da Bahia e está no centro da nossa política educacional, garantindo aos jovens acesso a uma formação completa, com atividades científicas, culturais, esportivas e formação cidadã”, afirmou.

Aceleração

Segundo o estudo do MEC, entre 2024 e 2025, a modalidade registrou crescimento de 73% no número de estudantes matriculados. Em 2024, a rede estadual contabilizava cerca de 81 mil alunos no tempo integral. Em 2025, este número saltou para mais de 140 mil matrículas.

Segundo o governo estadual, a consolidação da educação integral na Bahia é sustentada por programas que fortalecem o vínculo dos estudantes com a escola. O Educa Mais Bahia, programa que visa induzir e qualificar a ampliação da jornada nas escolas públicas da rede estadual de ensino através de oficinas educativas de artes, esportes, música e fortalecimento das aprendizagens, sempre articulado ao currículo.

De acordo com dados da SEC, em 2025 a modalidade beneficiou 266.931 estudantes.O dia letivo é organizado em turno único, no qual aulas, oficinas e atividades esportivas e culturais compõem um currículo articulado. A proposta visa fortalecer o desenvolvimento pleno dos estudantes e consolidar a escola como espaço de aprendizagem, acolhimento e cuidado.

Auxílio para permanecer nos estudos

O programa Bolsa Presença beneficiou 442.327 estudantes, com investimento de R$ 582,9 milhões, auxílio mensal por família que busca incentivar a frequência escolar. Já o Mais Estudo concedeu bolsa a 36.793 monitores, o que fortalece a aprendizagem colaborativa. O programa federal Pé-de-Meia alcançou 403 mil estudantes na Bahia, com R$ 752 milhões investidos em incentivos mensais e bônus por conclusão.

A SEC afirma que o ensino médio em tempo integral integra a estratégia de fortalecimento da aprendizagem. A iniciativa contribui para a proteção social dos estudantes ao ampliar o tempo de permanência na escola, garantir acesso a atividades formativas diversificadas e alimentação escolar adequada.

 

Bahia BA

Oportunidade: confira as vagas de emprego disponíveis em Juazeiro para a segunda-feira (2)

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A Rede SineBahia divulgou as vagas de emprego que estão disponíveis no município de Juazeiro, no Norte da Bahia, na segunda-feira (2).

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA: Carteira de Trabalho física ou Digital, RG, CPF, comprovantes de residência e escolaridade, além de certificados de cursos, se assim desejar.

Para realizar agendamento na Rede SINEBAHIA acesse o endereço www.sacdigital.ba.gov.br.

Confira as vagas para Juazeiro no dia 02/03/2026

AUXILIAR DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL
Ensino médio completo
Residir em Petrolina
Salário: a combinar
06 VAGAS
CALDEIREIRO
Ensino técnico completo na área
Residir em Petrolina
Experiência com solda MIG
Experiência na função
Salário: a combinar
01 VAGA

CHEFE DE FROTA
Ensino técnico ou superior em logística completo
Experiência na função
Residir em Petrolina
Salário: a combinar
01 VAGA

VENDEDOR EXTERNO
Ensino médio completo
Possuir CNH A
Rotas no perímetro urbano
Salário: a combinar
01 VAGA

AUXILIAR DE LIMPEZA
Ensino fundamental completo
Experiência na função
Salário: a combinar
03 VAGAS

REPRESENTANTE COMERCIAL AUTÔNOMO
Ensino médio completo
Conhecimento no ramo de trigo, padarias, pizzaria, pastelaria, casa do bolo
Experiência na função
Salário: a combinar
01 VAGA

VENDEDOR INTERNO
Ensino médio completo
Experiência na função
Salário: a combinar
01 VAGA

MECÂNICO DE AUTOMÓVEIS
Ensino médio completo
Experiência na função
Salário: a combinar
01 VAGA

MECÂNICO ELETRICISTA
Ensino médio completo
Experiência na função
Salário: a combinar
01 VAGA

ATENDENTE DE FARMÁCIA
Ensino médio completo
Experiência na aplicação de injetáveis
Experiência na função
Salário: a combinar
01 VAGA

Redação PNB

Justiça do Trabalho tem novo recorde de ações após reforma trabalhista

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O número de novas ações na Justiça do Trabalho cresceu 8,47% entre 2024 e 2025, e bateu novo recorde após a reforma trabalhista de 2017. Em 2025, o Judiciário recebeu na primeira instância 2,321 milhões de novos processos ante 2,134 milhões do ano anterior, segundo dados extraídos do sistema estatístico do TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Os números mostram, porém, que o total é 12,35% abaixo do registrado em 2017 —com 2,648 milhões de novas ações—, quando as mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foram aprovadas, e 15,78% menor do que em 2016, ano anterior à reforma, ocasião na qual se registraram 2,756 milhões de novos processos.
Especialistas apontam a flexibilização nas novas regras da CLT feitas após julgamentos no STF (Supremo Tribunal Federal) e no próprio TST como responsáveis pelo aumento. O principal ponto seria a volta da gratuidade da Justiça do Trabalho, limitada na reforma.
Em 2021, o Supremo decidiu que o trabalhador que tem direito à gratuidade e perde o processo contra o ex-empregador não pode ter cobrança de custas processuais.
No final de 2024, o TST firmou tese de que o direito à gratuidade deve ser garantido de forma automática para quem ganha até 40% do teto da Previdência—como diz a reforma—, e também a quem ganha mais, mas apresenta declaração de pobreza, como ocorria anteriormente.
Os estudiosos se dividem, porém, sobre o ritmo de crescimento. Para alguns, o volume de novos processos ainda não atingiu o pico e deve seguir em alta, enquanto para outros, o total não deve aumentar muito mais e já teria atingido seu pico pós-reforma e após as mudanças ampliando a justiça gratuita.
Estudo da Predictus, empresa especializada em dados judiciais, mostra que, em 2018, primeiro ano completo sob as novas regras, o total de novas ações caiu para cerca de 2 milhões após ter registrado, em 2016, o pico histórico da série, com quase 3 milhões de novas ações trabalhistas ajuizadas no país.

Em 2017, o volume ficou em 2,648 milhões de processos e, em 2018, caiu para 1,748 milhões, segundo os dados do TST. Entre 2022 e 2025, o volume de ações voltou a crescer de forma gradual, acompanhando a recuperação econômica e a queda do desemprego, segundo levantamento da Predictus. Para Hendrik Eichler, diretor e fundador da empresa, esse ritmo de crescimento é natural.

Ainda assim, em 2025, com 2,47 milhões de novos processos, o total é 16% menor do que em 2016. Eichler afirma acreditar que a queda demonstra consolidação nas regras da reforma, mesmo com as mudanças feitas em julgamentos no STF e no TST.

“A década pós-reforma revela menos processos do que no passado, mas ainda um volume extremamente elevado em termos absolutos, o que mantém o Brasil entre os países com maior judicialização trabalhista do mundo”, diz ele.

Ainda assim, em 2025, com 2,47 milhões de novos processos, o total é 16% menor do que em 2016. Eichler afirma acreditar que a queda demonstra consolidação nas regras da reforma, mesmo com as mudanças feitas em julgamentos no STF e no TST.
“A década pós-reforma revela menos processos do que no passado, mas ainda um volume extremamente elevado em termos absolutos, o que mantém o Brasil entre os países com maior judicialização trabalhista do mundo”, diz ele.

O levantamento da empresa aponta que entre 2022 e 2025 o volume de ações voltou a crescer de forma gradual, acompanhando a recuperação econômica e a queda do desemprego.

Para advogado Daniel Domingues Chiode, sócio do escritório Chiode Minicucci | Little, o número de novas ações na Justiça do Trabalho tende a continuar crescendo e ainda não atingiu o seu pico. Segundo ele, seu escritório vive um crescimento contínuo no volume de ações trabalhistas.

Para dar conta da demanda, a estrutura praticamente dobrou de 34 para 67 profissionais no último ano, refletindo as decisões tomadas pelo STF e TST, consolidadas no final de 2024. Ele afirma que as empresas precisam se preparar.

Chiode avalia que a alta das ações não se explica apenas pela volta da gratuidade na Justiça, mas também está ligada à ao funcionamento do Judiciário trabalhista. Para ele, trata-se de um sistema de “loteria”, com decisões divergentes em casos semelhantes, e precedentes que não são obrigatoriamente seguidos, o que incentiva o ajuizamento de processos com baixo risco financeiro para o trabalhador.

“É algo que existe, não é bom nem ruim, é a realidade”, diz.

 

Bahia Notícias 

“Encantarias do Velho Chico”: espetáculo leva cultura ribeirinha ao público infantojuvenil

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O espetáculo “Encantarias do Velho Chico” convida crianças, jovens e adultos a uma imersão no universo cultural do Rio São Francisco. Com duração de 45 minutos e classificação livre, a montagem infantojuvenil reúne teatro, música, causos, versos e prosas para destacar a riqueza do imaginário popular das comunidades ribeirinhas.

Produzida pelo Coletivo Entre Rios e Sertões, a peça tem como fio condutor o personagem Surubim, um pescador e contador de histórias que, em uma noite de lua cheia, se depara com o enigmático Fogo Corredor, um ser encantado que percorre as águas do rio guardando mistérios antigos. Durante a narrativa, surgem figuras míticas como o Compadre d’Água e a Serpente dos Olhos de Fogo, enquanto a memória de Iatí, a jovem indígena cujas lágrimas teriam dado origem ao Velho Chico, atravessa a história como símbolo de amor, pertencimento e ancestralidade.

De forma lúdica e musicada, o espetáculo apresenta o rio, também chamado de Opará, como um ser vivo, carregado de histórias e significados.

O Coletivo Entre Rios e Sertões

O Coletivo Entre Rios e Sertões é um grupo artístico sediado no Vale do São Francisco dedicado à pesquisa e criação de obras cênicas inspiradas, sobretudo, na cultura sertaneja e ribeirinha do Vale do São Francisco. Suas montagens dialogam com a memória, a oralidade e as tradições populares, levando o teatro a escolas, centros culturais e espaços comunitários.

O coletivo atua com gestão compartilhada, pesquisa de campo com mestres da cultura popular e ações formativas junto a comunidades. Seu trabalho articula arte, território e educação, fortalecendo o acesso democrático à cultura e a valorização dos saberes do Sertão do São Francisco.

A direção do espetáculo é de Odilon Neto, que também assina a dramaturgia ao lado de Rafael Neres e do coletivo. No elenco, Rafael Neres interpreta Surubim; Herbeth Viana dá vida ao Fogo Corredor, Compadre d’Água e à Serpente dos Olhos de Brasa; e Fernanda Vieira, Herbeth Viana e Ramon Araújo compõem o coro e as encantarias.

Redação PNB, com informações Ascom

Desastres climáticos afetaram mais de 336 mil pessoas no país, em 2025

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O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no planeta, com a temperatura média global atingindo 1,47 grua Celsius (°C) acima dos níveis pré-industriais (1850–1900).

No Brasil, esse aquecimento se refletiu em uma sucessão de eventos climáticos extremos que impactaram diretamente 336.656 pessoas e geraram prejuízos econômicos da ordem de R$ 3,9 bilhões.

Os dados constam do mais recente relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

A publicação é elaborada a partir de informações de órgãos, serviços e programas de monitoramento do clima de diferentes regiões do planeta, como o europeu Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus.

De acordo com os dados, no ano passado, a temperatura média global atingiu 14,97 °C – ficando apenas 0,01 °C abaixo da registrada em 2023 e 0,13 °C abaixo de 2024 – o ano mais quente da série histórica

“As altas temperaturas globais, juntamente com os níveis recordes de vapor d’ água na atmosfera em 2025, desencadearam ondas de calor sem precedentes, secas, incêndios e chuvas intensas, causando impactos significativos e miséria a milhões de pessoas”, sustentam os autores do relatório.

Eventos hidrológicos

O documento destaca que, no Brasil, o verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961. E que, em novembro passado, oito unidades federativas registraram secas em 100% de seus territórios: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

O relatório indica que o país foi marcado por sete ondas de calor e pelo mesmo número de ondas de frio, além de uma “ampla variedade de desastres hidrometeorológicos fortalecidos por padrões climáticos extremos associados ao aquecimento global”.

De acordo com os dados, o Brasil registrou 1.493 eventos hidrológicos como secas intensas, alagamentos, transbordamentos de cursos d´água, cheias, enxurradas, deslizamento de terra etc, sendo 1.336 de pequeno porte; 146 de médio porte e 11 de grande, com a predominância de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. A região Sudeste (ES, MG, RJ e SP) concentrou 43% do total de ocorrências.

Esses eventos, segundo os autores do relatório, evidenciaram não só os “contextos territoriais mais vulneráveis, nos quais a intensidade dos eventos e as condições locais favoreceram a geração de danos mais significativos”, como diferenças municipais “na capacidade de resposta institucional às ocorrências.

Ainda de acordo com os especialistas, 2.095 das 5.570 cidades brasileiras estão expostas a riscos geo-hidrológicos, devendo ser foco prioritário de ações de gestão e prevenção de riscos e desastres.

Minas Gerais, que neste mês voltou a ser castigada por fortes chuvas, é apontada como a unidade da federação com maior número de cidades em risco durante períodos chuvosos: dos 853 municípios mineiros, 306 estão suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações, o que, segundo os especialistas do Cemaden, representa um perigo para cerca de 1,5 milhão de pessoas

Perspectiva

Destacando que o número de desastres climáticos, no Brasil, aumentou 222% entre o início da década de 1990 e os três primeiros anos de 2020, o Cemaden alerta para a tendência de mais eventos extremos nos próximos anos, incluindo ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, e menos ondas de frio, sendo algumas delas muito intensas.

Para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ao qual o Cemaden está vinculado, a consolidação dos dados reforça a importância de investimentos em ciência e tecnologia; do monitoramento contínuo e da integração entre pesquisa e gestão pública como forma de antecipar riscos e reduzir vulnerabilidades.

Para a pasta, fortalecer a capacidade científica nacional é fundamental para enfrentar um cenário climático cada vez mais desafiador e complexo.

A íntegra do relatório de 44 páginas está disponível no site do Cemaden.

Agência Brasil

Ensino fundamental atinge 99,5% de frequência; atraso escolar cai

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Alunos saindo de escola na Estrutural, no Distrito Federal

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram nesta quinta-feira (26), em Manaus, os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. Foram registrados 46,01 milhões de estudantes, uma redução de 2,29% nas matrículas, em comparação a 2024, quando foram registradas 47,08 milhões estudantes. 

O ensino fundamental, que compreende os alunos do 1° ao 9° ano, contabiliza 25,8 milhões de matrículas – 56,07% do total registrado em 2025.Nessa etapa escolar, que abrange a população de 6 a 14 anos, a matrícula é obrigatória. A partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Inep calcula que o percentual da população de 6 a 14 anos que frequenta a escola é quase universal: chegou a 99,5%, em 2025.

De acordo com o coordenador de Estatísticas Educacionais da Diretoria de Estatísticas do Inep (DEED), Fábio Pereira Bravin, o ensino fundamental está universalizado. “O número de matrículas está estável”, afirmou.

Ensino médio

No ensino médio, foram registrados em 2025 6,33 milhões de estudantes em escolas públicas e 1,03 milhão nas privadas, totalizando 7,36 milhões de matrículas nesta etapa. O total de matrículas caiu nos últimos quatro anos, passando de 7,77 milhões, em 2021, para 7,36 milhões em 2025 – redução de cerca de 400 mil alunos. Entre 2024 e 2025, foram 140,9 mil matrículas a menos.

O Inep explicou que, em parte, a redução de matrículas se deve pela maior eficiência escolar, a partir da redução do número de alunos atrasados na relação idade-série.

“A gente tinha [em 2021] 25,3% de alunos atrasados e, em 2025, a gente tem 16%. Uma queda de quase 10 pontos percentuais. Estes alunos progrediram no sistema e concluíram a educação básica”, pontuou o coordenador do Inep.

Outro ponto destacado foi a redução no número de jovens que estão fora do sistema educacional ou que abandonaram os estudos precocemente. O percentual de pessoas de 15 a 17 anos que frequentam a escola subiu de 89% em 2019, para 93,2%, em 2025.

O ministro Camilo Santana destacou como um dos fatores para redução da evasão escolar nesta etapa de ensino o programa Pé-de-Meia, que promove a permanência e a conclusão escolar de estudantes da rede pública. Criado em 2023, ele oferece incentivo financeiro-educacional e funciona como uma poupança para os estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

“É uma forma de garantir que o aluno não abandone na escola e estimular que ele curse o ensino médio e passe por ano, porque o estudante recebe a poupança”, disse o ministro.

Redução do atraso escolar

A taxa de distorção idade-série na rede pública de ensino também apresentou redução em todas as etapas da educação básica, de acordo com os dados do Censo. Este parâmetro avalia a quantidade de alunos que frequentam a série adequada à sua idade e não estão “atrasados” nos estudos.

No ensino fundamental e no ensino médio, o atraso escolar caiu 4,3 pontos percentuais e 10,3 pontos percentuais, respectivamente, na comparação de 2021 com 2025. Em 2021, 25,3% dos alunos do ensino médio, ou em cada quatro, estava atrasado nos estudos. Em 2025, o índice caiu para 16%.

Se considerado somente o 3º ano do ensino médio, a queda foi de 61% da distorção idade-série. Passou de 27,2%, em 2021, para 13,99%, em 2025, apontou o ministro da Educação, Camilo Santana.

Nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o índice passou de 21% para 14,4%. Já nos anos iniciais (1º ao 5º), o percentual caiu de 7,7% para 6,6%

Desigualdade racial

De acordo com o Censo, em todas as etapas de ensino, o atraso escolar do segmento de alunos que se declaram pretos ou pardos é maior do que entre os que se declaram brancos.

A disparidade da taxa de distorção idade-série é visível desde o início da trajetória escolar e se aprofunda conforme o estudante avança nos ciclos educacionais.

Em 2025, enquanto 9,2% dos alunos brancos dos anos finais do ensino fundamental estava fora da idade adequada, o índice entre alunos negros era de  17,7%.

No ensino médio, o cenário também é desigual. A taxa de distorção idade-série da juventude negra nesta fase sobe para 19,3%. Enquanto que 10,9%, dos alunos brancos do ensino médio estão atrasados.

O Inep destacou que, desde 2005, o Censo Escolar tem o campo de cor/raça a ser preenchido pelas escolas. A coleta da informação é obrigatória há 20 anos e as opções de preenchimento são as mesmas estabelecidas pelo IBGE: branca, preta, parda e amarela e não declarada.

Em 2018, o Conselho Nacional de Educação (CNE) reforçou a obrigatoriedade da captura da informação, que é autodeclaratória por parte das famílias das crianças.

Nos últimos dois anos, a ausência do registro de “raça/cor” caiu de 25,5%, em 2023, para 13,6%, em 2025. Segundo o MEC, isso melhora a qualidade da informação, o que é importante para identificação de gargalos e formulação de políticas públicas.

“A informação foi melhorando porque as pessoas entenderam que ela é relevante para podermos fazer uma avaliação sobre as desigualdades, por exemplo, de cor e raça”, contatou o coordenador do Inep.

Censo escolar

O Censo Escolar não conta apenas o número de alunos em todas as etapas de ensino da educação básica.

O levantamento apresenta também dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as modalidades: ensino regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA); Educação Profissional e Tecnológica (EPT); e a educação especial inclusiva, voltada a estudantes com deficiência, autistas e com altas habilidades.

Além de gerar estatísticas, os dados servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas.

Os resultados também guiam para quais programas os recursos públicos serão destinados, por exemplo, compra da merenda escolar, transporte, livros didáticos e equipamentos.

 

Agência Brasil 

Após novas exigências, pescadores de Juazeiro relatam dificuldades para receber Seguro-Defeso e contestam entrevistas

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Em meio às mudanças nas regras do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (Seguro-Defeso), que já estão em vigor, pescadores de Juazeiro, no norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar dificuldades na liberação do benefício. Segundo eles, entrevistas consideradas inconsistentes e falhas no processo de comprovação da atividade têm resultado no bloqueio de pagamentos.

O pescador Neguinho do Angari, afirma que recorreu ao Ministério do Trabalho e Emprego após ter o benefício negado, e percebeu que houve divergências nas perguntas feitas durante a entrevista de validação da atividade pesqueira.

“Fui apresentar as provas lá no ministério do trabalho. Mandaram uma série de perguntas que não condizem com o que foi perguntado na entrevista. Estão prejudicando muitos pescadores. Sempre vivi nesse rio, cortaram meu benefício e mandaram eu esperar a avaliação deles”, relatou.

Ele afirma viver exclusivamente da pesca e sem o benefício está sendo prejudicado. Segundo o pescador, as respostas registradas no sistema não correspondem às informações respondidas durante a entrevista presencial.

“O que ela perguntava não condiz com o que está no papel que eu imprimi agora no Ministério do Trabalho. Estão prevalecendo pessoas que não são pescadores, enquanto quem é está sendo prejudicado. Quando ela fez a entrevista, perguntou outras coisas. Respondi tudo a respeito do rio. Ela disse que a família dela frequentava muito o Rio São Francisco. Perguntou algumas coisas, mas quando terminou não me mostrou a entrevista para eu conferir. Só perguntou, respondeu e disse: ‘posso tirar mais uma foto?’. Tirou duas fotos e pronto, disse que estava liberado. Eu perguntei se não tinha que conferir nada e ela disse que não. Não me mostrou, não assinei nada. Ela fez do jeito dela, deduziu o que tinha que colocar e enviou. Do jeito que estava trabalhando, com má vontade, me prejudicou e prejudicou muita gente”, afirmou.

De acordo com o trabalhador, o Ministério do Trabalho informou que a coleta das entrevistas foi realizada por empresa contratada, responsável por designar entrevistadores para exercer a função. O pescador contesta a qualificação desses profissionais e afirma que pretende recorrer para não perder o benefício.

Estamos encaminhando o caso para o MTE em busca de esclarecimentos.

Seguro-Defeso

O benefício, no valor de um salário-mínimo mensal, é pago pelo Governo Federal aos pescadores que dependem exclusivamente da pesca artesanal, desde que cumpridos alguns requisitos. É preciso estar registrado no Ministério da Pesca como pescador há pelo menos um ano, além de manter as contribuições previdenciárias em dia com base na venda dos produtos pescados, durante os períodos não sujeitos ao defeso. O pagamento do SDPA é realizado para subsidiar a renda familiar durante o período em que a atividade é proibida, para garantir o crescimento e reprodução das espécies.

Mudanças nas regras

As novas regras do Seguro-Defeso foram estabelecidas por meio da Medida Provisória nº 1.323/2025, editada pelo governo federal, e estão valendo desde novembro do ano passado. A principal alteração foi a transferência da responsabilidade pelo processamento dos pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o Ministério do Trabalho e Emprego.

Entre as novas exigências estão a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), fornecimento de dados biométricos e a realização de entrevistas para comprovação da atividade pesqueira. Segundo o governo federal, as mudanças têm como objetivo combater fraudes no acesso ao benefício.

Manifestação

Pescadores e pescadoras de Juazeiro, Petrolina e região aderiram a manifestação nacional da categoria e, na manhã deste sábado (7) realizaram uma manifestação ocupando a  Ponte Presidente Dutra.
Segundo Domingos, presidente do Sindicato dos Pescadores de Juazeiro, a categoria reivindica o pagamento do seguro-defeso, que está em atraso.

“Esse ato está sendo realizado em alguns municípios do país. Com a presença do Presidente Lula na Bahia, queremos que ele possa se sensibilizar em acelerar a liberação do seguro-defeso, porque nós já estamos em fevereiro e o benefício ainda não foi liberado. Hoje o seguro-defesa deixou de ser pelo NSS e está sendo pelo Ministério do Trabalho e até agora não foram liberadas as parcelas do benefício, deixando os trabalhadores em dificuldades financeiras. Algumas parcelas chegaram a aparecer no sistema, através da carteira digital, mas de repente sumiram e os pescadores que tinham que fazer o REAP, que é o registro de exercício de atividade pesqueira cobram, neste protesto, explicações ao Governo Federal. Na Bahia e em outros estados a mobilização está ocorrendo de forma pacífica”, esclareceu o presidente ao PNB.

Redação PNB

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

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O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

 

Notícia Preta