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Pais de criança com TEA relatam problemas no fornecimento de medicamentos e fraldas em Juazeiro; Sesau se manifesta

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Os pais de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), residente em Juazeiro, no norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para relatar as dificuldades que vêm enfrentando para conseguir os medicamentos fornecidos pela assistência farmacêutica do município, mesmo com determinação judicial que garante o recebimento de medicamentos e insumos para a criança, diagnosticada com TEA nível 3. Segundo Andrelina Cirilo, há meses o filho não recebe os remédios essenciais para o tratamento.

“Já tem meses que a assistência farmacêutica não fornece as medicações do meu filho, que é autista severo. São remédios importantíssimos para a vida dele. Todo mês é a mesma coisa”, contou.

De acordo com os pais, a orientação dada pelos responsáveis é que apresentem a receita médica para que o setor possa solicitar a compra dos medicamentos. No entanto, mesmo cumprindo esse procedimento, eles afirmam que o fornecimento não tem sido realizado.

“Elas pedem para providenciar a receita, dizendo que vão solicitar a compra. Falaram que estavam fazendo compras e que não vinham mais por fornecedor específico. Então me pergunto: que compras são essas, se já tem três meses que meu filho não recebe nada?”, questionou a mãe.

O pai da criança acrescentou que a exigência de apresentação da receita para a compra dos medicamentos é uma medida recente.

“Eles disseram que os fornecedores não estão entregando e me pediram para arrumar a receita por fora, porque eles estariam comprando a medicação. Pegavam a receita em uma semana e entregavam na outra. Isso aconteceu apenas uma vez e depois não entregaram mais nada. Já deixei receita duas vezes este mês lá e não entregaram. Agora estão se fazendo de desentendidos, dizendo que não mandaram levar receita nenhuma, que não iam comprar porque não era responsabilidade deles. Ou seja, já mudaram a história”, relatou o pai.

“Toda a questão da medicação é de responsabilidade da prefeitura municipal, determinada por ordem judicial, mas tudo está sendo descumprido. Meu filho está sem os medicamentos, que são caríssimos, e nós não temos condições de comprar. Ele nem consegue ir para a escola porque está sem a medicação”, disse ele.

Além da falta de medicamentos, os pais denunciam também atraso na entrega de fraldas, outro item essencial para o cuidado da criança.

“Pedimos que olhem para os nossos filhos com dignidade e empatia, pois tudo é uma luta sem fim. É uma exaustão profunda, todo mês a mesma guerra para receber medicações e fraldas. Isso é inadmissível”, disse a mãe.

Encaminhamos os relatos para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. Em nota, a Sesau informou que “infelizmente, uma das empresas vencedoras da licitação para fornecimento de medicamentos oriundos de demandas judiciais não está cumprindo com a entrega dos itens contratados.
Diante do descumprimento contratual, a Sesau já adotou as medidas cabíveis, tendo solicitado a notificação extrajudicial da empresa e iniciado os trâmites legais previstos na legislação vigente para responsabilização da contratada.
A Sesau reforça o compromisso da Secretaria com a transparência, o cumprimento da lei e, acima de tudo, com o direito da população ao acesso regular a medicamentos. A Secretaria segue trabalhando para resolver a situação com a máxima brevidade possível, garantindo a continuidade dos serviços e a assistência necessária aos pacientes.”

A Sesau acrescentou também que “informa e lamenta profundamente os acontecimentos envolvendo um cidadão que procurou uma de nossas unidades de atendimento nos últimos dias. Na manhã desta quarta-feira, 1º de outubro, o referido cidadão compareceu ao Núcleo de Atendimento a Judicialização para o recebimento dos insumos destinados ao seu filho. Na ocasião, foi prestado esclarecimento sobre o motivo do desabastecimento temporário, em razão do descumprimento da oferta dos insumos por parte da empresa responsável pela entrega, a qual já se encontra formalmente notificada e em processo de destrato contratual, conforme previsto na legislação. Mesmo diante da transparência das informações prestadas e do acolhimento da equipe, o responsável apresentou postura ofensiva e desrespeitosa, dirigindo palavras inadequadas aos servidores, o que, em tese, configura desacato a funcionário público no exercício de suas funções, conduta passível de responsabilização conforme previsto no Código Penal Brasileiro.
A Sesau reitera seu compromisso com o atendimento humanizado, o respeito aos usuários do sistema público de saúde e, igualmente, com a valorização e proteção de seus servidores. A saúde pública é um direito de todos, e seu funcionamento depende do respeito mútuo entre profissionais e população.“

 

 

Redação PNB

Polícia Militar erradica 1,8 mil pés de maconha em Curaçá

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A Polícia Militar da Bahia, através da 45ª Companhia Independente (CIPM), localizou e erradicou uma plantação de maconha na zona rural de Curaçá, no norte da Bahia, na manhã da terça-feira (30).

Segundo a CIPM, a ação aconteceu por volta das 10h40, em uma ilhota próxima ao povoado de Pedra Branca, conhecido como Ilha do Calumbi, a cerca de 2 km do distrito. No local, foram encontrados cerca de 1.820 pés de Cannabis sativa.

A plantação foi erradicada e incinerada no próprio terreno, seguindo os protocolos operacionais da PM. Uma amostra do material foi recolhida e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Curaçá, para adoção das medidas legais.

Redação PNB, com informações Ascom 45ª CIPM

“Racismo e poder hereditário: a face da velha política em Petrolina” por Ramon Raniere Braz

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Palavras são dispositivos de poder. A expressão “boca preta”, usada por Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e herdeiro de uma linhagem política que atravessa décadas, contra o ambientalista Victor Flores, não é um simples insulto. É uma senha. Um código que ativa a memória colonial, o racismo institucional e o patrimonialismo que ainda molda a política brasileira.

Em Os Donos do Poder, Raimundo Faoro descreve com precisão o modelo de Estado que se formou no Brasil: um Estado capturado por elites que confundem o público com o privado, e tratam o poder como extensão da família. Não é por acaso que, em cidades como Petrolina, o sobrenome pesa, a política é hereditária, e o discurso, quando ameaçado, recorre à violência política para se proteger.

Quando um homem branco, representante de uma dinastia política, chama um homem negro de “boca preta”, está ativando um dispositivo que vai além da ofensa. Está reafirmando uma hierarquia. Está dizendo, com todas as letras, quem pode falar e quem deve calar.

Muniz Sodré, ao tratar do racismo institucional, nos alerta que ele não se revela apenas em atos explícitos. Ele se infiltra nas estruturas, nas práticas, nas palavras que parecem banais. Portanto, a fala de Miguel Coelho é um exemplo manifesto de racismo institucional. E mais, não é apenas um ataque a Victor Flores, é uma tentativa de silenciar o pensamento crítico, sobretudo quando esse pensamento se atreve a questionar modelos de desenvolvimento e narrativas hegemônicas sobre Petrolina ser a imaculada terra dos sonhos.

A crítica de Victor Flores, ao projeto da Orla 3, não foi apenas técnica ou ambiental, é preciso que se diga: foi política. E como tal, foi recebida com o mesmo desprezo queelites patrimonialistas costumam reservar às vozes que desafiam seu monopólio discursivo. Percebam que o ativista não foi em nenhum momento desmentido, pelo contrário, tentaram o desqualificar para invalidar seus argumentos.

Saudar Flores pela coragem é necessário, mas insuficiente. O episódio escancara a permanência de uma elite política que se vê como dona da terra, da cidade, da fala. Uma elite que, mesmo em pleno século XXI, ainda opera sob a lógica das capitanias hereditárias. A política não pode continuar sendo um legado de sobrenomes

 

Por Ramon Raniere Braz

Taxa de desemprego em 5,6% repete recorde histórico, com crescimento da população ocupada em todo o país

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Assim como havia ocorrido no trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego no Brasil medida ao final de agosto repetiu o percentual de 5,6%, o menor registro da série histórica iniciada em 2012. O indicador recuou nas duas comparações: -0,6 ponto percentual frente ao trimestre anterior (6,2%) e -1 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre de 2024 (6,6%).

Os números foram apresentados nesta terça-feira (30) pelo IBGE, por meio do seu levantamento da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

Segundo o IBGE, a população ocupada em todo o país, de 102,4 milhões de trabalhadores, cresceu nas duas comparações: 0,5% (mais 555 mil pessoas) no trimestre e 1,8% (mais 1,9 milhão) no ano.

Já o contingente de pessoas desocupadas, de 6,084 milhões, atingiu o menor patamar da série histórica medida pelo IBGE agora no trimestre junho-julho-agosto. A Pnad Contínua mostra que houve recuo nas duas comparações em relação às pessoas desocupadas: -9% (menos 605 mil de pessoas) no trimestre e -14,6% (menos 1 milhão de pessoas) no ano.

Outro recorde medida pela Pnad Contínua diz respeito ao número de empregados com carteira assinada no setor privado: os 39,1 milhões de empregados é o maior número desde o início da série histórica, com estabilidade no trimestre e alta de 3,3% (mais 1,2 milhão de pessoas) no ano.

Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,5 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 3,3% (menos 464 mil pessoas) no ano.

O IBGE também apurou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.488) ficou estável no trimestre e cresceu 3,3% no ano. Já a massa de rendimento real habitual (R$ 352,6 bilhões) cresceu em ambas as comparações: 1,4% (mais R$ 4,9 bilhões) no trimestre e 5,4% (mais R$ 17,9 bilhões) no ano.

A taxa de informalidade foi de 38% da população ocupada (ou 38,9 milhões de trabalhadores informais) contra 37,8 % (ou 38,6 milhões) no trimestre anterior e 38,9% (ou 39,1 milhões) no trimestre encerrado em agosto de 2024.

De acordo com o IBGE, a população ocupada (102,4 milhões) cresceu nas duas comparações: 0,5% (mais 555 mil pessoas) no trimestre e 1,8% (mais 1,9 milhão) no ano.

Bahia Notícias

Moradora do bairro Country Clube, em Juazeiro, denuncia abandono de terrenos e pede atenção ao poder público

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Uma moradora do bairro Country Clube, em Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar de terrenos baldios localizados na rua Antônio Joaquim de Oliveira. De acordo com ela, a falta de limpeza e de iluminação pública vem gerando insegurança na região.

“Tem alguns terrenos próximos à minha casa, todos em total abandono, sem nunca terem sido limpos. Para completar, a rua não tem iluminação e está muito perigoso”, disse a moradora.

Ela relatou ainda que o acúmulo de mato tem provocado a presença de animais peçonhentos.

“A falta de limpeza tem trazido bichos peçonhentos, como aranha caranguejeira, cobras e escorpiões, para dentro da minha casa. Precisamos de atenção do poder público para solucionar essas questões”, declarou.

Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

Imposto de renda: milionários pagam menos que assalariados há 16 anos

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IMPOSTO DE RENDA 201,Declaração IRPF 2019

Trabalhadores assalariados pagam mais Imposto de Renda de Pessoa Física (IR) do que milionários há 16 anos no Brasil, revelou um estudo inédito elaborado pelo Sindifisco Nacional.

Para chegar ao resultado, a pesquisa realizou uma comparação entre assalariados com rendimento mensal a partir de R$ 6 mil e super-ricos, que recebem mais de 240 salários-mínimos mensais.

De acordo com o estudo, a progressividade do imposto de renda termina na faixa entre 15 e 20 salários-mínimos mensais. Depois desse patamar, o sistema torna-se regressivo, e isso explica o porquê os mais ricos são menos taxados.

A maior alíquota efetiva média registrada aos que ganham entre 15 e 20 salários-mínimos mensais foi de 11,41%. Já para os contribuintes com rendimentos superiores a 240 salários-mínimos, a alíquota efetiva caiu para 5,18%, nível inferior ao de trabalhadores que recebem entre cinco e sete salários-mínimos (6,63%).

Por que isso acontece?

O estudo aponta que a principal causa da regressividade é a isenção sobre lucros e dividendos, em vigor desde 1996. Em 2023, esse tipo de rendimento somou R$ 700 bilhões, representando cerca de 35% de toda a renda totalmente isenta declarada à Receita. Enquanto a parcela isenta cresce, a proporção de rendimentos efetivamente tributados caiu de 54% para 50% entre 2022 e 2023, reforçando a desoneração dos contribuintes de maior renda.

O estudo também chama atenção para os impostos sobre aplicações financeiras e fundos de investimento. A alteração feita em 2023, que passou a cobrar os rendimentos pelo regime de competência, aumentou a arrecadação naquele ano. Entretanto, a desigualdade continua: a renda do capital ainda recebe benefícios maiores que a renda do trabalho.

Para a Direção Nacional do Sindifisco, a análise comprova que o Brasil mantém um dos sistemas de Imposto de Renda mais injustos do mundo. “É inevitável constatar que o atual modelo é não isonômico e não equitativo. Assalariados de renda média sustentam uma carga mais pesada do que acionistas e grandes investidores, o que contraria o princípio constitucional da capacidade contributiva”, avalia a entidade.

O sindicato ressalta que a correção dessa distorção passa, necessariamente, pela tributação de lucros e dividendos, alinhando o país às práticas adotadas internacionalmente. A entidade também reforça que os dados apresentados no estudo são subsídios técnicos fundamentais para o debate da Reforma do Imposto de Renda em curso no Congresso Nacional.

Proposta quer ampliar isenção do IR

No dia 10 de julho, o Sindifisco Nacional apresentou ao Congresso uma proposta de emenda ao Projeto de Lei 1087/2025, que trata da Reforma do Imposto de Renda. A sugestão prevê o aperfeiçoamento do texto original, combinando a isenção para rendas até R$ 5 mil e a desoneração parcial até R$ 7 mil, propostas pelo governo, com a correção de 15,78% da tabela progressiva do IR, referente à inflação acumulada entre 2023 e 2025.

Caso a medida seja aprovada, mais de 38 milhões de declarantes serão beneficiados, especialmente das classes média e baixa.

Pela proposta de emenda, o modelo de IRPF progressivo parte de 0% para rendas anuais até R$ 600 mil e cresce de forma linear até atingir 15% para rendas acima de R$ 2,4 milhões por ano. O texto busca garantir que nenhum contribuinte com renda muito alta pague menos imposto, proporcionalmente, do que os contribuintes de menor ou média renda.

 

A Tarde

Univasf abre seleção para Mestrado em Arqueologia com ingresso em 2026.1

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Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) lançou o processo seletivo para o Programa de Pós-Graduação em Arqueologia (PPArque), em nível de mestrado acadêmico, com ingresso previsto para o período letivo 2026.1. Ao todo, serão disponibilizadas nove vagas, distribuídas entre ampla concorrência, ações afirmativas e reserva para servidores técnicos-administrativos em educação. Podem se inscrever no processo seletivo candidatos portadores de diploma ou declaração de conclusão de curso de graduação em Arqueologia ou em áreas afins. As inscrições poderão ser feitas no período de 1º de outubro a 2 de novembro de 2025.

Os candidatos devem se inscrever exclusivamente por e-mail, mediante envio do formulário de inscrição, currículo Lattes com comprovações e demais documentos exigidos no edital, para o endereço: selecaoarqueologiaunivasf@gmail.com. Das vagas ofertadas, cinco são destinadas à ampla concorrência; três são reservadas a candidatos negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, conforme a Política de Ações Afirmativas da Univasf; e uma vaga é destinada a servidores técnicos-administrativos em educação. As vagas são distribuídas nas áreas específicas do PPArque, de acordo com a disponibilidade de orientação.

O processo seletivo será composto por quatro etapas: projeto de pesquisa escrito em consonância com as linhas do PPArque, com peso 0,6; memorial descritivo, com peso 0,1; entrevista remota baseada no projeto e memorial, a ser realizada entre os dias 2 e 4 de dezembro de 2025, com peso 0,2; e avaliação do currículo Lattes, de caráter classificatório, com peso 0,1. O resultado final será divulgado no dia 12 de dezembro de 2025, a partir das 18h. O cronograma completo está disponível no edital, que pode ser acessado no site do PPArque.

O Programa de Pós-Graduação em Arqueologia (PPArque) da Univasf tem como objetivo fomentar o desenvolvimento de pesquisas e a formação profissional na região do semiárido nordestino, contribuindo para a descentralização do ensino e para a ampliação do acesso à pós-graduação. Suas linhas de pesquisa estão vinculadas à área de concentração “Arqueologia e Preservação Patrimonial” e contemplam dois eixos: “Arqueologia, Estudos Empíricos e Transdisciplinares” e “Arqueologia, Comunidades Tradicionais e Gestão do Patrimônio Cultural”.

Ascom Univasf

Fux defere pedido para manter número de deputados nas eleições de 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, deferiu na segunda-feira  (29) o pedido do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a Corte mantenha o mesmo número de deputados das eleições de 2022 nas eleições de 2026, preservando a atual proporcionalidade por estado. 

Mais cedo, Alcolumbre encaminhou uma solicitação à Corte para que as alterações no número de deputados federais – de 513 para 531 – ou qualquer normatização que pudesse advir do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam aplicáveis somente a partir das eleições de 2030.

Entenda

A manifestação diz respeito ao projeto projeto aprovado pelos parlamentares em junho e vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho.

O texto foi aprovado pelos parlamentares como resposta a uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corte julgou uma ação do governo do Pará que apontou omissão do Legislativo em atualizar o número de deputados de acordo com a mudança populacional, atualizada pelo censo demográfico a cada dez anos.

O Pará argumentou que teria direito a mais quatro deputados desde 2010. A última atualização foi em 1993.

O STF, então, determinou que o Congresso votasse uma lei para redistribuir a representação de deputados federais em relação à proporção da população brasileira em cada estado e no Distrito Federal. A Constituição determina que nenhuma unidade da Federação tenha menos de oito ou mais de 70 deputados.

No pedido, Alcolumbre argumentou que, como o veto ainda não foi apreciado pelo Congresso Nacional, o processo legislativo ainda não foi concluído.

“No caso em apreço, o Veto nº 20, de 2025, ainda não foi apreciado pelo Congresso Nacional, motivo pelo qual o processo legislativo permanece em curso e não se encontra concluído em virtude do não encerramento do processo legislativo, e para garantir segurança jurídica e estabilidade ao processo eleitoral vindouro, que este Supremo Tribunal Federal mantenha, para as eleições de 2026, o mesmo número de vagas da Câmara dos Deputados por unidade da federação (Estados e Distrito Federal) das eleições de 2022, sem redefinição do número de vagas por unidades da federação, mantendo-se a atual proporcionalidade da representação”, diz o documento.

Decisão

Na decisão cautelar, Fux acatou os argumentos encaminhados pelo Congresso Nacional para sustar a aplicação dos efeitos da decisão de mérito proferida às eleições legislativas federais de 2026, “até que seja concluído o devido processo legislativo, cujo resultado poderá ser aplicado, com segurança e clareza, a partir das eleições legislativas de 2030”.

“Fica mantido, para as eleições de 2026, o mesmo número de vagas da Câmara dos Deputados para os Estados e o Distrito Federal das eleições de 2022, sem redefinição do número de vagas por unidades da federação, mantendo-se a atual proporcionalidade da representação”, escreveu o ministro.

Fux argumentou ainda haver excepcional urgência caracterizada no caso e solicitou uma deliberação extraordinária coletiva no plenário virtual da Corte, “pois há necessidade de que a deliberação se conclua antes da incidência do prazo da anualidade eleitoral”, previsto, no art. 16 da Constituição.

 

Agência Brasil

Morador do Piranga 2, em Juazeiro, reclama de ausência de serviços de limpeza e capina no bairro

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Em contato com o Portal Preto no Branco, um morador do bairro Piranga II, em Juazeiro, no norte da Bahia, reclamou da ausência de serviços públicos na comunidade. De acordo com ele, alguns pontos do bairro estão tomados por lixo e mato.

“Muito mato e lixo nas ruas do Piranga, estamos esquecidos aqui. Muita falta de compromisso com os moradores, precisamos de assistência do poder público”, disse o morador.

Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

Redação PNB