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Morador relata poluição sonora e estacionamento irregular em clube no bairro Pedra do Lorde, em Juazeiro: “o transtorno é geral”

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Um morador do bairro Pedra do Lorde, em Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar os transtornos causados por eventos realizados em um clube localizado na rua José Severino Lins. Segundo ele, o funcionamento do espaço tem provocado problemas com estacionamento irregular e poluição sonora.

“Hoje venho compartilhar uma situação que tem afligido todos que moram ao redor do clube e que já não podemos mais aceitar como algo normal ou inevitável. A cada evento realizado no local, o transtorno é geral. Os carros dos frequentadores são estacionados de qualquer jeito, ocupam toda a calçada, obrigando pedestres, inclusive crianças, idosos e pessoas com deficiência, a andar pelo meio da rua, colocando a própria segurança em risco. Muitos veículos são deixados exatamente em frente às garagens das residências, impedindo que os moradores entrem ou saiam de casa”, afirmou.

Segundo ele, os moradores também reclamam do volume do som durante as festas realizadas no espaço, inclusive em dias úteis.

“O que mais chama a atenção, e revolta, é que até mesmo em dias de semana, como nas terças-feiras, quando a maioria precisa acordar cedo para trabalhar, estudar ou cumprir compromissos, são feitos aluguéis do espaço para festas com som ao vivo. O barulho é tão alto e constante que invade as casas, impede o descanso, atrapalha o sono e desestrutura a rotina de toda a vizinhança”, relatou.

O morador ressalta que a comunidade não é contra o funcionamento do estabelecimento, mas cobra respeito às normas e aos direitos da população.

“Sabemos que o clube tem o direito de funcionar e realizar atividades, mas esse direito não pode ser exercido de forma a anular o direito à tranquilidade, à segurança e ao bem-estar de quem mora por perto. As regras de zoneamento, os limites de ruído e as normas de uso do espaço público existem para todos e devem ser cumpridas por todos”, disse.

Segundo ele, os moradores já tentaram resolver a situação por meio do diálogo, mas afirmam que nenhuma mudança foi percebida.

“Já tentamos conversar, já pedimos atenção, mas até agora nada mudou. Queremos que as autoridades competentes tomem as providências necessárias para garantir que um espaço de lazer ou de comércio não se transforme em uma fonte de sofrimento para quem vive ao lado”, declarou.

O morador pede que o município amplie o controle sobre estabelecimentos que promovem eventos em áreas residenciais.

“Também esperamos que o poder municipal fiscalize esses ambientes, que hoje funcionam como espaços de lazer e comércio, levando em consideração a estrutura física e a localização desses estabelecimentos”, concluiu.

Estamos encaminhando a reclamação para a Prefeitura Municipal.

Redação PNB

Polícia Civil prende homem em flagrante por receptação e recupera carro furtado de Petrolina

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Um homem foi preso em flagrante, suspeito de receptação, e um veículo furtado em Petrolina foi recuperado durante uma ação da Polícia Civil de Pernambuco realizada na segunda-feira (21), no município de Ouricuri, no Sertão de Pernambuco.

De acordo com a Polícia Civil, a prisão é resultado das investigações sobre uma série de furtos de veículos registrados em Petrolina. As diligências tiveram continuidade após uma operação realizada no domingo (20), quando dois suspeitos foram presos em flagrante e outros automóveis furtados foram recuperados.

Segundo a Polícia Civil, durante o aprofundamento das investigações, os policiais identificaram indícios de que um dos veículos subtraídos havia sido negociado e estava escondido em uma propriedade localizada em Ouricuri. As equipes se deslocaram até o endereço e encontraram um Toyota branco, que, segundo a corporação, era um dos carros furtados investigados.

O homem que estava com o veículo foi preso em flagrante por receptação. Além do automóvel, um aparelho celular também foi apreendido por interesse das investigações.

Segundo a PC, o suspeito foi autuado com base no artigo 180 do Código Penal e encaminhado para audiência de custódia. O veículo recuperado passará por perícia para verificar possíveis adulterações e confirmar seus sinais identificadores.

A Polícia Civil informou que segue com as investigações para identificar outros envolvidos na cadeia criminosa, incluindo possíveis receptadores, intermediários e autores dos furtos de veículos registrados em Petrolina.

Redação PNB

Leitor chama atenção para atuação de flanelinhas nas imediações da Feira Literária de Juazeiro: “Estão pressionando motoristas a pagarem pelo espaço público”

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Um leitor do Portal Preto no Branco entrou em contato com a nossa redação para chamar atenção para a atuação de flanelinhas nas imediações da Feira Literária de Juazeiro, que está acontecendo na Orla II. Segundo ele, pessoas estariam cobrando de forma irregular pelo uso de vagas públicas e intimidando motoristas que estacionam na região.

Segundo o leitor, a maior concentração das cobranças está na rua José Petitinga, proximidades do Centro de Cultura João Gilberto, onde há grande circulação de visitantes durante a programação do evento.

“Na frente do Centro de Cultura tem uns quatro flanelinhas que estão aproveitando o grande fluxo de carros dos visitantes da Juá Literária para extorquir os motoristas. Eu vi um deles intimidando uma mulher que estava estacionando. Ele dizia que ela tinha que pagar, mesmo sendo um estacionamento público. Eles estão pressionando as pessoas para pagarem pelo espaço”, relatou.

O leitor sugeriu aos órgãos de segurança que reforcem a fiscalização no entorno da feira para coibir a prática ilegal.

“O pessoal da organização, o poder público, Guarda Municipal, precisam agir para evitar essa cobrança ilegal e também para garantir que as pessoas se sintam seguras e protegidas no evento”, disse.

Encaminhamos o alerta para os órgãos competentes e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro

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A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e recomendou ao Ministério da Justiça a demissão do ex-parlamentar do cargo de escrivão da corporação por abandono de cargo.

O processo foi enviado pela Corregedoria-Geral da PF ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, responsável por decidir se acata ou não a recomendação e formaliza a exoneração do ex-deputado.

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil para morar nos Estados Unidos no início de 2025. À época, o ex-deputado alegou que buscava refúgio em razão de supostas perseguições políticas no Brasil. Desde então, ele permaneceu afastado das atividades na Polícia Federal.

Em dezembro de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decretou a perda do mandato de Eduardo por excesso de faltas. Com a cassação, ele foi notificado para retornar às funções de escrivão da PF, o que, segundo a corporação, não ocorreu.

Com as ausências consideradas injustificadas, a Polícia Federal instaurou, em fevereiro deste ano, um Processo Administrativo Disciplinar para apurar o abandono do cargo. O procedimento concluiu pela aplicação da penalidade máxima, com recomendação de demissão.

Durante a tramitação do PAD, Eduardo Bolsonaro também foi determinado a entregar a carteira funcional e a arma de fogo vinculadas ao cargo de escrivão.

Além do processo administrativo, o ex-deputado foi condenado em junho de 2026 pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de coação no curso do processo. A Corte entendeu, por unanimidade, que ele atuou no exterior para constranger autoridades e tentar interferir em processos judiciais em andamento no Brasil.

Eduardo Bolsonaro nega irregularidades e sustenta que permanece nos Estados Unidos por considerar que é alvo de perseguição política por parte das autoridades brasileiras.

Bahia BA

Área queimada no Brasil fica 31% abaixo da média histórica em 2025

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O Brasil registrou 12,7 milhões de hectares queimados em 2025, uma redução de 31% em relação à média histórica, que é de 18,4 milhões de hectares anuais. O resultado também corresponde a quase metade da área atingida em 2024.

Os dados fazem parte da segunda edição do Relatório Anual do Fogo no Brasil, divulgado pelo MapBiomas, que reúne informações sobre as áreas queimadas no país entre 1985 e 2025.

Segundo o levantamento, a área queimada no ano passado interrompeu uma sequência de expansão, com a queda na Amazônia como destaque e principal fator para a redução.

Depois de ter alcançado, em 2024, a maior área queimada da série histórica, com 15,8 milhões de hectares, o bioma registrou em 2025 a menor marca dos últimos 41 anos: 3,1 milhões de hectares.

Apesar disso, Amazônia e Cerrado continuam concentrando a maior parte das áreas queimadas no país. Juntos, os dois biomas respondem por 86% de toda a área atingida pelo fogo desde 1985.

O Cerrado permaneceu como o bioma mais afetado pelas queimadas em 2025, com 8,7 milhões de hectares queimados. O Pantanal apresentou a maior redução proporcional entre todos os biomas, com apenas 121 mil hectares queimados, uma queda de 85,6% em relação à média histórica. A Caatinga foi o único bioma que registrou área queimada acima da média no ano, com 505 mil hectares.

Segundo a diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e coordenadora do MapBiomas Fogo, Ane Alencar, a série histórica permite compreender mudanças no comportamento das queimadas ao longo do tempo:

“Saber onde o fogo é recorrente, com que frequência ele retorna, qual é sua severidade potencial e quais áreas estão queimando mais ou menos é essencial para definir prioridades, orientar ações preventivas e implementar, de forma mais eficiente, a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.”

Recorrência

O relatório também apresenta, pela primeira vez, indicadores sobre a severidade potencial das queimadas (baixa, moderada, alta, muito alta ou extrema) e o intervalo de retorno do fogo (número de anos entre as ocorrências em uma mesma área).

Quando considerado todo o país, 64% da área queimada teve severidade moderada ou baixa. Porém, na análise específica por bioma, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, metade ou mais da metade da área queimada foi com severidade alta e muito alta.

Os dados também mostram que 64% de toda a área queimada no país desde 1985 foi atingida pelo fogo mais de uma vez. Entre essas áreas, mais da metade voltou a queimar em até quatro anos.

A Amazônia apresentou os menores intervalos de recorrência. Segundo o levantamento, 31,6% das áreas queimadas no bioma voltaram a pegar fogo em até dois anos. O pesquisador do MapBiomas Fogo, Luiz Felipe Martenexen, explica que o tipo de vegetação influencia intensidade e frequência dos incêndios.

“Na Amazônia, onde a vegetação não é adaptada ao fogo, intervalos tão curtos entre os eventos reduzem o tempo de recuperação da floresta e aumentam o risco de novos incêndios, mais intensos e degradantes. Esse processo pode comprometer progressivamente a regeneração e tornar a floresta cada vez mais vulnerável ao fogo”, disse Martenexen.

No Cerrado, 66% de toda a área queimada desde 1985 sofreu mais de um episódio de fogo. Segundo a pesquisadora Vera Laísa Arruda, do MapBiomas e do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o aumento da frequência das queimadas pode comprometer a regeneração.

“No Cerrado, o fogo faz parte da dinâmica natural do bioma, mas a incidência atual, marcada por eventos mais frequentes e extensos, pode ultrapassar a capacidade de recuperação da vegetação. Quando esse regime se intensifica, aumentam os riscos de perda de biodiversidade e degradação do bioma”, disse Vera Laísa.

Estados

O levantamento mostra que Mato Grosso, Pará e Maranhão concentraram 47% de toda a área queimada no Brasil desde 1985. Os três estados acumulam, respectivamente, 45,1 milhões, 31,6 milhões e 20,7 milhões de hectares queimados no período.

Em nível municipal, 11% de toda a área atingida pelo fogo no país está concentrada em apenas 15 municípios. Corumbá (MS) e São Félix do Xingu (PA) lideram o ranking histórico.

Vegetação

Segundo o relatório, 71,5% de toda a área queimada entre 1985 e 2025 ocorreu em vegetação nativa, enquanto 28,5% atingiram áreas em que há atividades humanas, como pastagens e áreas agrícolas.

A distribuição, porém, varia entre os biomas. Na Amazônia e na Mata Atlântica, o fogo ocorre predominantemente em áreas modificadas pela ação humana, principalmente pastagens.

Já na Caatinga, no Cerrado, no Pantanal e no Pampa, mais de 80% das áreas queimadas correspondem à vegetação nativa.

Agência Brasil

Primeiro dia do Festival Juá Literária reúne mais de 5,5 mil estudantes em Juazeiro e programação diversificada

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Por todo lado, Festival Juá Literária reúne milhares de estudantes em uma imersão no universo da leitura. Tendo como tema “Palavras que ecoam pelo tempo”, o primeiro dia do Festival Juá Literária, realizado nesta segunda-feira (20), reuniu mais de 5.500 estudantes da rede municipal de ensino, além do público em geral, que pôde mergulhar no universo da literatura. A programação segue até sábado (25), com mais de 180 atividades, entre mesas literárias, shows, oficinas, contações de histórias e apresentações culturais.

Entre livros, histórias em quadrinhos, obras para colorir e diversos outros títulos, um universo de possibilidades se abre para cerca de 27 mil estudantes da rede municipal, que visitarão o festival ao longo dos seis dias de programação, distribuída em mais de 15 espaços temáticos.

Durante toda a manhã, os estudantes participaram das atividades da Juazinha, espaço dedicado à Educação Infantil. A programação contou com a apresentação do Teatro de Bonecos sobre a Família Addams, do Coletivo Nego D’Água, além de oficinas de massinha, recorte e colagem, pintura e outras atividades lúdicas, reforçando a brincadeira como ferramenta pedagógica essencial para o desenvolvimento infantil.

No Palco FliJuá, instalado na tenda de comercialização de livros, um dos destaques da manhã foi a mesa conduzida pelos intercambistas do programa Juazeiro pelo Mundo, que compartilharam suas experiências na Inglaterra e esclareceram dúvidas do público sobre a iniciativa da rede municipal.

À tarde, o palco recebeu o Encontro Mestres dos Saberes de Juazeiro, mediado pelo diretor de Turismo do município, Jomar Benvindo. A conversa reuniu Dona Ovídia, matriarca do Samba de Veio; Valdir Lemos, repentista e cordelista; e Jesulene Ribeiro, conhecida como Nenenzinha, responsável pelo Cordão dos Penitentes de Juazeiro, em um diálogo sobre tradição, cultura, direitos, luta e resistência.

Ainda no Palco FliJuá, o músico Maurício Dias (Mauriçola) apresentou a aula-show “Juazeiro por Juazeiro”, projeto integrante do programa Juá Literária que narra, de forma lúdica e musical, a história do município por meio da bossa nova.

Entre os espaços que integram o festival está a Carreta Literária, um verdadeiro palco sobre rodas, que recebe espetáculos teatrais, contações de histórias, oficinas e apresentações de literatura de cordel.

Outro destaque é o Cine Teatro Busarte, ônibus adaptado como sala itinerante de cinema e teatro. No primeiro dia do festival, o espaço recebeu Alana Andrade com o espetáculo “Educação Cósmica”, que convida crianças e famílias para uma aventura científica em que imaginação e conhecimento caminham juntos para revelar, de forma lúdica, envolvente e interativa, os mistérios da evolução.

A programação da noite foi marcada pela abertura oficial do Festival Juá Literária, realizada na arena do Centro de Cultura João Gilberto. A solenidade reuniu autoridades municipais e prestou homenagem a 54 escritores regionais, reconhecendo suas contribuições para a formação histórica e literária de Juazeiro.

Na ocasião, o prefeito Andrei Gonçalves destacou o caráter pioneiro do voucher literário destinado aos estudantes da rede municipal e a projeção nacional conquistada pelo evento. “Juazeiro é a única cidade do interior do Nordeste que garante um voucher para que os estudantes da rede municipal possam escolher e comprar seus próprios livros durante a feira. Nesta semana, milhares de estudantes, professores e técnicos terão essa oportunidade, fortalecendo o hábito da leitura e incentivando o protagonismo dos nossos alunos. A Juá Literária também faz parte do ProJuá, porque representa o avanço que estamos construindo para a nossa cidade. Estamos inserindo Juazeiro nos grandes calendários culturais do Brasil.”

Durante a solenidade, a secretária de Educação, Maéve Melo, reforçou que a Juá Literária faz parte de um compromisso assumido no plano de governo e destacou que o incentivo à leitura impulsiona o desenvolvimento do município. “A Juá Literária nasceu de um compromisso assumido no plano de governo: transformar Juazeiro em uma cidade leitora. Queremos mobilizar toda a cidade em torno da leitura, da poesia, da literatura, da música e do teatro, fortalecendo o acesso à cultura e ao conhecimento. Isso reflete não apenas no desenvolvimento cultural, mas também no crescimento intelectual, social e econômico do município. Ficamos muito felizes em perceber que esse propósito está se tornando realidade e que, juntos, estamos construindo uma Juazeiro cada vez mais leitora e mais preparada para o futuro.”

Encerrando a programação da noite, a cantora Sarah Leandro, filha dos músicos Flávio Leandro e Cissa Leandro e um dos grandes nomes da nova geração do forró, do xote e do baião, apresentou um show repleto de clássicos desses ritmos. Na sequência, o escritor Rodrigo França, autor de Pequeno Príncipe Preto, participou de uma mesa literária que promoveu um importante debate sobre literatura e educação antirracista.

O Festival Juá Literária 2026 segue até 25 de julho, na Orla Nova de Juazeiro, com entrada gratuita. O evento é realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), com apoio da Fundação Pedro Calmon, da Editora IMEPH e da Andelivros, além da produção da Carranca Produções e da Entre Versos e Canções Produções Artísticas.

Ascom PMJ

Violência: em intervalo de quatro horas, Petrolina registra dois homicídios e uma tentativa; Polícia Civil investiga casos

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Petrolina, município no sertão de Pernambuco, registrou, em um intervalo de aproximadamente quatro horas, dois homicídios e uma tentativa de homicídio em bairros diferentes da cidade, na noite da segunda-feira (20). Os crimes ocorreram nos bairros Antônio Cassimiro e Vale do Grande Rio.

O primeiro homicídio ocorreu por volta das 19h, na Rua do Violeiro, no bairro Antônio Cassimiro. A vítima foi identificada como João Vítor José dos Santos, de 20 anos, que morreu após ser atingido por diversos disparos de arma de fogo.

De acordo com a Polícia Civil, João Vítor saía da residência de uma amiga e já estava em sua motocicleta quando foi surpreendido por um homem que se aproximou a pé e efetuou os disparos. Mesmo ferido, ele conseguiu entrar na residência em busca de ajuda. Familiares acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas a equipe constatou o óbito ainda no local.

Equipes da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística realizaram os primeiros levantamentos periciais, e o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

No bairro Vale do Grande Rio, por volta das 23h, na Rua 16, o adolescente Leandro Coimbra Oliveira dos Santos, de 14 anos, e o jovem Emanuel Lopes de Souza, de 18 anos, foram surpreendidos por dois homens que chegaram em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos de arma de fogo.

As vítimas estavam em via pública quando foram surpreendidas. Leandro Coimbra Oliveira não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Emanuel Lopes de Souza foi socorrido ao Hospital Universitário de Petrolina, onde recebeu atendimento médico.

A PC informou que equipes estiveram no local, realizaram as primeiras diligências e acionaram a perícia. O corpo do adolescente foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

Segundo a Polícia Civil, foram identificadas câmeras de monitoramento nas proximidades e as imagens poderão auxiliar na identificação dos autores.

Nos dois casos, a Polícia Civil informa que a motivação preliminar é de acerto de contas, sem prejuízo de outras linhas investigativas. As investigações seguem sob responsabilidade da 25ª Delegacia de Polícia de Homicídios de Petrolina, que trabalha para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias dos crimes.

“A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir para as investigações podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia. O sigilo é garantido”, disse a PC.

Redação PNB

Juá Literária inicia sua segunda edição celebrando a leitura, a memória e a identidade de Juazeiro

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O maior evento literário do interior do Nordeste estreou, nessa segunda-feira (20),  com ousadia, beleza e uma vasta programação cultural. A segunda edição do Festival Juá Literária já é realidade e trouxe o fabuloso universo da leitura, da arte e do encanto em verso e prosa para pertinho do juazeirense. Do pequeno estudante ao adulto leitor, as palavras inundaram a cidade como um rio.

A Orla 2 de Juazeiro tem sido uma enorme livraria a céu aberto, rodeada por uma infinidade de atrações culturais, atraindo famílias, estudantes, leitores, escritores, músicos, poetas e amantes da arte da palavra escrita, cantada, recitada. Com o tema “Palavras que navegam pelo tempo”, o festival promete trazer à memória do juazeirense a riqueza cultural da nossa cidade, mostrar que Juazeiro é cidade de grandes e voltou a ser uma cidade leitora.

O Palco Flijuá mostrou que memória é pertencimento. O espaço promoveu o “Encontro Mestres dos Saberes de Juazeiro”, que nasceu da necessidade de valorizar e preservar o conhecimento de quem representa a história, a cultura e a identidade da cidade. Jomar Benvindo, diretor de Turismo de Juazeiro, reuniu para uma conversa sobre tradição, direitos, luta e resistência, Dona Ovídia, matriarca do Samba de Veio, manifestação cultural centenária da Ilha do Massangano, que mistura influências africanas e indígenas em um lindo espetáculo de cores, ritmo e beleza; Valdir Lemos, repentista e cordelista que exalta as tradições e a beleza do Nordeste; e Jesulene Ribeiro, mais conhecida como Nenenzinha, responsável pelo Cordão dos Penitentes de Juazeiro. Essas três pessoas carregam consigo uma riqueza inestimável que abraça Juazeiro e faz parte da construção identitária da cidade. Ouvi-las e aprender com elas é um privilégio indefinível. Ricas são nossas crianças, que tiveram a oportunidade de ouvi-las e se admirar com suas histórias.

E não parou por aí. Maurício Dias, o querido Mauriçola, apresentou a aula-show “Juazeiro por Juazeiro”, que encantou crianças e adultos com imagens da cidade em diferentes anos e falou sobre suas fases, suas lutas e vitórias. A Juazeiro que conhecemos hoje tem dentro de si inúmeras Juazeiros que dormem abraçadas pelo rio.

Itállo David é estudante do segundo ano do ensino médio e mora na vizinha Petrolina. David atravessou a ponte em busca dos seus mangás preferidos e aproveitou para ouvir um pouco das histórias no Palco Flijuá. “Eu gosto muito de livros e vim hoje visitar, mas vou voltar amanhã para comprar os livros que eu gosto. Eu achei a feira muito legal, ela incentiva muito a leitura. Inclusive, achei ela enorme. Tem muitos livros que a gente não encontra na região e aqui, pelo que eu vi, a gente encontra livros físicos e com preço bom.”

Assim como David, pequenos e jovens leitores, com suas sacolas de livros, caminhavam eufóricos pela Flijuá, atraídos pelo magnetismo dos livros e pelo universo dentro deles. Em um virar de páginas, tinham o mundo em suas mãos. Dentre tantas atividades, estavam a Carreta Literária, que entregou música e brincadeiras; o Busarte, que trouxe a magia do teatro; e a Juazinha, que mostrou que criança também põe a mão na massa, ou melhor, nas massinhas.

Tenda das Palavras: Música Regional e Literatura Antirracista

Durante a abertura oficial do Festival Juá Literária, uma apresentação musical com Sarah Leandro fez o público cantar em coro aquelas canções nordestinas que aquecem o coração e movimentam os pés.

Logo após, uma conversa potente com o autor do livro O Pequeno Príncipe Preto, Rodrigo França, abriu o debate sobre literatura e antirracismo. Mediada pela professora Queila Patrícia, superintendente de Políticas e Ações Afirmativas da Seduc, a conversa trouxe importantes reflexões sobre a responsabilidade do professor na luta por uma educação antirracista, por um olhar menos colonizado e mais internalizado naquilo que atravessa o nosso país, nas feridas sociais que ainda sangram abertas.

Segundo Rodrigo, existem contradições que não devem fazer parte da realidade de um educador. “Existem contradições em que a gente não pode cair. Se eu me coloco como educador progressista, revolucionário, ou seja, aquele que quer modificar a estrutura, se eu me coloco com um olhar humanitário para o outro, eu não posso cair na contradição de uma educação reacionária”, destacou.

Bruna Brito mora no Jardim Vitória e levou sua filha, a pequena Letícia, de 8 anos, para dar um passeio pela feira. Um dos livros que Letícia escolheu foi justamente O Pequeno Príncipe Preto, e Bruna não pensou duas vezes e foi logo participar da conversa na Tenda das Palavras. Segundo ela, essa temática é de extrema importância. “Como mãe de uma criança negra, eu acho o tema importante porque as pessoas estão acostumadas a colocar as pessoas negras nesse lugar pequeno. E a fala dele de que não só os professores negros, mas todos os professores, toda a gestão, toda a equipe escolar precisam estar alimentando a autoestima das crianças negras para elas crescerem entendendo que são fruto de pessoas que trouxeram cultura, trouxeram arte e trouxeram uma religião muito rica”, disse.

Fotos: Anamauê e Gilson Pereira

Ascom PMJ

 

Leitura e cultura marcam a abertura da 2ª edição do festival Juá Literária

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A programação foi pensada para acolher públicos de todas as idades e estimular o contato com os livros de forma lúdica e interativa. Entre osespaços que integram o festival está a Carreta Literária, um verdadeiropalco sobre rodas, que recebe espetáculos teatrais, contação de histórias, oficinas e apresentações de literatura de cordel. Outro destaque é o Cine Teatro Busart, um ônibus transformado em sala itinerante de cinema e teatro.

Além dessas opções, o festival conta com espaços como o Juazinho, Flijuá, Embarcações de Poesia, Tenda das Palavras, Praça dos Poetas e Cais das Palavras, ambientes que convidam crianças, jovens e adultos a mergulharem em um verdadeiro rio de letras, conhecimento e imaginação.

Para o curador do festival, o poeta e cantador Maviael Melo, o Juá Literária já se consolidou entre os principais eventos do gênero no país.

“É um movimento muito importante para a formação de leitores. Com certeza, Juazeiro tem hoje, no calendário nacional, um dos festivais mais importantes da literatura. É um conglomerado de ações que reúne literatura, música, arte, cultura e educação para fazer de Juazeiro uma cidade leitora”, destacou.

Como forma de incentivar ainda mais o acesso aos livros, a Prefeiturade Juazeiro disponibiliza o Bônus Livro, benefício destinado a estudantes, professores e servidores da Secretaria de Educação para a aquisição de obras literárias durante o festival.

O estudante Victor Rafael Ferreira destacou a importância da iniciativa. “Acho muito importante, porque a gente pode comprar nossos próprios livros. De certa forma, é um incentivo para a gente ler ainda mais”, afirmou.

A professora Valéria Alves também ressaltou a relevância do evento para Juazeiro e toda a região. “É um grande evento em termos de cultura,entretenimento e formação de leitores. Beneficia não apenas os estudantes, mas toda a comunidade, fortalecendo a cidade e a região por meio da literatura”, pontuou.

O Festival Juá Literária 2026 segue até o dia 26 de julho, na Orla Nova de Juazeiro, com entrada gratuita. O evento é realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), com apoio da Fundação Pedro Calmon, da Editora IMEPH e da Andelivros, além da produção da Carranca Produções e da Entre Versos e Canções Produções Artísticas.

 

Fotos: Gilson Pereira                                                                                               Ascom PMJ