PNB

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Bahia registra queda de 12,7% nas mortes violentas em 2024, aponta Secretaria da Segurança Pública

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A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apresentou, nesta segunda-feira (14), os dados estatísticos sobre as mortes violentas no estado, referentes ao período de janeiro a setembro de 2024. Durante a coletiva realizada no Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), foi destacado que a Bahia teve uma redução de 12,7% nos casos de mortes violentas em comparação ao mesmo período de 2023.

Em números absolutos, o estado registrou 3.219 mortes violentas em 2024, contra 3.689 casos no ano anterior, representando uma queda significativa. A redução foi observada tanto em Salvador quanto no interior e na região metropolitana.

Na capital, Salvador, o número de mortes violentas caiu de 796 casos em 2023 para 675 em 2024, o que representa uma redução de 15,2%. No interior da Bahia, a queda foi de 10,5%, com 2.205 casos registrados neste ano, em comparação com 2.464 no ano passado. Já na Região Metropolitana de Salvador, a diminuição foi de 21%, passando de 429 mortes violentas em 2023 para 339 casos em 2024.

Bnews

Após reclamação de morador, SAAE se manifesta sobre falta de água no Loteamento Campestre, em Juazeiro

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Após um morador do Loteamento Campestre, em Juazeiro, no Norte da Bahia, reclamar da falta de água no bairro campestre, o Serviço de Água e Saneamento Ambiental de Juazeiro se manifestou.

Em nota enviado ao PNB, O SAAE informou que “irá encaminhar uma equipe até o local, para verificar a demanda e tomar as providências necessárias o mais rápido possível”.

A reclamação

Em contato com o PNB, um morador do Loteamento Jardim Campestre, em Juazeiro, no norte da Bahia, reclamou da falta de água na comunidade. Segundo ele, os moradores estão sem água desde a última quarta-feira (09).

“Passamos muito tempo sem água. No bairro vizinho, o tabuleiro, tem água e aqui não. Todo ano nesse tempo é assim. Em contato com o SAAE eles disseram que nesse período a água não é suficiente para suprir a todos. Um sofrimento muito grande”, declarou o morador.

Redação PNB

UFBA vive escassez de itens básicos devido a medidas do Governo Federal

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Com a crise financeira vivida pelas instituições de ensino superior federais, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) sofre com a falta de itens básicos do cotidiano: no dia 2 de outubro, o setor Almoxarifado e Patrimônio anunciou, em comunicado, que o fornecimento de sabonete líquido e papel toalha foram reduzidos para o Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Ufba, localizado no Vale do Canela .

O racionamento é fruto do decreto nº 12.120 do Governo Federal, promulgado em julho, que ordena a reprogramação da liberação de limites de empenhos, que atinge as Universidades federais pelo menos até dezembro, prazo da prorrogação da medida. O valor de R$18,6 milhões, correspondente a 10% do orçamento de 2024, foi bloqueado.

O comunicado transmitido por email revela que o setor de almoxarifado aguarda liberação de recursos para compra dos materiais de higiene. “Em razão da grave situação orçamentária vivenciada pela Ufba, o almoxarifado central está com estoque baixíssimo de diversos materiais de consumo, e, por ora, no aguardo de liberação de recurso para compra.”

Para o diretor do ICS, professor Roberto Meyer, uma decisão de 31 de julho foi decisiva para esse estado de escassez. “O Governo Federal tirou o limite para empenho de todas as universidades e institutos federais do país. Estamos com o orçamento reduzido e, particularmente, a partir de julho, o limite para empenho foi retirado, o que levou a uma necessidade de restrição de vários itens,” revelou.

O dirigente acrescentou que recebeu uma quantidade de papel toalha e sabonete líquido na última quinta-feira (10), mas a situação exige bom senso no uso. “Foi passado um aviso para todos do instituto do que faríamos para uma redução (dos itens de higiene]), para que não falte. Temos os itens, mas estamos em uma política de usá-los com parcimônia porque não sabemos quando o orçamento será liberado,” completa.

O decreto nº 12.204 estendeu a restrição de gastos para diversos ministérios, inclusive Educação, com o bloqueio de R$1,4 bilhão. A Ufba diz se esforçar para liberar recursos emergenciais.

“A Universidade Federal da Bahia lamenta que, mais uma vez, a educação pública superior seja atingida por contingenciamentos e bloqueios de recursos que comprometem planos, contratos, projetos, impactam a manutenção, obras e, consequentemente, o desenvolvimento de pessoas. Tais medidas trazem prejuízos ao ensino, à pesquisa, à extensão, aos programas de assistência estudantil e serviços ofertados pela universidade à comunidade externa e interna,” afirma.

O Ministério da Educação (MEC),  informa em nota que “o remanescente do limite (10%) será liberado até dezembro de 2024. Permanece bloqueado somente o orçamento decorrente de emendas parlamentares (RP2) destinadas às Ifes,” e acrescenta que a verba atualizada de todas as fontes para a Ufba, em 2024, excetuando-se pessoal, é de R$ 212,9 milhões, sendo que a Ufba pode empenhar até 90% do orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA).

 

Bahia Notícias

Datafolha: 34% dos brasileiros dizem que não teriam ido votar se não fosse obrigatório

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Pesquisa Datafolha mostra que 34% dos eleitores não teriam ido às urnas no último domingo (6) se o voto não fosse obrigatório no Brasil. O nível de abstenção do último pleito no país foi de 21,7%, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

As intenções de abstenção são maiores entre eleitores pretos (42%), de escolaridade média (40%), moradores das regiões Centro-Oeste e Norte (40%), mais pobres (39%) e entre 25 e 34 anos (39%).

Por outro lado, 65% dos entrevistados dizem que, ainda que não fossem obrigados a votar, teriam exercido o direito da mesma forma. O índice é maior entre os mais ricos (82% entre os que recebem mais de dez salários mínimos e 75% entre os que recebem de cinco a dez), com curso superior (78%), moradores da região Sul (76%), eleitores de Jair Bolsonaro (71%), brancos (71%) e mais idosos (70%).

Entre os eleitores que não foram votar no domingo, 18% dizem não ter ido por estarem em uma cidade diferente de onde votam, 14% justificaram desinteresse na eleição, 14% estavam longe dos locais de votação e 13% estavam viajando.

Dos eleitores que compareceram, 14% afirmam ter decidido o voto no próprio dia da eleição, 5%, na véspera, 8%, uma semana antes, 11%, 15 dias antes e 59%, pelo menos um mês antes do dia do pleito.

O Datafolha realiza um levantamento que acompanha o apoio da população ao voto obrigatório desde 1994. A última pesquisa do tipo tinha sido divulgada em dezembro de 2020, quando 56% dos brasileiros eram contra a medida.

O voto é obrigatório no país oficialmente desde 1932, no primeiro governo de Getúlio Vargas. A obrigatoriedade foi mantida no Código Eleitoral atual, de 1965. Desde 1846, no período imperial, já eram previstas multas a quem faltasse nas votações para vereadores e juízes de paz.

A pesquisa Datafolha foi realizada entre segunda (7) e terça-feira (8) em 113 municípios de todo o Brasil. Foram entrevistados 2.029 eleitores acima de 16 anos A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Bahia BA

Morador do Loteamento Jardim Campestre, em Juazeiro, reclama da falta de água no bairro

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Em contato com o PNB, um morador do Loteamento Jardim Campestre, em Juazeiro, no norte da Bahia, reclamou da falta de água na comunidade. Segundo ele, os moradores estão sem água desde a última quarta-feira (09).

“Passamos muito tempo sem água, desde quarta-feira. No bairro vizinho, o Tabuleiro, há água e aqui não. Todo ano, nesse período, é assim. Em contato com o SAAE, eles disseram que, nesse período, a água não é suficiente para suprir a todos. É um sofrimento muito grande”, declarou o morador.

Encaminhamos a reclamação ao SAAE e aguardamos uma resposta.

Redação PNB

Polícia Civil amplia atendimento e passa a enviar intimações via WhatsApp

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Com a ampliação de serviços, a Polícia Civil da Bahia passa a enviar intimações via WhatsApp, por meio do seu assistente virtual, Paulo César 2.0. A iniciativa busca otimizar a comunicação da instituição, oferecendo mais agilidade e praticidade no contato com a população.

As mensagens serão sempre enviadas através do número (71) 99973-7729, contendo o nome completo do cidadão, o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), além de um arquivo em anexo com a intimação. Após o recebimento da informação, não é necessário responder o assistente virtual, basta comparecer ao local e horário indicados.

O serviço não solicita dinheiro, transferências bancárias, PIX ou dados pessoais, e as intimações não são enviadas com links. Em caso de dúvidas, o cidadão deve procurar a unidade policial mais próxima para evitar fraudes virtuais.

O assistente virtual, que já se destacou em grandes eventos como o Carnaval de Salvador e a Micareta de Feira de Santana, esclarecendo dúvidas sobre segurança e serviços prestados pela Polícia Civil, também está disponível em português e inglês, permitindo que turistas acessem informações e recebam intimações de maneira rápida e segura. Além disso, Paulo César continuará orientando os cidadãos sobre como registrar ocorrências e acessar outros serviços digitais da corporação.

Essa ampliação de serviços faz parte de uma cooperação entre a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), fortalecendo a colaboração com o Poder Judiciário para promover o acesso à Justiça 4.0, que moderniza e digitaliza o sistema, tornando-o mais rápido e eficiente.

 

Ascom/SSP-BA

Levantamento aponta possíveis candidaturas laranjas na Bahia

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TSE - Tribunal Superior Eleitoral Urna eletrônica

O partido que mais elegeu prefeitos no Estado este ano, 115 no total, foi o PSD da Bahia. No entanto, o partido é o segundo colocado na lista de diretórios estaduais com mais candidaturas de possíveis “laranjas”. O levantamento foi realizado pelo Estadão.

No sul do Estado, a candidata a vereadora em Eunápolis, Rita Alves da Silva, a Ritinha, recebeu R$ 60 mil do fundo eleitoral do partido e até o momento declarou ter gasto praticamente tudo, R$ 57,5mil. Ela só teve 5 votos na eleição deste ano. Nas redes sociais dela, informadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há sinais de que ela tenha feito campanha. No entanto, a empresa de marketing digital H&H Empreendimentos foi contratada por R$ 47,5 mil.

Na mesma cidade, que elegeu o prefeito Robério Oliveira (PSD) com 49,6 % dos votos, válidos, a mesma empresa foi contratada pelas candidatas Pastora Maria Nilza e Maíza Oliveira, ambas do PSD, por R$ 40 mil, cada uma. A pastora só teve 11 votos e Maíza 48 votos.

Quem vai prestar conta é a Ritinha. Então, se ela teve alguma coisa que signifique irregularidade, aí tem os órgãos de controle para olhar”, disse o senador Otto Alencar, presidente do PSD da Bahia.

“Como é que eu vou calcular se a Ritinha vai ter voto ou não? Quem calcula é a urna, não sou eu (…). Você liga para a Ritinha para saber. A gente dá (o dinheiro) na boa fé. Se ela vai fazer uma coisa dessas (desviar) ou não, cabe a investigação”, continuou.

O Diretório Nacional do PSD disse ao Estadão que os repasses seguem a lei brasileira, mas que a prestação de contas é de responsabilidade dos candidatos. As candidatas foram procuradas , mas não responderam à reportagem.

Em Guanambi, a candidata a vereadora Nilzete do Baú (PSD), que registrou campanha nas redes sociais, gastou R$ 72,5 mil, mas teve apenas 54 votos. Em nota enviada pelo seu advogado, ela disse que “os recursos recebidos do Fundo Partidário foram aplicados de maneira transparente e dentro da legalidade, conforme as exigências da Justiça Eleitoral. A prestação de contas final ainda será apresentada dentro do prazo regulamentar”.

 

Bnews

Primeiro turno das eleições registrou média de sete vítimas de violência política por dia

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No primeiro turno das eleições deste ano, de âmbito municipal, o clima de competitividade e inimizade observado no período pré-campanha piorou. De 16 de agosto a 6 de outubro, data em que os brasileiros foram às urnas, o Brasil registrou 373 casos de violência política contra candidatos e políticos em exercício.

Segundo a Agência Brasil, os dados são da 3ª edição da pesquisa “Violência Política e Eleitoral no Brasil”, elaborada pelas organizações sociais Terra de Direitos e Justiça Global e lançada nesta quinta-feira (10).

O que foi apurado é um complemento ao divulgado pelas entidades na semana passada, que apontava 145 ocorrências no período que antecede a campanha eleitoral, de janeiro a 15 de agosto, e uma média de 1,5 caso por dia. Com 518 ocorrências, o ano de 2024 se destaca como o mais violento da série histórica.

No primeiro turno do pleito deste ano, foram identificados 10 assassinatos, 100 atentados, 138 ameaças, 54 agressões, 51 ofensas, 13 criminalizações e sete invasões. A média foi de sete vítimas por dia. Já no primeiro turno de 2022, foram registrados aproximadamente 2 casos de violência política por dia.

Os números também mostram que o pico de casos aconteceu na véspera das eleições. De 1º a 6 de outubro, foram notificados 99 casos, o que corresponde a 16 ocorrências por dia ou uma a cada 1h30. Em relação aos locais onde os casos ocorreram, o maior número de ocorrências foi no estado de São Paulo, com 14 casos.

Em 2022, o 1º turno das eleições gerais registrou um assassinato, enquanto em 2024 foram 10 ocorrências no mesmo período. Dos 24 casos de assassinatos registrados em 2024, mais de 40% dos assassinatos aconteceram durante o período eleitoral.

As entidades fazem, ainda, um alerta contra a proporção de casos que vitimaram pessoas negras e mulheres. Embora pessoas brancas representem o maior grupo de vítimas de violência política no primeiro turno (5% ou 193 casos), a forma mais grave que essa hostilidade assume, ou seja, a letal, vitimou mais pessoas negras.

Vítimas pretas e pardas foram alvo em oito de cada dez homicídios perpetrados nesse contexto. Quando são consideradas todas as categorias de violência, 44% das vítimas eram negras. A porcentagem corresponde a 164 ocorrências.


Bahia Notícias

STF julga resolução sobre fechamento de manicômios judiciários

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O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar nessa quinta-feira (10) quatro ações diretas de inconstitucionalidade que tentam derrubar a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou o fechamento dos manicômios judiciários.As ações foram protocoladas pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), além do Podemos e o União Brasil.

Na sessão, os ministros ouviram as sustentações orais das partes envolvidas. Em seguida, o julgamento foi suspenso. Ainda não há data prevista para o início da votação.

O fechamento dos manicômios judiciários está previsto na Política Antimanicomial do Poder Judiciário, aprovada em fevereiro do ano passado pelos conselheiros do CNJ, por meio da Resolução 487/2023).

Com a medida, os manicômios judiciários e instituições semelhantes de custódia e tratamento psiquiátrico deverão ser fechados. Os internos devem ser transferidos para Centros de Atenção Psicossocial (CAPs).

A data para implementação da medida foi encerrada em 28 de agosto, mas segundo o CNJ, o prazo pode ser prorrogado até 29 de novembro deste ano a pedido dos tribunais do país.

De acordo com as entidades que contestam a Política Antimanicomial do CNJ, o conselho não tem competência legal para determinar o fechamento. Além disso, a medida coloca em risco os pacientes pela falta de profissionais especializados e de CAPs em número suficiente no país.

O CNJ argumenta que a medida vale para o Poder Judiciário e segue as regras estabelecidas pela Lei 10.216/2001, que regulamentou a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, e a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

A resolução do CNJ foi aprovada em função da condenação do Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH)  no caso da morte de Damião Ximenes Lopes. Com deficiência mental, Damião, 30 anos, foi morto por maus-tratos após ter sido exposto durante três dias a condições desumanas e degradantes enquanto estava hospitalizado na Casa de Repouso Guararapes, em Sobral (CE), onde foi internado em crise psiquiátrica.

Agência Brasil