O partido que mais elegeu prefeitos no Estado este ano, 115 no total, foi o PSD da Bahia. No entanto, o partido é o segundo colocado na lista de diretórios estaduais com mais candidaturas de possíveis “laranjas”. O levantamento foi realizado pelo Estadão.
No sul do Estado, a candidata a vereadora em Eunápolis, Rita Alves da Silva, a Ritinha, recebeu R$ 60 mil do fundo eleitoral do partido e até o momento declarou ter gasto praticamente tudo, R$ 57,5mil. Ela só teve 5 votos na eleição deste ano. Nas redes sociais dela, informadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não há sinais de que ela tenha feito campanha. No entanto, a empresa de marketing digital H&H Empreendimentos foi contratada por R$ 47,5 mil.
Na mesma cidade, que elegeu o prefeito Robério Oliveira (PSD) com 49,6 % dos votos, válidos, a mesma empresa foi contratada pelas candidatas Pastora Maria Nilza e Maíza Oliveira, ambas do PSD, por R$ 40 mil, cada uma. A pastora só teve 11 votos e Maíza 48 votos.
Quem vai prestar conta é a Ritinha. Então, se ela teve alguma coisa que signifique irregularidade, aí tem os órgãos de controle para olhar”, disse o senador Otto Alencar, presidente do PSD da Bahia.
“Como é que eu vou calcular se a Ritinha vai ter voto ou não? Quem calcula é a urna, não sou eu (…). Você liga para a Ritinha para saber. A gente dá (o dinheiro) na boa fé. Se ela vai fazer uma coisa dessas (desviar) ou não, cabe a investigação”, continuou.
O Diretório Nacional do PSD disse ao Estadão que os repasses seguem a lei brasileira, mas que a prestação de contas é de responsabilidade dos candidatos. As candidatas foram procuradas , mas não responderam à reportagem.
Em Guanambi, a candidata a vereadora Nilzete do Baú (PSD), que registrou campanha nas redes sociais, gastou R$ 72,5 mil, mas teve apenas 54 votos. Em nota enviada pelo seu advogado, ela disse que “os recursos recebidos do Fundo Partidário foram aplicados de maneira transparente e dentro da legalidade, conforme as exigências da Justiça Eleitoral. A prestação de contas final ainda será apresentada dentro do prazo regulamentar”.
Bnews



As ações foram protocoladas pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), além do Podemos e o União Brasil.






