PNB

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Lula cobra respeito e rejeita interferência dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e criticou as manifestações de autoridades dos Estados Unidos, ao comentar a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo daquele país.

Segundo Lula, organizações como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) são, de fato, terroristas, mas não para os EUA, e sim para as comunidades brasileiras.

Nesse sentido, não há, segundo o presidente brasileiro, qualquer justificativa para uma eventual intervenção estrangeira. A declaração foi feita nesta sexta-feira (29) em Sergipe, onde o presidente visitou a  Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE) no município de Laranjeiras.

Lula se disse “muito triste” com a classificação feita pelo secretário Marco Rubio, dos EUA.

“Comando Vermelho e PCC são terroristas, mas para as comunidades brasileiras. Para a sociedade brasileira e para o povo da periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. São terroristas e vamos combatê-los aqui dentro. [Para isso,] aprovamos uma lei antifacção e a lei de combate ao crime organizado”, argumentou Lula.

O presidente ressaltou que a facções brasileiras não têm o perfil de terroristas que os EUA costumam procurar, e citou Osama Bin Ladem como exemplo. Lula ainda apontou que boa parte do tráfico de armas no Brasil tem origem nos Estados Unidos.

Na sequência, cobrou respeito das autoridades estadunidenses. “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. Isso aqui [o Brasil] não é um país qualquer. É um país muito grande”, afirmou.

Preocupação e respeito

Lula levantou suspeitas de que o interesse estadunidense estaria, na verdade, relacionado à cobiça pelas riquezas minerais do Brasil.

“Tenho preocupação porque nós temos muitos minerais críticos, terras raras, minérios. Ainda temos muito ouro e diamante, além da maior floresta tropical do mundo e água doce. Daqui a pouco vão dizer que a Amazônia é deles. Não é”, enfatizou o presidente.

Lula lembrou que, na conversa que teve com Donald Trump, disse que os dois precisam passar respeito à comunidade internacional e a sociedade, valorizando a democracia, o multilateralismo e defendendo a integridade territorial das nações

“Eu trato um país pequeno com o mesmo respeito que eu trato a China, a Rússia e os EUA. Eu não falo grosso com a Bolívia e fino com os EUA. Eu falo educadamente com os dois porque eu quero respeito. Preciso ter respeito para respeitar. Então não brinquem com a soberania desse país, nem com nossa democracia”, disse.

Lula reiterou que o Brasil tem feito muito para o combate às organizações criminosas, e que a aprovação da PEC da Segurança Pública reforçará esse combate.

Colaboração

Segundo o presidente, caso os EUA realmente queiram colaborar serão muito bem-vindos, mas que esse combate precisa ser feito também em território estadunidense.

“Entreguei um documento para o Trump [dizendo que] o Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado. Vamos começar pelo seu estado de Delaware, onde há lavagem de dinheiro de brasileiros”, disse.

“Vamos começar por entregar o [Carlos] Ramagem, que está condenado a 16 anos e está escondido por lá. Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustível desse país, que é o Ricardo Magro. Entreguei para o Trump o nome e a foto da casa dele. Quer combater o crime organizado? Entreguem os nossos [criminosos] que estão lá nos EUA”, complementou.

 

Agência Brasil

Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

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Portadores de doença de Chagas que apresentam arritmias graves têm mais risco de mortalidade do que outros grupos com doenças do coração. A informação é uma das conclusões de estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP.

O estudo, que revisou dados de atendimento a pacientes com doença de Chagas que precisaram passar por cirurgias cardíacas no Hospital das Clínicas, em São Paulo, encontrou um padrão preocupante: o risco de morte após as cirurgias é muito maior, cerca de 2,4 vezes, para esse público do que para portadores de outras doenças cardíacas em pós-operatório. Entre esse grupo a mortalidade geral, após a cirurgia, é de 36%.

“O estudo reflete que é necessário melhorar o cuidado em saúde do paciente com doença de Chagas de uma forma geral, considerando que a grande maioria dessa população é atendida no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca Rodrigo Melo Kulchetscki, um dos autores do estudo e doutorando em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP.

A equipe destacou que o acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outras comorbidades após a alta hospitalar tem grande importância.

Isso indica, para os pesquisadores, que há necessidade de se pensar em procedimentos específicos de acompanhamento para esse grupo. O que aumenta esse risco, porém, não são as próprias arritmias. Ele até pode acontecer, mas sua incidência não é maior do que aquela que aparece para outras doenças cardíacas.

O aumento ocorre pelo que os pesquisadores destacaram como fatores não cardíacos, e tem relação com a complexidade da cirurgia.

A doença de Chagas é uma condição crônica causada por infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, principalmente pelo contato com fluídos ou fezes do inseto barbeiro, que se alimenta do sangue de mamíferos, inclusive humanos, e é o reservatório natural do parasita. A infecção sobrecarrega órgãos internos, principalmente o coração e os intestinos, e pode causar lesões neles.

Com as lesões, o coração tem risco de funcionar mal, as arritmias graves, que podem ser fatais. A condição pode ser revertida com cirurgias que “queimam” as lesões. Esse processo é a chamada ablação por cateter e também é um procedimento usado para outras doenças cardíacas que levam a lesões no órgão.

Segundo o estudo, as operações para os pacientes com Chagas exigem normalmente o acesso à camada externa do coração, que é mais difícil. Isso se dá em quase 80% dos casos. Numa comparação, portadores de cardiopatia isquêmica, outra doença relevante, precisam desse tipo de intervenção em 15% dos casos. Como a intervenção é mais difícil, aumentam consideravelmente os riscos de complicações durante a operação e de instabilidade clínica, e por isso a mortalidade aumenta.

Os detalhes do estudo, que acompanhou 378 procedimentos cirúrgicos em 288 pacientes, ocorridos no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) entre 2011 e 2020, foram publicados na revista The Lancet Regional Health – Americas.

Os pesquisadores destacaram ainda que o estudo tem limites relacionados à própria estrutura do hospital: não foi possível realizar um número de acompanhamentos capaz de garantir fidelidade estatística em associações modestas, ou seja, não “enxerga”  situações específicas para esses pacientes; alguns exames, como o mapeamento eletroanatômico, não foram realizados em todos os pacientes, por restrições orçamentárias; não houve  acompanhamento da rotina de medicamentos dos pacientes ao longo da pesquisa, que durou cerca de oito anos para cada paciente. O protocolo de acompanhamento após as cirurgias também variou entre os casos, por fatores além do clínico.

“A retenção no período pós-alta foi alta em todos os grupos; no entanto, a duração do acompanhamento variou, o que reduz a precisão em momentos posteriores e pode subestimar a detecção de eventos tardios, principalmente entre pacientes de regiões remotas que enfrentam barreiras socioeconômicas e logísticas para o cuidado a longo prazo”, pondera o estudo, em tradução livre.

Doença de Chagas ainda atinge milhões

Atualmente, a estimativa é de que 7 milhões de pessoas tenham a doença de Chagas e de que outras 100 milhões residam em áreas de risco. Há de 30 a 40 mil novos casos por ano e menos de 10% dos infectados foram diagnosticados, normalmente aqueles que têm as versões mais agressivas do mal, presente em 21 países da América Latina e, de forma pontual, na América do Norte, Europa, Japão e Austrália.

Agência Brasil

STF decide que shopping centers são responsáveis por garantir espaço para amamentação de filhos de funcionárias de lojas

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O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que os shopping centers são responsáveis por garantir espaço apropriado para amamentação e acolhimento dos filhos das empregadas das lojas instaladas no local. O entendimento foi firmado na sessão desta quarta-feira (27), durante o julgamento de embargos de divergência no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1562586. Os estabelecimentos terão até um ano para se adaptar à decisão.

O caso teve origem em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para obrigar a empresa responsável pelo Shopping Cidade Jardim, em Natal (RN), a construir e manter espaço destinado ao acolhimento de filhos de trabalhadoras durante o período de amamentação. O pedido foi rejeitado em primeira instância e pelo Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, sob o entendimento de que a obrigação prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) caberia apenas aos lojistas, empregadores diretos das funcionárias. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), porém, reformou a decisão e atribuiu a responsabilidade ao shopping center.

O caso chegou ao STF, e o relator, ministro Flávio Dino, em decisão monocrática, negou provimento ao recurso. Em seguida, sua decisão foi mantida pela Primeira Turma da Corte. Nos embargos, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, o estabelecimento apontava divergência entre decisões da Primeira e da Segunda Turma sobre o tema.

O julgamento, iniciado no ambiente virtual, foi levado ao Plenário por pedido de destaque do ministro Dino. Na sessão desta quarta, o Plenário, por unanimidade, negou provimento ao recurso da empresa potiguar e adotou a tese proposta pelo ministro Gilmar Mendes.

O Plenário considerou que a interpretação do parágrafo primeiro do artigo 389 da CLT deve observar os princípios constitucionais de proteção à maternidade, à infância e ao mercado de trabalho da mulher. O dispositivo determina que estabelecimentos com pelo menos 30 mulheres empregadas com mais de 16 anos de idade devem manter local apropriado para que possam deixar os filhos sob vigilância e assistência durante o período de amamentação. O entendimento também levou em conta que os shopping centers administram os espaços comuns e têm poder sobre a organização física dos empreendimentos.

A tese de julgamento fixada foi a seguinte: “Em decorrência das normas constitucionais que determinam a proteção do mercado de trabalho da mulher (art. 7º, inc. XX) e a proteção da maternidade e da infância (art. 227), a expressão ‘estabelecimento’ constante do § 1º do art. 389 da Consolidação das Leis do Trabalho deve ser interpretada de modo a abarcar o shopping center em relação às empregadas dos lojistas que integram o centro comercial”.

Bahia Notícias 

Jerônimo sobre aprovação do fim da escala 6×1: ‘Viver com mais dignidade’

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A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas foi celebrada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), como uma conquista histórica para os trabalhadores brasileiros. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para análise do Senado Federal.

Em manifestação no X, antigo Twitter, o chefe do Executivo estadual destacou que a medida representa mais do que uma mudança na carga horária, mas um avanço em qualidade de vida, dignidade e valorização da classe trabalhadora.

“Quem trabalha também precisa ter tempo para cuidar da família, da saúde, descansar e viver com mais dignidade”, escreveu Jerônimo.

O petista ressaltou a importância dos trabalhadores para o funcionamento da economia e afirma que a proposta reconhece o esforço diário de milhões de brasileiros que sustentam suas famílias.

“Não é só sobre jornada de trabalho. É sobre respeito, qualidade de vida e valorização de quem batalha todos os dias para sustentar sua casa e cuidar da sua família”, finalizou a postagem.

 

Bahia BA

“Sonho em ver Juazeiro uma cidade limpa”: morador denuncia descarte irregular de lixo e entulho no bairro Maringá; Programa Cata-Treco está em funcionamento

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Um morador do bairro Maringá, em Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco denunciou o descarte irregular de lixo e entulhos em uma área da comunidade e cobrou mais conscientização da população e fiscalização por parte do poder público. Segundo o relato, o problema estaria acontecendo na última rua do bairro, onde diversos materiais vêm sendo despejados de forma inadequada.

“Olha como é que está isso aqui. Colchão, pneu, lixo, mato, resto de imóvel. Depois dizem que a prefeitura não limpa, mas são os próprios moradores que descartam lixo aqui após o poder público limpar”, relatou.

Segundo ele, a atuação dos carroceiros que utilizariam a área para despejar resíduos faz parte do problema.

“A prefeitura tem que tomar uma posição em relação aos carroceiros. Eles atrapalham demais a limpeza da cidade”, afirmou.

Ele destacou também que o problema envolve a responsabilidade da população na preservação dos espaços públicos.

“Isso aqui é comunidade, é morador. Sonho em ver Juazeiro uma cidade limpa, mas desse jeito não vai. O descarte irregular de lixo e entulho em vias públicas pode provocar impactos ambientais, favorecer a proliferação de insetos e animais peçonhentos, além de comprometer a saúde pública e a mobilidade urbana”, disse.

Cata-Treco

O Cata-Treco, serviço público gratuito que integra o Programa Juazeiro Limpa, segue em funcionamento no município com o objetivo de orientar a população a evitar o descarte irregular de móveis e eletrodomésticos sem uso em ruas, terrenos baldios e canais. A iniciativa contribui para a organização urbana, a preservação ambiental, a saúde pública e a melhoria da qualidade de vida da população.

A equipe responsável pelo serviço percorre diversos bairros da cidade realizando o recolhimento de móveis e eletrodomésticos, de acordo com as solicitações feitas pelos moradores, garantindo a destinação adequada dos materiais e evitando que os objetos sejam descartados de forma irregular.

O serviço pode ser solicitado gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, pelos números (74) 97400-1194 ou (74) 99902-8593.

Redação PNB

Fim da escala 6×1 pode reduzir casos de Burnout e ansiedade entre trabalhadores

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A aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de trabalho e coloca fim ao modelo conhecido como escala 6×1 reacendeu o debate sobre os impactos da rotina exaustiva na saúde mental dos trabalhadores brasileiros.

A assistente de monitoramento logístico Lisandra Nogueira, de 27 anos, não conhece outra realidade. Em entrevista ao portal A TARDE, ela conta que a escala 6×1 sempre fez parte da rotina desde as primeiras experiências no mercado de trabalho e relata que a jornada afeta diretamente o equilíbrio emocional e a qualidade de vida.

“Em relação aos impactos psicológicos, é uma constante tensão. Você se mantém o tempo todo em alerta, porque você precisa dar conta de cuidar de uma casa, de filhos, da saúde, estudar, ir ao mercado, pagar as contas, cuidar da casa. É uma constante falta de tempo. Uma tentativa de equilíbrio em fazer tudo que é necessário caber dentro de 24 horas”, afirmou.

Sobrecarga e esgotamento emocional

Especialistas apontam que jornadas como as de Lisandra, com apenas um dia de descanso semanal, favorecem o surgimento de quadros de estresse crônico, ansiedade, depressão e Síndrome de Burnout.

A especialista em Psicologia Clínica Existencialista Sartreana, Paula Motta, explica que a escala reduz a vida do trabalhador quase exclusivamente ao trabalho, comprometendo relações pessoais, lazer e autocuidado.

“Os impactos da escala 6×1 na saúde mental são profundos, pois reduzem a vida do trabalhador quase que exclusivamente à dimensão laborativa. A jornada intensa e a folga única geram um cansaço crônico que culmina na alienação do indivíduo. Sob essa lógica, perde-se o tempo próprio: o espaço para o autocuidado, a autoconsciência e a escolha livre de projetos existenciais”, explicou.

Segundo a psicóloga, a ausência de tempo para convivência social também contribui para o agravamento do sofrimento psíquico.

“A impossibilidade de cultivar momentos com familiares e amigos fragiliza os laços afetivos e o suporte social, gerando um isolamento que potencializa quadros de ansiedade, depressão e Burnout”, completou.

Burnout e estado permanente de alerta

Paula Motta afirma ainda que a exaustão contínua cria um ambiente propício para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout.

“A exaustão provocada por uma rotina com apenas um dia de descanso semanal constitui o cenário ideal para o desencadeamento de estresse crônico, Síndrome de Burnout, quadros ansiosos e depressivos. No cotidiano da clínica, é evidente o aumento exponencial do sofrimento psíquico atrelado à dinâmica e às relações laborais contemporâneas”, disse.

Afinal, o Burnout não se instala subitamente: ele é o ápice de um processo prolongado de esgotamento, no qual o corpo e a mente são privados do repouso necessário, mantendo o indivíduo em um estado permanente de alerta e hipervigilância

Falta de tempo para viver 

Outro ponto levantado pela especialista é que o único dia de folga costuma ser ocupado por tarefas domésticas e obrigações acumuladas durante a semana, reduzindo ainda mais o tempo de descanso real.

“Na estrutura da escala 6×1, o único dia de descanso é frequentemente engolido pelas demandas domésticas e pela organização da rotina, configurando um ciclo ininterrupto de obrigações. Subtrai-se daí o tempo livre, o ócio e o lazer, dimensões vitais para que o sujeito exerça sua liberdade, cultive sua singularidade e processe suas próprias emoções”, afirmou.

Para Lisandra, o possível fim da escala representa mais do que uma mudança trabalhista: simboliza a chance de recuperar tempo e qualidade de vida.

“O fim da escala 6×1 representa uma vitória, um marco histórico e a esperança de ter tempo, da oportunidade de estar na festa escolar do filho ou de ter um dia livre para cuidar de si mesmo, a oportunidade de respirar e se sentir mais que uma máquina projetada para o trabalho”, declarou.

Proxímos passos

O Senado deu o primeiro passo para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1, aprovada na quarta-feira, 27, na Câmara dos Deputados.

A Casa Alta indicou que fará uma sessão temática para debater os possíveis impactos sociais e econômicos da PEC 221/2019. O requerimento foi aprovado em Plenário ontem. A data da sessão ainda será marcada pela Mesa Diretora do Senado.

Redação PNB

Mega-Sena: prêmio desta quinta-feira (28), está acumulado em R$ 6 milhões

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As seis dezenas do concurso da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), desta quinta-feira (28). O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 6 milhões.As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

Redação PNB

Operação Blue Hope 2: PF retira ararinhas-azuis de criadouro em Curaçá por suspeita de falhas sanitárias; aves estão em quarentena em Petrolina

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Sessenta e nove ararinhas-azuis e duas araras-maracanãs foram transferidas para Petrolina, no Sertão de Pernambuco, após uma operação da Polícia Federal em um criadouro localizado no município de Curaçá, no norte da Bahia. A ação que aconteceu nesta quarta-feira (27) integra a segunda fase da Operação Blue Hope e foi motivada pela identificação de casos de circovírus aviário e por supostas irregularidades nos protocolos de biossegurança adotados no local.

Segundo informações divulgadas pela PF e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 34 das 103 ararinhas-azuis mantidas no criadouro testaram positivo para o circovírus, doença considerada grave e altamente contagiosa entre aves da espécie. O vírus provoca deformações no bico e nas penas e, na maioria dos casos, pode levar os animais à morte. Apesar disso, o patógeno não oferece risco para seres humanos nem para aves de produção.

De acordo com as investigações, o criadouro não estaria cumprindo medidas consideradas essenciais para evitar a disseminação do vírus. Entre as irregularidades apontadas pelo ICMBio estão a falta de limpeza e desinfecção diária dos recintos, comedouros com acúmulo de fezes ressecadas e ausência do uso adequado de equipamentos de proteção individual pelos funcionários durante o manejo das aves.

As aves retiradas durante a operação apresentaram resultado negativo para a doença e foram encaminhadas ao Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna), da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina. No local, os animais permanecerão em quarentena por tempo indeterminado e passarão por novas avaliações sanitárias. A remoção das aves saudáveis foi realizada como forma de conter o avanço da doença.

O caso passou a ser tratado como emergência sanitária em maio de 2025, após a confirmação do primeiro caso de circovírus em uma ararinha-azul na região. Desde então, o ICMBio implantou um sistema especial de monitoramento para tentar impedir a propagação da doença.

O criadouro Ararinha-Azul, local de onde os animais foram retirados, se manifestou sobre a operação. Em nota, informou que “O criadouro Ararinha-Azul recebeu com perplexidade a ação realizada nesta data pelas autoridades ambientais.
Conforme comunicação oficial encaminhada em 31 de março de 2026 aos órgãos competentes, os exames laboratoriais mais recentes indicaram resultado negativo para circovírus nas aves testadas, tendo sido igualmente informado que todo o plantel apresentava resultados negativos.
Desde o início das medidas de enfrentamento ao circovírus na região, nenhuma ave veio a óbito. Durante todo o período, o criadouro manteve acompanhamento sanitário permanente, com protocolos de biossegurança, manejo e bem-estar animal, estrutura adequada e equipe técnica especializada.
O criadouro também mantinha interlocução técnica contínua com o ICMBio sobre medidas de manejo, biossegurança e bem-estar das aves, tendo iniciado adequações estruturais para permitir o acesso às áreas externas dos recintos, conforme autorização expedida pelo próprio instituto em 9 de março de 2026.
Além disso, nova rodada de testagem do plantel estava oficialmente programada para ter início amanhã, com participação confirmada das autoridades competentes.
Autoridades alemãs também já haviam realizado exames prévios nas aves antes de seu envio ao Brasil, e avaliações laboratoriais recentes confirmaram a ausência do vírus na origem.
As medidas adotadas nesta data ocorreram sem a necessária interlocução institucional e produziram grave impacto sobre a continuidade do programa.
A insegurança gerada afugentou patrocinadores e apoiadores financeiros, que comunicaram a impossibilidade de manter o suporte econômico necessário às atividades do criadouro.
Esse cenário compromete diretamente a continuidade operacional do programa de conservação conduzido pela instituição.
O criadouro Ararinha-Azul reafirma seu compromisso com a biossegurança, a transparência técnica, a saúde das aves e a preservação da espécie, colocando-se à disposição para colaborar com as autoridades competentes na condução responsável das medidas necessárias.”

Redação PNB

Fim da Escala 6×1: veja quais deputados votaram contra a PEC; Adolfo Viana (PSDB-BA) e João Carlos Bacelar (PL-BA) se ausentaram

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a PEC que reduz a jornada máxima de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1. A proposta foi votada em dois turnos no plenário.

No primeiro turno, o texto recebeu 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já na segunda votação, a aprovação ocorreu com 461 votos a favor e 19 contra. A proposta também prevê um prazo de transição de até 14 meses para implementação total das novas regras.

A mudança representa uma das principais discussões recentes sobre direitos trabalhistas no país e busca ampliar o período de descanso dos trabalhadores brasileiros. Mesmo com apoio da maioria dos parlamentares, parte dos deputados se posicionou contra a alteração, principalmente parlamentares ligados ao PL e ao Novo. Alguns deputados do MDB, União Brasil, PP, PSDB, e Missão também não apoiaram a diminuição da jornada de trabalho no Brasil.

Confira os votos contrários a PEC no primeiro turno:

PL

  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Daniel Freitas (PL-SC)
  • Daniela Reinehr (PL-SC)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Mauricio Marcon (PL-RS)
  • Nicoletti (PL-RR)
  • Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
  • Ricardo Guidi (PL-SC)
  • Rosangela Moro (PL-SP)
  • Zé Trovão (PL-SC)

Novo

  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Gilson Marques (Novo-SC)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Ricardo Salles (Novo-SP)

MDB

  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Pezenti (MDB-SC)

União Brasil

  • Fabio Schiochet (União Brasil-SC)
  • Fausto Pinato (União Brasil-SP)

PSD

  • Lucas Redecker (PSD-RS)

PP

  • Sérgio Turra (PP-RS)

Missão

  • Kim Kataguiri (Missão-SP)

Durante a segunda votação, houve mudança no posicionamento de alguns parlamentares. O deputado Fausto Pinato (União Brasil-SP), que havia votado contra no primeiro turno, passou a apoiar a PEC. Já Paulo Marinho Jr. (PL-MA) e Zé Trovão (PL-SC) não participaram da segunda etapa da votação.

Confira os votos contrários a PEC no segundo turno:

PL

  • Bibo Nunes (PL-RS)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Daniel Freitas (PL-SC)
  • Daniela Reinehr (PL-SC)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Mauricio Marcon (PL-RS)
  • Nicoletti (PL-RR)
  • Ricardo Guidi (PL-SC)
  • Rosangela Moro (PL-SP)

Novo

  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Gilson Marques (Novo-SC)
  • Marcel van Hattem (Novo-RS)
  • Ricardo Salles (Novo-SP)

MDB

  • Carlos Chiodini (MDB-SC)
  • Pezenti (MDB-SC)

União Brasil

  • Fausto Pinato (União Brasil-SP)

PSD

  • Lucas Redecker (PSD-RS)

PP

  • Sérgio Turra (PP-RS)

Missão

  • Kim Kataguiri (Missão-SP)

Como votaram os deputados baianos?

Entre os parlamentares baianos que integraram a comissão especial responsável pela análise da proposta na Câmara, todos votaram favoravelmente ao texto-base da PEC. Apoiaram a medida os deputados Leo Prates (Republicanos-BA), que atuou como relator da proposta, Lídice da Mata (PSB-BA) e José Rocha (União Brasil-BA).

Já durante a votação em plenário, alguns deputados da Bahia não participaram das sessões. No primeiro turno, 18 parlamentares estiveram ausentes, entre eles Adolfo Viana (PSDB-BA) e João Carlos Bacelar (PL-BA).

Na segunda votação, o número de ausências subiu para 33 deputados. Entre os baianos que não registraram voto estavam novamente Adolfo Viana (PSDB-BA) e João Carlos Bacelar (PL-BA), além de Jorge Araújo (PP-BA).

O que diz a PEC aprovada?

Pela proposta aprovada pelos deputados, a carga horária semanal passará a ser de 40 horas, distribuídas em cinco dias de trabalho, garantindo dois dias de descanso remunerado ao trabalhador. O texto também estabelece que a mudança deverá ocorrer de maneira gradual e sem redução nos salários.

A PEC ainda permite a adoção de jornadas diferenciadas para algumas categorias profissionais, desde que haja acordo coletivo entre trabalhadores e empregadores, além de prever regras específicas de adaptação para micro e pequenas empresas.

O texto agora segue para o Senado Federal.

Redação PNB