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Justiça do Trabalho tem novo recorde de ações após reforma trabalhista

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O número de novas ações na Justiça do Trabalho cresceu 8,47% entre 2024 e 2025, e bateu novo recorde após a reforma trabalhista de 2017. Em 2025, o Judiciário recebeu na primeira instância 2,321 milhões de novos processos ante 2,134 milhões do ano anterior, segundo dados extraídos do sistema estatístico do TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Os números mostram, porém, que o total é 12,35% abaixo do registrado em 2017 —com 2,648 milhões de novas ações—, quando as mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foram aprovadas, e 15,78% menor do que em 2016, ano anterior à reforma, ocasião na qual se registraram 2,756 milhões de novos processos.
Especialistas apontam a flexibilização nas novas regras da CLT feitas após julgamentos no STF (Supremo Tribunal Federal) e no próprio TST como responsáveis pelo aumento. O principal ponto seria a volta da gratuidade da Justiça do Trabalho, limitada na reforma.
Em 2021, o Supremo decidiu que o trabalhador que tem direito à gratuidade e perde o processo contra o ex-empregador não pode ter cobrança de custas processuais.
No final de 2024, o TST firmou tese de que o direito à gratuidade deve ser garantido de forma automática para quem ganha até 40% do teto da Previdência—como diz a reforma—, e também a quem ganha mais, mas apresenta declaração de pobreza, como ocorria anteriormente.
Os estudiosos se dividem, porém, sobre o ritmo de crescimento. Para alguns, o volume de novos processos ainda não atingiu o pico e deve seguir em alta, enquanto para outros, o total não deve aumentar muito mais e já teria atingido seu pico pós-reforma e após as mudanças ampliando a justiça gratuita.
Estudo da Predictus, empresa especializada em dados judiciais, mostra que, em 2018, primeiro ano completo sob as novas regras, o total de novas ações caiu para cerca de 2 milhões após ter registrado, em 2016, o pico histórico da série, com quase 3 milhões de novas ações trabalhistas ajuizadas no país.

Em 2017, o volume ficou em 2,648 milhões de processos e, em 2018, caiu para 1,748 milhões, segundo os dados do TST. Entre 2022 e 2025, o volume de ações voltou a crescer de forma gradual, acompanhando a recuperação econômica e a queda do desemprego, segundo levantamento da Predictus. Para Hendrik Eichler, diretor e fundador da empresa, esse ritmo de crescimento é natural.

Ainda assim, em 2025, com 2,47 milhões de novos processos, o total é 16% menor do que em 2016. Eichler afirma acreditar que a queda demonstra consolidação nas regras da reforma, mesmo com as mudanças feitas em julgamentos no STF e no TST.

“A década pós-reforma revela menos processos do que no passado, mas ainda um volume extremamente elevado em termos absolutos, o que mantém o Brasil entre os países com maior judicialização trabalhista do mundo”, diz ele.

Ainda assim, em 2025, com 2,47 milhões de novos processos, o total é 16% menor do que em 2016. Eichler afirma acreditar que a queda demonstra consolidação nas regras da reforma, mesmo com as mudanças feitas em julgamentos no STF e no TST.
“A década pós-reforma revela menos processos do que no passado, mas ainda um volume extremamente elevado em termos absolutos, o que mantém o Brasil entre os países com maior judicialização trabalhista do mundo”, diz ele.

O levantamento da empresa aponta que entre 2022 e 2025 o volume de ações voltou a crescer de forma gradual, acompanhando a recuperação econômica e a queda do desemprego.

Para advogado Daniel Domingues Chiode, sócio do escritório Chiode Minicucci | Little, o número de novas ações na Justiça do Trabalho tende a continuar crescendo e ainda não atingiu o seu pico. Segundo ele, seu escritório vive um crescimento contínuo no volume de ações trabalhistas.

Para dar conta da demanda, a estrutura praticamente dobrou de 34 para 67 profissionais no último ano, refletindo as decisões tomadas pelo STF e TST, consolidadas no final de 2024. Ele afirma que as empresas precisam se preparar.

Chiode avalia que a alta das ações não se explica apenas pela volta da gratuidade na Justiça, mas também está ligada à ao funcionamento do Judiciário trabalhista. Para ele, trata-se de um sistema de “loteria”, com decisões divergentes em casos semelhantes, e precedentes que não são obrigatoriamente seguidos, o que incentiva o ajuizamento de processos com baixo risco financeiro para o trabalhador.

“É algo que existe, não é bom nem ruim, é a realidade”, diz.

 

Bahia Notícias 

“Encantarias do Velho Chico”: espetáculo leva cultura ribeirinha ao público infantojuvenil

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O espetáculo “Encantarias do Velho Chico” convida crianças, jovens e adultos a uma imersão no universo cultural do Rio São Francisco. Com duração de 45 minutos e classificação livre, a montagem infantojuvenil reúne teatro, música, causos, versos e prosas para destacar a riqueza do imaginário popular das comunidades ribeirinhas.

Produzida pelo Coletivo Entre Rios e Sertões, a peça tem como fio condutor o personagem Surubim, um pescador e contador de histórias que, em uma noite de lua cheia, se depara com o enigmático Fogo Corredor, um ser encantado que percorre as águas do rio guardando mistérios antigos. Durante a narrativa, surgem figuras míticas como o Compadre d’Água e a Serpente dos Olhos de Fogo, enquanto a memória de Iatí, a jovem indígena cujas lágrimas teriam dado origem ao Velho Chico, atravessa a história como símbolo de amor, pertencimento e ancestralidade.

De forma lúdica e musicada, o espetáculo apresenta o rio, também chamado de Opará, como um ser vivo, carregado de histórias e significados.

O Coletivo Entre Rios e Sertões

O Coletivo Entre Rios e Sertões é um grupo artístico sediado no Vale do São Francisco dedicado à pesquisa e criação de obras cênicas inspiradas, sobretudo, na cultura sertaneja e ribeirinha do Vale do São Francisco. Suas montagens dialogam com a memória, a oralidade e as tradições populares, levando o teatro a escolas, centros culturais e espaços comunitários.

O coletivo atua com gestão compartilhada, pesquisa de campo com mestres da cultura popular e ações formativas junto a comunidades. Seu trabalho articula arte, território e educação, fortalecendo o acesso democrático à cultura e a valorização dos saberes do Sertão do São Francisco.

A direção do espetáculo é de Odilon Neto, que também assina a dramaturgia ao lado de Rafael Neres e do coletivo. No elenco, Rafael Neres interpreta Surubim; Herbeth Viana dá vida ao Fogo Corredor, Compadre d’Água e à Serpente dos Olhos de Brasa; e Fernanda Vieira, Herbeth Viana e Ramon Araújo compõem o coro e as encantarias.

Redação PNB, com informações Ascom

Desastres climáticos afetaram mais de 336 mil pessoas no país, em 2025

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O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no planeta, com a temperatura média global atingindo 1,47 grua Celsius (°C) acima dos níveis pré-industriais (1850–1900).

No Brasil, esse aquecimento se refletiu em uma sucessão de eventos climáticos extremos que impactaram diretamente 336.656 pessoas e geraram prejuízos econômicos da ordem de R$ 3,9 bilhões.

Os dados constam do mais recente relatório Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

A publicação é elaborada a partir de informações de órgãos, serviços e programas de monitoramento do clima de diferentes regiões do planeta, como o europeu Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus.

De acordo com os dados, no ano passado, a temperatura média global atingiu 14,97 °C – ficando apenas 0,01 °C abaixo da registrada em 2023 e 0,13 °C abaixo de 2024 – o ano mais quente da série histórica

“As altas temperaturas globais, juntamente com os níveis recordes de vapor d’ água na atmosfera em 2025, desencadearam ondas de calor sem precedentes, secas, incêndios e chuvas intensas, causando impactos significativos e miséria a milhões de pessoas”, sustentam os autores do relatório.

Eventos hidrológicos

O documento destaca que, no Brasil, o verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961. E que, em novembro passado, oito unidades federativas registraram secas em 100% de seus territórios: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

O relatório indica que o país foi marcado por sete ondas de calor e pelo mesmo número de ondas de frio, além de uma “ampla variedade de desastres hidrometeorológicos fortalecidos por padrões climáticos extremos associados ao aquecimento global”.

De acordo com os dados, o Brasil registrou 1.493 eventos hidrológicos como secas intensas, alagamentos, transbordamentos de cursos d´água, cheias, enxurradas, deslizamento de terra etc, sendo 1.336 de pequeno porte; 146 de médio porte e 11 de grande, com a predominância de inundações, enxurradas e deslizamentos de terra. A região Sudeste (ES, MG, RJ e SP) concentrou 43% do total de ocorrências.

Esses eventos, segundo os autores do relatório, evidenciaram não só os “contextos territoriais mais vulneráveis, nos quais a intensidade dos eventos e as condições locais favoreceram a geração de danos mais significativos”, como diferenças municipais “na capacidade de resposta institucional às ocorrências.

Ainda de acordo com os especialistas, 2.095 das 5.570 cidades brasileiras estão expostas a riscos geo-hidrológicos, devendo ser foco prioritário de ações de gestão e prevenção de riscos e desastres.

Minas Gerais, que neste mês voltou a ser castigada por fortes chuvas, é apontada como a unidade da federação com maior número de cidades em risco durante períodos chuvosos: dos 853 municípios mineiros, 306 estão suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações, o que, segundo os especialistas do Cemaden, representa um perigo para cerca de 1,5 milhão de pessoas

Perspectiva

Destacando que o número de desastres climáticos, no Brasil, aumentou 222% entre o início da década de 1990 e os três primeiros anos de 2020, o Cemaden alerta para a tendência de mais eventos extremos nos próximos anos, incluindo ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, e menos ondas de frio, sendo algumas delas muito intensas.

Para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ao qual o Cemaden está vinculado, a consolidação dos dados reforça a importância de investimentos em ciência e tecnologia; do monitoramento contínuo e da integração entre pesquisa e gestão pública como forma de antecipar riscos e reduzir vulnerabilidades.

Para a pasta, fortalecer a capacidade científica nacional é fundamental para enfrentar um cenário climático cada vez mais desafiador e complexo.

A íntegra do relatório de 44 páginas está disponível no site do Cemaden.

Agência Brasil

Ensino fundamental atinge 99,5% de frequência; atraso escolar cai

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Alunos saindo de escola na Estrutural, no Distrito Federal

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram nesta quinta-feira (26), em Manaus, os resultados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. Foram registrados 46,01 milhões de estudantes, uma redução de 2,29% nas matrículas, em comparação a 2024, quando foram registradas 47,08 milhões estudantes. 

O ensino fundamental, que compreende os alunos do 1° ao 9° ano, contabiliza 25,8 milhões de matrículas – 56,07% do total registrado em 2025.Nessa etapa escolar, que abrange a população de 6 a 14 anos, a matrícula é obrigatória. A partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Inep calcula que o percentual da população de 6 a 14 anos que frequenta a escola é quase universal: chegou a 99,5%, em 2025.

De acordo com o coordenador de Estatísticas Educacionais da Diretoria de Estatísticas do Inep (DEED), Fábio Pereira Bravin, o ensino fundamental está universalizado. “O número de matrículas está estável”, afirmou.

Ensino médio

No ensino médio, foram registrados em 2025 6,33 milhões de estudantes em escolas públicas e 1,03 milhão nas privadas, totalizando 7,36 milhões de matrículas nesta etapa. O total de matrículas caiu nos últimos quatro anos, passando de 7,77 milhões, em 2021, para 7,36 milhões em 2025 – redução de cerca de 400 mil alunos. Entre 2024 e 2025, foram 140,9 mil matrículas a menos.

O Inep explicou que, em parte, a redução de matrículas se deve pela maior eficiência escolar, a partir da redução do número de alunos atrasados na relação idade-série.

“A gente tinha [em 2021] 25,3% de alunos atrasados e, em 2025, a gente tem 16%. Uma queda de quase 10 pontos percentuais. Estes alunos progrediram no sistema e concluíram a educação básica”, pontuou o coordenador do Inep.

Outro ponto destacado foi a redução no número de jovens que estão fora do sistema educacional ou que abandonaram os estudos precocemente. O percentual de pessoas de 15 a 17 anos que frequentam a escola subiu de 89% em 2019, para 93,2%, em 2025.

O ministro Camilo Santana destacou como um dos fatores para redução da evasão escolar nesta etapa de ensino o programa Pé-de-Meia, que promove a permanência e a conclusão escolar de estudantes da rede pública. Criado em 2023, ele oferece incentivo financeiro-educacional e funciona como uma poupança para os estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

“É uma forma de garantir que o aluno não abandone na escola e estimular que ele curse o ensino médio e passe por ano, porque o estudante recebe a poupança”, disse o ministro.

Redução do atraso escolar

A taxa de distorção idade-série na rede pública de ensino também apresentou redução em todas as etapas da educação básica, de acordo com os dados do Censo. Este parâmetro avalia a quantidade de alunos que frequentam a série adequada à sua idade e não estão “atrasados” nos estudos.

No ensino fundamental e no ensino médio, o atraso escolar caiu 4,3 pontos percentuais e 10,3 pontos percentuais, respectivamente, na comparação de 2021 com 2025. Em 2021, 25,3% dos alunos do ensino médio, ou em cada quatro, estava atrasado nos estudos. Em 2025, o índice caiu para 16%.

Se considerado somente o 3º ano do ensino médio, a queda foi de 61% da distorção idade-série. Passou de 27,2%, em 2021, para 13,99%, em 2025, apontou o ministro da Educação, Camilo Santana.

Nos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano), o índice passou de 21% para 14,4%. Já nos anos iniciais (1º ao 5º), o percentual caiu de 7,7% para 6,6%

Desigualdade racial

De acordo com o Censo, em todas as etapas de ensino, o atraso escolar do segmento de alunos que se declaram pretos ou pardos é maior do que entre os que se declaram brancos.

A disparidade da taxa de distorção idade-série é visível desde o início da trajetória escolar e se aprofunda conforme o estudante avança nos ciclos educacionais.

Em 2025, enquanto 9,2% dos alunos brancos dos anos finais do ensino fundamental estava fora da idade adequada, o índice entre alunos negros era de  17,7%.

No ensino médio, o cenário também é desigual. A taxa de distorção idade-série da juventude negra nesta fase sobe para 19,3%. Enquanto que 10,9%, dos alunos brancos do ensino médio estão atrasados.

O Inep destacou que, desde 2005, o Censo Escolar tem o campo de cor/raça a ser preenchido pelas escolas. A coleta da informação é obrigatória há 20 anos e as opções de preenchimento são as mesmas estabelecidas pelo IBGE: branca, preta, parda e amarela e não declarada.

Em 2018, o Conselho Nacional de Educação (CNE) reforçou a obrigatoriedade da captura da informação, que é autodeclaratória por parte das famílias das crianças.

Nos últimos dois anos, a ausência do registro de “raça/cor” caiu de 25,5%, em 2023, para 13,6%, em 2025. Segundo o MEC, isso melhora a qualidade da informação, o que é importante para identificação de gargalos e formulação de políticas públicas.

“A informação foi melhorando porque as pessoas entenderam que ela é relevante para podermos fazer uma avaliação sobre as desigualdades, por exemplo, de cor e raça”, contatou o coordenador do Inep.

Censo escolar

O Censo Escolar não conta apenas o número de alunos em todas as etapas de ensino da educação básica.

O levantamento apresenta também dados sobre escolas, professores, gestores, turmas e alunos de todas as modalidades: ensino regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA); Educação Profissional e Tecnológica (EPT); e a educação especial inclusiva, voltada a estudantes com deficiência, autistas e com altas habilidades.

Além de gerar estatísticas, os dados servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas.

Os resultados também guiam para quais programas os recursos públicos serão destinados, por exemplo, compra da merenda escolar, transporte, livros didáticos e equipamentos.

 

Agência Brasil 

Após novas exigências, pescadores de Juazeiro relatam dificuldades para receber Seguro-Defeso e contestam entrevistas

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Em meio às mudanças nas regras do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (Seguro-Defeso), que já estão em vigor, pescadores de Juazeiro, no norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar dificuldades na liberação do benefício. Segundo eles, entrevistas consideradas inconsistentes e falhas no processo de comprovação da atividade têm resultado no bloqueio de pagamentos.

O pescador Neguinho do Angari, afirma que recorreu ao Ministério do Trabalho e Emprego após ter o benefício negado, e percebeu que houve divergências nas perguntas feitas durante a entrevista de validação da atividade pesqueira.

“Fui apresentar as provas lá no ministério do trabalho. Mandaram uma série de perguntas que não condizem com o que foi perguntado na entrevista. Estão prejudicando muitos pescadores. Sempre vivi nesse rio, cortaram meu benefício e mandaram eu esperar a avaliação deles”, relatou.

Ele afirma viver exclusivamente da pesca e sem o benefício está sendo prejudicado. Segundo o pescador, as respostas registradas no sistema não correspondem às informações respondidas durante a entrevista presencial.

“O que ela perguntava não condiz com o que está no papel que eu imprimi agora no Ministério do Trabalho. Estão prevalecendo pessoas que não são pescadores, enquanto quem é está sendo prejudicado. Quando ela fez a entrevista, perguntou outras coisas. Respondi tudo a respeito do rio. Ela disse que a família dela frequentava muito o Rio São Francisco. Perguntou algumas coisas, mas quando terminou não me mostrou a entrevista para eu conferir. Só perguntou, respondeu e disse: ‘posso tirar mais uma foto?’. Tirou duas fotos e pronto, disse que estava liberado. Eu perguntei se não tinha que conferir nada e ela disse que não. Não me mostrou, não assinei nada. Ela fez do jeito dela, deduziu o que tinha que colocar e enviou. Do jeito que estava trabalhando, com má vontade, me prejudicou e prejudicou muita gente”, afirmou.

De acordo com o trabalhador, o Ministério do Trabalho informou que a coleta das entrevistas foi realizada por empresa contratada, responsável por designar entrevistadores para exercer a função. O pescador contesta a qualificação desses profissionais e afirma que pretende recorrer para não perder o benefício.

Estamos encaminhando o caso para o MTE em busca de esclarecimentos.

Seguro-Defeso

O benefício, no valor de um salário-mínimo mensal, é pago pelo Governo Federal aos pescadores que dependem exclusivamente da pesca artesanal, desde que cumpridos alguns requisitos. É preciso estar registrado no Ministério da Pesca como pescador há pelo menos um ano, além de manter as contribuições previdenciárias em dia com base na venda dos produtos pescados, durante os períodos não sujeitos ao defeso. O pagamento do SDPA é realizado para subsidiar a renda familiar durante o período em que a atividade é proibida, para garantir o crescimento e reprodução das espécies.

Mudanças nas regras

As novas regras do Seguro-Defeso foram estabelecidas por meio da Medida Provisória nº 1.323/2025, editada pelo governo federal, e estão valendo desde novembro do ano passado. A principal alteração foi a transferência da responsabilidade pelo processamento dos pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para o Ministério do Trabalho e Emprego.

Entre as novas exigências estão a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), fornecimento de dados biométricos e a realização de entrevistas para comprovação da atividade pesqueira. Segundo o governo federal, as mudanças têm como objetivo combater fraudes no acesso ao benefício.

Manifestação

Pescadores e pescadoras de Juazeiro, Petrolina e região aderiram a manifestação nacional da categoria e, na manhã deste sábado (7) realizaram uma manifestação ocupando a  Ponte Presidente Dutra.
Segundo Domingos, presidente do Sindicato dos Pescadores de Juazeiro, a categoria reivindica o pagamento do seguro-defeso, que está em atraso.

“Esse ato está sendo realizado em alguns municípios do país. Com a presença do Presidente Lula na Bahia, queremos que ele possa se sensibilizar em acelerar a liberação do seguro-defeso, porque nós já estamos em fevereiro e o benefício ainda não foi liberado. Hoje o seguro-defesa deixou de ser pelo NSS e está sendo pelo Ministério do Trabalho e até agora não foram liberadas as parcelas do benefício, deixando os trabalhadores em dificuldades financeiras. Algumas parcelas chegaram a aparecer no sistema, através da carteira digital, mas de repente sumiram e os pescadores que tinham que fazer o REAP, que é o registro de exercício de atividade pesqueira cobram, neste protesto, explicações ao Governo Federal. Na Bahia e em outros estados a mobilização está ocorrendo de forma pacífica”, esclareceu o presidente ao PNB.

Redação PNB

Brasil registra 88 casos de Mpox em 2026; saiba como evitar a doença

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O Brasil registrou 88 casos confirmados do vírus Mpox, com a maioria sendo no estado de São Paulo, que desde janeiro contabiliza 62 casos. Os outros registros aparecem no Rio de Janeiro (15), em Rondônia (4), em Minas Gerais (3), no Rio Grande do Sul (2), no Paraná (1) e no Distrito Federal (1). Os quadros leves a moderados predominam e não há óbitos. Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos. Os dados são do Ministério da Saúde. O que é Mpox e quais são os sintomas?

Causada pelo vírus Monkeypox, a doença tem seu contágio por meio de contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal.

Como a Mpox é transmitida?

O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele.

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também podem transmitir a doença.

Em quanto tempo a doença se manifesta?

O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Ao notar os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde para fazer o exame laboratorial, que é a única forma de confirmação. O diagnóstico complementar deve ser realizado considerando as seguintes doenças: varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancróide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso, reação alérgica e quaisquer outras causas de erupção cutânea papular ou vesicular.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o Ministério da Saúde.

Qual é o tratamento?

O tratamento consiste no alívio dos sintomas, na prevenção, no manejo das complicações e em evitar sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais e sintomas leves e moderados. Não há medicamento aprovado especificamente para Mpox.

A prevenção consiste em evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Caso seja necessário ter contato, a recomendação é a de utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Também é recomendado lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel frequentemente. As medidas de higiene são especialmente importantes após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias.

“Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada”, alerta o Ministério.

Mpox pode matar?

Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas. Mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção.

Quadros graves causados pela Mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio de infecção bacteriana grave causada pelas lesões de pele, encefalite, miocardite ou pneumonia, além de problemas oculares.

Pacientes com Mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas pelo vírus morreram, sendo que as taxas de mortalidade podem divergir por conta de fatores como acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

 

Notícia Preta

Univasf realiza Chamada Pública para preenchimento de 149 vagas remanescentes do Sisu 2026

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A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) realiza Chamada Pública para o preenchimento de 149 vagas remanescentes em 12 cursos de graduação presenciais que não foram preenchidas pela Lista de Espera do Sisu 2026. As inscrições estão abertas a partir desta quarta-feira (25) e seguem até as 23h59 da segunda-feira (2) pelo Sistema de Processos Seletivos (PS) da Univasf.

Podem concorrer às vagas do Edital Complementar Nº 08/2026 – Etapa Reopção de Curso e Reclassificação do Processo Seletivo para Ingresso nos Cursos de Graduação Presenciais (PS-ICG) 2026 candidatos que concluíram o ensino médio e tenham prestado as provas do Enem em 2023, 2024 e/ou 2025 e não tenham zerado nenhuma das provas, e aqueles que já foram eliminados do PS-ICG 2026. Importante ressaltar que os candidatos que estejam pré-matriculados ou tenham sido remanejados neste PS-ICG 2026 não podem se inscrever nesta Chamada Pública, pois já estão matriculados.

Todos os candidatos inscritos na Chamada Pública irão concorrer na modalidade Ampla Concorrência. Orientações detalhadas para efetuar a inscrição constam no edital da Chamada Pública. Os cursos e número de vagas ofertadas estão disponíveis no Anexo II do edital, na página do PS.

Para os candidatos que optaram por curso da Univasf no Sisu 2026, a inscrição na etapa de Chamada Pública para Reopção de Curso e Reclassificação implica renúncia do candidato às suas preferências anteriormente expressas na inscrição do Sisu 2026. Desta forma, o candidato passa a concorrer apenas ao curso da Reopção.

O resultado com a lista dos candidatos aprovados na Chamada Pública, a convocação para a pré-matrícula on-line e demais portarias serão divulgados conforme o cronograma do edital, na página do PS-ICG 2026. O cronograma completo da Chamada Pública – Etapa Reopção de Curso e Reclassificação está disponível no edital, que pode ser acessado na página do PS e no Portal do Processo Seletivo 2026.

Dúvidas podem ser encaminhadas à Comissão Gestora pelo e-mail: comissaogestora.graduacao@univasf.edu.br. Todas as informações sobre o PS-ICG 2026 estão disponíveis no Portal do Processo Seletivo 2026.

Ascom Univasf

Vereadora de Petrolina reage à moção de solidariedade a pastor após comparação entre a Ilha do Massangano e a Ilha do Marajó; religioso rebate

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A Câmara Municipal de Petrolina aprovou, por 14 votos favoráveis, uma moção de solidariedade ao pastor Edilson de Lira, após a repercussão de uma pregação em que ele comparou a Ilha do Massangano à Ilha do Marajó. O religioso chegou a afirmar que a centenária comunidade ribeirinha era “lugar onde hoje abunda o pecado”. A votação teve um voto contrário e duas abstenções.

Durante a sessão, a vereadora Maria Helena anunciou abstenção e declarou, em plenário, que é preciso cuidado para que evangélicos não “queiram dar o tom” da Casa.

“Então vou me abster, mas eu quero só reforçar o que Ronaldo disse. A gente vê padres aqui sendo criticados, a gente vê políticos sendo criticados, a gente vê professoras, escolas, saúde… e os pastores, alguns poucos pastores, não querem”, declarou.

“Nós aqui somos maioria da igreja católica, vamos ter cuidado, porque senão os evangélicos aqui vão querer dar o tom de como esse poder tem que trabalhar”, disse também a vereadora.

Em vídeo divulgado após a votação, o líder religioso rebateu às declarações da vereadora.

“Vereadora Maria Helena, como funcionária pública, minha e do povo de Petrolina, a senhora precisa aprender a estar aberta ao diálogo. Falta humildade para ouvir como vereadora e ouvir, sim, os evangélicos. Quando um vereador é cobrado por um cidadão, como eu fiz nas redes sociais, ele tem a obrigação de prestar contas. Isso não é desrespeito, isso é democracia. Eu tenho certeza de que os seus eleitores não a elegeram para ficar na Câmara tentando dar lição de moral em um pastor”, disse.

Edilson afirmou que não buscou exposição pública e que apenas reagiu após ter seu nome levado ao plenário.

“Em nenhum momento eu quis aparecer ou protagonizar algo. Eu estava pregando em um culto no templo da minha igreja, numa quinta-feira, e, enquanto eu viajava de férias, fiquei sabendo que a Câmara discutia o conteúdo de uma pregação religiosa minha […] Simplesmente me defendi nas minhas redes sociais de acusações infundadas e maliciosas”, declarou.

Comparação da Ilha do Massangano à Ilha do Marajó

Durante um culto da Igreja Evangélica Verbo da Vida, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o pastor Edilson de Lira fez uma declaração sobre a Ilha do Massangano, território quilombola e ribeirinho do município, e comparou a comunidade à Ilha do Marajó. A fala gerou repercussão e vem sendo duramente criticada nas redes sociais.

Durante a celebração, o líder religioso convidou um casal da igreja para assumir o pastoreio de uma congregação que será implantada na Ilha do Massangano.

“[…] Ontem nós conversamos e a igreja Verbo da Vida também está indo para a Ilha do Maçangano. […] Naturalmente não parece atrativo, mas eu queria que vocês pastoreassem uma igreja sendo plantada naquele lugar”, declarou.

Em seguida, o pastor fez a comparação que gerou críticas.

“A Ilha do Massangano é a nossa ‘Ilha do Marajó’, se é que você me entende. É um lugar onde hoje abunda o pecado, mas vai superabundar a graça”, disse Edilson.

A fala repercutiu nas redes sociais e motivou uma manifestação pública do Fórum de Igualdade Racial de Petrolina. Em nota, a entidade repudiou as declarações e as classificou como preconceituosas e desrespeitosas, afirmando que a comparação com a Ilha do Marajó foi feita sob uma “narrativa moralista” que remete à ideia de “Sodoma e Gomorra”.

Redação PNB

TSE aprova regras para as eleições de outubro

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta quinta-feira (26) sete resoluções normativas que vão orientar as condutas de eleitores, candidatos e partidos que vão disputar as eleições de outubro, quando serão escolhidos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

As regras aprovadas tratam sobre divulgação de pesquisas eleitorais, transporte de eleitores, arrecadação de recursos, prestação de contas, além de alterações no cadastro de eleitores.

A principal resolução trata dos atos preparatórios para a eleição. Para votar, os eleitores devem ter completado 16 anos até 4 de outubro de 2026, dia do primeiro turno.

Os indígenas e quilombolas deverão ser consultados previamente pela Justiça Eleitoral sobre mudanças de seções eleitorais localizadas em seus territórios.

Violência contra candidatas

Com a aprovação das novas regras, o TSE vai permitir a realização de gastos para contratação de segurança para candidatas que sofrerem ameaças durante a campanha. A medida visa combater a violência política de gênero.

Pessoas negras

O TSE manteve as regras para distribuição de recursos para candidaturas de pessoas negras. Os partidos deverão aplicar 30% dos recursos, sem acrescentar outros gastos que não estão previstos.

Pessoas com deficiência

O TSE implantará o Programa Seu Voto Importa para garantir que pessoas com deficiência possam votar.

O transporte especial poderá ser solicitado com até 20 dias de antecedência aos tribunais regionais eleitorais (TREs). O serviço prevê o deslocamento gratuito de ida e volta entre a casa do eleitor e o local de votação.

Novas resoluções 

Na próxima segunda-feira (2), o TSE pretende aprovar mais sete resoluções, que também foram debatidas em audiências públicas antes de serem levadas à votação.

As regras aprovadas serão publicadas até o dia 5 de março, quando passarão a ter validade e deverão ser aplicadas pela Justiça Eleitoral em todo o país

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