Preto no Branco

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Passado o prazo legal, funcionários do Hospital Psiquiátrico de Juazeiro relatam que não receberam o 13º e nem o salário do mês: “Esta instituição faz o que bem entende com os trabalhadores”

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Um grupo de funcionários do Hospital Psiquiátrico Nossa Senhora de Fátima, em Juazeiro, procurou o PNB e, mais uma vez, para relatar o descumprimento das obrigações trabalhistas pela direção da instituição.

Segundo os funcionários, até hoje (21), não foram pagos os salários do mês de novembro e nem o décimo terceiro salário, que deveria ter sido pago até esta quarta-feira (20).

“Uma humilhação que estamos passando com o nosso salário e décimo atrasados e sem nenhuma resposta se vamos ou não receber. Temos família e temos filhos pra criar. Nossas contas e aluguéis estão atrasados. Antes, nós recebíamos os salários no dia 12, depois passou para o dia 20. Agora vem sempre atrasando e a gente esperando que nem besta. Situação triste essa que estamos vivendo. Precisamos tomar dinheiro emprestado, os juros aumentando em nossas dividas. Sem falar que não teremos direito de passar as festas de final de ano com algum dinheiro no bolso. Isso é revoltante,” desabafou um profissional de saúde.

Outro funcionário reforçou a reclamação: “Não recebemos nem a primeira e nem a segunda parcela do décimo e nenhuma resposta se vamos receber o que é nosso por direito. Passou o prazo legal e, infelizmente, não recebemos como esperávamos e nem tivemos resposta e nem justificativa. Estão brincando com nossa cara, deixando nossas contas atrasadas e fazendo a gente de besta. Estamos todos desanimados e cansados de cobrar o que é nosso por direito, pois trabalhamos duro e não somos respeitados por esta instituição que faz o que bem entende com os trabalhadores e não há nenhum órgão por nós.”

Eles cobram uma ação dos órgãos fiscalizadores e dizem ainda que a direção do hospital sempre dá como justificativa pelos atrasos, a falta de repasse de recursos pela Secretaria de Saúde de Juazeiro.

“Queremos uma resposta, tanto do hospital quanto da Secretaria de Saúde de Juazeiro, pois a direção sempre joga a responsabilidade para a Sesau, dizendo que não recebeu o repasse e nós ficamos sem saber qual é o verdadeiro motivo. Sempre colocam a culpa na prefeitura,” disse outro profissional.

Estamos tentando contato com a direção do hospital e já pedimos esclarecimento a Sesau sobre o suposto atraso no repasse dos recursos à instituição.

Redação PNB

Comissão da Câmara autoriza estados a legislarem sobre armas

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) um projeto de lei complementar que passa aos estados e ao Distrito Federal a competência para legislarem sobre posse e porte de armas de fogo usadas em defesa pessoal, práticas desportivas e controle de espécies exóticas invasoras.

Atualmente, a Polícia Federal é a responsável por conceder posse e porte de armas de fogo no país.

Pelo texto, o porte e a posse valerão somente no território do estado e poderão ser concedidos apenas a quem comprovar residência no local. O estado terá de instituir sistema de controle de armas, ligado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça, que controla e monitora os armamentos em poder da população.

De acordo com autora da proposta, deputada Caroline de Toni (PL-SC), a Constituição permite que algumas competências exclusivas da União sejam delegadas a estados e que as regras sobre armas devem considerar as peculiaridades regionais.

O relator, deputado Junio Amaral (PL-MG), defende que “as realidades distintas nos vários estados demandam análises específicas”.

A proposta ainda passará por análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Na última segunda-feira (18), a Advocacia-Geral da União (AGU)  com dez ações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra leis estaduais e municipais que tratam do acesso a armas de fogo.

Nas ações, a AGU argumenta que a competência para legislar sobre o tema é da União e que as normas locais estabelecem critérios “que ampliam indevidamente o acesso a armas de fogo”, sem ponderar valores básicos como proteção à vida, à segurança e ao meio ambiente.

Agência Brasil

Secretaria da Educação da Bahia realiza, até quinta-feira (21), a renovação da matrícula para o ano letivo de 2024

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A Secretaria da Educação do Estado (SEC) realiza, até a próxima quinta-feira (21), a renovação da matrícula para o ano letivo de 2024 dos estudantes da rede estadual com frequência regular no ano letivo de 2023, conforme prorrogação de prazo publicada no Diário Oficial do Estado, desta terça-feira (19). O processo está sendo realizado na própria unidade escolar em que o estudante vai concluir o atual ano letivo.

O superintendente de Planejamento Operacional da Rede Escolar da SEC, Ricardo Moraes, explicou que a renovação é muito simples. “Para renovar a matrícula, basta que o estudante que esteja regularmente matriculado no ano letivo em curso se dirija à secretaria escolar para assinar a lista de renovação, dentro do prazo legal, e desde que a unidade escolar ofereça o ano/série subsequente. Vale lembrar que podem assinar a listagem para a renovação os estudantes maiores de 16 anos ou responsáveis legais, quando do seu interesse em renovar a matrícula na mesma unidade escolar”.

Os alunos que desejarem mudar de escola ou a escola onde esteja matriculado não ofereça o ano/série subsequente deverão se ater ao prazo da matrícula oficial na rede estadual de ensino, que será em janeiro, e acontecerá 100% on-line. Quem não cumprir o prazo para a renovação também ficará sujeito a perder a vaga na unidade escolar onde está estudando atualmente.

O superintendente Ricardo Moraes chama a atenção para a necessidade da atualização dos dados dos estudantes no ato da renovação, com a entrega de documentos como CPF e comprovante de endereço dele ou da mãe, pai ou responsável. “Essa atualização é fundamental para que, caso se enquadre nos critérios, o estudante e sua família possam ter acesso a programas de permanência estudantil e de combate à evasão escolar, como é o caso do Bolsa Presença”, acrescentou.

*Matrícula* – A matrícula da rede estadual de ensino será realizada de 15 a 23 de janeiro. O processo é simples e acontecerá de forma on-line por qualquer aparelho, a exemplo de tabletes e celulares. Basta acessar o Portal do Governo (ba.gov.br). A SEC orienta para que os estudantes, pais, mães ou responsáveis entrem na plataforma de serviços e façam o cadastro previamente. Nos dias da matrícula, após realizar o passo a passo orientado pela plataforma, os estudantes ou os responsáveis deverão comparecer à unidade escolar para o qual foram matriculados para a entrega dos documentos, no prazo estabelecido no comprovante de matrícula.

De acordo com o calendário, a matrícula começa no dia 15 de janeiro para as Pessoas com Deficiência (PcD). O dia 16 de janeiro será dedicado para a transferência do estudante que concluiu o ano letivo em 2023 na rede estadual de ensino e que pretende se transferir para outra unidade escolar da própria rede, porque deseja ou porque a unidade escolar onde estudou não oferta a série seguinte.

Nos dias 17 e 18 de janeiro, a matrícula será direcionada aos concluintes do 5º ano ou 9º ano do Ensino Fundamental para os estudantes regularmente matriculados na rede pública municipal, no ano letivo de 2023, cujas escolas não oferecem o ano ou série subsequente. Para novos alunos do Ensino Fundamental, a matrícula vai acontecer em 19 de janeiro, e para os alunos novos do Ensino Médio e suas modalidades, incluindo Educação Profissional e Tecnológica, será entre os dias 22 e 23 de janeiro.

Secom

Secretaria de Educação de Juazeiro segue com inscrições abertas para Audiência Municipal de Educação

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A Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro irá realizar nesta sexta-feira (22), a Audiência Pública do Plano Municipal de Educação, que este ano abordará o tema “Educação, direitos humanos, equidade, inclusão e diversidade”. O evento é voltado para profissionais de instituições educacionais e comunidade civil organizada.Estão sendo disponibilizadas 150 vagas para os interessados em participar da iniciativa, que devem realizar a inscrição pela internet, através do Portal EducaJua, no endereço eletrônico: https://educacao.juazeiro.ba.gov.br/, que estará disponível até o preenchimento total das vagas disponibilizadas. O evento acontece a partir das 8h, no auditório da Seduc, localizado na Rua Antônio Pedro, 139 – Centro.“A Audiência Pública tem como objetivo apresentar o Plano Municipal de Educação (PME), para monitoramento e avaliação, representando um momento importante para nossa comunidade, uma vez que, iremos analisar e discutir o documento desenvolvido pela equipe técnica para monitoramento do decênio 2014/2024. Durante o encontro, a equipe terá a oportunidade de apresentar de forma transparente e aberta os resultados alcançados em relação às metas estabelecidas para a educação em nosso município”, explicou Alexandrina Araújo, coordenadora do Plano Municipal de Educação.Ascom/Seduc

Sistema implantado pela Codevasf é referência para tratamento alternativo de água no sertão baiano

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Um projeto alternativo para tratamento de água, implantado pela Companhia de Desenvolvimento dos vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em duas comunidades rurais nos municípios de Juazeiro e Jaguarari, na região Norte da Bahia, está chamando a atenção de instituições ligadas às áreas de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento regional nos estados da Bahia e de Pernambuco.

Em reunião realizada na 6ª Superintendência Regional da Codevasf, em Juazeiro, o sistema alternativo de tratamento de água por meio de filtragem lenta, direcionado para comunidades rurais, foi apresentado pelo seu idealizador, o engenheiro agrônomo Joselito Menezes de Souza, que atua na Gerência Regional de Infraestrutura (6ª/GRD).

Participaram do encontro o representante do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Juan Batista Oliveira Faria; Ana Karina da Silva Torres e Jonatas Fernandes Araújo Sodré, do Sistema Senai-Cimatec; Marcelo Coelho Silva, representando o Consórcio Intermunicipal do Sertão do Araripe Pernambucano (Cisape); e Sérgio Carvalho, do consórcio Nippon/Plena.

O objetivo da visita dessa comitiva à região foi conhecer o funcionamento do sistema de tratamento de água implantado pela Codevasf e analisar a possibilidade de uma parceria entre as instituições para utilização de sistemas semelhantes em outras comunidades rurais do Nordeste.

Foram realizadas visitas técnicas ao distrito de Pilar, em Jaguarari, onde a Codevasf possui um projeto-piloto implantado para atender a uma cooperativa de produção de laticínios, e à localidade de Arapuá, em Juazeiro, onde o sistema atende uma comunidade rural. Os integrantes da comitiva conversaram com os moradores sobre os benefícios e o funcionamento do sistema em operação.

Baixo custo e fácil instalação

O projeto do sistema alternativo de tratamento de água por meio de filtragem lenta, direcionado para comunidades rurais, começou a ser desenvolvido em 2018. Ele é composto por três caixas d’água dispostas em diferentes níveis, contendo, como elementos filtrantes, gel têxtil, areia e um copo dosador que utiliza pastilhas de cloro para deixar a água resultante da filtração potável para consumo humano. Foi desenvolvido inicialmente para atender a pequenas demandas, tendo em vista a necessidade da presença de uma fonte hídrica permanente.

O projeto atende às especificações constantes na Lei nº 14.026/220, que atualizou o Marco Legal do saneamento básico, e na Portaria Nº 888/2021, do Ministério da Saúde, que define os padrões de potabilidade de água para consumo humano. A iniciativa já recebeu o Selo CREA-BA para atitudes transformadoras e foi destaque em meios de comunicação regionais, sendo apresentado, também, em eventos abertos em outros estados do país.

“O sistema de filtração lenta em dupla camada (areia e gel têxtil) adaptado por nós pode atender até 40 famílias, e o custo de implantação gira em torno de R$ 20 mil em materiais e mão de obra. O investimento para manutenção está em torno de R$ 25 ao mês para obtenção das pastilhas de cloro utilizadas no sistema”, explica o idealizador do projeto, Joselito Menezes.

Caso de sucesso

Um dos sistemas serve a uma cooperativa de agricultura familiar localizada na comunidade conhecida como Adutora, a cerca de 105 km da sede do município de Juazeiro. O laticínio Mãos do Campo, desde 2019, produzia artesanalmente queijos, requeijão cremoso, bebidas lácteas, iogurtes e outros produtos originários do leite de cabra, mas ainda não possuía certificação sanitária, justamente por não contar com um sistema eficiente de fornecimento de água de qualidade.

Essa comunidade recebe água bruta fornecida por uma adutora construída por uma empresa mineradora local. Anteriormente eles utilizavam carros-pipas para fornecer a água potável necessária para a produção.

O Sistema Alternativo de Tratamento de água foi, então, implantado, aproveitando um filtro presente na instalação do laticínio, e, após alguns meses de funcionamento, eles conseguiram a certificação estadual (SIE) para comercialização de seus produtos em larga escala.

Atualmente, a cooperativa, que foi reestruturada, já participa de eventos e feiras nacionais com seus produtos originários do leite de cabra, como foi o caso do VI Concurso Prêmio Queijo Brasil, realizado em julho na cidade de Blumenau (SC), onde recebeu medalha de ouro com o Queijo Boursin; medalha de prata com o queijo Capela Tradicional; outra medalha de prata com o queijo Chevrotin e medalha de bronze com o queijo Buchette de Carvão.

Ascom/Codevasf

Entenda a reforma tributária promulgada nesta quarta

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Dinheiro, Real Moeda brasileira

Depois de 30 anos de discussão, o Congresso Nacional deu um passo histórico e promulgou, nesta quarta-feira (20), a reforma tributária sobre o consumo. No próximo ano, os parlamentares se debruçarão sobre os projetos de lei complementar que regulamentarão vários pontos da emenda constitucional e iniciarão a segunda etapa da reforma, que mudará a cobrança e o pagamento do Imposto de Renda.

A emenda constitucional simplificará e unificará os tributos sobre o consumo, mas as mudanças ocorrerão aos poucos. A nova tributação das mercadorias e dos serviços começará a entrar em vigor em 2026 e só terminará em 2033. A transição para a cobrança do imposto no destino (local de consumo) se iniciará em 2029, levará 50 anos e só será concluída em 2078.

A principal mudança será a extinção de quatro tributos, que serão fundidos no Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Esse tributo seguirá o modelo dual, em que parte da administração ficará com a União e outra parte com os estados e municípios.

Os tributos federais a serem extintos são o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Eles serão substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a ser arrecadada pela União. Inicialmente, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) seria incorporado à CBS, mas foi mantido e incidirá apenas sobre mercadorias concorrentes às produzidas na Zona Franca de Manaus.

Outros dois impostos a serem extintos são locais: o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), administrado pelos estados; e o Imposto sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios. Eles serão substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Em troca de mudanças que trarão o fim da guerra fiscal entre os estados, o governo criará um Fundo de Desenvolvimento Regional para financiar projetos de desenvolvimento em estados mais pobres. Inicialmente orçado em R$ 60 bilhões por ano a partir de 2043, o fundo foi um dos principais pontos de embates durante as discussões.

Diversos governadores pediram a ampliação do valor para R$ 75 bilhões anuais, mas a Câmara inicialmente fixou o montante em R$ 40 bilhões. Posteriormente, o Senado elevou o valor para R$ 60 bilhões por ano. Haverá ainda um novo fundo, também abastecido com recursos da União, para a Zona Franca de Manaus.

A proposta prevê alíquotas reduzidas para alguns setores da economia e abre margem para a criação de um sistema de cashback (devolução de parte do tributo pago), que será regulamentada por lei complementar. O texto também prevê mudanças na tributação sobre patrimônio, com cobrança de imposto sobre meios de transporte de luxo e heranças.

Entenda as mudanças da reforma tributária:

Extinção e criação de tributos

Criação do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) dual, composto por dois tributos:

•   Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): unificará o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);

•   Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): unificará o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS);

•   Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) inicialmente seria extinto, mas continuará a existir, incidindo sobre produtos concorrentes dos produzidos na Zona Franca de Manaus;

•   No modelo dual, a União define a alíquota da CBS; e os estados e municípios, do IBS. Em relação aos tributos locais, a diferença será que os governos estaduais e as prefeituras terão de concordar com uma alíquota única, em vez de cada ente público reduzir tributos para estimular a guerra fiscal;

•   Não cumulatividade plena: a CBS e o IBS não incidirão em cascata em nenhuma fase da cadeia produtiva. Hoje, o modelo brasileiro é de cumulatividade parcial. Alguns setores da economia continuam pagando em cascata. Outros pagam por valor adicionado em cada etapa da cadeia (pagam sobre o valor acrescentado sobre o preço anterior), mas contam com isenções ao longo das etapas que resultam em maior tributação ao fim da cadeia;

•   Cobrança no destino: mercadoria e serviço serão tributados no local do consumo, em vez da origem, como ocorre atualmente. Mudança acaba com guerra fiscal;

•   Desoneração de exportações e investimentos.

Imposto Seletivo

•   Cobrança sobre produtos que gerem danos à saúde ou ao meio ambiente;

•   Alíquotas definidas por lei;

•   60% da receita vai para estados e municípios;

•   Princípio da anualidade: cobrança só poderá começar no ano seguinte à sanção da lei;

•   Imposto regulatório: não tem objetivo de arrecadar, mas regular mercado e punir condutas prejudiciais;

•   Produtos:

—     bebidas alcoólicas e cigarros;

—     possibilidade de cobrança sobre combustíveis, agrotóxicos, defensivos agrícolas e alimentos processados e ricos em açúcar;

—     alíquota de 1% sobre extração de recursos naturais não renováveis, como minério e petróleo;

•    Exclusão da incidência sobre:

—     telecomunicações;

—     energia;

—     produtos concorrentes com os produzidos na Zona Franca de Manaus;

—     armas e munições;

—     insumos agrícolas que se beneficiem de alíquota reduzida para 40% da alíquota-padrão, exceto no caso de agrotóxicos e defensivos.

Transição

•   2026: início da cobrança da CBS e do IBS em 2026, com alíquota de teste de 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS;

•   2027: extinção do PIS/Cofins e elevação da CBS para alíquota de referência (a ser definida posteriormente pelo Ministério da Fazenda);

•   2027: redução a zero da alíquota de IPI, exceto para itens produzidos na Zona Franca de Manaus;

•   2029 a 2032: extinção gradual do ICMS e do ISS na seguinte proporção;

– 90% das alíquotas atuais em 2029;

– 80% em 2030;

– 70% em 2031;

– 60% em 2032.

•   2033: vigência integral do novo sistema e extinção dos tributos e da legislação antigos;

•   2029 a 2078: mudança gradual em 50 anos da cobrança na origem (local de produção) para o destino (local de consumo).

Alíquotas

•   Alíquota única padrão: estimada em 27,5%, mas poderá ser menor caso governo reduza sonegação, valerá como regra geral;

•   Alíquota reduzida para 40% da alíquota-padrão aos seguintes grupos, com cadeia produtiva curta e que seriam prejudicados pelo IVA não cumulativo:

–    Dispositivos médicos;

–    Dispositivos de acessibilidade para pessoas com deficiência;

–    Medicamentos e produtos de cuidados básicos à saúde menstrual (alíquota de IBS);

–    Serviços de saúde;

–    Serviços de educação;

–    Produtos agropecuários fora da cesta básica, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais in natura;

–    Insumos agropecuários, alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene pessoal;

–    Produtos e insumos da aquicultura

–    Produções artísticas, culturais, jornalísticas e audiovisuais nacionais

–    Atividades desportivas.

–    Bens e serviços relacionados à segurança e à soberania nacional, à segurança da informação e à segurança cibernética;

–    Comunicação institucional

–    Produtos de limpeza consumidos por famílias de baixa renda

–    Setor de eventos

–    Nutrição enteral ou parenteral (que previnem ou tratam complicações da desnutrição)

•    Profissionais liberais com atividades regulamentadas pagarão 70% da alíquota-padrão do IVA

—   Na prática, medida beneficia apenas empresas, escritórios e clínicas que faturem mais de R$ 4,8 milhões por ano. Isso porque a maior parte dos profissionais autônomos, que ganham abaixo desse valor, está incluída no Simples Nacional

•   Alíquota zero

–    Cesta básica nacional com possibilidade de regionalização, a ser definida por lei complementar. Atualmente, cada estado tem sua composição.

–    Medicamentos para tratamento de doenças graves;

–    Serviços de educação de ensino superior: Prouni;

–    Pessoas físicas que desempenhem atividades agropecuárias, pesqueiras, florestais e extrativistas vegetais in natura;

–    No caso de produtor rural pessoa física, isenção de IBS e CBS vale para quem tem receita anual de até R$ 2 milhões. O produtor que recebe menos que esse valor por ano poderá repassar crédito presumido (tipo de compensação tributária) aos compradores de seus produtos.

—   Serviços prestados por Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) sem fins lucrativos

—   Compra de automóveis por taxistas e pessoas com deficiência e autismo

—   Compra de medicamentos e dispositivos médicos pela Administração Pública e por entidades de assistência social sem fins lucrativos

—   Reabilitação urbana de zonas históricas e de áreas críticas de recuperação e reconversão urbanística

–    Compras governamentais: isenção, caso seja admitida a manutenção de créditos tributários de operações anteriores; repasse integral da arrecadação do IBS e da CBS recolhida

•   Ampliação da imunidade tributária para igrejas: de “templos de qualquer culto”, a medida agora abrangerá “entidades religiosas, templos de qualquer culto, incluindo suas organizações assistenciais e beneficentes”;

•   Se modificações na tributação do consumo aumentarem arrecadação geral, dispositivo no texto prevê a redução das alíquotas do IBS e da CBS ao ente público contratante (União, Estado ou município).

Livros

•   Livros continuarão com imunidade tributária.

Regimes tributários favorecidos

•   Zona Franca de Manaus

•   Simples Nacional, regime especial para micro e pequenas empresas.

Regimes tributários específicos

•   Combustíveis e lubrificantes: cobrança monofásica (em uma única etapa da cadeia), alíquotas uniformes e possibilidade de concessão de crédito para contribuinte;

•   Serviços financeiros, seguros, operações com bens imóveis, cooperativas, planos de assistência à saúde e apostas: alíquotas específicas, tratamento diferenciado nas regras de creditamento (aproveitamento de créditos tributários) e na base de cálculo; e tributação com base na receita ou no faturamento (em vez do valor adicionado na cadeia);

•   Serviços de hotelaria, parques de diversão e parques temáticos, restaurantes, agências de viagem, missões diplomáticas

•   Serviços de transporte coletivo de passageiros rodoviário, ferroviário e hidroviário, de caráter urbano, semiurbano, metropolitano, intermunicipal e interestadual;

•   Sociedades Anônimas de Futebol, que terão recolhimento unificado.

•   Na segunda votação, Câmara retirou os seguintes setores dos regimes específicos: saneamento básico, concessão rodoviária, transporte aéreo, microgeração e minigeração de energia, telecomunicações, bens e serviços “que promovam a economia circular”

Montadoras de veículos

•   prorrogação até 2032 de benefícios para fabricação de baterias e de veículos por montadoras instaladas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste;

•   estados do Sul e do Sudeste discordavam da prorrogação, mas a Câmara manteve incentivos reincluído pelo Senado na reforma tributária

Revisão periódica

•    A cada cinco anos, exceções serão revisadas, com custo-benefício avaliado

—    setores beneficiados deverão seguir metas de desempenho econômicas, sociais e ambientais;

—     dependendo da revisão, lei determinará regime de transição para a alíquota padrão.

Trava para carga tributária

•    Teto para manter constante a carga tributária sobre o consumo;

•    Atualmente, esse teto corresponderia a 12,5% do PIB;

•    A cada 5 anos, seria aplicada uma fórmula que considera a média da receita dos tributos sobre consumo e serviços entre 2012 e 2021;

•    Fórmula será calculada com base na relação entre a receita média e o Produto Interno Bruto (PIB, bens e serviços produzidos no país);

•    Caso o limite seja superado, a alíquota de referência terá de cair;

•    Redução seria calculada pelo Tribunal de Contas da União, baseado em dados dos entes federativos e do futuro Comitê Gestor do IBS.

Cashback

•   Ideia inicial era incluir na PEC mecanismo de devolução a famílias de baixa renda, semelhante ao existente em alguns estados, mas sistema será definido em lei complementar.

•   Retirada de dispositivo que diz cashback buscaria redução da desigualdade de raça e gênero. Foi mantido apenas objetivo de reduzir de desigualdades de renda.

•    Devolução obrigatória de parte dos tributos da conta de luz e do botijão de gás para famílias de baixa renda;

•    Ressarcimento ocorreria no momento da cobrança, entrando como desconto na conta de luz;

•    Detalhes a serem regulamentados por lei complementar.

Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FDR)

•   Criado para reduzir desigualdades regionais e sociais;

•   Aportes feitos pela União;

•   Aplicação dos recursos: estudos, projetos e obras de infraestrutura; fomento a atividades com elevado potencial de geração de emprego e renda, com possibilidade de concessão de subvenções; ações para o desenvolvimento científico e tecnológico e à inovação.

•    Fundo começaria com aportes de R$ 8 bilhões em 2029 até chegar a R$ 40 bilhões no início de 2034;

•    Em 2034, aportes subiriam R$ 2 bilhões por ano até atingir R$ 60 bilhões em 2043.

•    Divisão dos recursos:

—     70% pelos critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE);

—     30% para estados mais populosos.

Fundo de Desenvolvimento Sustentável dos Estados da Amazônia Ocidental

•    Destinado a estados do Norte com áreas de livre-comércio;

•    Inicialmente restrito ao Amazonas, para beneficiar Zona Franca de Manaus, foi ampliado para Acre, Rondônia, Roraima e Amapá durante votação no Senado.

Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais

•   Fundo com recursos da União garantirá benefícios fiscais já concedidos pelos estados até 2032;

•   Em 2028, fundo chegaria ao ponto máximo, com R$ 32 bilhões. Posteriormente, recursos caem.

•    Seguro-receita para compensação da perda de arrecadação dos entes federativos com o fim de incentivos fiscais corresponderá a 5% do IBS;

•    Critérios de repartição:

—     estados e municípios com maior perda relativa (em termos percentuais) de arrecadação;

—     receita per capita (por habitante) do fundo não pode exceder três vezes a média nacional, no caso dos estados, e três vezes a média dos municípios de todo o país, no caso das prefeituras.

Desoneração da folha

•   Caso uma eventual criação de mais empregos, com a desoneração da folha a alguns setores da economia, resulte em maior arrecadação, esse aumento deve ser usado para reduzir a tributação do consumo de bens e serviços.

•   Nessa hipótese, demais setores não incluídos na desoneração poderão também ser beneficiados.

Bancos

•   Manutenção da carga tributária das operações financeiras em geral;

•   Manutenção da carga tributária específica das operações do FGTS e dos demais fundos garantidores, como Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), Fundo Garantidor de Habitação Popular (FGHab), vinculados ao Minha Casa, Minha Vida, e Fundo de Desenvolvimento Social (FDS)

Auditores fiscais

•   estados e municípios poderão aprovar leis para igualar a remuneração dos auditores fiscais locais aos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente em R$ 41 mil;

•   relator na Câmara tinha retirado dispositivo a pedido de governadores, mas Plenário da Casa reinstituiu a autorização.

Desvinculação de receitas

•   Prorrogação de 31 de dezembro de 2023 para 31 de dezembro de 2032, da desvinculação de 30% de receitas dos impostos, taxas e multas já instituídos por estados e municípios ou que vierem a ser criados até essa data, e de outras receitas correntes.

•   Mudança permite que até 30% da receita do IBS não sejam vinculados por lei, com exceção de algumas finalidades, como gastos mínimos em saúde e educação ou Fundeb.

Fundos estaduais para infraestrutura

•   Fundos estaduais formados por contribuições locais sobre produtos primários e semielaborados poderão continuar a existir até 2032, desde que estejam em vigor em 30 de abril de 2023;

•   Permissão vale apenas para estados com fundos em funcionamento em 30 de abril de 2023;

—     Com a regra, apenas Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará poderão manter contribuição;

—     Contribuição só poderá ser cobrada até 2032, para evitar nova guerra fiscal.

•   Dinheiro deverá ser usado para obras de infraestrutura e habitação;

•   Medida incluída a pedido do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e de outros governadores com fundos semelhantes, vinculados à concessão de benefícios fiscais do ICMS.

Transferências constitucionais

•   Critérios de repartição do IBS serão definidos por lei complementar. Câmara retirou média da arrecadação do ICMS entre 2024 e 2028;

•   Transferências constitucionais dos tributos extintos futuramente pela reforma (IPI e ICMS) continuam com os mesmos índices;

•   Da arrecadação do IBS que caberá aos estados, 25% continuam a ser repartidos entre os municípios de seu território, mas com percentuais diferentes:

–    85% do montante, no mínimo, proporcionalmente à população;

–    10% desse montante com base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e aumento da equidade segundo lei estadual;

–    5% em montantes iguais para todos os municípios do estado.

•   Índices de 85%, 10% e 5% também valerão para arrecadação do Imposto Seletivo em função da exportação de produtos industrializados, que contam com isenção;

•   Reserva de 18% da arrecadação da CBS para seguro-desemprego e abono salarial.

Comitê Gestor

•    Encarregado de gerir a cobrança e a arrecadação do IBS, Conselho Federativo foi rebatizado de Comitê Gestor;

•    Órgão passará a ter caráter exclusivamente técnico, assegurando divisão correta dos recursos, sem capacidade de propor regulações ao Legislativo;

•    Congresso poderá convocar o presidente do Comitê Gestor e pedir informações, como ocorre com os ministros;

•    Representação do órgão será feita por integrantes das carreiras da Administração Tributária e das Procuradorias dos estados, do Distrito Federal e municípios;

•    Emenda sobre representantes do órgão acatada a pedido dos Fiscos para impedir criação de carreiras e cargos dentro do Comitê Gestor;

•    Senado havia incluído sabatina para presidente do Comitê Gestor, mas Câmara retirou exigência.

IPVA

•   Inclusão de cobrança de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para veículos aquáticos e aéreos, como jatos, helicópteros, iates e jet skis;

•   Possibilidade de o imposto ser progressivo conforme o impacto ambiental do veículo. Quem polui mais, paga mais;

•   Possibilidade de que carros elétricos paguem alíquotas menores;

•   Lista de exceções para IPVA, incluída durante negociações:

–    Aeronaves agrícolas e de operador certificado para prestar serviços aéreos a terceiros;

–    Embarcações de pessoa jurídica com outorga de serviços de transporte aquaviário;

–    Embarcações de pessoa física ou jurídica que pratique pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência;

–    Plataformas que se locomovam na água sem reboques (como navio-sonda ou navio-plataforma);

–    Tratores e máquinas agrícolas.

Herança e doação

•   Progressividade do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD);

•   Alíquota subirá conforme o valor da transmissão; transferência a competência do imposto sobre bens móveis, títulos e créditos ao Estado onde tiver domicílio;

•   Cobrança sobre heranças no exterior

•   Isenção de ITCMD sobre transmissões para entidades sem fins lucrativos com finalidade de relevância pública e social, inclusive as organizações assistenciais e beneficentes de entidades religiosas e institutos científicos e tecnológicos

IPTU

•   Possibilidade de prefeituras atualizarem base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por decreto;

•   Decreto obedecerá a critérios gerais previstos em lei municipal;

•   Medida atende a pedido das prefeituras.

Iluminação pública

•   Contribuição para custear iluminação pública, de competência municipal, poderá ser usada para expansão e melhoria do serviço, finalidades não previstas hoje pela Constituição.

Segunda etapa da reforma

•   Prazo de até 180 dias após promulgação da reforma sobre o consumo para o envio da segunda etapa da reforma tributária, que trata da reforma dos tributos sobre a renda. Tema pode ser reformulado por projeto de lei.

Agência Brasil

“Equilíbrio é a chave”: Nutricionista da UPAE Petrolina dá dicas para aproveitar as festas de final de ano sem esquecer da saúde

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Com a proximidade das festas de final de ano, é comum deparar-se com uma variedade irresistível de alimentos que desafiam os esforços para manter uma dieta saudável. No entanto, a Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE) tem o prazer de compartilhar as valiosas dicas e conselhos da nutricionista Morgana Karina, que ensina como desfrutar das celebrações sem comprometer uma alimentação equilibrada.
Morgana defende que é possível saborear todas as delícias típicas dessa época do ano sem prejudicar a saúde. Em vez de focar exclusivamente em restrições alimentares, ela incentiva a explorar novas maneiras de aproveitar as festividades sem abrir mão de uma dieta saudável.
É importante lembrar que as festas de fim de ano são um momento de celebração e prazer, e a comida desempenha um papel fundamental nesse contexto. A nutricionista enfatiza que, ao invés de se privar completamente, é possível fazer escolhas inteligentes e equilibradas para aproveitar as refeições festivas sem culpa.
1. O planejamento é essencial: Antes das festas, é importante planejar as refeições e elaborar uma lista de compras com alimentos saudáveis. Isso facilitará a escolha de refeições equilibradas, pois você terá opções nutritivas disponíveis em casa.
2. Explorar novos sabores: Experimente receitas saudáveis inspiradas nas comidas tradicionais das festas. Por exemplo, substitua a maionese por iogurte natural nas saladas ou opte por carnes magras e assadas em vez das fritas.
3. Equilíbrio é a chave: Não é necessário se privar completamente dos pratos típicos das festas. Aproveite pequenas porções para satisfazer os desejos e equilibre com opções saudáveis em outras refeições.
4. Hidratação adequada: Beba água regularmente ao longo do dia para se manter hidratado e ajudar a controlar o apetite. Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, optando por sucos naturais ou água de coco.
5. Atividade física: Aproveite o clima festivo para praticar atividades físicas em família. Caminhadas, danças ou jogos ao ar livre são excelentes opções para se manter ativo e queimar calorias.
“O segredo para uma alimentação saudável durante as festas de fim de ano está em encontrar um equilíbrio entre prazer e saúde. É importante aproveitar cada momento de forma consciente, valorizando a companhia dos entes queridos e a alegria das celebrações, sem descuidar do bem-estar”, conclui.
Ascom

PM realiza solenidade de formatura dos alunos concluintes do 3º ANO do Colégio Militar Alfredo Viana, em Juazeiro

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O Subcomandante do Comando de Policiamento da Região Norte (CPR-N), Tenente-coronel PM Brandão Júnior, representando o Coronel PM Valter Araújo, presidiu nesta manhã, quarta-feira (20), a Solenidade de Formatura dos Alunos Concluintes do 3º ano letivo do Colégio da Polícia Militar (CPM) Alfredo Vianna (2023), realizada na área cívica do 3º Batalhão de Ensino, Instrução e Capacitação (BEIC), localizado em Juazeiro-BA.Estavam presentes na Cerimônia, o Tenente-Coronel PM Jamerson, Diretor do CPM, além de autoridades civis e militares, bem como Oficiais e Praças da Região Norte, assim como o corpo docente e administrativo do referido Colégio Policial Militar.O Tenente-coronel PM Brandão Júnior parabeniza os Formandos (CPM 2023), desejando-lhes sucesso, tendo em vista o encerramento deste tão importante ciclo educacional, mas, que certamente, será a abertura exponencial de muitos outros vindouros!
Ascom/CPR-N 

Servidor da Univasf assume cargo de Coordenador-Geral de Tecnologias Assistivas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Revisor de textos em Braille da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) desde 2017, Milton Pereira de Carvalho Filho assumirá o cargo de Coordenador-Geral de Tecnologias Assistivas no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Em seu novo cargo, o servidor deverá contribuir com a formulação de políticas públicas e a definição de estratégias para a implementação de programas e ações para estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em tecnologias assistivas.

Portaria Nº 1.520/2023 do MCTI com a nomeação de Carvalho Filho foi pulicada no Diário Oficial da União (DOU), em 8 de dezembro. A posse será realizada em Brasília, na quinta-feira (21).

O servidor atua no Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) da Univasf com a preparação de materiais em Braille para as demandas da Univasf, dentro da proposta de promover a inclusão na comunidade acadêmica, com projetos, orientações, e principalmente na área de tecnologias assistivas. “Julgo que minha função na universidade é muito importante e significativa. Uma vez que nós temos uma carência de profissionais que atuem especificamente nesta área. E também pelo fato de ser pessoa com deficiência, conseguimos atender a premissa do ‘nada sobre nós sem nós’”, relata Carvalho Filho, que possui cegueira congênita e nasceu cego.

Desde 2020, ele coordena a Secretaria Temática de Tecnologia e Acesso à Informação da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB). Segundo ele, o seu maior desafio no novo cargo será o fato de ocupar pela primeira vez em sua carreira profissional uma função de liderança. “Tenho muitas expectativas de poder contribuir com o meu conhecimento e minha vontade de fazer a inclusão acontecer em nosso país e, um dos caminhos para isso, é justamente o desenvolvimento e a implementação das tecnologias assistivas”, conta o servidor.

Formado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Milton Carvalho Filho faz mestrado em Comunicação Acessível pelo Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal, e em Diversidade Cultural e Inclusão Social, pela Universidade Feevale do Rio Grande do Sul. Militante em prol dos direitos das pessoas com deficiência, o servidor atua profissionalmente na área de acessibilidade desde 2006.

 

Ascom Univasf