Preto no Branco

25534 POSTS 1 COMENTÁRIOS

Polícia Militar prende acusado de associação ao tráfico de drogas e apreende armas, em Curaçá

0

 

Policiais da 45ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em Curaçá, prenderam em flagrante, no último sábado (16), um foragido da justiça acusado do crime de associação ao tráfico. Na ação policial também houve a apreensão de armas.

Segundo a PM, quando os agentes cumpriam o mandado de prisão em desfavor do acusado, foram localizadas duas espingardas calibre 22.

As armas e o acusado foram apresentados à Delegacia de Polícia para adoção das medidas cabíveis.

Redação PNB, com informações 45ª CIPM

Cerveja de Umbu produzida pela agricultura familiar da Bahia será distribuída para todo o Brasil, em parceria com a Ambev

0

A biodiversidade presente na agricultura familiar da Bahia está na criatividade dos choppes, cervejas, cachaças e na preparação de drinks da 14ª edição da Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontece no Parque Costa Azul, em Salvador, até domingo (17).

Neste sábado (16), a cerveja de umbu da marca Graveteiro – primeira cerveja artesanal produzida pela Agricultura Familiar no estado – deu um importante passo na distribuição da sua produção, a partir de uma parceria firmada entre a Ambev e a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), à frente do rótulo. A Coopercuc é apoiada pelo Governo do Estado.

O governador Jerônimo Rodrigues participou da cerimônia que marcou a parceria, e destacou que as duas partes são beneficiadas. “A Ambev está colhendo um produto que as cooperativas vieram trabalhando há muito tempo, apresentando ao mundo um produto agroecológico, que respeita o trabalho decente, que respeita a caatinga, e, por outro lado, a agricultura familiar se beneficia da marca da Ambev para ver o produto circular”, completou Jerônimo.

O primeiro lote da cerveja tipo saison com umbu começa a ser distribuído nesta segunda-feira (18), com 8 mil unidades na Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e São Paulo. No começo de 2024, o produto passará a ser comercializado em todo o Brasil. “Essa é uma cerveja que já está consolidada no mercado, mas que a gente tinha um desafio de dar escala ao produto. Então, buscamos a parceria, para expandir e trazer ainda um sabor mais essencial para o consumidor, mantendo a qualidade que é referência dos nossos produtos”, destacou o coordenador comercial da Coopercuc, Dailson Andrade.

Assim como a Cerveja de Umbu, da Coopercuc, outras marcas de cerveja artesanal produzidas pela agricultura familiar são apoiadas pelo Governo da Bahia, como é o caso da Cabruca, da Cooperativa de Serviços Sustentáveis (Coopessba), de Ilhéus; da Cerveja de Licuri, da Cooperativa Regional de Agricultores Familiares e Extrativistas da Economia Popular e Solidária (Coopersabor), de Monte Santo; e da Cerveja de Cajá, produzida pela Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar de Lagoa de Dentro e Região (Cooperlad), novidade do Território do Sisal para esta edição da Feira. Também foram lançadas as cervejas de Mel da Mata Atlântica e de Goiaba com Maracujá da Caatinga.

De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), responsável pela mediação do Estado com os pequenos produtores das bebidas, o suporte ocorre desde a assistência técnica até a comercialização das cervejas em grandes mercados.

“Esta edição é a maior da história, e agregou valores que não tinha até então. Este novo formato garantiu a participação de todos os 27 territórios de identidade, e também de outros estados do Brasil. São mais de 1.500 expositores, 400 empreendimentos, com mais de quatro mil produtos”, explicou o titular da SDR, Osni Cardoso. Ele destacou ainda que a adesão dos baianos aos produtos abrilhantou a feira. “A gente pode afirmar que a culinária, a gastronomia, o produto da agricultura familiar já está na mesa e no gosto dos baianos. Por isso que essa feira foi grande”, concluiu o secretário.

Na feira também estão sendo comercializados alimentos agroecológicos de diversas regiões da Bahia, brinquedos infantis, artesanatos e objetos de decoração feitos a partir de técnicas tradicionais. Durante a noite, o público ainda pode aproveitar o parque ao som de Adelmário Coelho, Clariana e Paulinho Jequié.  Ainda na noite deste sábado, o governador Jerônimo percorreu diversos stands da Feira e ressaltou a importância do desenvolvimento rural para o estado. Ele também destacou os avanços da agricultura familiar. “Antes, a gente pensava que agricultura familiar era coisa de subsistência e não poderia estabelecer cadeias produtivas. Mas, hoje, vemos vários produtos sendo exportados, inclusive. Isso mostra a força dos produtores rurais e dos produtos da nossa terra”, concluiu.

A 14ª edição da feira teve entre os reconhecimentos públicos, uma homenagem ao trabalho realizado pela liderança quilombola Mãe Bernadete Pacífico, do Quilombo Pitanga dos Palmares, e ao líder do movimento negro Luiz Alberto. O evento é uma realização do Governo do Estado, por meio da SDR e da CAR, em parceria com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes-Bahia), com apoio do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem).

Secom

Campanha de fim de ano do governo destaca emprego e união das famílias

0

Com estreia neste domingo (17), a nova peça da campanha O Brasil é um só povo, do governo federal, tem como tema a criação de 1,78 milhão de empregos formais no país este ano. Segundo o vídeo, a queda do desemprego ajuda a reunificar as famílias.

O vídeo retrata um homem que bate à porta de uma casa e pede a uma mulher que o deixe ver a filha. Ele ressalta a saudade que sente da criança. A senhora questiona a saudade, incrédula.

Vestido com um uniforme profissional, com a inscrição Novo PAC nas costas, e com um capacete de obra, o homem revela que conseguiu um emprego, com carteira assinada, em uma obra do PAC. “Graça alcançada, Senhor!”, exclama a mulher, que em seguida chama a menina. Um abraço apertado entre pai e filha é a imagem final do vídeo.

Lançada em rede nacional no domingo (10), a campanha O Brasil é um só povo tem como objetivo mobilizar os brasileiros para consolidar a reconstrução do país. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), desde o início do ano, o governo federal tem trabalhado com a mensagem de união e de reconstrução do país.

Um dos filmes tem o formato de clipe e foi gravado por artistas de variados estilos musicais. Do ritmo soul de Sandra de Sá aos cantos gospel do pastor Kleber Lucas, o clipe traz ainda a batida funk da cantora Lellê, a toada de Jorge Vercillo e o axé de Manno Góes. A trilha musical entoa mensagens como “um Brasil e um só povo” e “somos filhos de uma mãe gentil, de um Brasil que luta e não se curva”.

Outro vídeo retrata uma festa de Natal e destaca o Movimento Nacional pela Vacinação, reforçando mensagens de combate ao negacionismo e à desinformação, além de incentivar a retomada de relações familiares.

A campanha também inclui comerciais que retratam os brasileiros como protagonistas de histórias cotidianas sobre reconciliações e trazem exemplos de pessoas beneficiadas por programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida, Farmácia Popular, Bolsa Família, ProUni e Plano Safra. As peças valorizam conceitos como família e cidadania e sentimentos como solidariedade e amizade.

Empregos

Nos dez primeiros meses de 2023, o Brasil criou 1,78 milhão de empregos formais, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O total de brasileiros que trabalhando com carteira assinada chegou a 44,22 milhões em outubro deste ano, o maior já registrado na série histórica. O resultado considera tanto o período do Caged (junho de 2002 a 2019) quanto do Novo Caged (a partir de 2020).

No terceiro trimestre deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego caiu para 7,7%, no menor nível desde o trimestre encerrado em fevereiro de 2015. O número de brasileiros ocupados superou 100 milhões, patamar recorde desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) foi iniciada, em 2012.

Agência Brasil

Homem é preso acusado de praticar zoofilia e matar um cão labrador no interior da Bahia

0

 

Um homem de 58 anos foi preso em flagrante, neste sábado (16), acusado de cometer zoofilia e maus-tratos contra um cachorro da raça labrador, na zona rural de Eunápolis, Extremo Sul da Bahia.

De acordo com a Polícia Civil, o animal foi encontrado sem vida, ensanguentado e amarrado por correntes.

O crime aconteceu no sábado (16) e o acusado, que não teve o nome revelado, foi preso no abatedouro no assentamento da localidade de Nova Vitória.

Ele trabalha como “magarefe”, profissional que realiza o abate de animais para consumo e usou uma faca para violentar o animal. A arma foi apreendida pela PC.

Testemunhas, o tutor do cachorro e a enteada do suspeito foram ouvidos na 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior.

Redação PNB, com informações Coorpin/Eunápolis

Morador do Expedido Nascimento, em Juazeiro, alerta para dois cães da raça Chow-Chow que andam soltos pelas ruas: “Já mataram três gatos e feriram outros”

0

 

Um morador do Expedido Nascimento, em Juazeiro, em contato com o PNB, neste domingo (17), demonstrou sua preocupação com cães da raça Chow-Chow, que aparecem soltos pelas ruas do bairro.

Segundo ele, os cães de médio porte, já chegaram a matar gatos de rua e a atacar outros animais.

“Um morador e tutor de dois cachorros da raça Chow-Chow deixa os animais soltos, sem monitoramento, supervisão e nenhum controle. Estes animais andam caçando e matando gatos. Já mataram três gatos, atacaram e feriram outros. Ontem matou uma gata grávida. No grupo do bairro os moradores estão em pânico, pois eles podem atacar crianças e os responsáveis pelos cachorros não tomam providências de segurança.

Ele contou ainda que na manhã de hoje os animais foram vistos, mais uma vez, andando soltos pelas ruas.

“Hoje pela manhã, apesar dos avisos, o dono soltou os cachorros que tentaram atacar os gatinhos de rua. Nesta casa, onde um dos cães aparece na porta, a moradora tem 5 gatos e ele vai direto lá forçar o portão,” relatou.

Ainda segundo o morador, o tutor reside na Avenida Américo Tanuri, no mesmo bairro.

“Pedimos responsabilização, antes que aconteça o pior,” finalizou o morador.

Outra reclamação

Ontem (16), uma protetora de animais entrou em contato com o Portal Preto no Branco para denunciar um caso registrado no bairro Dom Avelar, em Petrolina, Sertão de Pernambuco. De acordo com ela, que preferiu não ser identificada, um tutor deixou um Pitbull solto, sem focinheira, e o animal acabou atacando e matando uma gata na Rua Mensagem.

“Nessa rua ficam alguns gatos e esse homem passou pelo local com um Pitbull solto, sem focinheira. O cachorro subiu nas calçadas e atacou uma gatinha. Ela morreu na hora. Essa gatinha era a mais dócil e estava parida. Os quatro filhotes ainda estavam mamando. Foi uma cena muito triste”, contou.

A protetora ressaltou ainda que o tutor do animal desrespeitou leis municipais e alertou que o resultado da prática poderia ter sido ainda mais grave.

“Não sabemos quem é esse homem que estava com o cachorro. Nunca tínhamos visto ele por aqui. Depois do ocorrido ele saiu com o cachorro, nem olhou a situação da gatinha. Foi muita irresponsabilidade dele soltar um animal de grande porte solto assim, colocando a vida de outros animais e das pessoas em risco”, acrescentou.

O ataque foi registrado por câmeras de segurança.

Redação PNB

Briga em residência de Curaçá termina em tentativa de homicídio; PM prendeu em flagrante dois acusados

0

 

Policiais da 45ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em Curaçá, prenderam em flagrante, neste sábado (16), dois homens acusados de tentativa de homicídio.

A ação ocorreu quando os PMs realizavam rondas ostensivas no bairro Salvador Pereira Lima e foram informados sobre uma suposta tentativa de homicídio ocorrida no local.

Segundo populares, autores e vítima estavam bebendo em uma residência, quando houve um desentendimento. Um homem foi agredido, derrubado no chão, e golpeado na cabeça por uma arma branca.

A guarnição localizou dois dos três responsáveis pela tentativa de homicídio, que foram conduzidos à Delegacia de Polícia.

Redação PNB

 

Marco histórico: Deputado Roberto Carlos assegurou serviço de neurocirurgia em Juazeiro

0
O deputado estadual Roberto Carlos, vice-líder do Governo, anunciou a conquista do tão esperado serviço de neurocirurgia após intensas negociações com a Secretária de Saúde, Roberta Santana, e representantes dos hospitais de Juazeiro.
O deputado, entusiasmado, destacou: “Graças à união de esforços e à sensibilidade da Secretária de Saúde, conseguimos assegurar o serviço de neurocirurgia em Juazeiro, atendendo a uma demanda crucial da nossa região.”
Essa vitória representa um marco significativo para a população local, garantindo acesso a tratamentos essenciais e melhorando substancialmente a qualidade de vida.
O comprometimento do deputado Roberto Carlos e a colaboração das autoridades de saúde refletem um passo importante na busca por uma cidade mais saudável e próspera.
Ascom

Internacional Relatório mostra aumento de casos de islamofobia após ataque do Hamas

0

Com o ataque organizado contra Israel pelo grupo Hamas, em 7 de outubro, e que deixou centenas de mortos, havia na comunidade muçulmana o receio de que a culpa pelas vítimas recaísse sobre ela e que a hostilidade aumentasse. E foi o que se confirmou na prática, conforme demonstra a segunda edição do Relatório de Islamofobia no Brasil elaborado pelo Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes (Gracias), da Universidade de São Paulo (USP).

O objetivo do levantamento foi saber dos seguidores do islamismo se notaram um aumento no nível de intolerância como resultado do ataque de outubro. Ao todo, 310 pessoas responderam ao questionário, entre os dias 10 e 18 do mês de novembro, sendo 125 homens, 182 mulheres e três pessoas que preferiram não se identificar quanto à sua identidade de gênero. O questionário, que continha 11 perguntas, foi divulgado nas redes sociais, com a colaboração Associação da Juventude Islâmica no Brasil (Wamy), do Centro Islâmico no Brasil (Arresala) e da Associação Nacional de Juristas Islâmicos (Anaji).

Mais de um terço dos homens que participaram da pesquisa (36,8%) afirmou que já havia muita intolerância antes da arremetida do Hamas. Outros 47,2% disseram que havia pouca. Com isso, observou-se que 84% dos muçulmanos do gênero masculino já identificavam atitudes de intolerância em relação à sua comunidade, enquanto apenas 16% negaram a existência dessas manifestações. Quando indagados sobre o que viam após o ataque, 56% deles disseram ter aumentado muito a intolerância, contra 28% que identificaram um pequeno crescimento e 16% que acreditam que o evento não alterou nada.

As mulheres, por sua vez, parecem testemunhar mais fortemente a intolerância ou ter uma visão mais crítica sobre os casos que presenciam. No total, 45,1% delas apontaram que, antes do ataque de outubro, já havia muita intolerância. Ao mesmo tempo, 49,5% delas apontaram pouca intolerância, de modo que, somadas, as duas parcelas totalizam 94,6% de mulheres que já percebiam a intolerância em algum nível. Apenas 5,5% das respondentes disseram não verificar nenhum tipo de intolerância contra o grupo ao qual pertencem.

Conforme mencionam os pesquisadores, a segunda edição do relatório reforça a perspectiva de que as mulheres são as maiores vítimas da islamofobia no país, detalhada na primeira edição. No que diz respeito ao cenário pós-ataque do Hamas, o que se tem é uma parcela de 69,2% de mulheres que relata ter havido um aumento da intolerância contra muçulmanos e muçulmanas, outra de 23,1% que pensa ter havido um crescimento menor e uma terceira, de 7,7%, que não relaciona o acontecimento a uma oscilação.

Os pesquisadores perguntaram, ainda, aos participantes, o que pensam sobre a contribuição da imprensa quanto à islamofobia. Quase todas as mulheres (92,3%) entendem que a cobertura jornalística em torno do ataque de 7 de outubro colaborou muito para a intolerância de pessoas muçulmanas, ante 88% dos homens. Parcelas de 7,2% dos homens e de 5,5% das mulheres julgam que os veículos de comunicação influenciaram pouco no desenvolvimento ou piora da hostilização. A maioria dos entrevistados concluiu que as redes sociais passaram a multiplicar mais postagens que retratam os muçulmanos de forma negativa após a data.

Outra pergunta importante feita pelos autores da pesquisa buscou verificar, tanto em redes sociais como em matérias jornalísticas, conteúdos que ampliem a confusão entre a caracterização de muçulmanos, árabes e palestinos, o que configura uma forma de orientalismo. Os pesquisadores esclarecem que a maioria das pessoas pensa que os muçulmanos são predominantemente árabes. Majoritariamente, eles são asiáticos e africanos, sendo que o grupo dos árabes é apenas a terceira maior população muçulmana do mundo. Pelo questionário, observou-se que 85,6% dos homens entrevistados acham que as pessoas em geral não sabem fazer essa diferenciação corretamente, ante 88,5% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores.

A antropóloga, pesquisadora e docente Francirosy Campos Barbosa, que coordena o Gracias e o trabalho de pesquisa que resulta nos relatórios de islamofobia, diz que a comunidade islâmica ainda não está coletivamente instrumentalizada para enfrentar agressões nas redes sociais. “E acaba que cada um se defende individualmente”, emenda ela, que leciona no campus da USP em Ribeirão Preto (SP) e já foi alvo desse tipo de violência, tanto no período que antecedeu o ataque de outubro como no que o sucedeu, recebendo até ameaças de morte, por defender a Palestina.

“Eu vi uma jornalista famosa associar os muçulmanos a camelos”, comenta. “Não acho que as pessoas tenham obrigação de saber o que é uma coisa e o que é outra. Mas, a partir do momento em que você está em um meio de comunicação e vai construir uma matéria, passar uma informação adiante, você tem uma responsabilidade social de fazer essa diferenciação.”

Após o ato de outubro, muitos muçulmanos adotaram estratégias para se proteger, por saberem de antemão que atribuiriam a autoria a qualquer um que seguisse o islã. Nisso, vários deles acabaram mudando a escolha de vestimentas.

Esse é um tópico especialmente sensível entre as mulheres que seguem a tradição islâmica, por conta dos véus que cobrem a cabeça. O uso do lenço islâmico é tido como uma forma de manifestar devoção a Deus e é uma escolha dentro da religião, o que significa que quem é forçada a retirá-lo por alguma razão pode se sentir constrangida e desrespeitada em sua fé. A pesquisa do Gracias apurou que o evento de outubro fez com que pelo menos 26,4% das entrevistadas alterassem algo em suas roupas, contra 17% dos homens.

Também muçulmana há anos, Francirosy afirma que o fato de as mulheres se sentirem forçadas a guardar o véu para tentar contornar as violências mostra que são “a ponta mais frágil” nesse contexto e, portanto, as miras favoritas dos autores das agressões. “No dia 8 de outubro, uma menina estava no aeroporto e foi xingada de filha do Hamas, em São Paulo. Então, muito rapidamente teve esse efeito. Eu entrei em um restaurante com uma amiga e tive que sentar de costas, porque uma mulher olhava para mim e me fuzilava com o olhar. Eu não ia me retirar do restaurante porque uma pessoa está olhando feio para mim. Então, sentei de costas”, relata a docente.

Em novembro, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) divulgaram um levantamento que indicou um aumento no número de denúncias de discriminação e violência contra judeus, o antissemitismo, desde o 7 de outubro. Contudo, a apuração não levou em conta a distinção entre antissemitismo e antissionismo, tratando as críticas ao Estado de Israel como se fossem casos de discriminação contra a comunidade judaica.

O Departamento de Segurança Comunitária Conib/Fisesp registrou 467 denúncias em outubro deste ano, contra 44 referentes a outubro de 2022. De janeiro a outubro de 2023, foram 876, enquanto no mesmo período de 2022 foram 375.

Agência Brasil

Seca: 160 municípios já decretaram situação de emergência na Bahia

0

A falta de chuva na Bahia já afeta mais de um terço dos municípios no estado. Em meio a seca, de acordo com a União dos Prefeitos da Bahia (UPB), 160 cidades decretaram estado de emergência por conta da crise hídrica.

É isso o que relata Quinho Tigre, prefeito de Belo Campo e presidente da UPB, que acompanha as cidades que passam pelo problema.

“Aproximadamente 160 cidades decretaram estado de emergência. Então, estamos na expectativa de ações do Governo do Estado, seja para o fornecimento de água para consumo humano ou animal. Além disso, esperamos a instalação de um galpão para dispensar alimentação para os animais e atenuar os impactos na produção animal”, afirma Quinho.

A seca afeta cidades do Semiárido e também das áreas de Mata Atlântica. Diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) que trabalha com ações para atenuar o efeito da seca, Jeandro Ribeiro explica que os motivos para as cidades decretarem emergência.

“Dois terços dos municípios baianos estão no Semiárido e convivem há muito tempo com situação de seca. Esse período é da safra-verão e normalmente chove, mas, nesse ano, não choveu. E não é só a falta de chuva, há também o aumento nas temperaturas que traz muitos prejuízos e intensifica o problema”, fala Ribeiro.

O diretor-presidente destaca ainda que o problema das altas temperaturas não é um problema só da Bahia, mas mundial por conta das mudanças climáticas. Ele detalha ainda as consequências da seca. “Além do fornecimento de água, influencia negativamente na produção de alimentos e na produção animal, afetando agricultura e agropecuária. […] Porém, há em curso um trabalho para fornecimento de milho à balcão para produtores e infraestrutura para auxiliar na captação e armazenamento de água”, pondera.

Nesta sexta-feira (15), a gestão estadual anunciou um plano de ação emergencial para monitoramento e mitigação dos impactos da seca na Bahia. Entre os anúncios, estão a entrega de máquinas, abertura de balcão para venda de ração animal, poços artesianos e infraestruturas para combate da crise hídrica.

Correio24horas