Preto no Branco

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Família de Marcos José, brutalmente atacado no bairro Santo Antônio, Juazeiro, suspeita que crime tem “conotações homofóbias; vítima já passou por cirurgia

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Marcos José de Oliveira, 44 anos, que sofreu traumatismo craniano, após um ataque brutal ocorrido na madrugada do sábado (9), no bairro Santo Antônio, em Juazeiro, já passou por uma cirurgia em um hospital de Salvador, para onde foi transferido nesta segunda-feira (11).

Segundo familiares da vítima, ele está na UTI e aguarda novo boletim médico com informações sobre seu estado de saúde.

Em contato com o PNB, a família levantou a suspeita de um ataque homofóbico e pediu que a polícia considere essa linha de investigação.

“Quero cobrar da Policia Civil que haja esclarecimento desse crime, pois tem conotações homofóbicas,” suspeita uma irmã da vítima.

Ela disse ainda que: “os documentos de Marcos foram devolvidos por um motorista do Uber. Ele pegou Marcos em um bar no bairro Santo Antônio, juntamente com uma amiga dele, e levou para Flaviano Guimarães. Segundo consta, os três estavam juntos no bar do Santo Antônio,” contou.

A irmã de Marcos disse ainda que ele estava trabalhando como garçom em um bar de Petrolina e a farda dele também ficou no veículo do motorista por aplicativo.

Crime

Marcos José de Oliveira foi encontrado caído no chão, ensanguentado e desacordado, após ser atacado brutalmente a pauladas na madrugada do sábado (9), no bairro Santo Antônio, em Juazeiro (BA), Norte da Bahia. Ao lado dele havia um pedaço de madeira, que provavelmente foi usado na agressão. A PM esteve no local da ocorrência, mas até o momento os autores não foram identificados e nem a motivação do crime.

Redação PNB

Leitores questionam conclusão de trecho do Parque de Calu e Prefeitura de Juazeiro esclarece; “Após as obras da Travessia Urbana”

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Em contato com o PNB, alguns leitores questionaram a obra de requalificação do Parque Lagoa de Calu, em Juazeiro, entregue no último sábado (9) pela prefeita Suzana Ramos.

É que um trecho do parque ficou sem conclusão e eles classificaram a obra como “inacabada”.

“Engraçado que ainda não concluíram a obra toda. Como pode isso? Uma obra inacabada como aquela, mais de 300 metros de caminho sem concluir.”

“Deixaram um trecho sem pavimentação. A obra foi concluída? Deveriam explicar isso a população.” questionou outro leitor.

Para esclarecer a questão, o PNB procurou a Prefeitura de Juazeiro. A Ascom da Secretaria de Obras explicou que apenas o trecho que fica próximo a banca, paralelo a BR, não passou por intervenção, pois devera ser afetado com a obra da Travessia Urbana que está em andamento.

“A empresa que está fazendo a Travessia Urbana está construindo uma pista que será alargada e a obra terá repercussões no referido trecho do Parque de Calu. Após a conclusão desta obra, a gestão municipal vai concluir este lado. Porém, toda a pista de passeio do parque foi concluída,” garantiu.

Obra

Segundo a PMJ, o parque recebeu investimentos de mais de R$ 1 milhão em recursos próprios. O piso e alambrado das quadras foram revitalizados, a ciclovia foi recuperada. Os quiosques, canteiros das árvores e arquibancadas foram reformados, foram implantados gramas, paisagismo e iluminação com luzes de LED. Além disso, a lagoa do parque foi revitalizada e novas fontes luminosas foram implantadas. A requalificação implantou também um parque infantil em eucalipto e foi criada uma academia a céu aberto.

Redação PNB

Unum Corpus: Polícia Civil deflagra operação em mais de 400 municípios baianos

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Na manhã desta terça-feira (13), a Polícia Civil deflagrou mais uma fase da Operação Unum Corpus, cumprindo centenas de mandados judiciais em mais de 400 municípios baianos.

Segundo a PC, até às 7 horas, mais de 40 pessoas foram presas em flagrante por crimes contra a vida e patrimônio, além de associação ao tráfico de drogas.

Nas dez fases da operação, mais de 1100 suspeitos foram presos. Em três edições da operação, realizadas nos meses de março, junho e outubro deste ano, mais de 650 pessoas foram detidas.

Redação PNB

Oportunidade: Prefeitura de Euclides da Cunha (BA) abre inscrições para processo seletivo; confira vagas

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A Prefeitura de Euclides da Cunha, distante 300 km de Salvador, abriu 146 vagas temporárias e de cadastro reserva para cargos de professor, psicólogo e assistente social, entre outros.

A faixa salarial está entre R$ 1.420,00 a R$ 4.420,55, para os níveis médio e superior. Os contratados terão carga horária com 20, 30 ou 40 horas semanais, a depender da função.

Os interessados devem se inscrever até as 23h59 do dia 21 de dezembro, no site do Instituto Brasileiro Educar Conquista. A taxa de inscrição vai de R$ 70 a R$ 100.

O prazo de validade do processo seletivo, contado a partir da homologação do resultado final, será de dois anos, com possibilidade de prorrogação por igual período.

A prova objetiva do certame acontecerá no dia 7 de janeiro de 2024, com questões de língua portuguesa; conhecimentos gerais e legislação específica municipal; matemática e raciocínio lógico; conhecimentos específicos e pedagógicos e conhecimentos em informática.

O concurso terá ainda avaliação curricular e de títulos para funções de nível superior.

Confira vagas 

  • Professor da Educação Básica (30 vagas);
  • Professor – Psicopedagogia (20);
  • Professor – Neuropsicopedagogia (10);
  • Professor – Especialização AEE (1);
  • Professor – Especialização em Educação Especial (1);
  • Professor – Arte (1);
  • Professor – Educação Física (1);
  • Professor – Língua Inglesa (1);
  • Professor – Língua Portuguesa (1);
  • Professor – Geografia (1);
  • Professor – História (1);
  • Professor – Ciências (1);
  • Professor – Matemática (1);
  • Professor de Libras (2);
  • Educador Físico (1);
  • Tradutor/Intérprete de Libras (3);
  • Professor Tradutor/Intérprete de Libras (3);
  • Terapeuta Ocupacional (1);
  • Professor de Braile (5);
  • Coordenador Pedagógico (5);
  • Assistente Educacional (20);
  • Assistente Educacional – Atividade Desportiva/Recreação (4);
  • Assistente Educacional – Arte (4);
  • Assistente Educacional – Capoeirista (4);
  • Assistente Educacional – Recomposição de Aprendizagem (4);
  • Psicólogo (10), Assistente Social (10).

Especialistas discutem alternativas a tratamentos manicomiais

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A 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental recebe em Brasília cerca de 2 mil profissionais para formular propostas para a Política Nacional de Saúde Mental. Tendo por base as comprovações de ineficácia dos tratamentos manicomiais, especialistas e profissionais do ramo debaterão temas como internação compulsória, comunidades terapêuticas e o principal, o cuidado em liberdade, com garantia de direito à cidadania.

A conferência teve início nesta segunda-feira (11), e segue até a quinta-feira (14). A expectativa dos organizadores não é pequena, uma vez que o encontro não ocorre há 13 anos. Entre especialistas e usuários do Sistema Nacional de Saúde Mental, uma unanimidade é que os manicômios estão longe de representarem qualquer solução enquanto tratamento. Em contraposição, a absoluta maioria defende o chamado tratamento em liberdade.

“Manicômios eram depósitos punitivos de pessoas. Não havia cuidado ou respeito aos direitos daqueles que lá viviam. Já o tratamento em liberdade é o oposto. Entende que a loucura é tratável; que a pessoa [com transtornos mentais] pode ser acolhida e tem potencial e capacidade para trabalhar. É tudo uma questão de adaptação”, explicou à Agência Brasil a coordenadora adjunta da conferência e integrante dos conselhos Nacional de Saúde e Federal de Psicologia, Marisa Helena Alves.

Psicóloga e professora universitária, Marisa explica que saúde mental é “o completo bem-estar”, e que isso envolve elementos como qualidade de vida, moradia, empregabilidade, bem-estar social, direitos e, principalmente, o cuidado em liberdade. “Neste caso, o ofertado pelo SUS [Sistema Único de Saúde]”, complementa.

É tendo em mente esses objetivos que ela e os demais participantes da conferência vão elaborar propostas para a Política Nacional de Saúde Mental.

“Estamos em um momento de retomar e reorganizar essa política, após anos de descaso e 13 anos sem conferência. O Departamento de Saúde Mental foi criado recentemente e ampliado sua atuação para aqueles que vivem situações com álcool e drogas”, disse ao ressaltar que vários problemas e a piora na assistência às pessoas com transtornos mentais ficaram ainda mais expostos após a pandemia.

Desafios

Ela destaca a necessidade de o país melhorar os atendimentos nas redes e centros de Atenção Psicossocial; e de mais investimentos, inclusive para a criação de serviços, visando o atendimento local nas situações de crise.

Entre os desafios a serem enfrentados pela política a ser implementada está o de retirar “estigmas excludentes e o ranço histórico” que associam loucura a perigo. “No passado, essa associação não existia. Veja o caso dos bobos da corte. Eram doidos com acesso à sociedade. Com o passar do tempo, esse conceito e olhar sobre o louco mudou, associando a ele uma suposta periculosidade que, na verdade, abrange todos os grupos de pessoas. Essa associação perigosa é fruto de preconceito”, argumentou a professora universitária.

Ela explica que, no surto, qualquer pessoa diz o que pensa, e que isso afeta poder, governo e público. “Por ser algo incômodo, acabou resultando no afastamento entre loucos e sociedade”, acrescentou ao explicar que os manicômios foram então a solução encontrada para esse afastamento.

Liberdade e direitos

“Enquanto tratamento, os manicômios não têm nenhum benefício. Já os tratamentos em liberdade têm sido um sucesso, e por isso são o pilar da reforma psiquiátrica que queremos para o país. É uma forma de tratamento que garante respeito aos direitos do cidadão. Toda pessoa com transtorno mental é um cidadão de direito, e merece ser tratado como tal. Não se pode punir ninguém apenas por ter transtorno”, defende ao alertar sobre o risco de novas versões de manicômios virem disfarçadas de comunidades terapêuticas.

Em tratamento psiquiátrico há 27 anos, a usuária do SUS Saúde Mental Helisleide Bomfim dos Santos, de 51 anos de idade, defende não apenas os cuidados em liberdade, mas também a regionalização do tratamento, com redes psicossociais locais para atendimentos emergenciais, de forma a evitar a necessidade de longos deslocamentos para pessoas que se encontrarem nessa situação.

“Manicômio não cura. Tortura”, disse ao ressaltar a importância do autocuidado; do amor-próprio e da autoestima como elementos colaborativos para a eficiência dos tratamentos, desde que em liberdade.

No caso de Helisleide, que iniciou o tratamento após uma depressão pós-parto, uma atividade que em muito ajudou na superação das crises foi o teatro. “O teatro me ajuda e me fortalece. O prazer que ele me proporciona acaba por me ajudar, principalmente a me cuidar. A sensação que tenho é de que ele é o remédio que me faltava”, acrescentou ao enfatizar que, tendo cuidado, a vida de quem carrega essa patologia pode ser boa e repleta de conquistas.

“Eu viajo sozinha, faço teatro, tenho autonomia, sou empoderada, feminista e antiproibicionista, com relação ao uso de drogas enquanto ferramenta para redução de danos”, disse, esclarecendo que danos podem estar relacionados a drogas ou a relações interpessoais. “No meu caso, faço uso de maconha por identificar nela um problema menor”, explicou.

Helisleide é técnica em enfermagem aposentada. A vivência profissional associada aos tratamentos feitos ao longo da vida deu a ela um olhar apurado sobre a situação não apenas dos pacientes, mas dos profissionais de saúde.

“Precisamos de políticas públicas voltadas tanto aos usuários do sistema como para os profissionais ligados a ele. Precisamos dar atenção especial aos profissionais da saúde, porque têm uma rotina complicada. Há um índice alto de profissionais, inclusive que trabalham com saúde mental, que acabam ficando mentalmente adoecidos”, alerta ao defender que as propostas a serem elaboradas durante a conferência tenham também foco nesses profissionais.

Agência Brasil

Transforma Petrolina leva ação Natal Solidário para mais de 500 crianças da Tapera

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 O Transforma Petrolina realizou, no último fim de semana,  a  primeira ação do Natal Solidário 2023 na comunidade da Tapera, zona rural do município. A iniciativa levou alegria para centenas de crianças  com muito acolhimento, solidariedade e contou com a distribuição dos brinquedos arrecadados durante a campanha natalina.Ao todo, cerca de  500 crianças foram beneficiadas pela ação solidária, que aconteceu na creche Maria Luiza Nogueira e na Escola Municipal Félix Manoel Santos. O evento contou com uma programação especial, incluindo  apresentações emocionantes das crianças e um  momento musical que encantou a todos.A ação teve a  parceria das “Empresas do Bem”  TV e Rádio Grande Rio, que fortaleceram a divulgação da  campanha  aumentando o alcance da iniciativa e permitindo que mais voluntários se juntassem ao Transforma Petrolina, ajudando a fazer a diferença na vida das crianças da comunidade beneficiada.  A iniciativa também contou com a parceria  da Empresa do Bem Casa Nobre Festividades, que doou cerca de 1 mil brinquedos.Para a coordenadora voluntária do Transforma Petrolina, Alinne Durando, esse ano o programa de voluntariado interiorizou as ações do Natal Solidário para três comunidades  da zona rural  com o propósito de tocar o coração das crianças  nessa época tão especial.

“Essa ação  nos mostra como é importante termos o espírito solidário para ajudar outras pessoas. O resultado da primeira ação é um testemunho do poder transformador  da união e do voluntariado que proporcionou a alegria de centenas de crianças”, afirma.

Ascom

Inscrições para concursos do Corpo de Bombeiros/PE e da PMPE encerram na próxima quarta-feira (13)

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As inscrições para os concursos públicos do Corpo de Bombeiro Militar (CBMPE) e da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) serão encerradas às 23h59 (horário de Brasília-DF) desta quarta-feira (13).

As inscrições podem ser feitas no site do Instituto AOCP. O pagamento da taxa de inscrição poderá ser efetuado até a quinta-feira (14).

Estão sendo ofertadas mais de 3.300 vagas para profissionais de nível médio e superior, com remunerações que podem passar dos R$ 10.800,00.

Os candidatos devem ter no máximo 30 anos na data da inscrição e possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) categoria B.

Para a função de 2º tenente da CBMPE, os candidatos deverão ter formação superior em qualquer área do conhecimento. Já para o mesmo cargo da PMPE, é necessária a graduação em bacharelado em Direito.

O CBMPE está disponibilizando 600 vagas para soldado e 60 para 2º tenente. Para o certame da PMPE, são 2.400 para soldados e 300 vagas para 2º tenente.

As provas do concurso do CBMPE estão previstas para o dia 21 de janeiro de 2024 e para o da PM, 28 de janeiro. Os exames acontecerão nas cidades de Recife, Caruaru e Petrolina.

Redação PNB

Juazeirense confirma primeiro amistoso e celebra novo ranking da CBF

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A Juazeirense confirmou neste domingo, o seu primeiro amistoso visando a temporada 2024. O time do técnico Carlos Rabelo enfrentará neste sábado, dia 16, o Petrolina, no Estádio Adauto Moraes, às 16h.

Este será o primeiro teste de uma sequência de amistosos que a comissão técnica deve promover para dar ritmo de jogo à equipe.

Em relação ao ranking, o Cancão segue consolidada como terceira força do futebol da Bahia, de acordo com ranking divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O Cancão de Fogo tem 1.451 pontos, à frente de equipes tradicionais do Nordeste como o Campinense (PB), Sergipe, ASA (AL), Moto Club (MA) e Tuna Luso (PA), dentre outras equipes. No futebol Nordestino a Juazeirense se consolida na 18ª posição.

No futebol nacional a Juazeirense está muito à frente de equipes como as paulistas, Oeste, Inter de Limeira, São Bernardo e Santo André; das cariocas Portuguesa, Nova Iguaçu e Boa Vista e de equipes bastante conhecidas do Paraná, a exemplo do Maringá e Cascavel. Na Bahia a equipe de Juazeiro está consolidada há muito tempo como terceira força, sendo superado apenas pelo Bahia, em primeiro e o Vitória na segunda posição nacional. A lista baiana aponta Jacuipense como quarta colocada no ranking, seguida por Bahia de Feira e Atlético de Alagoinhas.
O Ranking da CBF aponta Flamengo; Palmeiras e São Paulo como líderes do ranking nacional, nessa ordem. O Bahia é o 13º colocado e o Vitória está na 28ª posição.

O presidente da Juazeirense, deputado Roberto Carlos, considera o feito muito relevante, vez que equipes do interior enfrentam muitas dificuldades para manter uma equipe no futebol profissional: “Apesar de jovem, há alguns anos a Juazeirense vem mantendo essa honrosa posição de terceira força do futebol baiano, o que considero um feito extraordinário, diante de todas as dificuldades que equipes do interior tem para manter bons times. Tudo isso é fruto de um trabalho, da determinação de uma diretoria, das comissões técnicas que por aqui passaram, dos jogadores e principalmente do torcedor, que é exigente, quer times bons e nos impulsiona a fazer o melhor possível para alcançar bons resultados nas competições que temos disputado ao longo da nossa história”, destacou.

A equipe da Juazeirense segue treinando sob o comando de Carlos Rabello e estreia na temporada 2024 no dia 7 de janeiro, no Adauto Moraes, contra o Moto Club, pela pré-Copa do Nordeste. A estreia no Campeonato Baiano será no dia 17, contra o Barcelona, fora de casa.

Ascom

Governo Lula destina R$ 1 bilhão para ações à população em situação de rua

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta segunda-feira (11), o Plano Ruas Visíveis – Pelo Direito ao Futuro da População em Situação de Rua. A medida promove a efetivação da Política Nacional para a População em Situação de Rua e tem investimento inicial de R$ 982 milhões.Em cerimônia no Palácio do Planalto, Lula destacou a necessidade de iniciativas governamentais para apoio a essa população e para dar visibilidade sobre seus direitos.

Para o presidente, a população deve estar comprometida em eleger governantes preocupados também com as questões sociais. “Quando é que a gente vai convencer a humanidade que nós nascemos pra viver em comunidade, nós não nascemos para viver individualmente, cada um vivendo do jeito que pode. A Constituição diz que todos têm direitos elementares, está lá no fundamento do artigo que cuida da questão social; a Declaração dos Direitos Humanos diz, e por que a gente não consegue fazer? A gente não consegue fazer porque essa conquista que nós estamos tendo aqui hoje está ligada a uma palavra chamada democracia, está ligada a uma palavra chamada compromisso”, destacou.

O lançamento ocorre em meio às celebrações dos 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, completados no domingo (10), e atende a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo ressaltou que as ações para a população em situação de rua integram as prioridades do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania desde o início da gestão, antes mesmo de decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, em agosto deste ano, no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976. A ADPF foi iniciada no ano passado questionando a efetiva implementação da política nacional, instituída em 2009.

O Plano Ruas Visíveis contempla 99 ações que serão desenvolvidas a partir de sete eixos: assistência social e segurança alimentar; saúde; violência institucional; cidadania, educação e cultura; habitação; trabalho e renda; e produção e gestão de dados. A articulação envolve 11 ministérios, em parceria com governos estaduais e municipais e em diálogo com os movimentos sociais e outros órgão e instâncias representativas.

Confira a íntegra do Plano Ruas Visíveis.

Segundo o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, mais de 221 mil pessoas vivem em situação de rua no país. “São pessoas, inclusive crianças, que vivem na pobreza extrema, submetidas a intensa vulnerabilidade, expostas a todo tipo de violência”, disse, explicando que o Plano Ruas Visíveis demonstra o compromisso do governo federal em transformar as promessas que estão na Declaração Universal dos Direitos Humanos em realidade.

Arquitetura hostil

A comemoração do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos data no Palácio do Planalto envolveu o anúncio de outras iniciativas, como a regulamentação da Lei Padre Júlio Lancellotti, a instituição de um grupo de trabalho para a produção de informações sobre população em situação de rua; a instituição do Programa Nacional Moradia Cidadã; e o lançamento oficial do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), instituído em setembro.

A Lei Padre Júlio Lancellotti proíbe a chamada arquitetura hostil em espaço público, como a construção ou a instalação de estruturas para dificultar o acesso de moradores em situação de rua. Aprovada pelos parlamentares no ano passado, a lei foi vetada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mas o veto foi derrubado pelo Congresso e a lei foi promulgada.

O nome da lei é uma referência ao religioso padre Júlio Lancellotti, que, desde 1986, promove trabalhos sociais voltados principalmente para a população em situação de rua na cidade de São Paulo. Coordenador da Pastoral do Povo de Rua, Lancellotti viralizou ao utilizar uma marreta para remover pedras pontiagudas que haviam sido instaladas pela Prefeitura de São Paulo em um viaduto na cidade, para evitar que o local fosse utilizado como abrigo pela população em situação de rua.

Presente hoje na cerimônia no Palácio do Planato, padre Júlio exaltou a recriação de políticas públicas para grupos que foram invisibilizados nos últimos anos. “Nós lutamos muito para te eleger, presidente, para que o senhor, voltando ao Palácio do Planalto, os pobres, os moradores de rua, as mulheres, os LGBT, os indígenas, as religiões de matriz africana, os sem religião, os que lutam pela dignidade humana pudessem voltar a esse palácio. E o povo da rua, estando nesse palácio, não vai ter nenhum arranhão no patrimônio público, porque nós vamos conservar aquilo que é nosso e é do povo da rua também”, disse, em referência aos ataques à sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro.

O padre ainda agradeceu a regulamentação da lei que leva o seu nome e cobrou a efetiva implementação de ações do plano lançado nesta segunda-feira. “Marreta em toda arquitetura hostil, que toda arquitetura hostil seja retirada e nunca mais seja implantada. Que nós tenhamos um cuidado especial com a saúde mental, com o sofrimento da população em situação de rua, é uma questão específica, urgente, como é urgente ter onde morar, mas ter dignidade para morar, com autonomia, com equilíbrio, com o afeto que é necessário”, disse, citando ainda a violências contra a população em situação de rua, entre elas a institucional.

“A população de rua é tratada de maneira degradante, com tratamento torturante que nega a subjetividade, nega o amor, nega o gênero, nega a etnia, nega o sentimento, nega tudo aquilo que eles carregam. Os moradores de ruas, pessoas em situação de rua, não são anjos nem demônios, são pessoas e devem ser tratados como pessoas. O artigo 6 [da Declaração Universal dos Direitos Humanos] que diz ‘todo ser humano tem direito de ser em todos os lugares reconhecido como pessoa perante a lei’, esse artigo precisa ser vivenciado na saúde, na moradia, no desenvolvimento social, nos direitos humanos, na educação, na cultura, no lazer. O povo da rua também ama, o povo da rua quer ser respeitado em todas as suas dimensões”, disso o padre Júlio Lancelotti.
Assistência social e segurança alimentar

O primeiro dos sete eixos prioritários do Plano Ruas Visíveis trata da assistência social e segurança alimentar e deve ter investimentos de R$ 575,7 milhões. Entre as iniciativas, está a manutenção do cofinanciamento aos estados e municípios, na forma de repasses praticados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) aos estados e municípios para serviços específicos para pessoas em situação de rua, na forma pactuada.

Também integram as ações a ampliação e o fortalecimento de serviços de atendimento e acompanhamento à população em situação de rua; pessoas em situação de rua como prioritárias no Plano Brasil sem Fome; a implementação de Cozinhas Solidárias; o repasse de alimentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para as cozinhas comunitárias; e a retomada das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).

Saúde

No eixo da saúde, os investimentos iniciais são de R$ 304,1 milhões. Entre as iniciativas estão o aprimoramento do atendimento em saúde; a formação de cinco mil profissionais que atuam no cuidado às pessoas em situação de rua; a criação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua; o fortalecimento de equipes de Consultório na Rua; e a rearticulação do Comitê Técnico de Saúde da População em Situação de Rua.

Também integra o plano a orientação das maternidades e hospitais da rede de atenção materno-infantil para atendimento das pessoas em situação de rua no ciclo gravídico-puerperal com ênfase na proteção e promoção do direito de estabelecimento de vínculos gestante-bebê.

Ainda, haverá a ampliação das unidades de acolhimento para pessoas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no componente de atenção residencial de caráter transitório da Rede de Atenção Psicossocial, com formação específica dos trabalhadores para atendimento à população em situação de rua. A meta é de 52 novas unidades ao ano.

Violência institucional

Investimentos de R$ 56 milhões serão destinados ao combate à violência institucional. “A população em situação de rua é um grupo social que sofre com o preconceito e estigmatização por parte da sociedade, sendo comumente associada à desordem, criminalidade e ameaça à segurança pública”, explicou o governo, em comunicado.

Nesse sentido, o objetivo das ações nesse eixo é de estabelecer um conjunto de medidas legais e políticas públicas para coibir as diversas formas de violência institucional e garantir uma atuação humanizada do Estado junto a essa população, “historicamente excluída e violada em seus direitos”.

As ações propostas contemplam o fomento a Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (CAIS); protocolo para proteção da população em situação de rua e enfrentamento à violência institucional; formação de agentes de segurança pública e justiça; formação de profissionais que atuam na Política Nacional sobre Drogas; criação de canal de denúncias no Disque 100 – Disque Direitos Humanos; guia para atendimento à população em situação de rua; campanha educativa sobre aporofobia (ódio ou aversão aos pobres), direito à cidade e direitos da população em situação de rua.

Uma estratégia interministerial de proteção a pessoas que usam drogas em territórios vulnerabilizados completa as ações.

Cidadania, educação e cultura

Nesse eixo, R$ 41,1 milhões serão destinados para políticas públicas com foco em garantia de direitos, superação das vulnerabilidades e promoção da cidadania efetiva da população em situação de rua, bem como promover o enfrentamento a toda discriminação e violação de direitos.

Estão incluídas ações no âmbito do Programa Pontos de Apoio da Rua (PAR), que abrangem locais com oferta de serviços como lavanderia, banheiros, bebedouros e bagageiros; casas de acolhimento de pessoas LGBTQIA+; Operação Inverno Acolhedor; mutirões para regularização de documentação civil e acesso a benefícios; edital de fomento a iniciativas comunitárias de promoção de cidadania, com foco em justiça racial; participação social e inclusão nas políticas públicas culturais.

Completam as ações a indução à destinação de recurso para fomento a iniciativas culturais; a disponibilização de vagas para população em situação de rua no Pacto pela Alfabetização, via educação popular; e a educação profissional para mulheres.

Habitação

“Para a população em situação de rua, a habitação não é apenas uma necessidade básica, mas também um instrumento de promoção da autonomia e de integração social. É fundamental que as políticas públicas de habitação reconheçam e atendam às especificidades da população em situação de rua, garantindo o direito à moradia como um direito humano inalienável”, afirmou o governo. Os investimentos iniciais nesse eixo são de R$ 3,7 milhões.

As ações propostas contemplam o acesso ao Programa Minha Casa, Minha Vida; a destinação de imóveis da União; e o projeto-piloto do Programa Moradia Cidadã, com disponibilização de 150 unidades habitacionais, com prioridade para famílias com crianças e mulheres gestantes.

Trabalho e renda

Nesse eixo, serão investidos R$ 1,2 milhão com o objetivo de fomentar o cooperativismo e associativismo; a realização de oficinas para incubação de empreendimentos econômicos solidários; elaboração de 15 planos de comercialização de produtos e serviços dos empreendimentos econômicos solidários constituídos com população em situação de rua; constituição de espaços e estruturas de produção e comercialização dos produtos de economia solidária; medidas para qualificação profissional; e medidas de indução para empregabilidade via setor privado.

Produção e gestão de dados

O governo destaca ainda que, historicamente, a população em situação de rua tem sido invisibilizada nas estatísticas oficiais, dificultando a elaboração de programas e ações que considerem suas especificidades. Nesse sentido, serão investidos R$ 155,9 mil em ações para subsidiar com dados e evidências a formulação e o monitoramento de programas, serviços e ações intersetoriais.

Entre as ações propostas, estão a produção e análise de dados sobre pessoas em situação de rua no Cadastro Único; o Censo Nacional da População em Situação de Rua; a produção de dados relacionados a acesso a políticas e programas sociais, bem como sobre saúde e violência; o painel de informações com dados da população em situação de rua; além do ObservaDH.

Agência Brasil