Preto no Branco

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Operação conjunta prende dupla de amigos embriagados que voltavam de festa em Petrolina

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(foto: divulgação/PRF)

Dois homens que estavam sob efeito de álcool foram detidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR 428, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, no último domingo (13). Eles estavam cada um em um veículo e voltavam, um acompanhando o outro, de uma festa, quando foram abordados pela fiscalização.

Em uma operação conjunta, entre a PRF e o 2º Batalhão de Integrado Especializado da Polícia Militar Pernambuco (BIESP/PM), policiais abordaram dois veículos no quilômetro 181 da rodovia. Em um dois carros, foi encontrada uma pistola calibre 380, com indícios de adulteração e o motorista apresentava sinais de embriaguez.

No outro veículo, foi constatado que o condutor não possui Carteira Nacional de habilitação (CNH) e que contra ele havia Mandado de Prisão em aberto, expedido pela 4ª Vara de Execução Penal de Pernambuco, após fugir do sistema prisional.

Os motoristas realizaram o teste do etilômetro, tendo ambos apresentados resultado positivo para a ingestão de bebida alcoólica. Um deles apresentou o índice 0,13 e o outro 0,16 miligramas de álcool por litro de ar.

Os homens foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Petrolina que dará continuidade as medidas legais cabíveis.

Da Redação

Petrolina tem 18% dos leitos públicos de UTI e 5% dos intermediários ocupados

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No boletim de ontem (14), onde confirmou mais 63 novos casos do novo coronavírus, somando 4.817 casos e 87 mortes pela doença, a Secretaria de Saúde de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, trouxe os números atualizados de ocupação dos leitos.

A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI da rede pública é de 18%. Dos 61 leitos disponíveis, 11 estão ocupados, sendo que 8 pacientes são de Petrolina e 3 de outras cidades da região. Já 5% – 7 dos 140 – dos leitos intermediários públicos estão ocupados: 5 são pacientes de Petrolina e 2 de outra cidade.

Leitos de UTI

No que se refere aos internamentos nas UTI’s em leitos públicos, os dados mostram que no Hospital Universitário, que possui 20 leitos exclusivos abertos pela prefeitura, não possui internamentos.

No Hospital Memorial, 2 dos 5 leitos estão ocupados por 1 paciente de Petrolina (em investigação) e 1 de Campo Alegre de Lourdes-BA (confirmado). Sobre os 5 leitos municipais no Memorial, nenhum está ocupado. No Neurocardio, 4 dos 5 leitos públicos estão ocupados por 2 pacientes de Petrolina (em investigação), 1 de Juazeiro (descartado) e 1 de Campo Formoso-BA (em investigação). Os seis leitos inaugurados pela gestão municipal exclusivos para pacientes da cidade no Neurocardio continuam desocupados.

Na Unidade de Pronto Atendimento Especializada (UPAE), dos 20 leitos disponíveis, 5 estão ocupados por pacientes de Petrolina (confirmados). O Hospital Regional de Juazeiro não tem internamentos, o Hospital São Vicente, em Serra Talhada-PE, tem 1 paciente de Petrolina (descartado) internado e a Promatre tem 1 paciente de Petrolina (confirmado).

No que se refere aos leitos da rede privada, a prefeitura divulgou que na unidade da UNIMED não há internamentos. O Neurocárdio terminou o dia de ontem com 2 pacientes de Petrolina (confirmados) internados, além de 1 de Salgueiro-PE (confirmado), 1 de Ouricuri-PE (confirmado) e 1 de Juazeiro (confirmado).

O Hospital Geral e Urgência (HGU) não tem internamentos e o Hospital Memorial tem 2 pacientes de Petrolina (1 confirmado e 1 descartado) internados. O Hospital Promatre não tem internações e o HRP Recife tem 1 paciente de Petrolina (confirmado) internado.

Leitos intermediários

Sobre os leitos públicos intermediários, segundo a secretaria, até ontem (14), no Hospital de Campanha Monte Carmelo, que possui 100 leitos, 1 paciente de Petrolina (confirmado) está internados. Na UPAE, dos 30 leitos disponibilizados, não há internações.

Já no Hospital Dom Malan, nos leitos infantis, 4 estão ocupados por 2 pacientes de Petrolina (em investigação), 1 de Dormentes-PE (descartado) e 1 de Jeremoabo-BA (em investigação). Nos leitos mulher, 1 está ocupado por paciente de Petrolina (confirmado).

HU-UNIVASF não teve as informações divulgadas. O HC do Estado tem 5 pacientes de Petrolina (2 descartados e 3 em investigação) internados, enquanto a Upa 24h tem 1 paciente de Petrolina (em investigação). O Hospital Regional de Juazeiro possui 1 paciente de Petrolina (confirmado) e 1 de Santa Mª da Boa Vista-PE (descartado), o HRFB de Ouricuri tem 1 paciente de Cabrobó-PE (confirmado) e o Hospital Promatre tem 1 paciente de Petrolina (confirmado).

Na rede privada, segundo a secretaria, a situação é a seguinte:

Hospital Geral e Urgência (HGU)
– 1 paciente de Petrolina (confirmado);

UNIMED
– 1 paciente de Petrolina (em investigação);
– 1 paciente de Uauá-BA (confirmado);
– 1 paciente de ItIúba-BA (confirmado);

Neurocardio
– sem internamentos;

Hospital Memorial
– sem internamentos;

Promatre
– não informado;

*imagem ilustrativa

Da Redação

PGR denuncia Wilson Witzel e mais 11 pessoas por organização criminosa

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela segunda vez, nesta segunda-feira (14), o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

Desta vez, ele é apontado como líder de uma organização criminosa que teria montado um esquema para o desvio de recursos públicos.

Além de Witzel, foram denunciados:

Helena Witzel, primeira-dama;
pastor Everaldo Pereira, presidente nacional do PSC;
Edmar Santos, ex-secretário de Saúde;
Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico;
Gothardo Netto, ex-prefeito de Volta Redonda;
Edson Torres, empresário;
Victor Hugo Barroso, doleiro;
Nilo Francisco da Silva Filho;
Cláudio Marcelo Santos Silva;
José Carlos de Melo;
e Carlos Frederico Loretti da Silveira.

A denúncia aponta o governador Witzel como chefe de uma organização criminosa lastreada em três pilares:

o primeiro grupo seria encabeçado por Mario Peixoto;
o segundo, por Pastor Everaldo, Edson Torres e Victor Hugo Barroso;
e, por fim, o terceiro grupo seria comandado por José Carlos de Melo.

O documento é assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo.

“Nesse diapasão, a organização criminosa, somente com esse esquema ilícito de contratação de organizações sociais na área de saúde, tinha por pretensão angariar quase R$ 400 milhões de valores ilícitos, ao final de quatro anos, na medida em que objetivava cobrar 5% de propina de todos os contratos”, diz a denúncia.

Além da condenação penal, o MP pede que Wilson Witzel perca o cargo de governador do Rio em definitivo. Também quer que os denunciados sejam condenados a pagar indenização de, no mínimo, R$ 100 milhões.

Em nota (confira íntegra abaixo), o governador afastado do Rio criticou o que chamou de um “vazamento de processo sigiloso para me atingir politicamente”.

“Reafirmo minha idoneidade e desafio quem quer que seja a comprovar um centavo que não esteja declarado no meu Imposto de Renda, fruto do meu trabalho e compatível com a minha realidade financeira”, diz Witzel.

Advogados de outros citados negaram o envolvimento dos acusados nos ilícitos e disseram que ainda não tinham tomado conhecimento da íntegra da denúncia (veja os posicionamentos abaixo).

Outra denúncia no STJ
Em outro procedimento contra Witzel no STJ – resultante da operação Tris In Idem no fim de agosto –, o ministro Benedito Gonçalves decidiu suspender o prazo de resposta a Witzel e outros denunciados pelo Ministério Público.

O ministro entendeu que é preciso esclarecer as alegações, feitas por advogados dos investigados, de que não houve acesso à íntegra dos documentos que servem de base para a denúncia do MP.

Suspeita de desvios
A decisão que levou ao afastamento do governador faz parte da operação Tris In Idem, que investiga irregularidades e desvios em recursos da saúde do Rio de Janeiro. A primeira denúncia ao STJ foi feita pelo Ministério Público Federal no âmbito dessa operação.

A PGR afirma que o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de Saúde e Educação.

A suspeita é de que o governador tenha recebido, por intermédio do escritório de advocacia de sua mulher pelo menos R$ 554,2 mil em propina. O MPF descobriu transferência de R$ 74 mil de Helena Witzel para a conta pessoal do governador.

A descoberta do esquema criminoso teve início com a apuração de irregularidades na contratação dos hospitais de campanha, respiradores e medicamentos para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Witzel tem dito que jamais cometeu atos ilícitos, não recebeu valores desviados dos cofres públicos e que continuará trabalhando para “demonstrar a verdade”.

O que dizem os denunciados

Wilson Witzel, governador afastado do Rio
“Mais uma vez, trata-se de um vazamento de processo sigiloso para me atingir politicamente. Reafirmo minha idoneidade e desafio quem quer que seja a comprovar um centavo que não esteja declarado no meu Imposto de Renda, fruto do meu trabalho e compatível com a minha realidade financeira. Todo o meu patrimônio se resume à minha casa, no Grajaú, não tendo qualquer sinal exterior de riqueza que minimamente possa corroborar essa mentira. O único dinheiro ilícito encontrado, até agora, estava com o ex-secretário Edmar Santos.”

Helena Witzel, primeira-dama do Rio
O advogado José Carlos Tórtima, que defende Helena Witzel, disse que ainda não teve conhecimento dos autos e que só se pronunciará quando isso acontecer.

Pastor Everaldo, presidente do PSC
“A defesa do Pastor Everaldo esclarece que ainda não teve acesso à íntegra da investigação e da delação que embasaram sua prisão, ocorrida há 20 dias. A defesa informa que a nova de denúncia não está juntada aos autos processo e que não comentará trechos de processo que corre em segredo de Justiça. O Pastor Everaldo, que sempre esteve à disposição das autoridades, reitera sua confiança na Justiça e na sua libertação”, diz a nota enviada pelos advogados.

Edmar Santos, ex-secretário de Saúde
A defesa do ex-secretário afirmou que não comentará a denúncia.

Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico
A defesa de Lucas Tristão afirmou que “repudia o vazamento seletivo de informações contra o mesmo que ocorrem desde o início destas investigações”, e que “não teve acesso ao conteúdo da referida denúncia”.

Victor Hugo Barroso, doleiro
A defesa de Victor Hugo afirmou, em nota, que foi surpreendida pela denúncia e irá se manifestar após estudo. “De todo modo, cabe dizer que Victor Hugo sempre negou a prática de delito. E, ao ensejo de seu depoimento, na Polícia Federal, assim se manifestou”, dizem os advogados.

José Carlos de Melo
“A questão inicial que se deve destacar é qual crime cometeu, que influencia seria essa, com Governo do Estado do Rio uma pessoa que não conhece o Governador. Qual a vantagem aferida? A denúncia parte de hipótese equivocada, não havendo base para uma acusação (apenas a palavra do delator) e conjecturas inquisitórias”, afirmou, em nota, o advogado Raphael Mattos.

G1

Após três meses e meio como interino, Pazuello toma posse na quarta como ministro da Saúde

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(foto: arquivo)

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, será efetivado no cargo na próxima quarta-feira (16) pelo presidente Jair Bolsonaro. A posse está marcada para as 17h, no Palácio do Planalto.

General do Exército, Pazuello foi nomeado ministro interino em 3 de junho, embora já estivesse, na ocasião, ocupando o posto havia 20 dias, depois que o médico Nelson Teich — do qual era secretário-executivo — pediu demissão.

Desde então, o militar é o responsável pelas estratégias do governo federal de enfrentamento da pandemia da Covid-19.

Os convites para a cerimônia de posse de Pazuello começaram a ser distribuídos a autoridades nesta segunda-feira (14).

Pazuello nasceu no Rio de Janeiro e é formado na Academia Militar das Agulhas Negras, mesma instituição onde Bolsonaro estudou.

Em 20 de maio, Bolsonaro afirmou que Pazuello ficaria “por muito tempo” à frente da pasta. Dois dias depois, o ministro da Casa Civil, Braga Netto, afirmou que ele estava no cargo “por tempo determinado”, com o objetivo de “acertar” a logística da pasta.

G1

Força-tarefa da Lava Jato denuncia Lula, Palocci e Okamotto por lavagem de dinheiro

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(foto: Fabrice Coffrini/AFP

A força-tarefa da Lava Jato no Paraná denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.

A denúncia de crime por lavagem de dinheiro foi apresentada nesta segunda-feira (14), de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com os procuradores, os três cometeram os crimes em ações envolvendo doações da Odebrecht ao Instituto Lula para disfarçar repasses no total de R$ 4 milhões, entre dezembro de 2013 e março de 2014.

A defesa do ex-presidente afirmou que doações estão “devidamente documentadas por meio recibos emitidos pelo Instituto Lula — que não se confunde com a pessoa do ex-presidente — e foram devidamente contabilizadas”.

A defesa de Antônio Palocci informou que a denúncia está baseada na colaboração dele e que “comprova a efetividade do acordo do ex-ministro”.

O advogado Fernando Augusto Fernandes, da defesa de Okamotto, disse que o cliente jamais tratou de propina ou de ilegalidades com ninguém, e muito menos com Palocci, com Marcelo Odebrecht.

Repasses investigados
Segundo o MPF, a denúncia trata de quatro doações feitas pela Odebrecht ao Instituto Lula, no valor de R$ 1 milhão cada. A força-tarefa afirma que os repasses tiveram como origem crimes praticados contra a Petrobras.

Embora os repasses apontados pelos procuradores foram feitos formalmente por meio de doações legais, de acordo com a denúncia, os valores foram debitados do crédito de propinas pagos pela Odebrecht por conta dos contratos fraudados da estatal.

Ainda conforme os procuradores, Marcelo Odebrecht determinou diretamente que o dinheiro fosse repassado por meio de doação ao instituto, segundo pedido de Lula e de Okamotto, com o objetivo de disfarçar a ação ilegal.

De acordo com o MPF, os valores repassados ao instituto constam na planilha “italiano” e na subconta “amigo” , controladas por Marcelo Odebrecht e que, segundo os procuradores, se referiam a Palocci e a Lula.

A denúncia, de acordo com a força-tarefa, tem como base provas colhidas em cumprimento de ações de busca e apreensão e também em trechos da delação premiada de Palocci.

No documento, a força-tarefa da Lava Jato pede que a Justiça determine o perdimento de, pelo menos, R$ 4 milhões dos investigados, incluindo valores bloqueados em contas e investimentos bancários e dinheiro em espécie.

Além disso, o MPF também pediu que Lula e Okamotto sejam condenados a devolver o valor correspondente às doações, para reparação de danos, e que seja considerada a prática de danos morais causados por eles à população brasileira.

Até a publicação desta reportagem, a Justiça não se manifestou a respeito da denúncia, e não há prazo para a decisão de aceitar ou não.

Se a denúncia desta segunda-feira for aceita pela 13ª Vara Federal de Curitiba, será o quarto processo contra o ex-presidente na Justiça Federal do Paraná.

Em dois deles, Lula foi condenado, em processos envolvendo o caso do triplex e o sítio de Atibaia. O terceiro processo, envolvendo um terreno e um apartamento em São Paulo, ainda não foi julgado.

A nova denúncia contra Lula parte de um inquérito que apura especificamente as doações filantrópicas, em montante de R$ 4 milhões ao instituto.

Diferente de uma outra ação penal, também envolvendo o ex-presidente e a Odebrecht, que apura um suposto pagamento ilegal com um apartamento vizinho ao de Lula, em São Bernardo do Campo, e um terreno para a construção da sede do Instituto Lula.

Outro lado
O Instituto Lula informou que as doações – não somente as três citadas na denúncia, mas rigorosamente todas as doações – foram legais, feitas via transferências bancárias documentadas e contabilizadas, com os devidos impostos declarados e recolhidos.

“Esta instituição jamais serviu para ilícitos, ela é responsável pelo acervo e legado do governo que tirou o Brasil do mapa da fome e foi palco da elaboração de algumas das políticas públicas mais exitosas na história do país”, disse o instituto.

A Odebrecht informou que colabora com as autoridades desde 2016, que fez acordos no Brasil e no exterior com instituições de mais de seis países e afirmou que, atualmente, possui controles internos rigorosos que reforçam o compromisso com a ética, a integridade e com a transparência.

Segundo Cristiano Zanin, advogado de Lula, “a Lava Jato mais uma vez recorre a acusações sem materialidade contra seus adversários, no momento em que a ilegalidade de seus métodos em relação a Lula foi reconhecida recentemente em pelo menos três julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal Federal”.

Defesas de Lula e de Paulo Okamotto afirmam ‘ilegalidade’ da força-tarefa após denúncia
O advogado de Okamotto destacou que o objetivo social do Instituto é a preservação da memória e do arquivo, assim como de Fernando Henrique e de Obama. “O Ministério Público de Curitiba repete a mesma ilegalidade. A defesa espera que não seja recebida essa repetição de fatos jurídicos já apreciados com nova roupagem”, disse.

G1

Covid-19: Brasil acumula 132 mil mortes e 4,3 milhões de casos

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Pesquisadores da rede pública de saúde do Distrito Federal estudam evolução do coronavírus, causador da Covid-19, em pacientes.

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 381 novas mortes por covid-19, chegando a 132.006 vidas perdidas desde o início da pandemia. Os dados estão no balanço diário divulgado pelo Ministério da Saúde na noite desta segunda-feira (14). Domingo o sistema contabilizava 131.625 falecimentos. Ainda há 2.498 óbitos em investigação.

O número de casos acumulados atingiu 4.345.610. Entre domingo e ontem, as secretarias de saúde de estados notificaram 15.115 novos diagnósticos positivos de infecção pelo novo coronavírus. Domingo o painel do Ministério da Saúde trazia 4.330.455 casos acumulados.

Os casos registrados costumam ser menores aos domingos e segundas-feiras pela limitação das secretarias de saúde de alimentar o sistema nacional. Já às terças-feiras, o número tem sido maior pelo envio dos dados acumulados no final de semana.inda de acordo com a atualização do ministério, 600.420 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.613.184 já se recuperaram da doença.

Dados estaduais
Os estados que contabilizam mais morte são São Paulo (32.642), Rio de Janeiro (17.003), Ceará (8.698), Pernambuco (7.888) e Pará (6.368). As unidades da Federação com menos vidas perdidas até o momento são Roraima (610), Acre (640), Amapá (680), Tocantins (814) e Mato Grosso do Sul (1.085).

Agência Brasil

Apesar de incêndios, governo corta orçamento do Ibama e ICMBio em 2021

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Uma sucessão de incêndios florestais de grandes proporções se alastram na Região Serrana. Mata em chamas em Itaipava (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Mesmo com aumento do desmatamento e dos incêndios, o governo Jair Bolsonaro cortou os orçamentos do Ibama e do ICMBio em 2021. A medida, advertem especialistas, pode comprometer a atividade de fiscalização de crimes ambientais e conservação de biomas.

No caso do Ibama, o corte nas verbas é de 4%, para R$ 1,65 bilhão. Do total, R$ 513 milhões ainda dependem de crédito extra a ser aprovado pelo Congresso, ou 31%.

No ICMBio, a redução foi ainda maior: queda de 12,8%, para R$ 609,1 milhões –e R$ 260,2 milhões (43%) ainda sujeitos ao aval dos congressistas.

A redução ocorre apesar de a Amazônia ter registrado o segundo pior agosto em relação a queimadas e desmatamentos –apenas atrás do primeiro ano da gestão Bolsonaro.

Dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) mostram que, em julho, foram desmatados pouco mais de 1,3 mil km² na região. De julho de 2019 a agosto deste ano, houve uma alta de 34% no desmatamento, na comparação com o mesmo período anterior.

Em relação às queimadas, foi registrado no mês passado um total de 29.307 focos de incêndio na região da Amazônia Legal.

Os altos índices de devastação ocorrem apesar do emprego dos militares para tentar conter os danos na Amazônia, na operação Verde Brasil 2. As Forças Armadas estão atuando na região desde maio, ao custo de R$ 60 milhões mensais.

A redução de recursos nos dois órgãos fica ainda mais evidente quando se compara a proposta orçamentária do governo Bolsonaro com a de 2018, último ano do mandato do presidente Michel Temer (MDB).

O projeto de Orçamento de 2021 prevê R$ 82,9 milhões para ações de controle e fiscalização ambiental. Isso representa redução de 25,4% em relação ao último ano do governo Temer.

Para a ação de prevenção e controle de incêndios florestais nas áreas federais prioritárias, a proposta orçamentária prevê R$ 29,7 milhões. A queda é de 37,6% em relação a 2018.

Procurados, o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama e o ICMBio não responderam a pedidos de comentários sobre o impacto dos cortes orçamentários nas atividades dos órgãos.

O corte de recursos no Ibama e no ICMBio causa preocupação em especialistas. Com menos dinheiro no ano que vem, ficará ainda mais difícil para ambos desempenharem suas atividades.

No caso do Ibama, há um déficit de agentes para fiscalizar irregularidades ambientais e aplicar embargos, diz Suely Araújo, ex-presidente do órgão.

O Ibama teria cerca de 400 fiscais. Uma parte deles está na faixa de 60 anos –grupo de risco da pandemia do novo coronavírus. Isso inviabiliza que participem de operações de campo.

Araújo critica os recursos alocados pelo governo nas operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) realizadas na Amazônia.

“A fiscalização é custosa. A solução é fazer concurso. Com dois meses do orçamento para GLO, haveria dinheiro para pagar um ano de salário de mil novos servidores, com férias, 13º salário e gratificação”, diz.

O ICMBio tem panorama ainda mais sombrio, afirma Araújo. Com a redução dos recursos para 2021 e o condicionamento de quase metade do valor ao aval do Congresso, o órgão deve ver sua atuação mais limitada.

“A impressão que eu tenho é que vão matar o ICMBio para tentar enfiar o Ibama e o ICMBio na mesma autarquia. Algumas atribuições do instituto já foram transferidas para o ministério, que criou uma comissão para planejar concessões em unidades de conservação”, diz.

Nas contas de Araújo, o corte de recursos vai forçar o instituto a cancelar contratos.

Associações que representam os servidores também argumentam que os cortes no orçamento reduzem drasticamente a capacidade operacional do Ibama e do ICMBio.

“Esses órgãos já sofrem com a não recomposição dos quadros, porque os concursos estão congelados pelo Ministério da Economia”, afirma Elizabeth Uema, secretária-executiva da Ascema Nacional (Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente).

“As reduções no orçamento contribuem para piorar a situação, porque, de uma maneira geral, reduzem a capacidade operacional e deixam o Ibama e o ICMBio mais dependentes do Exército, da Polícia Federal, que não têm a expertise para atuar nessa área”, afirma.

Para a Ascema, a redução dos recursos tem um impacto ainda maior, considerando que muitos servidores da área do meio ambiente estão se aposentando recentemente, o que aumenta a fatia dos recursos para agentes fora da ativa.

Por isso, a diminuição no montante para o Ibama e para o ICMBio se reflete na redução do número de diárias para os servidores que iriam participar de operações e também na falta de equipamentos.

Luciano de Meneses Evaristo, que foi diretor de fiscalização do Ibama entre 2009 e 2018, afirma que a redução tende a afetar contratos mais caros, como o aluguel de aeronaves usadas nas operações.

Esse contrato era custeado pelo Fundo da Amazônia, com investimento estrangeiro, diz. Com o congelamento nos repasses de Noruega e Alemanha, por causa do aumento do desmatamento, os próximos contratos possivelmente deverão recair sobre os cofres públicos.

“Nós recebíamos dados de 80 mil polígonos de desmatamento por ano para checar. Por terra, a gente fazia um por dia e voltava a viatura para a base. Por ar, eram dez. Se reduzirem os contratos das aeronaves, acabou a fiscalização na Amazônia”, afirma.

No fim de agosto, o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) anunciou a suspensão das atividades de fiscalização, após notícia do bloqueio de cerca de R$ 60 milhões do orçamento da pasta –R$ 20, 9 milhões do Ibama e R$ 39,7 milhões do ICMBio.

Em relação ao Ibama, a pasta havia afirmado que seriam desmobilizados 1.346 brigadistas, 86 caminhonetes, 10 caminhões e 4 helicópteros das operações de combate às queimadas. Para as ações contra o desmatamento seriam desmobilizados 77 fiscais, 48 viaturas e 2 helicópteros.

“O Ibama operando seus aviões é mais certeiro, usa o elemento surpresa. Quando vai uma aeronave das Forças Armadas, eles vão antes fazer uma missão precursora para saber onde pode abastecer e acabam por alertar os alvos”, disse Evaristo.

O ex-diretor de fiscalização se referia à Operação Pajé Brabo 2, que foi realizada no dia 4 de agosto, na região de Jacareacanga (PA).

A Procuradoria da República instaurou procedimento para investigar possível vazamento da operação por parte de agentes da FAB (Força Aérea Brasileira), por terem abastecido a aeronave antes da operação no aeroporto da cidade.

Evaristo, porém, exalta o trabalho das Forças Armadas durante sua gestão, construindo bases na floresta para os agentes do Ibama. Ele pondera, no entanto, a atuação deve ser de suporte aos serivdores da área ambiental.

Bahia Notícias

Governo federal omite pagamentos feitos a militares da reserva e pensionistas

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(foto: Sérgio Lima/Poder 360)

O governo federal omite há 1 ano as informações sobre os valores dos pagamentos feitos a militares da reserva e pensionistas. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta 2ª feira (14.set.2020).

Em setembro de 2019, o TCU (Tribunal de Contas da União) determinou a divulgação dos pagamentos no Portal da Transparência.

A decisão da Corte não foi cumprida. As informações não foram liberadas para consulta pública, como ocorre com os pagamentos aos militares da ativa e aos servidores civis.

O descumprimento do acórdão pode levar a punições, como o afastamento do gestor responsável por determinação do TCU.

Responsável por gerir o Portal da Transparência, a CGU (Controladoria-geral da União) afirmou que “ainda não foi possível” disponibilizar a consulta do valores pagos a pensionistas e militares da reserva no site.

Em nota enviada ao jornal O Estado de São Paulo, o órgão disse estar em “fase final” de homologação das fontes de dados sobre aposentados e pensionistas do Poder Executivo federal.

ENTENDA
O decreto que regulamenta a LAI (Lei de Acesso à Informação) obriga a divulgação das informações de pagamentos apenas dos funcionários da ativa. A publicização da remuneração de reservistas, reformados e pensionistas não faz parte do escopo da legislação.

Em 2017, a agência Fiquem Sabendo encaminhou denúncia ao TCU sobre a ocultação dos dados. O argumento principal era o desrespeito aos princípios da eficiência e da publicidade dos gastos, previstos na Constituição.

Em resposta, o TCU cobrou da CGU as informações e determinou que o Ministério da Economia adotasse medidas para divulgar a base de dados em 60 dias.

Houve recurso por parte do governo, rejeitado pelo tribunal, em dezembro. No último mês de fevereiro, o processo foi encerrado.

Poder 360

Agrovale doa 1.500 litros de álcool 70%, para escola e ONGs de Petrolina

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(foto: divulgação)

Com a expectativa de retorno às aulas presencias na rede de ensino, as autoridades em saúde vêm intensificando as medidas preventivas de combate ao novo coronavírus. Para ajudar nessa luta e evitar o surgimento de novas vítimas da pandemia na região, a Agrovale doou esta semana 1.500 litros de álcool 70% para instituições de Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

O álcool 70%, utilizado na higienização e assepsia, foi doado à Escola Estadual de Aplicação Professora Vande de Souza Ferreira, na Vila Eduardo, que atende 16 turmas do 6°ano do Ensino Fundamental até o 3°ano do Ensino Médio.

De acordo com o diretor do estabelecimento de ensino, João Tavares, a doação chega em momento bem oportuno e será um reforço nas regras de segurança de alunos, professores e funcionários. “Uma contribuição importantíssima para organizarmos a escola de acordo com as exigências de limpeza e higiene adequada”, ressaltou.

O álcool 70%, também vai beneficiar as ONGs que estão cadastradas no programa Transforma Petrolina, a exemplo do projeto Anjos do Sertão, que atende mulheres e crianças em situação vulnerável, e de outros programas voluntários que atuam em igrejas, abrigos e região de sequeiro, beneficiando catadores e moradores de rua.

Para a idealizadora do projeto Anjos do Sertão, Reuva de Sá, a ajuda, além de chegar em boa hora, também traz novo entusiasmo. Em parceria com o Centro Social do Loteamento Recife, o programa vem capacitando homens e mulheres, com a fabricação, venda de materiais de limpeza artesanais, produção e comercialização de alimentos. “O álcool doado pela Agrovale vai fortalecer o trabalho social e de conscientização na luta contra a Covid -19, que desenvolvemos com mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade social” pontuou.

A Agrovale já doou até o momento 151 mil litros de álcool 70%. A campanha começou em março desse ano, logo após o início da pandemia do novo coronavírus. A princípio foram doados 100 mil litros de álcool para hospitais e postos de atendimento do SUS em todo estado da Bahia, incluindo Juazeiro. Mais adiante, foram doados 10 mil litros de álcool 70% para Juazeiro, 10 mil litros para Petrolina, além de mais 30 mil litros distribuídos entre os municípios de Cabrobó, Dormentes, Salgueiro, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande.

*com informações Clas Comunicação e Marketing

Da Redação