Preto no Branco

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Guedes informa a aliados que auxílio emergencial será de 4 parcelas de R$ 300

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, informou a aliados na noite desta segunda-feira (31) que o auxílio emergencial será prorrogado por mais quatro parcelas de R$ 300.

O valor foi definido em encontro durante a tarde, promovido no Palácio do Planalto, entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro.

A expectativa é que a prorrogação do benefício seja anunciada nesta terça-feira (1º), após reunião do presidente com líderes partidários.

Para alterar o valor, hoje em R$ 600, Bolsonaro enviará uma medida provisória ao Congresso.

A extensão da assistência emergencial paga durante a pandemia do coronavírus dará tempo para que a equipe econômica encontre soluções para a ampliação do Bolsa Família, rebatizado de Renda Brasil.

O auxílio emergencial foi pensado inicialmente pelo Ministério da Economia para durar três meses, com parcelas de R$ 200.

As estimativas feitas em março pela pasta apontavam que o benefício alcançaria até 20 milhões de beneficiários, com custo total de R$ 15 bilhões aos cofres públicos.

O programa foi se encorpando ao longo do tempo. Primeiro, após pressão de parlamentares sobre o governo, o Congresso aprovou o pagamento de três parcelas de R$ 600.

Depois, o governo decidiu prorrogar o auxílio por mais dois meses no valor de R$ 600, prazo que agora está se encerrando.

Para as novas parcelas, Guedes chegou a defender um valor de R$ 270. Mas Bolsonaro insistiu em R$ 300, o que acabou acatado pela equipe econômica.

Folhapress

Mesa Diretora da Câmara discute hoje situação da deputada Flordelis

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A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados se reúne nesta terça-feira (1º), às 9h30, em conferência virtual, para definir internamente a situação da deputada Flordelis (PSD-RJ), denunciada pelo homicídio de seu marido, pastor Anderson do Carmo. O crime foi no dia 16 de junho de 2019, quando ele chegou em casa, em Niterói, sendo alvejado com vários tiros.

Os parlamentares decidirão se o pedido de representação – feito pelo deputado Léo Motta (PSL-MG) – contra a deputada será enviado à Corregedoria da Casa.

Segundo o regimento interno da Câmara, denúncia apresentada por um deputado contra outro é enviada à Corregedoria, por decisão da Mesa Diretora.

É a Corregedoria quem faz a análise prévia da acusação, parecer que é devolvido à Mesa Diretora. Em caso de decisão procedente, o caso segue para análise do Conselho de Ética.

Em virtude da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o colegiado está com atividades suspensas. Para que sejam realizadas reuniões virtuais, o corregedor, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), apresentou um projeto que autoriza o Conselho de Ética a realizar sessões pelo mesmo sistema utilizado nas votações do plenário. O corregedor vai propor à Mesa a votação imediata da proposta.

Se a Mesa Diretora encaminhar a representação à Corregedoria, o corregedor notificará a deputada para apresentar a defesa por escrito. Depois disso, ela tem cinco dias úteis para se defender.

A partir daí, o corregedor terá até 45 dias úteis para dizer à mesa se a denúncia tem ou não elementos que justifiquem a instauração de processo por quebra de decoro parlamentar. Somente se a mesa aceitar a denúncia é que o requerimento vira uma representação, quando então será encaminhada ao Conselho de Ética, que vai instaurar processo.

PSD
O Partido Social Democrático (PSD) decidiu tomar as medidas cabíveis para suspender a filiação da deputada federal. De acordo com o presidente do partido, Gilberto Kassab, a sigla vai adotar medidas internas para expulsar a deputada de seus quadros.

O caso
A deputada foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada.

Segundo o delegado Allan Duarte, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI), no Estado do Rio de Janeiro, na primeira fase da investigação foi identificado como executor o filho biológico da deputada, Flávio dos Santos Rodrigues. O filho adotivo do casal, Lucas César dos Santos, foi apontado como a pessoa que comprou a arma utilizada no assassinato.

Na segunda fase da apuração, ainda segundo o delegado, novas provas e ações de inteligência constataram que Flordelis foi a mandante do homicídio. A investigação aponta como motivação principal a disputa de poder entre o casal e a emancipação financeira dela.

Defesa
O advogado Anderson Rollemberg, que defende Flordelis, afirmou não há elementos que sustentem a denúncia contra ela. Para ele, as mensagens encontradas pela polícia no celular da deputada não foram escritas por ela, mas sim por uma das filhas, que tinha acesso ao aparelho.

*Com informações da Agência Câmara

Agência Brasil

Mourão diz ser contra permissão para militares receberem acima do teto

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta segunda-feira (31) ser contra a liberação para que militares recebam acima do teto constitucional do funcionalismo (R$ 39,2 mil, vencimento de ministro do Supremo Tribunal Federal).

Mourão comentou reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” sobre o desejo do Ministério da Defesa de permitir que militares que ocupam cargos no governo recebam acima do teto.

Conforme a reportagem, a Advocacia-Geral da União (AGU) deu parecer favorável ao desejo da Defesa e das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), porém a equipe econômica do próprio governo tenta barrar o pagamento.

Segundo a assessoria da AGU, o parecer está suspenso desde maio, para reexame.

Segundo Mourão, que é general da reserva do Exército, há decisão judicial que permite a prática defendida pela Defesa. No entanto, ao analisar a “questão ética e moral”, Mourão é contra o acúmulo, já que o país enfrenta situação fiscal difícil.

“Tem a questão ética e moral, que eu acho que, então, não é o caso. Eu, claramente, sou contra isso aí em um momento que nós estamos vivendo. Se a gente estivesse vivendo uma situação normal, país com recurso sobrando, tudo bem. Mas não é o que está acontecendo”, disse o vice-presidente.

De acordo com o ‘Estado de S.Paulo’, o aval obtido pela Defesa permite driblar o chamado “abate-teto”. O mecanismo reduz as remunerações de servidores públicos ao máximo permitido pela legislação, o teto constitucional, que equivale ao vencimento de um ministro do STF.

Segundo a reportagem, a Defesa argumenta que o aval corrigiria distorções. O ministério questionou a AGU para saber se poderia aplicar o abata-teto a cada provimento de forma separada, ou seja, sem somar aposentadoria com salário pago pela função exercida no governo.

Militares no governo
No atual governo, militares da reserva e da ativa foram nomeados para cargos em diferentes escalões.

O presidente Jair Bolsonaro, que foi para a reserva como capitão do Exército, tem três ministros com gabinete no Palácio do Planalto que são generais da reserva: Walter Braga Netto (Casa Civil), Augusto Heleno (GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Vice-presidente, Mourão também é general da reserva, assim como o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Já o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, é almirante da Marinha. O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, é tenente-coronel da reserva da Aeronáutica.

G1

Toffoli manda tribunais comprarem 1/3 de férias de juízes em meio à crise do coronavírus

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O presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Dias Toffoli, assina acordos de cooperação técnica com o Ministério da Saúde, o Instituto Humanitas360 e a Universidade de São Paulo (USP).

O CNJ (Conselho Nacional da Justiça) mandou tribunais regionais comprarem um terço de férias de juízes federais e do trabalho. A decisão é do ministro Dias Toffoli, presidente do órgão.

Magistrados têm 60 dias de descanso por ano e agora deverão ser compensados caso queiram vender 20 dias e gozar 40. As férias de um trabalhador brasileiro duram 30 dias, com direito à venda de 10.

Sobre as férias há ainda o pagamento de mais um terço do salário, conforme determina a Constituição Federal. Em todos os ramos do Judiciário, o benefício se estenderá a mais de 16 mil magistrados do Brasil.

Em meio ao grave aperto fiscal do país, uma das justificativas para o pagamento é a existência de espaço no teto de gastos das Justiças Federal e do Trabalho. A regra limita o aumento das despesas à inflação do ano anterior.

?Outro argumento apresentado é que houve redução de despesas com o home office, em razão da pandemia da Covid-19. Com menos despesas, abriu-se margem para beneficiar juízes em plena crise econômica e sanitária.

Juízes titulares federais e do trabalho recebem por mês R$ 33,7 mil —o salário de um juiz substituto é de R$ 32 mil. Quando tiram férias, os titulares recebem brutos quase R$ 45 mil. O benefício é previsto em dois meses do ano.

A decisão de Toffoli, que também preside o STF (Supremo Tribunal Federal), é de sexta-feira (28). Obtida pela Folha, a ordem ainda não foi publicada.

O ministro atendeu pedido da Ajufe (Associação dos Juízes Federais) e da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho). As entidades já foram notificadas. Procurado, o CNJ não respondeu até as 17h deste domingo.

O CJF (Conselho da Justiça Federal) e o CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho) argumentam que não há previsão orçamentária para o pagamento do benefício. Os órgãos dizem que os valores não foram reservados para 2020.

O presidente da Ajufe, Eduardo André Brandão de Brito Fernandes, confirmou à Folha a decisão de Toffoli. Fernandes tomou conhecimento da medida neste sábado (29).

“A iniciativa privada pode [vender férias], todas as carreiras jurídicas podem, inclusive o Ministério Público, e só o juiz da União sofre essa discriminação, não tinha esse direito. O que o CNJ fez foi só permitir isso”, afirmou.

Segundo ele, a magistratura federal enfrenta entraves para ter direitos reconhecidos. “A gente, para ter direitos iguais aos trabalhadores comuns, que todos têm, tem muita dificuldade. É um pleito que a gente tem até na questão da remuneração mesmo”, disse.

“Todos os trabalhadores da iniciativa privada têm o dissídio coletivo anual, e a magistratura federal tem direito à revisão dos subsídios e nos últimos 16 anos só ocorreu em 6 anos. A gente passa por uma situação muito difícil.”

À Folha a presidente do CSJT, ministra Maria Cristina Peduzzi, criticou a decisão. Ela também preside o TST (Tribunal Superior do Trabalho). “A garantia de conversão de 20 dias de férias em dinheiro revela a desnecessidade de descanso por 60 dias. Ademais, há outras prioridades para alocação do dinheiro público”, afirmou.

A reportagem não conseguiu contato com o CJF. A reclamação da Ajufe chegou ao CNJ no fim do ano passado. A Anamatra pediu ingresso como terceira parte interessada.

Ajufe e Anamatra querem que seja cumprida uma resolução do CNJ, de agosto de 2019. Em dezembro daquele ano, Toffoli deu decisão favorável para a regulamentação dos pagamentos em 30 dias.

As entidades voltaram recentemente ao órgão de controle do Judiciário para se queixar do não cumprimento da ordem. Agora, o ministro determinou o pagamento. Ele afirmou se tratar de um direito dos magistrados.

De acordo com Toffoli, a decisão de vender as férias e receber por elas é direito autoaplicável –ou seja, deve ser concedido imediatamente.

A resolução determinava uma regulamentação pelos conselhos, que, segundo ele, trata apenas de aspectos de organização interna dos tribunais. Ela está relacionada à escala, à marcação, ao gozo, à alteração, à interrupção e à forma de indenização das férias.

Toffoli, na decisão, ainda lembrou que 15 Tribunais de Justiça nos estados já regulamentaram a matéria.

Em nota, a presidente da Anamatra, Noemia Porto, afirmou que a resolução do CNJ “definiu o tema do gozo das férias, observando a unidade da magistratura, o que não vinha sendo observado, especialmente considerando as diferenças entre a magistratura estadual e a federal”.

“A Anamatra defendeu a efetiva unidade da magistratura e insistiu na importância de que a gestão orçamentária considere os predicamentos desta carreira de Estado”, disse.

A norma do ano passado foi editada para uniformizar o direito de venda das férias. A Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional) não prevê o benefício.

No entanto, desde 1993, membros do Ministério Público têm direito por lei ao pagamento referente à chamada conversão pecuniária. Esse argumento é usado também por Toffoli para conceder a decisão favorável às entidades.

Pela Constituição de 1988, há simetria entre as carreiras da magistratura e do Ministério Público. A Loman é de 1979.

Ainda de acordo com as entidades, sobra dinheiro. Uma decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) deste ano ampliou o teto de gastos do MPU (Ministério Público da União) e foi estendida ao Judiciário.

O MPU argumentou haver erro na edição de uma MP (medida provisória) de 2016 sobre créditos para pagamento do auxílio-moradia à época. O então presidente Michel Temer (MDB) liberou créditos extraordinários para o órgão.

Pelo teto de gastos, créditos extraordinários não entram na conta, mas o MPU disse se tratar de créditos suplementares. O TCU acatou a justificativa.

Desde 2018, porém, após o Judiciário obter reajuste de 16,38%, não há mais auxílio-moradia para todos os integrantes do MP e do Judiciário. Na época, um ministro do Supremo passou a receber R$ 39,2 mil.

Após concedido o aumento, o ministro Luiz Fux revogou uma liminar (decisão provisória) de 2014 dada por ele mesmo que concedia o penduricalho a todos os magistrados e membros do MP. O auxílio era de R$ 4.377.

Em fevereiro de 2020, contudo, os cálculos foram refeitos. Toffoli pediu extensão ao Judiciário e, por ano, só a Justiça Federal ganhou mais de R$ 100 milhões para gastar. Em 2020, a Justiça do Trabalho recebeu R$ 209 milhões.

A pandemia da Covid-19 também foi apresentada para derrubar os argumentos do CJF e do CSJT. De acordo com as entidades, os tribunais gastaram menos em 2020 desde a implementação do home office. Agora, juízes decidem de casa.

A Justiça Federal, neste ano, teve despesas de 46,56% em relação ao limite de gastos. O TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), o maior do país, foi usado como exemplo, por ter gasto 43% do limite até 30 de julho.

Para as entidades, o impacto financeiro é limitado. Segundo a Ajufe, estudo técnico mostrou que o custo anual seria de no máximo R$ 57,7 milhões. De acordo com a entidade, 65% dos juízes federais manifestam vontade de vender parte das férias –o custo cairia para R$ 37,9 milhões.

Já a Anamatra estimou em R$ 107 milhões os gastos, casos todos magistrados quisessem receber a comprensação.

Folhapress

Covid-19 em Juazeiro: Centro e Sntº Antônio são os bairros com mais casos; maioria dos infectados são mulheres e tem idade entre 20 e 49 anos

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Nesta segunda-feira (31), a secretária de Saúde de Juazeiro, no Norte da Bahia, Fabíola Ribeiro, apresentou um panorama geral de casos da covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Os dados foram apresentados em uma coletiva virtual com a imprensa, que teve também a presença do prefeito Paulo Bomfim (PT).

O boletim epidemiológico do município de ontem aponta 3.946 casos confirmados e 79 óbitos pela doença. Na entrevista virtual, onde destacaram ações adotadas pela prefeitura de combate à doença, o prefeito e a secretária ressaltaram que, apesar da cidade está apresentando uma redução no número de casos absolutos, é preciso seguir as medidas de prevenção para evitar uma possível segunda onda de infecção (veja mais aqui).

Foram apresentados dados que trazem um panorama geral da doença na cidade. Destaque para a proporção de casos por bairros, com destaque para o Centro, Santo Antônio, Itaberaba e Piranga, que concentram os maiores números de confirmações. Na zona rural, o destaque é para as comunidades de Mandacaru I, Maniçoba e Carnaíba do Sertão.

Juazeiro permanece com a recuperação de 2.270 pessoas. Já foram realizados 14.506 exames entre testes rápidos e pelo LACEN de Salvador. Dos 3.946 infectados, em isolamento estão 1.582 pessoas e 15 internadas, sendo 09 em UTI e 06 em leitos intermediários.

Veja os detalhes:

CASOS POR BAIRROS

(fotos: reprodução)

LINHA DO TEMPO

(foto: reprodução)

DISTRIBUIÇÃO DE CASOS POR SEXO

(foto: reprodução)

DISTRIBUIÇÃO DE CASOS POR IDADE

(foto: reprodução)

PROFISSIONAIS DE SAÚDE INFECTADOS

(foto: reprodução)

DISTRIBUIÇÃO DE MORTES POR SEXO

(foto: reprodução)

Da Redação

Família aguarda transferência de criança que nasceu no chão da maternidade de Juazeiro; mãe está internada com suspeita de eclâmpsia

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(foto: arquivo)

Familiares da jovem Jéssica Ferreira, que na última sexta-feira (28) deu à luz no chão do Hospital Materno Infantil de Juazeiro, no Norte da Bahia, estão aguardando a transferência da criança para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Segundo familiares, o procedimento havia sido suspenso pois mãe e filha estavam com suspeita de covid-19, o que já foi negado pelos exames. A mãe da criança precisou ser transferida para outra unidade hospitalar por suspeita de pré-eclâmpsia.

Jéssica deu a luz no chão da maternidade após dar entrada na unidade de saúde, já em trabalho de parto, no início da tarde de sexta. Não havia cadeiras de rodas no hospital e sua irmã, Luana Ferreira, foi quem levou a paciente, nos braços, para o interior da unidade, onde ficou aguardando atendimento na cadeira da recepção. Como não foi atendida, Jéssica pediu para que a irmã a deitasse no chão, onde deu à luz. A mãe só recebeu assistência de profissionais após o nascimento da criança.

Por ser prematura, a filha de Jéssica precisa ser internada em uma UTI neonatal, o que ainda não aconteceu. De acordo com Luana Ferreira, mãe e filha seriam transferidas para a cidade de Irecê, no Norte do Estado, no dia seguinte, mas a transferência foi suspensa porque ambas estavam com suspeita de covid-19. A vaga, portanto, foi perdida.

No dia seguinte, houve uma nova promessa de transferência para Recife-PE, o que também não aconteceu pois a unidade ainda não havia realizado o exame de covid-19 nas pacientes.

“No dia seguinte surgiu uma outra vaga em Recife. Eles falaram que iam fazer o teste rápido na mãe da menina na manhã do domingo, mas quando foi à tarde, que era para ser realizado o teste rápido para que a menina fosse para Recife, disseram que em Juazeiro não tinha como fazer o teste, e que teria que agendar para vir de outro lugar”, contou Luana. O teste foi realizado na manhã desta segunda-feira (31), e o resultado deu negativo para mãe e filha.

Apesar da criança está com quadro de saúde estável, a família teme que o bebê possa ter algum agravo, já que está perdendo peso. “A menina está dentro de uma incubadora, que não é o correto para ela que tem apenas 29 semanas. Ela precisa de uma UTI neonatal, e eles não resolvem, não fazem nada.  Eles estão apenas ganhando tempo para que a minha sobrinha perca peso, que nem ela já está perdendo, e venha a óbito”, desabafou Luana Ferreira.

A família informou ainda que segue sem previsão de quando acontecerá a transferência, e para onde a criança será encaminhada. Jéssica Ferreira está com suspeita de pré-eclâmpsia e precisou ser transferida para uma unidade de saúde da cidade de Petrolina, segundo informou a família.

O PNB procurou a Secretaria Municipal de Saúde, mas até a publicação dessa matéria, não obteve retorno.

Da Redação

Receita paga hoje restituições do 4º Lote do Imposto de Renda

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A Receita Federal paga nesta segunda-feira (31) o quarto lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2020. O crédito bancário é para 4.479.172 contribuintes, totalizando o valor de R$ 5,7 bilhões.

Desse total, R$ 248, 63 referem-se ao quantitativo de contribuintes que têm prioridade legal: 6.633 idosos acima de 80 anos, 36.155 entre 60 e 79 anos, 4.308 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 17.787 cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Foram contemplados ainda 4.414.289 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 19 de junho de 2020.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita Federal na internet. Na consulta à página da Receita, no Portal e-CAC, é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nessa hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza ainda aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF. Com ele será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no Portal e-CAC, no serviço Meu Imposto de Renda.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Agência Brasil

Polícia apreende drogas e arma em condomínio de Petrolina

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(foto: divulgação/BIESp)

Drogas e armas foram apreendidos em um condomínio de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Policiais Militares do 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp) realizavam rondas na estrada da banana quando avistaram um veículo que realizou uma manobra brusca para desviar dos policiais.

Devido à atitude suspeita, os policiais decidiram realizar abordagem. Segundo o BIESp, durante verificação, os policiais identificaram um jovem de 15 anos conduzindo o veículo com duas mulheres como passageiras, sendo encontrado com elas quatro petecas de cocaína. Elas informaram aos policiais que estavam vindo de um condomínio localizado na estrada da banana.

No local indicado, foram encontrados mais entorpecentes, arma, munições, dinheiro e materiais para embalar e pesar drogas. No total, os policiais apreenderam 9.640 quilos de maconha; 940 gramas de cocaína; R$ 1.564,00; 2 balanças de precisão; 52 pinos para embalar drogas; um rifle cal.44 com marca e numeração suprimidas; 15 munições cal.44; 16 munições cal.357; 5 munições cal. 12; 58 munições cal.22; uma maquineta de cartão; 2 facas; 3 garrafas com sementes de maconha; 2 celulares; um cabo de revolver; um veículo VW Gol G5 prata; Sacos plásticos; uma fita adesiva; um rolo de plástico filme. Ninguém foi preso.

Todo material foi apreendido e a ocorrência apresentada na delegacia de plantão para que fossem adotadas as medidas cabíveis ao caso.

Da Redação

Novos leitos de UTI, medidas mais rígidas para bares e restaurantes e volta às aulas: prefeito e secretária de Saúde falam de ações de combate à covid-19 em Juazeiro

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(foto: arquivo)

Em entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (31), o prefeito de Juazeiro, no Norte da Bahia, Paulo Bomfim (PT) e a secretária de Saúde, Fabíola Ribeiro, falaram sobre ações de combate ao novo coronavírus no município, que segundo dados de ontem soma, até o momento, 3.946 casos e 79 óbitos pela doença. A reunião foi realizada de forma virtual.

O prefeito destacou as ações adotadas pela prefeitura ao longo desses meses de pandemia, como distribuição do KIT merenda, contratação de duas unidades hospitalares para transferência de serviços pediátrico e adulto, tornando a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) uma unidade exclusiva para atendimento de pacientes com a covid-19, adoção de espaço destinado à moradores em situação de rua, com distribuição de refeição, atendimento psicológico e acesso à produtos básicos de higiene, além da instalação do Hospital de Campanha.

Bomfim fez ainda um apelo para que as pessoas sigam as recomendações sanitárias. “Precisamos atingir uma fatia da sociedade que ainda não entendeu a complexidade desse vírus. Queria fazer um apelo a esses juazeirenses que ainda não entenderam que esse vírus mata, e nós estamos precisando da ajuda de todos para que a proteção continua. Precisamos estar todos do mesmo lado contra o coronavírus. Tenho feito tudo o que é possível para salvar vidas”, disse o prefeito.

Leitos de UTI

O prefeito destacou que Juazeiro iniciou a pandemia com apenas 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender a rede PEBA, e que hoje, conta com 99 no total. Bomfim anunciou ainda que 20 novos leitos no UTI deverão ser inaugurados ainda nessa semana no Hospital Regional. Com isso, serão 119 leitos de UTI para a rede PEBA, sendo 40 no HRJ e 10 no Hospital Promatre, em Juazeiro.

Desrespeito de bares e restaurantes

Paulo Bomfim se disse perplexo com as imagens de aglomerações em bares e restaurantes da cidade, e disse já ter cobrado medidas ao comandante da Guarda Civil Municipal de Juazeiro e ao secretário de Secretaria de Ordenamento Urbano. O gestor disse ainda que a prefeitura vem priorizando um trabalhando de orientação, mas que, se for necessário, tomará medidas mais radicais.

“A gente precisa fazer com quê esse trabalho de conscientização aconteça. Caso a gente não consiga na conscientização positiva, a gente vai ter que tomar medidas e suspender algumas atividades da nossa cidade com o objetivo de proteger as pessoas”, acrescentou. Segundo o prefeito, alguma estratégias serão anunciadas essa semana, incluindo a publicação de um novo decreto com novas regras. Haverá ampliação do raio de atuação na fiscalização, com uma postura mais rígida.

Redução de casos e reforço dos cuidados

O prefeito disse que o Comitê de Combate à Covid-19 do município tem acompanhado os dados da cidade, e ressaltou que a cidade vem registrando uma queda nos números. “Quando o comércio estava fechado nós tínhamos uma média de 100 casos diários. Quando abrimos, com todas as regras que nós, juntos [representantes do comércio] estabelecemos, esses números vem caindo. O vírus não passou, a pandemia não acabou, mas no dia-a-dia a gente percebe, na prática, que as coisas vêm se acomodando”, disse.

A secretária de Saúde, Fabíola Ribeiro, reforçou a necessidade de manter os cuidados, mesmo com os números em queda. “Por mais que estejamos com ‘de saco cheio’ de ficar em casa, a pandemia não acabou. Estamos ainda no meio dela. O que o município vem fazendo de forma responsável ao longo dos meses, é tentar conduzir com muita seriedade e transparência, mantendo os serviços funcionando, ampliando a testagem, capacitando nossa equipe e preparando nossos serviços. Quando abrimos o comércio, não estamos colocando para as pessoas que a pandemia acabou, não estamos deixando de reforçar que as medidas de prevenção são necessárias. Estamos diante de um processo que pede cuidado”, reforçou.

“Saúde em casa”

A secretária anunciou a adoção de um novo programa, o Saúde em Casa, que permitirá que os cidadãos sejam assistidos em seus domicílios, oportunizando uma atenção integral a saúde desses usuários, de acordo com suas necessidades identificadas pelas equipes. Também será ofertado serviço de teleatendimento.

Fabíola Ribeiro disse ainda que ofertada a entrega de kits de medicamentos para pacientes com suspeita de covid-19, caso o mesmo queira e caso seja desejo do médico prescrever. O protocolo precoce prevê a distribuição de azitromicina, ivermectina e algumas vitaminas. A ação também acontecerá na zona rural.

Segunda onda

A secretária de Saúde ressaltou que Juazeiro já atingiu o platô de casos, sendo  mês de julho o pico da pandemia na região. Entretanto, Fabíola destacou que é preciso seguir as medidas de prevenção para evitar uma possível segunda onda de infecção.

“A gente estabeleceu sim esse platô, mas isso não quer dizer que a gente tem que reduzir as nossas medidas de prevenção. Depois da reabertura do comércio, em agosto, nós tivemos redução no número de casos, em relação ao mês anterior. Também tivemos redução na taxa de ocupação regular. Mas todos esses esforços não podem ser relaxados. Por mais que tenhamos feito todo esses esforço de ampliar leitos, isso foi para que a gente tenha uma tranquilidade em relação a necessidade de internação, mas não estamos estimulando que as pessoas voltem a sua normalidade”, disse.

Aulas

Paulo Bomfim disse que tem dialogado com as secretaria municipal e Estadual de de Educação, mas que Juazeiro segue sem previsão de retorno. “O estado atinge uma faixa etária de pré-adolescentes, jovens e adultos. O município é de crianças que estão ainda iniciando, até os 7 anos. Essas crianças ainda não sabem se proteger sozinhas. Têm toda uma complexidade que estamos acompanhando”, disse.

Ao final da reunião, Fabíola Ribeiro reforçou a necessidade de procurar a atenção básica de saúde já com o surgimento dos primeiros sintomas. Já o prefeito fez elogios ao Governo do Estado pela atuação e apoio ao município.

Da Redação