Preto no Branco

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Covid-19: Juazeiro tem 8 pacientes internados em UTI e 25 em leitos intermediários

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No boletim desta quinta-feira (13), onde confirmou 66 novos casos de covid-19, sendo um óbito pela doença, a Secretaria de Saúde de Juazeiro, no Norte da Bahia, informou que, atualmente, 1.744 pacientes estão em isolamento domiciliar, 33 estão internados, sendo 8 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 25 em leitos intermediários.

Os paciente estão em unidades hospitalares pertencentes à rede PEBA, hospitais privados da região e também na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, que é referência para atendimento da covid-19 aos juazeirenses. Os encaminhamentos de internação são feitos pela Central de Regulação Interestadual de Leitos da rede PEBA, que atende a 53 municípios.

O Hospital Regional de Juazeiro tem 4 pacientes da cidade internados na UTI, enquanto o Hospital Promatre, também em Juazeiro, o Hospital Neurocardio, em Petrolina, e o Hospital Memorial, também na cidade pernambucana, tem 1 paciente de Juazeiro – em cada unidade – internados. Em leitos de UTI de unidades privadas, somente o HGU, em Petrolina, tem 1 paciente de Juazeiro internado.

Sobre os leitos intermediários, a UPA de Juazeiro tem 4 pacientes da cidade internados, mesma quantidade do Hospital de Campanha do município. A UPAE de Petrolina tem mais 1 paciente de Juazeiro, enquanto o Hospital Regional tem 12 munícipes. A Promatre também tem 2 pacientes da cidade.

Em leitos intermediários de unidades privadas, somente a UNIMED, em Petrolina, registra a internação de dois pacientes de Juazeiro.

Veja a taxa de ocupação da REDE PEBA na íntegra

Da Redação

Brasil pede explicações à China sobre frango supostamente contaminado

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O Ministério da Agricultura pediu hoje (13) à China explicações sobre a suposta contaminação de um lote de frango congelado brasileiro com o novo coronavírus. Em nota, a pasta informou que ainda não foi notificada oficialmente pelo governo chinês e que trata o assunto como “suposta detecção” de covid-19.

Segundo o comunicado, a única notícia sobre a contaminação de um lote de frango partiu da prefeitura de Shenzhen, na província de Guangdong. De acordo com a autoridade sanitária da cidade, material genético do novo coronavírus foi detectado na superfície de uma amostra de asa de frango congelada. Outras amostras do mesmo lote, vindas do Brasil, foram analisadas, com resultado negativo.

“Ainda na noite de ontem, após notícia veiculada na imprensa chinesa, o Mapa [Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento] consultou a Administração-Geral de Aduanas da China, buscando as informações oficiais que esclareçam as circunstâncias da suposta contaminação”, destacou a pasta em nota.

Protocolos rígidos
Citando a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Agricultura ressaltou que não há comprovação científica de transmissão de covid-19 por meio de alimentos congelados ou de embalagens de alimentos congelados.

O ministério assegurou que todos os produtos fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) são submetidos a protocolos rígidos de controle sanitário. “O Mapa reitera a inocuidade dos produtos produzidos nos estabelecimentos sob SIF, visto que obedecem a protocolos rígidos para garantir a saúde pública”, ressaltou o texto.

Setor privado
O setor privado também analisa as informações vindas da cidade chinesa. Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) cobrou informações sobre o momento em que teria ocorrido a contaminação. “Ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação”, afirmou no comunicado.

A associação informou que avalia o alerta, mas, assim como o Ministério da Agricultura, destacou não haver provas de que carnes congeladas transmitam a doença.

“A ABPA reitera que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus”, destacou a nota, citando, além da OMS e da FAO, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Aurora
Citada como possível fonte do produto com embalagem contaminada, a Cooperativa Central Aurora Alimentos reforçou em nota que não há confirmação oficial sobre a contaminação, e que trata-se no momento “apenas de fato originário de notícia veiculada em imprensa local regional daquele país asiático”.

A cooperativa disse que prestará as informações necessárias para esclarecer o ocorrido e que todas as medidas estabelecidas pelas autoridades públicas relativas ao combate a pandemia estão sendo integralmente cumpridas.

Agência Brasil

Secretaria de Saúde confirma 5º óbito por covid-19 no lar dos idosos de Juazeiro; total de mortes pela doença sobe para 67

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Foi confirmado o óbito de mais um idoso do Lar São Vicente de Paulo, em Juazeiro, no Norte da Bahia. A informação consta no boletim desta quinta-feira (13) da Secretaria Municipal de Saúde, que anunciou que, além da confirmação do óbito, 65 novos casos foram confirmados e 68 pacientes receberam a cura clínica da doença.

O óbito ocorreu no dia 20 de julho, no entanto, o resultado só chegou nesta quinta-feira (13). Era uma idosa de 106 anos que faleceu no próprio abrigo, teve o material sorológico coletado e no resultado de hoje veio positivo para a covid-19. Agora são cinco idosos do abrigo que morreram em decorrência da doença (veja mais sobre as outras vítimas). Com este registro, o município têm agora 67 óbitos por covid-19.

Desses 66 novos casos positivos notificados hoje, de acordo com a Secretaria de Saúde, 37 são do sexo feminino e 29 do sexo masculino. Desses, quatro são profissionais da saúde. A faixa etária dos novos casos é de 11 meses a 106 anos e, dos resultados obtidos, 65 foram por teste rápido e 01 pelo Lacen de Salvador. Fora o óbito, os 65 pacientes estão sem gravidade em isolamento domiciliar. Juazeiro registra agora 3.393 pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus.

O boletim dessa quinta-feira traz ainda a cura clínica de mais 68 pacientes. Agora são 1.549 pessoas recuperadas do novo coronavírus.

Juazeiro já realizou 13.196 exames e teve 9.803 testes negativos para a covid. Dos 3.393 casos confirmados, 1.845 são do sexo feminino, 1.548 são do sexo masculino e, desses, 225 são profissionais de saúde. 1.744 pessoas estão em isolamento, 33 estão internados, sendo 8 em UTI e 25 em leitos intermediários.

Da Redação

Governo do Estado inaugura 20 novos leitos de UTI em Senhor do Bonfim; metade serão para pacientes com covid-19

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(foto: divulgação/Secom-BA)

20 novos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) que integram o projeto de reforma e ampliação do Hospital Municipal Dom Antônio Monteiro, foram inaugurados em Senhor do Bonfim, no Norte da Bahia, nesta quinta-feira (13). A obra é fruto de parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), e a prefeitura de Senhor do Bonfim.

O investimento nas intervenções do hospital têm recurso de mais de R$ 5,8 milhões e a estrutura dispõe de enfermaria, tomografia, diálise e raio-x. Dos 20 novos leitos de UTI, inicialmente, 10 deles serão dedicados para atender pacientes com diagnóstico da covid-19. Os novos leitos de UTI estão divididos entre adulto e neonatal, e todos já entram em funcionamento na próxima segunda-feira (17).

“Este hospital vai atender pacientes de alta complexidade em toda a microrregião de Bonfim. Aqui nós colocamos R$ 8 milhões em obras e equipamentos. Estamos entregando agora 70% das obras, que devem ser concluídas até dezembro. Eu estava ansioso, diante da pandemia de Covid-19, para entregar esses leitos que vão dar suporte a esta região”, afirmou o governador Rui Costa (PT).

Da Redação

Sorteio da Mega-Sena pode pagar 12,5 milhões nesta quinta-feira (13)

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A Mega-Sena realiza nesta quinta-feira (16) mais um sorteio, que de acordo com a Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 12,5 milhões para quem acertar as seis dezenas do concurso 2.289. O sorteio vai ser realizado no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, às 20h.

Não é tão fácil ser um dos milionários contemplados com a Mega Sena. A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Por exemplo, quem opta pela aposta simples com seis dezenas, tem a chance de 1 em 50.063.860. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, segundo a Caixa Econômica Federal.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) pelo valor mínimo de R$ 4,50, em qualquer lotérica do país.

Da Redação

Obesidade aumenta em até 4 vezes o risco de morrer por Covid, especialmente homens e menores de 60 anos

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A obesidade é um fator importante de agravamento da Covid-19 e pode aumentar em até quatro vezes o risco de morte, principalmente em homens e pessoas com menos de 60 anos, de acordo com pesquisa publicada nesta quarta-feira (12) na revista “Annals of Internal Medicine”.

Os médicos e cientistas da Califórnia, nos Estados Unidos, analisaram os dados de 5.652 pacientes que tiveram o teste positivo para o novo coronavírus entre fevereiro e maio deste ano. O risco causado pela obesidade foi ajustado no estudo, com uma exclusão de fatores extras como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, entre outros. Dados de mulheres grávidas também foram excluídos da pesquisa.

Os resultados mostraram que os pacientes obesos tinham até quatro vezes mais chance de morrer pela doença, especialmente homens e menores de 60 anos com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado. A contagem do desfecho dos casos foi feita 21 dias após o início da infecção.

“Encontramos uma associação impressionante entre o IMC e o risco de morte entre pacientes com diagnóstico da Covid-19 em um sistema integrado de saúde. Essa associação foi independente das comorbidades relacionadas à obesidade e outros fatores potenciais de confusão dos resultados”, escrevem os autores.

“Nossos dados também sugerem que o risco pode não ser uniforme em diferentes populações, com o IMC elevado fortemente associado à mortalidade pela Covid-19 em adultos jovens e pacientes do sexo masculino, mas não em pacientes do sexo feminino e idosos”.

Os cientistas afirmam, ainda, que o estudo é importante para que precauções extras sejam tomadas e evitem ainda mais riscos contra esse grupo. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde desta quarta-feira, mais de 4 mil pessoas obesas morreram com a Covid-19 desde o início da pandemia – quase metade delas com menos de 60 anos, índice mais alto para a faixa etária entre as comorbidades.

G1

Crianças, pandemia e saúde mental: psicóloga explica os efeitos dessa nova realidade na vida dos pequenos e como os pais e responsáveis devem agir

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A pandemia da covid-19 tem causado diversos impactos na vida das pessoas, inclusive no que diz respeito a saúde mental. Mas você já parou para pensar como tudo isso é processado na cabeça de uma criança? Elas, que também estão tendo que enfrentar desafios para lidar com esse momento, assim como qualquer outro adulto, ao contrário do que muitos costumam pensar, também estão sujeitas à estresses emocionais, que podem desencadear, inclusive, alguns transtornos futuramente.

Camila Duarte, psicóloga clínica infantil, ressalta que existe uma cultura que costuma diminuir o sofrimento infantil, fazendo com que as pessoas caiam no equívoco de acreditar que, por serem crianças, elas não vão sentir ou perceber o momento, muito menos sentir os efeitos das consequências. A profissional reforça, entretanto, que essa nova realidade é tão delicada para elas quanto para um adulto.

“Uma coisa que a gente deve ter em mente e não devemos esquecer é que a criança é um ser humano com toda a sua complexidade, como os adultos. A gente tem muito a ideia dessa infância inocente, e isso muitas vezes destitui o caráter da criança de ter a capacidade de sentir, perceber e sofrer. As crianças, talvez, não têm a noção da gravidade e do processo como um todo, mas ela percebe que a vida dela mudou. Percebe que está mais em casa, que não ver mais os amigos, que não tem mais a liberdade a qual estava acostumada e está privada de outras coisas, que agora é obrigada a sair com máscara e passar álcool em gel na mão. Tudo isso ela percebe e sente”, explica.

(foto: arquivo pessoal)

Segundo Camila, essa situação torna o ambiente “ansiogênico” (capaz de despertar ansiedade) por si só. A especialista explica que a ansiedade é causada por uma tríade onde a pessoa se vê como alguém vulnerável, enxerga o mundo como algo perigoso e hostil e vê o futuro como algo incerto. As crianças não estão isentas de sentir tudo isso, e as maiores consequências podem aparecer no futuro.

“A ansiedade é o que mais impacta na vida das crianças hoje. Estamos nesse momento em que as crianças precisam se movimentar, de interação social e estar menos tempo diante das telas, mas não estão fazendo isso. As consequências disso a gente só vai saber no futuro. Há muitas pesquisas se debruçando sobre isso, mas ainda é tudo novo. Mas uma coisa é certa: teremos uma segunda pandemia de saúde mental, porque muitas coisas que são prioridades para manter a saúde mental de uma criança, por exemplo, como a movimentação, a interação e as brincadeiras ao ar livre, nesse momento não estão sendo possíveis. Acredito que vai haver um aumento da ansiedade e também da depressão infantil”, diz a psicóloga.

“É preciso conhecer a criança”

Por essa razão, os adultos precisam estar atentos ao comportamento dos pequenos. Alterações de humor e emoções são comuns, principalmente em momentos como esse, em que tudo parecer ter virado de ponta cabeça. Conforme explica Camila Duarte, a atenção deve ser redobrada, pois o adoecimento infantil se manifesta de diversas formas, seja em constantes momentos de tristeza ou deprimimento, mas também de irritação, nervosismo e violência.  Caso essa mudança de comportamento persista por uma ou duas semanas, o aconselhável é buscar ajuda.

“O adoecimento infantil pode vir como uma teimosia, irritação, birra ou choro. Então, não necessariamente uma criança que está em adoecimento, fica tristinha, sentadinha. Mas é preciso conhecer a criança antes. Como ela se comportava antes e como ela se comporta agora? É um passo importante para saber se algo está errado ou não”

Camila reforça que nunca é cedo para buscar um psicólogo, mas destaca que, às vezes, a demora, além de agravar a situação da criança, pode acarretar na adoção de um tratamento mais complexo.

“Não que o profissional não vá ajudar em momentos mais críticos, mas, às vezes, quando chega numa situação mais delicada, precisa ir para o psiquiatra para depois voltar para a terapia. Às vezes vai ter que entrar com intervenção medicamentosa para algo que poderia ter sido resolvido apenas com a terapia. Então é muito importante se, caso note essa alteração, busque um psicólogo. Temos profissionais oferecendo serviços de várias formas, presenciais e virtuais também”, reforça.

É preciso levar em conta que os transtornos que surgem na infância e adolescência também podem afetar os indivíduos normalmente saudáveis em plena fase produtiva e de desenvolvimento, com prejuízos cumulativos até a idade adulta.

As crianças precisam saber o que está acontecendo

Esse ponto é extremamente importante, afinal, é praticamente impossível tentar esconder o que está se passando. Claramente as crianças conseguem notar seja através de meios de comunicação, ou até mesmo pelo comportamento de seus pais e demais parentes do convívio diário, e também pelas mudanças da rotina e do ambiente, conforme foi explicado. Isso também deve ser motivo de atenção para os pais.

A profissional destaca, entretanto, que as crianças não precisam saber de tudo. Algumas informações são desnecessárias para ela e também podem acarretar no adoecimento mental.

“Os adultos precisam dessas informações de números de casos, de como está a situação pandêmica, para, inclusive, tomar suas decisões diárias. Mas as crianças não têm esses compromissos, então ela não precisa saber a quantidade de mortes no dia, como também não precisa estar na sala na hora do jornal, pois isso pode ser gerador de ansiedade. Mas, ao mesmo tempo, não dá para criar a criança numa bola. Os pais devem explicar o que é o coronavírus, os cuidados, precisam mostrar para ela que quanto mais ela estiver seguindo os protocolos de higiene, mais cedo ela vai ter a vida dela normal. A informação precisa ser dada, mas precisa ser controlada, sem detalhes pandêmicos para não gerar ansiedade na criança.”

Diversos conteúdos estão disponíveis na internet e podem orientar os pais a como falar sobre o assunto com a criança.

Pais estressados, crianças estressadas

A criança está em um momento de aprendizado. Naturalmente elas nascem com essa predisposição para observar e aprender como lidar com o mundo e as coisas. Dessa forma, a psicóloga explica que a forma como os adultos estão lidando em casa, vai influenciar o comportamento dela. Diante disso, o adulto também deve observar seu comportamento. A psicóloga explica que às vezes é mais vantajoso que o adulto busque ajuda primeiramente.

“Se você sente que está muito ansioso, que a casa está mais estressada e que a rotina não está legal, com todas as ressalvas, claro, pelo que estamos vivenciando, busque auxílio para lidar melhor com as suas próprias emoções, pois consequentemente você vai estar mais preparado para lidar com a criança. Como eu posso oferecer à minha criança um ambiente de calma, paz e tranquilidade, se eu não tenho ela em mim? É importante não exitar em buscar ajuda, pois no processo terapêutico você vai aprender a identificar essas demandas e lidar melhor com elas, e consequentemente a criança que você convive vai ser beneficiada”, reforça.

(foto: Eyecrave/Getty images/SAÚDE é Vital)

Fazer o possível

Essa, segundo Camila Duarte, é a melhor dica para amenizar as consequências da pandemia na saúde mental das crianças. Tentar fazer o que está acima das possibilidades pode ter um efeito reverso, e, ao invés de ajudar, pode trazer malefícios para a relação familiar.

“Eu sempre digo que o que é preciso fazer para amenizar a situação é fazer o possível. A gente tem uma pressão muito grande de fazer o impossível, de se sobrecarregar para dar conta de tudo, e é um momento que ninguém está dando conta de nada. É preciso se perdoar e dar tempo ao tempo.”

A psicóloga considera que, nesse momento, os pais não devem se preocupar tanto com o conteúdo da escola, mas investir em atividades que façam com que a criança saia da tela, estimulando sentidos e estímulos, e que ajudam a desenvolver a coordenação motora.

“Atividades como quebra-cabeça, de tabuleiro, de colorir, coisas que exijam dela uma coordenação e um raciocínio crítico, o que é muito importante para a infância, são boas apostas.”

Outra importante dica da profissional é revisitar e estabelecer as prioridades da família, tentando criar um equilíbrio entre a saúde mental de todos.

“Não adianta que meu filho seja super assistido, se no final do dia eu não tenho mais saúde mental e fico estressada, gritando, e não consigo dormir. Não vale a pena. A criança vai adoecer do mesmo jeito. É preciso buscar um equilíbrio saudável. Se for preciso que a criança fique um pouco mais de tempo na tela, não tem problema se você está atento para distraí-la também de outra maneira. Estamos em um momento atípico e que exige atitudes atípicas. Precisamos ser muito flexíveis nesse momento e não se exigir tanto. Não existe uma fórmula pronta. Reuniões semanais de família, para avaliar como foi a semana, dizer o que chateou ou o que foi bom, é uma boa maneira da gente ter uma vida em conjunto mais harmônica e tranquila”, sugere.

Aprendizado?

Momentos bons e ruins podem ser geradores de aprendizado se as pessoas que estão vivenciando-0s, estão dispostas a aprender. Esse momento, inclusive, deve ser visto pelas famílias como uma oportunidade de avaliar como estava sendo o dia-a-dia antes da pandemia e também para fazer as crianças se integrarem mais às atividades cotidianas.

“Quantos pais se depararam e falaram ‘quem é essa criança que mora comigo?’. É sim um momento de presença, apesar dos próprios adultos estarem também em sofrimento, mas não deve virar uma pressão. Também não devemos romantizar e dizer que é o momento de ficar a todo momento com seus filhos. Isso pode gerar adoecimento também. Mas é um momento inclusive da criança aproveitar mais a casa, os pais e de se enquadrarem na rotina. Quantas crianças nunca lavaram um prato e tiveram que se engajar nas atividades domésticas para desafogar a mãe e o pai? Tudo é aprendizado. É um momento importante para a criança saber que a roupa não surge limpa no guarda-roupa do nada, que a casa não fica limpa com o estalar dos dedos. Tudo isso é importante. Bom também para desenvolver a criatividade, buscar estratégias”, reforça a psicóloga.

Camila Duarte acrescenta ainda que cada família vai ter sua peculiaridade, suas dores, dificuldades, e que, portanto, é preciso que cada uma faça suas próprias avaliações.

“Não existe uma fórmula e um jeito pronto. A maior sugestão que eu dou é olhar para si e para sua família. Observar e anotar o que você percebe. Os motivos pelos quais vocês brigam, quando a criança fica mais estressada. Tudo isso é gerador de conhecimento. E é com essa informação que a gente vai buscar mudanças”, reforça a psicóloga clínica infantil.

Público privilegiado

“Essas informações falam de um público muito privilegiado. A gente sabe que a realidade do nosso país não é essa. Muitas crianças não estão em casa. Estão na rua, seja trabalhando ou brincando porque não têm com quem ficar pois os pais estão trabalhando. Muitas enfrentam dificuldades de acesso a coisas básicas como alimentação e água. Vivemos duas realidades muito distintas, e fica muito desafiante fazer orientações para realidades tão distintas. Temos uma realidade mais privilegiada e outra que diz mais sobre um descaso governamental do que de uma situação pandêmica exclusivamente. Não devemos esquecer que essa outra realidade existe”, pontua.

Camila Duarte é psicóloga clínica infantil (CRP 02/20425).

Da Redação por Thiago Santos

Justiça de Pernambuco acata pedido do MP e determina que Agrovale suspenda queima de palha de cana de açúcar

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(foto: arquivo)

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE) acatou um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e determinou que a Agro Indústrias do Vale do São Francisco SA (Agrovale), situada na zona rural de Juazeiro, no Norte da Bahia, suspenda a queima de palha de cana de açúcar nos campos da empresa. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (13), e tem validade a partir dessa data.

Na ação civil pública, ingressada através das Promotorias de Justiça de Defesa da Cidadania de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, o MPPE pediu a suspensão da queima de cana-de-açúcar como método de colheita, a fim de fazer cessar os efeitos da emissão de fuligem da palha de cana, que é transportada pelo ar, nas vidas dos petrolinenses.

O pedido liminar apresentado pelo MPPE considerou como elemento de urgência o risco iminente de agravamento do quadro de saúde dos cidadãos em razão da pandemia da covid-19, uma vez que a inalação cotidiana da fuligem causa danos ao sistema respiratório, já que os indivíduos com deficiências respiratórias se encontram mais suscetíveis à infecção do novo coronavírus, podendo vir a sofrer com quadros mais letais da doença.

“No tocante ao perigo de dano, por sua vez, está concretizado na situação que acomete diariamente toda a população local, especialmente, nestes dias atuais, ante a pandemia que o pais e o mundo vivenciam, agravando sobremaneira os riscos de complicações respiratórias, podendo, em decorrência da poluição da fuligem tratada nestes autos, agravar situações diversas de moradores desta cidade”, justificou o juiz Francisco Josafá Moreira, ao acatar o pedido do MPPE.

O juiz fixou multa diária de R$ 10 mil reais em caso de descumprimento.

Veja a decisão na íntegra

Da Redação

Pertubação do sossego: equipamentos de som são apreendidos pela Guarda Municipal no Residencial Mairi, em Juazeiro

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(foto: divulgação)

Um veículo foi recolhido e diversos equipamentos de som foram apreendidos pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Juazeiro, no Norte da Bahia, na madrugada desta quinta-feira (13). A ação foi realizada na Rua E do Residencial Mairi e a Guarda Municipal foi acionado por populares, por perturbação do sossego público.

A guarda manteve contato com o proprietário do veículo e, como não foi possível retirar o aparelho de som, o veículo foi recolhido para o pátio da guarda municipal. Foram apreendidos: quatro alto falantes; 2 twists; 2 graves; três amplificadores; uma mesa de som; processador; e quatro cornetas.

A fiscalização é realizada de acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre a prefeitura, Polícia Militar da Bahia e Ministério Público em maio de 2016 e atende ainda o que está previsto na Lei Complementar 018/2016, que rege sobre o Código de Polícia Administrativa e no Art. 87 sobre a ordem e o sossego público. É preconizado ser terminantemente proibido perturbar o bem estar e o sossego público com ruídos, barulhos ou sons de qualquer natureza, produzidos de qualquer forma, que ultrapassem os níveis máximos de intensidade estabelecidos na Lei.

Da Redação