Preto no Branco

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Paraná e Rússia devem assinar nesta quarta-feira acordo sobre vacina contra Covid-19

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Teste da vacina contra a doença de coronavírus (COVID-19) na Tailândia

O governo do Paraná deve assinar, nesta quarta-feira (12), um acordo com a Rússia para produção e distribuição da vacina contra o novo coronavírus Sputnik V. A cerimônia para a celebração do convênio está prevista para ocorrer às 14h.

Na terça-feira (11), o presidente russo, Vladimir Putin, divulgou que a vacina foi a primeira registrada no mundo.

A vacina russa é questionada pela comunidade internacional porque se sabe pouco sobre sua eficácia. O site oficial sobre a pesquisa afirma que, no dia 1° de agosto, os testes de fase 1 e 2 foram concluídos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam realizadas três etapas de testes.

O acordo deverá ser assinado pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e pelo embaixador da Rússia no Brasil, Sergey Akopov.

Para a realização de testes ou de pesquisa no Brasil, a Anvisa precisa autorizar os procedimentos. Na terça-feira (11), a Agência informou que não recebeu nenhum pedido para analisar essa vacina pelo laboratório russo responsável.

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será responsável por todas as etapas, desde a pesquisa até a distribuição das doses, isso houver liberação da Anvisa.

O presidente do Tecpar, Jorge Callado, ressaltou que a pesquisa vai avançar conforme o compartilhamento as informações. A previsão, no entanto, é de que a vacina seja distribuída no Brasil no segundo semestre de 2021.

“Antes da liberação, não há possibilidade de colocar nada em prática. Reitero que a prudência e a segurança são palavras-chave nesse processo”, declarou o presidente do Tecpar.

Ao todo, 165 vacinas contra a Covid-19 estão sendo pesquisadas em todo o mundo, segundo os dados da OMS no dia 31 de julho. Cinco delas estão na fase final de testes em humanos (a fase 3).

No Brasil, três vacinas contra o novo coronavírus que estão em estágios mais avançados de pesquisa são testadas. Duas são de laboratórios chineses e a terceira é da Universidade de Oxford.

G1

Relatório do Planalto destaca governadores e prefeitos em ranking de mortes da Covid-19

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Documento elaborado pelo Palácio do Planalto e divulgado nesta segunda-feira (10), com dados do último sábado (8), traz em destaque os nomes de governadores e prefeitos das regiões com maior número de casos e óbitos por Covid-19.

Os dados se referem ao dia em que o Brasil atingiu a marca de 100 mil mortes confirmadas pelo novo coronavírus. O documento, com nomes de desafetos do presidente Jair Bolsonaro, foi elaborado pela Secretaria de Governo da Presidência da República e distribuído a parlamentares da base aliada.

O relatório destaca os cinco estados que mais registraram casos e óbitos pela doença no sábado. O topo é ocupado por São Paulo, com 13.352 novos casos, identificado com o nome do governador João Doria (PSDB) ao lado.

(foto: Reprodução)

O estado, que é o mais populoso do país, também aparece na frente do ranking de novos óbitos. O relatório não traz, porém, nenhuma observação de que são números absolutos – desconsiderando, portanto, a taxa de mortos e casos por 100 mil habitantes.

Eleitos como aliados em 2018, Doria é atual adversário político de Bolsonaro e já protagonizou embates públicos com o presidente. Em nota, o governador de SP reagiu à divulgação do documento.

“Justamente quando o Brasil atinge a triste marca de 100 mil mortos, vítimas do coronavírus, o Governo Federal dá mais uma demonstração de desprezo pela vida e politiza a guerra contra o vírus. A falta de compaixão do Governo Bolsonaro entristece o País”, declarou o político.

Em seguida a São Paulo, aparecem no ranking de novos casos Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina, também com destaque para os governadores – respectivamente, Eduardo Leite (PSDB), Rui Costa (PT), Romeu Zema (Novo) e Comandante Moisés (PSL). No caso deste último, porém, apenas a palavra “comandante” aparece no documento.

Já no ranking de óbitos, aparecem os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, do governador Ronaldo Caiado (DEM), e Bahia, todos com a indicação dos governadores.

O relatório também traz um “top 5” dos municípios com total de casos confirmados. O município de São Paulo, chefiado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB). Em seguida, estão Brasilia, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza.

Em todos os municípios, o documento traz os nomes dos prefeitos locais – exceto no caso de Brasília. Sem prefeito, a cidade é regida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), que tem se alinhado a Bolsonaro em declarações recentes.

Reação de parlamentares
No Congresso, a lista gerou reação negativa entre os parlamentares. Reservadamente, mesmo aliados de Bolsonaro disseram ao G1 que o documento parece uma “manobra” do governo para retirar a responsabilidade federal das mortes causadas pela doença.

O vice-líder do PL na Câmara, deputado Marcelo Ramos (AM), criticou a tentativa de vincular as mortes e casos aos chefes locais.

“O número de 100 mil é muito forte, muito significativo, está repercutindo muito. Imagino que o governo tenha pesquisa do impacto negativo disso e esteja tentando criar uma narrativa de transferir a responsabilidade para os estados”, disse.

Já o líder do PSB, deputado Alessandro Molon (RJ), classificou o documento como uma tentativa do Executivo de transferir a responsabilidade federal aos governos locais.

“Depois de ter sabotado todas as medidas que poderiam ter poupado milhares de vidas de brasileiros, Bolsonaro tenta mais uma vez transferir sua responsabilidade, apontando o dedo para governadores e prefeitos. Seu comportamento é vergonhoso, é o contrário do que se espera de um presidente da República”, afirmou.

Governo confirma autoria

Em nota, a Secretaria de Governo confirmou a autoria o documento. Segundo o órgão, vinculado à Presidência da República, o relatório foi elaborado pela Secretaria Especial de Assuntos Federativos (SEAF), para “monitorar a disseminação da Covid-19 nos Entes Federativos para auxiliar na articulação do Governo Federal”.

“O documento em questão foi criado para contribuir internamente na gestão de curto prazo de como a pandemia está se comportando nos Estados e Municípios. Os dados apresentados são todos públicos e retirados do site do Ministério da Saúde”, diz a nota.

O governo não explicou por que enviou cópia do relatório a parlamentares da base aliada, e nem por que identificou os gestores locais, em grande parte opositores de Bolsonaro, nos gráficos.

G1

Fiz um depósito na conta errada: como devo proceder?

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Imagine que você precisa fazer um depósito e que, na hora de inserir os dados da pessoa a qual a quantia em dinheiro será destinada, você digita um número errado, e, sem perceber, confirma a operação no canal de atendimento. Imagine ainda que essa quantia é alta, em torno de 2 mil reais. Definitivamente, esse é o tipo de situação que nenhum cliente de agência bancária gostaria de passar, mas foi o que aconteceu com um leitor do PNB, que preferiu não ser identificado.

No dia 7 de julho, ele esteve na agência do Banco do Brasil, situada na Praça do Rio Branco, Centro de Juazeiro, no Norte da Bahia, e, na hora de digitar os dados da conta para qual o depósito, no valor de 1,9 mil reais, seria enviado, apertou em um número sem querer. A operação foi concluída sem que ele percebesse o erro. Depois disso, ao notar o equívoco, começou a dor de cabeça.

Sem saber informações do cliente para qual o dinheiro havia sido depositado por engano, o leitor procurou a gerência da instituição bancária. Ao conversar com o gerente, foi surpreendido com a resposta.

“Ele me disse apenas que iria tentar entrar em contato com o outro cliente, através da agência bancária dele, para ver se conseguiria dialogar com ele e saber se ele iria ou não devolver o dinheiro. Fiquei assustado e preocupado quando ele me deu essa resposta”, contou.

O cliente prejudicado deixou, junto a gerência do BB de Juazeiro, dados como telefone pessoal e conta para fazer o reembolso da quantia. Entretanto, mais de um mês se passou e nenhuma resposta foi dada. Diante disso, ele procurou a redação do PNB, para tentar solucionar o problema junto a instituição financeira.

Após contato da nossa redação, através da assessoria de imprensa, a instituição entrou em contato com o gerente da unidade, que prometeu que deve solucionar a situação ainda nos próximos dias. Em nota, o Banco do Brasil esclareceu que, em relação ao estorno solicitado, “normativos do Conselho Monetário Nacional (artigo 3º, da Resolução CMN 3.695 ) impedem a movimentação em contas sem a expressa autorização do seu titular”. Ou seja, o banco não pode passar informações do cliente favorecido, por questões de sigilo bancário.

Entretanto, a agência informou que já entrou em contato com o cliente que recebeu o crédito, e aguarda a autorização do mesmo para estorno do valor, conforme orienta a legislação. O PNB conversou com o leitor, que confirmou o contato e disse está aguardando um retorno do banco.

Mas, o que fazer em situações como essa?

O PNB pediu esclarecimentos ao Banco do Brasil sobre como os clientes devem proceder caso alguém passe por uma situação semelhante a essa – afinal, na correria do dia-a-dia, ninguém está isento de cometer esses pequenos equívocos.

O banco esclareceu que os depósitos na conta corrente recebedora do crédito via terminal de autoatendimento só acontecem após confirmação das informações pelo cliente, e que, em casos como esse, o cliente deve procurar a agência bancária para comunicar o equívoco. É necessário ressaltar, inclusive, a importância de guardar, após a efetivação de qualquer transação bancária, o comprovante emitido pelo próprio canal de atendimento.

Da Redação por Thiago Santos

CBF anuncia novas datas de confrontos da 3ª fase da Copa do Brasil

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(foto: Lucas Figueiredo/CBF/Direitos Reservados)

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) remarcou datas e horários dos jogos de volta dos confrontos pela terceira fase da Copa do Brasil. As partidas serão realizadas entre os dias 25 (terça-feira) e 27 (quinta-feira) de agosto. Os duelos de ida foram disputados antes da paralisação do futebol no país, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

A competição será retomada às 16h (horário de Brasília) do dia 25, com o Afogados recebendo a Ponte Preta. A Macaca tem vantagem confortável, já que venceu o compromisso de ida, em Campinas (SP), por 3 a 0. No mesmo dia, às 19h, a Ferroviária visita o América-MG. Na primeira partida, em Araraquara (SP), as equipes ficaram no 0 a 0. Já às 21h30, no Rio de Janeiro, o Fluminense enfrenta o Figueirense, que ganhou o duelo anterior, em Florianópolis, por 1 a 0.

No dia 26, serão cinco jogos. Às 16h (de Brasília), o Cruzeiro encara o CRB em Maceió. O time da casa venceu o jogo de ida, em Minas Gerais, por 2 a 0. No mesmo horário, América-RN e Juventude jogam em Natal, depois do empate por 1 a 1 na partida anterior, em Caxias do Sul (RS). Às 19h, o Botafogo, que venceu o primeiro jogo por 1 a 0, visita o Paraná. Por fim, às 21h30, Goiás e Vasco se enfrentam em Goiânia, enquanto Vitória e Ceará duelam em Salvador. Goianos e cearenses levaram a melhor na ida, por 1 a 0.

Já dia 27, às 19h, o Brusque recebe o Brasil de Pelotas, após ter vencido fora de casa por 1 a 0. E na sequência, às 21h30, em Porto Alegre, o São José-RS pega o Atlético-GO, que venceu em casa por 2 a 0, antes da paralisação do futebol.

As equipes classificadas à quarta fase terão os confrontos entre si sorteados para definição das vagas às oitavas de final. Os cinco times que avançarem se unem aos oito que iniciaram a temporada na Libertadores (Flamengo, Santos, Palmeiras, Grêmio, São Paulo, Athletico-PR, Corinthians e Internacional) e aos campeões de 2019 na Série B (Red Bull Bragantino), nas Copas Verde (Cuiabá) e do Nordeste (Fortaleza).

A vaga na quarta fase garante uma bonificação de R$ 2 milhões por clube. Se o time que for o campeão tiver iniciado a participação na Copa do Brasil na primeira fase, a premiação arrecadada durante a competição pode chegar a quase R$ 80 milhões. Devido à pandemia, a decisão está prevista para ocorrer somente em 10 de fevereiro do ano que vem.

Confira AQUI a tabela completa da Copa do Brasil.

Agência Brasil

Juazeiro tem o menor número de óbitos pela covid-19 dentre as cidades do interior da Bahia com mais de 200 mil habitantes

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(foto: divulgação/PMJ)

De acordo com o Painel Epidemiológico da Bahia, atualizado diariamente no site da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) através de dados coletados nos boletins divulgados pelas prefeituras, entre os municípios do interior baiano com população acima de 200 mil habitantes, a cidade de Juazeiro, no Norte do Estado, registra o menor número de óbitos. As informações foram divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde na manhã de hoje (11).

Segundo a Sesab, o Estado contabiliza até esta terça-feira (11), um total de 194.097 pessoas diagnósticas com a covid-19, com 176.48 curas clínicas e 4.010 óbitos.

Na lista dos municípios do interior do Estado que tem população acima de 200 mil habitantes, Juazeiro aparece com o menor número de óbitos – 66 até o momento. Camaçari, Vitória da Conquista e Lauro de Freitas aparecem na sequência com, respectivamente, 75, 75 e 76 óbitos. O ranking possui ainda Itabuna, com 146 mortes, Feira de Santana, 164 mortes, e Ilhéus, com 165 mortes.

Nordeste

Em relação ao Nordeste, no mês de junho Juazeiro estava com a terceira menor mortalidade por covid-19 entre as cidades do interior com população acima dos 200 mil habitantes. Agora, conforme divulgou a secretaria, o município baiano tem o segundo menor registro de óbitos da região.

1º Petrolina (PE) – 61
2º Juazeiro (BA) – 66
3º Vitória da Conquista (BA) – 75
4º Camaçari (BA) – 75
5° Parnamirim (RN) – 131
6º Itabuna (BA) – 146
7° Feira de Santana (BA) – 164
8° Arapiraca (AL) – 168
9º Mossoró (RN) – 186
10º Juazeiro do Norte (CE) – 239

Ações

A secretária municipal da Saúde, Fabíola Ribeiro, que também preside o Comitê Municipal de Enfrentamento da COVID-19, lamentou as vidas perdidas em decorrência do alto grau de letalidade do novo coronavírus e frisa que Juazeiro hoje se encaminha para uma situação de controle com a ampliação dos leitos de UTI e de enfermaria. A secretária solicita ainda que os pacientes sintomáticos busquem o serviço de saúde imediatamente.

“Nosso desejo era não termos perdido nenhum juazeirense para esse vírus, mas trata-se de uma doença bastante perigosa e, infelizmente, o Brasil e o mundo inteiro estão sofrendo com inúmeras e lamentáveis perdas. Ainda precisamos muito contar com o apoio das pessoas quanto aos cuidados com a higiene, o uso da máscara e o distanciamento social. Outro ponto importante que ajuda no tratamento e que faz grande diferença na recuperação, ajudando a salvar ainda mais vidas, é que o paciente sintomático busque o atendimento médico precoce”, disse.

Da Redação

Corte no MEC afetará 18,2% do orçamento das universidades federais de todo o país para 2021, diz Andifes

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Brasília - Incluída no rodízio de abastecimento do DF, a Universidade de Brasília (UnB) está tomando medidas para reduzir o consumo de água, a instituição chegou a adiar o início das aulas no principal campus da instituição em função do racionamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Um ofício da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) aponta um corte de 18,2% na proposta de orçamento para 2021 das universidades federais de todo o país. O corte, segundo a entidade, foi informado após reunião com o Ministério da Educação na quinta-feira (6).

O orçamento ainda precisa ser aprovado pelo Congresso, que deve ser votado no final do ano.

“Como podemos confirmar hoje, os valores do orçamento das Universidades Federais para o ano de 2021 foram informados pelo MEC com uma substantiva redução linear de 18,2%. Com esses montantes fica patente que nenhuma instituição poderá cumprir suas finalidades de ensino, pesquisa e extensão no próximo ano, diz o reitor Edward Madureira Brasil, presidente da Andifes. O G1 obteve a íntegra do documento, datado de 6 de agosto.

A Andifes ressalta que o problema vai agravar a situação das instituições, que já foram atingidas pela insuficiência de recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e “pela desconsideração do aumento das demandas geradas pela pandemia”. Diz ainda ter manifestado ao MEC a inconformidade com a decisão.

(foto: Reprodução)

Impacto em Pernambuco
Diante da informação, repassada na reunião do Pleno da Andifes, na semana passada, o reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Marcelo Carneiro Leão, afirmou que o corte está previsto em um projeto de lei orçamentária, enviado ao Congresso nacional.

Nesta segunda (10), Carneiro Leão disse que , caso seja aprovado, o projeto vai inviabilizar as atividades na UFRPE. O orçamento da instituição é de R$ 600 milhões por ano. Mas, desse total, R$ 500 milhões são para pagamento de pessoal.

O restante vai para pesquisas, investimentos e custeio. O valor anual para essas ações é de cerca de R$ 94 milhões.

“Não podem cortar nem diminuir salários. Caso seja aprovado, esse corte de 18,2% representaria menos R$ 16 milhões ou R$ 17 milhões para a Rural de Pernambuco. Isso significa que as atividades ficariam inviabilizadas”, alertou.

O possível corte em 2021 também teria impactos na Universidade Federal da Bahia (UFBA). O reitor João Carlos Salles informou que a instituição terá uma perda de 18,32% na Proposta de Lei Orçamentária Anual (Ploa). Segundo ele, isso significa R$ 30 milhões a menos para a instituição, na comparação com o orçamento deste ano.

Reação
No ofício enviado aos dirigentes, a Andifes informa que a Diretoria Executiva já manifestou ao MEC “a inconformidade”.

“Estamos também promovendo gestões em todas as frentes com vista a reversão desse quadro, dialogando com o próprio MEC, informando as entidades representativas, os Fóruns e Colégios assessores da Andifes e mobilizando parlamentares”, escreveu o presidente da Andifes, no ofício.

Ainda de acordo com o documento, a proposta é agir “em busca de uma solução coletiva”. Para isso, a Andifes sugere, “respeitando a autonomia de cada instituição”, que o forçoso corte no orçamento seja feito de maneira linear.

“Pela mesma razão, sugerimos também que as metas fiscais reflitam a realidade das nossas demandas”, diz a nota.

Para o reitor da UFRPE, Marcelo Carneiro Leão, o momento, agora, é de começar uma batalha para impedir a aprovação do projeto. “Temos que mobilizar a bancada de deputados federais de Pernambuco, em Brasília”, declarou.

IFPE
Por meio de nota, o Instituto federal de Pernambuco (IFPE) informou que essa redução foi oficializada pelo ministério às 14h da quinta-feira (6), por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle. O corte no orçamento discricionário foi de 20,21%, segundo o instituto.

Ainda de acordo com a nota, a instituição teve que realizar o detalhamento orçamentário com base nesse novo montante estabelecido e encaminhar a proposta orçamentária para o exercício 2021, através do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo Federal – SIOP, ainda na sexta-feira (7).

O G1 entrou em contato com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.

MEC
Nesta segunda, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que planeja um corte de R$ 4,2 bilhões no orçamento das despesas discricionárias (não obrigatórias) para 2021, redução de 18,2% em relação ao orçamento aprovado para 2020.

Segundo o MEC, o percentual será repassado a todas as áreas do ministério, incluindo educação básica e ensino superior. Nas universidades e institutos federais de ensino, a previsão de corte é de R$ 1 bilhão.

Os valores estão no Projeto de Lei Orçamentária Anual 2021, feito pelo Ministério da Economia, e confirmado pelo MEC. O documento ainda deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional, antes da aprovação. Durante a tramitação, o valor poderá sofrer alterações.

G1

Agência do Bradesco de Juazeiro será fechada hoje (11) para desinfecção, após funcionários testarem positivo para a covid-19

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Dois funcionários da agência do Bradesco de Juazeiro, no Norte da Bahia, localizada na Barão do Rio Branco, Centro da cidade, foram diagnosticados com a covid-19 nesta segunda-feira (10). Mais cedo, o Sindicato dos Bancários de Juazeiro (SEEB) informou que nenhuma das medidas de higienização foram tomadas, porém horas depois informou que a agência será fechada par realização do serviço de desinfeção.

O banco informou que a mesma será fechada na tarde de hoje (11), a partir das 14h, para a desinfecção de toda a agência. O banco informou também que todos os funcionários já fizeram um novo teste. Além disso, todos irão passar por instrução sobre os protocolos da covid-19.

Da Redação

Governo do Paraná e Rússia vão assinar acordo para fabricação de vacina contra coronavírus

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O governo do Paraná anunciou que vai assinar um convênio com a Rússia para produzir a vacina Sputnik V. O anúncio foi feito horas após o presidente russo, Vladimir Putin, divulgar a vacina como a primeira registrada no mundo.

A vacina russa é questionada pela comunidade internacional porque ainda se sabe pouco sobre sua eficácia. O site oficial sobre a pesquisa afirma que, no dia 1° de agosto, os testes de fase 1 e 2 foram concluídos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que sejam realizadas três etapas de testes.

Resumo
– Convênio deverá ser assinado pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e pelo embaixador da Rússia, Sergey Akopov, na tarde desta quarta-feira (12).
– Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda precisa liberar realização dos procedimentos necessários para os testes.
-vO Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será responsável por todas as etapas, desde a pesquisa até a distribuição das doses da vacina russa, desde que haja liberação da Anvisa.
– Previsão é que distribuição no Brasil não comece antes do segundo semestre de 2021.
– Governo paranaense vinha discutindo parceria com Rússia desde julho.

Segundo o governo do Paraná, o passo seguinte à assinatura do acordo é o compartilhamento do protocolo russo com a Anvisa, para que a agência brasileira libere a realização dos procedimentos necessários para os testes. Jorge Callado, presidente do Tecpar, ressaltou que a pesquisa vai avançar conforme o compartilhamento as informações.

“Antes da liberação, não há possibilidade de colocar nada em prática. Reitero que a prudência e a segurança são palavras-chave nesse processo”, declarou o presidente do Tecpar.

“É importante essa assinatura para que essa condição de troca de informações comece”, afirmou Callado.

“Cada passo no seu momento adequado, não podemos queimar etapas.”

Vacina russa
Após o anúncio do registro da vacina pelo presidente russo, a OMS declarou nesta terça que a Rússia “não precisa de sua aprovação [da OMS” para registrar a vacina. No entanto, a entidade precisará ter acesso aos dados da pesquisa para avaliar a eficácia e a segurança da imunização para poder aprová-la.

Conforme as informações russas, o Brasil vai participar da fase 3 dos estudos clínicos, que tem previsão para começar nesta quarta-feira. Serão 2 mil participantes dos testes. Além dos brasileiros, deve haver voluntários da própria Rússia, dos Emirados Árabes, da Arábia Saudita e do México.

Instituto paranaense foi procurado por russos
Ao anunciar a parceria com a Rússia, o presidente do Tecpar disse estar otimista com a possibilidade de ter resultados positivos com a imunização. Contudo, o presidente do instituto ressaltou em, entrevista à GloboNews, que a produção e a distribuição serão pautadas pela segurança e prudência.

“É um laboratório de referência em termos internacionais. Após esse ajuste com o governo da Rússia, as tratativas tecnológicas e científicas começam. É importante nos pautarmos com prudência, segurança e transparência dentro desse processo”, afirmou Jorge Callado.

“É algo muito preliminar. Não existe compromisso de produção firmado enquanto as etapas não forem validadas, não forem consolidadas e não forem liberadas pela Anvisa. É um começo de um intercâmbio de informações. Nós avançaremos se tivermos informações necessárias para tanto. Caso contrário, não”, pontuou o presidente do Tecpar.

Sobre a parceria entre o estado e o governo russo, Callado contou que o Tecpar foi procurado pela embaixada Russa porque o instituto é reconhecido pela inovação.

“Nós fomos procurados e, como instituto de tecnologia, nós temos que estar abertos, receptivos, para novas tecnologias. Mas, é claro, isso precisa ficar muito mais aprofundado, mais esclarecido”, afirmou.

Callado esclareceu que assim que a terceira etapa de testes for concluída na Rússia, a documentação deverá ser analisada pela Anvisa, pelos órgãos reguladores.

“Caso os resultados sejam satisfatórios, sejam positivos, existe a possibilidade de pleitear o registro chamado registro clone. Caso não, existe a necessidade de replicar a fase no Brasil, principalmente a fase 3”, explicou.

O Tecpar salientou que o avanço na pesquisa vai ocorrer assim que os dados estejam disponíveis para a comunidade técnica e científica.

“Ocorrendo tudo dentro do previsto e tendo a documentação, não sabemos se será necessário realizar uma fase 3 no Brasil – possivelmente sim, até por uma diferença climática da Rússia e do Brasil, existe essa previsão. Antes de mais nada, é necessária a formatação de um protocolo de pesquisa e validação, para que isso seja autorizado”

Pesquisas
Ao todo, 165 vacinas contra a Covid-19 estão sendo pesquisadas em todo o mundo, segundo os dados da OMS no dia 31 de julho. Cinco dessas imunizações estão na fase final de testes em humanos (a fase 3).

No Brasil, há três vacinas sendo testadas contra a Covid-19.

Em julho, foi anunciado o início dos testes de uma vacina chinesa contra o novo coronavírus no Brasil. No Paraná, profissionais de saúde voluntários – público considerado mais exposto ao contágio – foram os primeiros a receber as doses da pesquisa chinesa.

Os testes são concentrados no Hospital de Clínicas do Paraná (HC), que pertence a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e fica em Curitiba. O HC é um dos doze centros escolhidos para testar a vacina.

G1

Taxa de contágio do novo coronavírus é alta em Petrolina, diz relatório da Secretaria Estadual de Saúde

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No relatório divulgado semanalmente pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, o município de Petrolina, no Sertão do Estado, registrou a maior taxa de contágio do novo coronavírus. As informações são do G1, que destaca que a situação é preocupante, tendo em vista que na região metropolitana do Recife, onde a população é bem maior, a taxa está bem menor do que a aceitável.

A taxa de contágio é medida a partir de alguns parâmetros, como os números de infectados, óbitos e de pacientes ativos. Conforme a publicação, no mais recente relatório epidemiológico, o índice, que precisa estar abaixo de 1, foi de 1,54 Gerência Regional que engloba, além de Petrolina, Dormentes, Afrânio, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Orocó e Cabrobó.

Foi o maior índice de contaminação registrado em Pernambuco. Isso significa que cada vez mais as pessoas estão sendo contaminadas, o que pode impactar em toda a rede hospitalar e médica, conforme ressaltou um especialista ouvido pela publicação. Somente no mês de julho, Petrolina registrou 1.958 novos casos de covid-19.

Em Recife, a situação foi inversa. O gráfico da semana epidemiológica 31 mostra que a taxa de contaminação foi de 0,78 na Gerência Regional que engloba a capital.

Da Redação