Preto no Branco

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Governo da Bahia envia bolhas de contenção para o Núcleo Regional de Saúde do Norte do Estado

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(foto: divulgação/Seplan)

O Núcleo Regional de Saúde Norte (NRS-Norte), com sede situada no município de Juazeiro, recebeu bolhs de contenção desenvolvidas pelo Senai Cimatec. A ação, coordenada pelas secretarias estaduais do Planejamento (Seplan) e de Desenvolvimento Econômico (SDE), também enviou o material para outras oito NRS’s.

Os Núcleos Regionais de Saúde têm a finalidade de acompanhar as atividades de regulação, vigilância sanitária, dispensação de medicamentos, bem como as ações relativas à Coordenação de Monitoramento de Prestação de Serviços de Saúde, Central de Aquisições e à Corregedoria da Saúde, contribuindo para o fortalecimento da gestão junto aos Municípios. O NRS Norte agrega cerca de 30 municípios.

As bolhas, confeccionadas com material acrílico transparente, visam reduzir os casos de intubação entre paciente portadores da covid-19, bem como os riscos de contaminação entre os profissionais de saúde que trabalham na linha de frente de combate à pandemia.

“Estamos enviando bolhas de contenção de forma sistemática para equipar as unidades de saúde que atendem pacientes com os sintomas da Covid-19, fortalecendo o combate à pandemia e oferecendo mais segurança para os profissionais que estão atuando na linha de frente, salvando vidas”, destacou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

Da Redação

Estudantes da rede estadual recebem terceira parcela do vale-alimentação a partir de hoje (28)

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(foto: reprodução)

Os estudantes baianos regularmente matriculados na rede estadual de ensino começam a receber, a partir de hoje (28), a terceira parcela do Programa Vale-Alimentação Estudantil. O benefício é de R$ 55 por estudante e será creditado nos cartões distribuídos pelo Governo do Estado.

As compras com o cartão vale-alimentação estudantil são, exclusivamente, para gêneros alimentícios, como feijão, arroz, leite e carne, e podem ser feitas em mais de 18 mil estabelecimentos comerciais que aceitam a bandeira Alelo, nos 417 municípios, distritos e povoados da Bahia. A Secretaria da Educação do Estado da Bahia reforça a orientação para que se dirija ao supermercado apenas um membro da família, seguindo todas as normas de segurança, como o uso de máscaras de proteção individual, em função da pandemia.

As compras poderão ser feitas em mais de 18 mil estabelecimentos em municípios, distritos e povoados, movimentando a economia nos 417 municípios baianos. Para saber em quais estabelecimentos (supermercados, mercadinhos, mercearias e quitandas) o cartão-alimentação estudantil é aceito, o beneficiado pode acessar o site do cartão Alelo. Esta e outras informações também podem ser acessadas no celular, através do aplicativo “Meu Alelo”, disponível nas lojas “Google Play” e “APP Store”, onde o estudante também pode consultar o saldo e o extrato do cartão.

No total, envolvendo as três parcelas, estão sendo investidos R$ 132 milhões.

Da Redação

Covid-19: 54% dos leitos públicos de UTI estão ocupados em Petrolina; veja a atualização

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No boletim desta segunda-feira (27), onde confirmou 76 novos casos e mais uma morte pela infecção causada pelo novo coronavírus, a Secretaria de Saúde de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, atualizou a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e intermediários para a covid-19 na rede pública e privada da cidade.

A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI da rede pública é de 54%. Dos 50 leitos disponíveis, 27 estão ocupados, sendo que 10 pacientes são de Petrolina e 17 de outras cidades da região.

A divulgação dos números cumpre uma determinação dos Ministérios Públicos Federal e dos Estado da Bahia (MPBA) e de Pernambuco (MPPE) expedida no dia 5 de junho, Em documento enviado para as Secretarias estaduais de Saúde, aos dois municípios, Central de Regulação Interestadual de Leitos (CRIL) e para o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), os MPs recomendaram a divulgação diária do número de infectados e da quantidade de leitos ocupados por pacientes contaminados com covid-19 nos municípios da região do Vale.

Leitos de UTI

No que se refere aos internamentos nas UTI’s em leitos públicos, os dados mostram que no Hospital Universitário, que possui 20 leitos exclusivos abertos pela prefeitura, 4 pacientes de Petrolina (3 confirmados e 1 em investigação), 2 de Orocó-PE (1 confirmado e 1 em investigação), 2 de Cabrobó-PE (1 confirmado e 1 em investigação), 2 de Lagoa Grande-PE (1 confirmado e 1 em investigação), 1 de Salgueiro-PE (descartado) e 1 de Santa Maria-PE (em investigação) estão internados. Com 12 leitos ocupadosa taxa de ocupação na unidade é de 60%.

No Hospital Memorial, dos 5 leitos, 4 estão ocupados, sendo 1 paciente de Petrolina (confirmado), 1 paciente de Juazeiro (confirmado), 1 de Campo Formoso-BA (confirmado) e 1 de Bodocó-PE (em investigação)No Neurocardio, dos 5 leitos disponíveistodos estão ocupados por 1 paciente de Petrolina (em investigação), 2 pacientes de Juazeiro (1 confirmado e 1 em investigação), 1 de Campo Formoso-BA (confirmado) e 1 de Pindobaçu-BA (confirmado).

Na Unidade de Pronto Atendimento Especializada (UPAE), dos 20 leitos disponíveis, 6 estão ocupados por 4 pacientes de Petrolina (confirmados), 1 de Juazeiro (confirmado) e 1 de Trindade-PE (em investigação). A taxa de ocupação, portanto, é de 30%.

Hospital Couto Maia, em Salvador, possui 1 paciente de Cabrobó-PE (descartado). O Hospital Regional de Juazeiro e o Hospital Promatre não possuem internamentos.

No que se refere aos leitos da rede privada, a prefeitura divulgou que na unidade da UNIMED,  7 pacientes de Petrolina (6 confirmados e 1 em investigação), 1 de Juazeiro (confirmado) e 1 de Cabrobó-PE (confirmado) estão internados. O Neurocárdio terminou o dia de ontem com 2 pacientes de Petrolina (1 confirmado e 1 em investigação) internados. 

O Hospital Geral e Urgência (HGU) tem 1 paciente de Juazeiro (em investigação) internando, enquanto o Hospital Memorial não possuem pacientes. A Promatre não teve os números divulgados.

Leitos intermediários

Sobre os leitos públicos intermediários, segundo a secretaria, até ontem (27), no Hospital de Campanha Monte Carmelo, que possui 100 leitos, 4 pacientes de Petrolina (confirmados) estão internados. Com isso, a taxa de ocupação é de 4%.

Na UPAE, dos 30 leitos disponibilizados, 13 estão ocupados por 10 pacientes de Petrolina (6 confirmados e 4 em investigação), 1 de Santa Maria-PE (confirmado), 1 de Salgueiro-PE (confirmado) e 1 de Exú-PE (em investigação). A taxa de ocupação, portanto, é de 43%.

Já no Hospital Dom Malan, nos leitos infantis, 8 estão ocupados por 5 pacientes de Petrolina  (2 confirmados e 3 em investigação), 1 de Juazeiro (confirmado), 1 de Euclides da Cunha-BA (em investigação) e 1 de Campo Formoso-BA (em investigação). Nos leitos mulher, 5 estão ocupados por 2 pacientes de Petrolina (em investigação), 1 de Curaçá-BA (descartado), 1 de Jaguarari-BA (em investigação) e 1 de Araripina-PE (em investigação).

HU-UNIVASF possui 2 internamentos de pacientes de Petrolina (confirmados). O IMIP de Recife tem 1 paciente de Petrolina (confirmado) internado, o Hospital Regional de Juazeiro também possui internação de 1 paciente de Petrolina (descartado), e o Hospital Promatre possui 1 de Petrolina (em investigação).

Na rede privada, segundo a secretaria, a situação é a seguinte:

Hospital Geral e Urgência (HGU)
– 1 paciente de Petrolina (confirmado);

UNIMED
– 6 pacientes de Petrolina (2 confirmados, 1 descartado e 3 em investigação);
– 1 paciente de Juazeiro (em investigação);

Neurocardio
– 4 pacientes de Petrolina (1 confirmado e 3 em investigação);
– 1 paciente de Juazeiro (confirmado);

Hospital Memorial
– 1 paciente de Juazeiro (confirmado);

Promatre
– não informado.

Casos em Petrolina

Petrolina confirmou 76 novos casos da covid-19 nesta segunda-feira. São 2.481 registros até o momento, com 1.367 curas clínicas. Do total de positivados, 248 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes.

Petrolina tem mais um óbito por covid-19, totalizando 52. Era um homem de 47 anos, com histórico de comorbidades, que estava internado em uma unidade de saúde da rede pública da cidade e faleceu nesta segunda-feira.

A prefeitura aguarda resultados de três exames laboratoriais de pacientes que faleceram nas últimas 24 horas, sendo dois em Juazeiro (BA), ambos em unidades da rede pública de saúde. Os óbitos que aconteceram na cidade baiana são de duas mulheres – de 90 (ocorrido no domingo, dia 26) e 83 anos (registrado nesta segunda, dia 27), ambas com histórico de comorbidades. O terceiro aconteceu em uma unidade da rede pública de Petrolina, neste domingo. Era um homem de 34 anos, sem informações de comorbidades. Todos foram notificados como Síndrome Respiratória Guarda Grande (SRAG).

*imagem ilustrativa

Da Redação

Auxílio Emergencial: Caixa paga 4ª parcela a 1,9 milhão de beneficiários do Bolsa Família com NIS final 7 nesta terça

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A Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta terça-feira (27) a quarta parcela do Auxílio Emergencial para 1,9 milhão beneficiários do Bolsa Família qualificados no programa, cujo número do NIS termina em 7. Os pagamentos para esse grupo são feitos da mesma forma que o Bolsa.

Demais trabalhadores
Para os demais beneficiários do Auxílio Emergencial, a quarta parcela começou a ser paga na última quarta-feira (22). A data é para aqueles que estão no Cadastro Único, e para os inscritos por meio do aplicativo e do site que receberam a primeira parcela até 30 de abril.

Os demais aprovados também receberam a partir de 22 de julho: aprovados no segundo lote receberam a terceira parcela; aprovados no terceiro e quarto lotes receberam a segunda; e novos aprovados receberam o primeiro pagamento.

O calendário de pagamentos deste ciclo segue o mês do aniversário do beneficiário, e o calendário segue até 26 de agosto. Veja o calendário completo.

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

G1

INSS: decreto alterou regras para concessão de benefícios; veja os principais efeitos para os segurados

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Decreto publicado no começo de julho consolidou alterações nas regras que disciplinam a concessão de benefícios aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), após a entrada em vigor da Reforma da Previdência.

Entre as principais mudanças trazidas pelo Decreto 10.410 está a inclusão na categoria de contribuinte individual os motoristas de aplicativos, artesãos e empregados sujeitos ao contrato de trabalho intermitente, entre outros.

Além disso, foram estendidos os direitos previdenciários ao trabalhador doméstico. Agora, ele passa a ter direito a benefícios acidentários, como auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente.

Com a ampliação dos serviços remotos prestados pelo INSS, a nova regra incentiva a informatização dos serviços para que sejam prestados por meio de canais de atendimento eletrônico, tornando como exceção o que era regra, ou seja, o atendimento presencial apenas nos casos em que o requerente não disponha de meios digitais para obter ou comprovar seu direito.

“Isso se mostra importante para consolidar alterações na legislação dos últimos dez anos e também eliminar o avançado número de portarias administrativas regulamentadoras que tivemos nos últimos meses”, diz João Badari, advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Veja outros pontos do decreto que trazem modificações importantes para segurados, de acordo com Badari:

– Contagem do tempo de contribuição: passa a ser considerado por mês cheio, não mais por dias trabalhados.
– Cadastro dos segurados especiais: prevê que o Ministério da Economia manterá sistema de cadastro dos segurados especiais (trabalhadores rurais que produzem em regime de economia familiar) no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para permitir a concessão automática dos benefícios.
– 13º salário: garante a antecipação do 13º salário dos beneficiários do INSS de forma definitiva. Serão pagos 50% do valor em agosto e outros 50%, em dezembro. Antes, o segurado precisava aguardar um decreto presidencial anual.
– Salário maternidade: foi criada uma espécie de “pensão maternidade”, em caso de óbito de segurados que recebiam o salário-maternidade.
– Auxílio-reclusão: não pode ter valor superior a um salário mínimo, atualmente em R$ 1.045, e é devido somente aos dependentes do segurado recolhido à prisão em regime fechado.
– Dependência econômica: eram exigidos três documentos para a comprovação da dependência para receber benefícios previdenciários, agora o decreto regulamenta que serão dois documentos, por exemplo, o contrato de aluguel e um comprovante de dependência no imposto de renda.
– Carência no recebimento de benefício por incapacidade: o recebimento de benefício por incapacidade (auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez) será considerado como tempo de contribuição se intercalado, porém, não será considerado como carência (número mínimo de contribuições mensais necessárias para ter direito ao benefício). O segurado afastado poderá contribuir como facultativo para obter tal período como carência.
– Contribuição com valor inferior a 1 salário mínimo: caso a contribuição do mês seja menor que um salário mínimo, o trabalhador poderá agrupá-la com outro mês recolhido em valor menor, ou complementar o valor, pois ela não será considerada como tempo de contribuição e nem manterá sua qualidade de segurado se recolhida a valor menor que o mínimo.
– Aposentadoria especial: a efetiva exposição a agentes nocivos deverá ser comprovada desde que os EPI e EPC (equipamentos de proteção individual e coletiva) não eliminem nem neutralizem os agentes para a saúde do trabalhador. O critério utilizado não será mais a NR (Norma Regulamentadora do direito trabalhista) e, sim, as Normas de Higiene Ocupacional da Fundacentro. Antes, no caso de exposição a agentes cancerígenos, era presumido que eles possuíam nocividade à saúde do segurado, caracterizando o direito à aposentadoria especial ou a conversão do período em comum. Além disso, o decreto não menciona o período de recebimento de auxílio-doença acidentário como tempo especial, o que impacta no direito à aposentadoria especial.
– Possibilidade de concessão de benefício diverso do requerido: o decreto estabelece que caberá ao INSS conceder o benefício mais vantajoso ao requerente ou benefício diverso do requerido, desde que os elementos constantes do processo administrativo assegurem o reconhecimento desse direito.
– Pessoa com deficiência: o cálculo da aposentadoria deve considerar todos os salários de contribuição, sem descartar os menores. Entretanto, a Reforma da Previdência determinou que o segurado com deficiência tem o direito de desconsiderar no cálculo da aposentadoria os 20% menores salários de contribuição a partir de julho de 1994. Segundo Badari, caberá ao segurado recorrer ao poder Judiciário para revisar seu benefício, pois um decreto não pode ir contra norma expressa pela Emenda Constitucional 103/19 (responsável pela reforma).
– Atividades concomitantes: o segurado pode somar as contribuições das atividades concomitantes recolhidas no mesmo mês, pois não há mais distinção entre atividades secundária e principal, independente do período trabalhado. Atividades concomitantes são ter mais de um emprego ao mesmo tempo, comum entre profissionais da saúde e professores. Por exemplo, um médico presta serviço como plantonista em um hospital e, em dia diverso, em sua clínica. Portanto, o período concomitante é o tempo em que um trabalhador teve duas atividades simultâneas e recolheu a contribuição para a Previdência durante esse período sobre as duas.

Novas regras dificultam aposentadoria especial
Entre as mudanças, João Badari destaca a maior dificuldade para que trabalhadores consigam alcançar o direito à aposentadoria especial por conta do contato com agentes cancerígenos, como combustíveis, agrotóxicos, minérios e radiação presente em laboratórios de raio-X.

A regra anterior permitia que a caracterização do tempo especial fosse automática por conta da atividade de trabalho. O novo decreto, porém, determinou que o trabalhador será considerado efetivamente exposto ao agente cancerígeno somente quando a nocividade não tiver sido neutralizada por medidas de controle.

De acordo com especialistas, a mudança afeta profissionais de postos de combustíveis, do setor agrícola, mineradores, operários da indústria química e construção civil e trabalhadores da área da saúde e de laboratórios, entre outros.

João Badari afirma que a tendência é que trabalhadores dessas categorias percam o direito à aposentadoria especial mesmo que tenham contato habitual com as substâncias cancerígenas.

“Para agentes cancerígenos como o benzeno, que é um elemento necessário para a fabricação da gasolina e que anualmente acomete diversos frentistas, não existia Equipamento de Proteção Individual (EPI) eficaz ou um limite tolerável de exposição. O simples fato de trabalhar diariamente com o produto já possuía presunção de nocividade. Agora, se adotadas medidas de controle previstas na legislação trabalhista, poderá ser eliminada a nocividade”, exemplifica.

Conforme as novas regras aprovadas pela reforma da Previdência, em vigor desde novembro do ano passado, os critérios para alcançar o direito à aposentadoria especial variam conforme o grau de periculosidade do trabalho. Homens e mulheres necessitam completar 60 anos de idade mais 25 anos de tempo especial em atividade de menor risco; 58 de idade mais 20 anos de tempo especial para o médio risco; e 55 anos de idade mais 15 anos de tempo especial para atividades de maior risco.

Documentos como o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e o Laudo Técnico das Condições do Ambiente de Trabalho (LTCAT), fornecidos obrigatoriamente pelas empresas, comprovam o contato com os agentes nocivos à saúde, a exemplo de substâncias cancerígenas.

“Daqui para frente, será preciso provar que o uso de equipamentos de proteção não é suficiente para inibir os efeitos daquele agente cancerígeno. As empresas colocam que há o uso de EPI eficaz, ainda que outra seja a realidade, e o segurado encontrará mais dificuldade para fazer valer o seu direito”, aponta Erick Magalhães, advogado previdenciário e sócio do escritório Magalhães & Moreno Advogados.

A nova regulamentação também impactou o direito à aposentadoria especial ao não mencionar o período de recebimento de auxílio-doença acidentário como tempo especial. “Certamente essa questão resultará em ações judiciais, já que não é aceitável que um trabalhador vítima de doença do trabalho ou acidente do trabalho não tenha reconhecido esse tempo como especial, especialmente quando se observa que, nesse período, o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é obrigatório justamente por se tratar de acidente ou doença ocupacional”, observa Erick Magalhães.

G1

Bolsonaro sanciona lei sobre validade indeterminada de receitas

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou o Projeto de Lei 848/2020, que determina que receitas médicas ou odontológicas sujeitas a prescrição e de uso contínuo tenham prazo de validade indeterminado. O projeto foi originário da Câmara dos Deputados e foi aprovado no Senado no início de julho. A sanção será publicada no Diário Oficial da União de amanhã (28).

As regras valem para o período da pandemia no país e não incluem medicamentos de uso controlado, como tarja preta e antibióticos. Bolsonaro vetou um trecho do projeto que autorizava a retirada do medicamento por terceiros, sem a presença do titular da receita, com a apresentação de uma declaração.

Na justificativa para o veto, a Secretaria-Geral da Presidência da República explicou que “o dispositivo cria uma exigência que poderá vir a ser estendida a todos os casos e, por consequência, burocratizar o atendimento nas farmácias”.

Agência Brasil

Patrimônio dos super-ricos brasileiros cresce US$ 34 bilhões durante a pandemia, diz Oxfam

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O patrimônio dos bilionários brasileiros aumentou US$ 34 bilhões (cerca de R$ 176 bilhões) durante a pandemia de coronavírus, segundo um levantamento da ONG Oxfam divulgado nesta segunda-feira (27).

Segundo o estudo da organização, entre 18 de março e 12 de julho, o patrimônio dos 42 bilionários do Brasil passou de US$ 123,1 bilhões para US$ 157,1 bilhões. Os dados compilados pela Oxfam foram extraídos da lista dos mais ricos da Forbes.

O mesmo cenário se observa quando se analisa o desempenho das fortunas dos 73 bilionários da América Latina e do Caribe. Eles aumentaram as suas fortunas em US$ 48,2 bilhões entre março e julho deste ano. Segundo a Oxfam, esse valor equivale a um terço do total de recursos previstos em pacotes de estímulos econômicos adotados por todos os países da região.

“A Covid-19 não é igual para todos. Enquanto a maioria da população se arrisca a ser contaminada para não perder emprego ou para comprar o alimento da sua família no dia seguinte, os bilionários não têm com o que se preocupar”, diz a diretora executiva da Oxfam, Katia Maia.

Segundo a ONG, desde o início das medidas de distanciamento social adotadas para evitar a proliferação coronavírus, oito novos bilionários surgiram na região – um a cada duas semanas.

Em paralelo com o aumento da quantidade de bilionários na América Latina e no Caribe, o número de desempregados também cresce. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já apurou que a pandemia de coronavírus deixou 41 milhões de desempregados na região. Já o Banco Mundial estima que 50 milhões de latino-americanos cairão abaixo da linha da pobreza este ano

No documento divulgado nesta segunda, batizado de “Quem Paga a Conta? – Taxar a Riqueza para Enfrentar a Crise da Covid na América Latina e Caribe”, a Oxfam propõe que os bilionários paguem impostos extraordinários e que o sistema tributário se torne mais progressivo.

G1

Covid-19 no Vale do SF: pesquisa estima que queda da curva de casos deve acontecer em agosto; pesquisador alerta que reabertura do comércio pode alterar previsão

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Apesar de continuar apontando uma tendência de aumento do número de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e também do número de óbitos nos municípios de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e Juazeiro, no Norte da Bahia, o último boletim do Grupo de Modelos Matemáticos para Covid-19 do Vale do São Francisco (GMC-VASF) estima que a curva de crescimento deve cair a partir da primeira semana de agosto nas cidades. Os dados estão no boletim da sexta-feira (24) do grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O levantamento sugere que a queda deve acontecer a partir o dia 3 de agosto. O dado é um tanto animador, entretanto, segundo Telio Leite, do Colegiado Acadêmico de Engenharia Civil da instituição e um dos pesquisadores, a reabertura das atividades comerciais pode alterar a previsão. Juazeiro e Petrolina retomaram nesta segunda-feira (27) os seus respectivos planos de reabertura (veja mais).

Havendo mudança na data prevista, o pesquisador reitera que o comércio não será necessariamente o culpado, mas proporciona um contexto favorável ao contato entre a pessoas com mais frequência, o que pode acelerar o contágio naturalmente.

“No mundo todo está se observando isto. Quando as atividades econômicas são retomadas, há o surgimento de novos casos de covid-19. O contágio é diretamente proporcional ao contato social. Logo, se mais pessoas se encontrarem, mais o contágio será acelerado. A abertura do comércio é um convite a aglomeração. Mesmo que o comerciante faça tudo certinho, do ponto de vista sanitário dentro da sua loja, no espaço externo, público, não há controle. É esperar que a próprias pessoas se previnam e evitem o contato com outras pessoas”, reiterou.

As medidas adotadas para o controle da doença não são sentidas de forma imediata. Em média, as medidas adotadas levam 15 dias para surtir efeito. Portanto, os números mostram o impacto de ações que foram tomadas duas semanas antes, a exemplo de um afrouxamento no isolamento social ou de uma maior rigidez nestas ações.

Projeções

Permanece uma tendência de aumento do número de casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus e também do número de óbitos nos municípios de Petrolina e Juazeiro. No cenário estimado para a próxima sexta-feira (31), por exemplo, o grupo estima que o número de infectados pela doença deverá variar entre 5.409 e 6.014 pessoas. Já o número de óbitos previsto para a mesma data irá variar em torno de 121 a 132 casos.

O período provável em que 60% da população da região estaria infectada seria a segunda semana de setembro, frisa o grupo.

Veja o boletim na íntegra

Metodologia

O grupo utiliza um conjunto de modelos matemáticos distintos e faz o cruzamento das informações para chegar à variação média divulgada a cada semana. Diariamente, pesquisadores da Univasf se debruçam sobre os números oficiais da disseminação do novo coronavírus em Petrolina e Juazeiro para abastecer modelos matemáticos epidemiológicos que ajudam a compreender o comportamento da pandemia nestas duas cidades. Sempre no final da tarde da sexta-feira, o Grupo Modelos Matemáticos divulga um boletim com uma análise semanal sobre a doença e estimativas para a semana seguinte.

Além do boletim semanal, o GMC-Vasf elabora um relatório mensal com uma análise mais abrangente e aprofundada sobre a situação da pandemia nas duas cidades, incluindo a disseminação da doença pelos bairros. O estudo visa subsidiar o poder público com informações que podem contribuir para a elaboração de políticas públicas e estratégias de enfrentamento e combate ao novo coronavírus. Os modelos apontam, com uma dada margem de segurança, as curvas características da disseminação. Dessa forma, é possível prever o período de ascensão, de estabilização e de decréscimo da doença.

O Grupo multidisciplinar de pesquisadores, que reúne docentes e estudantes de pós-graduação da Univasf, deu início ao trabalho de análise dos dados em maio e a divulgação do primeiro boletim ocorreu em meados de junho. Os pesquisadores utilizam os números do “Report sobre o avanço do Covid-19 no Brasil e no mundo”, da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), da Secretaria de Saúde de Juazeiro e do Grupo de Pesquisa em Doenças Infecciosas e Negligenciadas do Vale do São Francisco (GPDIN) da Univasf. Os dados da pesquisa são divulgados no site e nas redes sociais (InstagramYouTube e Twitter) do GMC-Vasf.

Da Redação

Número de leitos de internação no SUS volta a crescer após 10 anos

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A busca emergencial por maior estrutura na rede de saúde devido a pandemia do novo coronavírus interrompeu, pela primeira vez, uma queda que vinha ocorrendo nos últimos dez anos no total de leitos de internação existentes no SUS.

Dados de um levantamento feito pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) mostram que, entre fevereiro e junho deste ano, foram abertos 22.810 leitos de internação na rede pública. Com isso, o total passou de cerca de 294 mil a 317 mil.

Até então, o Brasil vinha registrando a cada ano uma queda no número desses leitos. Entre janeiro de 2011 e janeiro de 2020, por exemplo, 41 mil deles haviam sido fechados.

A inversão da curva também fica visível ao observar dados dos primeiros seis meses de 2019 e de período semelhante de anos anteriores, que também apontavam queda.

Segundo o CFM, todos os leitos abertos neste ano são de clínica geral, o que indica que podem estar relacionados à epidemia da Covid-19 no país.

O balanço não engloba o total de leitos de UTI, que também tiveram aumento no período. Até agora, ao menos 11.084 foram habilitados e passaram a ser financiados para uso na rede, de acordo com o Ministério da Saúde.

Para Hideraldo Cabeça, 1º secretário do CFM, ao trazer nova carga ao sistema, a Covid-19 também evidenciou parte do deficit de estrutura que existia na rede.

“Já sabíamos dessa deficiência, o que está ligado também a fila de espera por leitos e de procedimentos eletivos. A pandemia veio deixar essa dificuldade existente na saúde de fácil percepção.”

O conselho alerta, porém, para o risco de nova queda no total de leitos em breve.

Isso ocorre porque, além de uma expansão de leitos em unidades fixas da rede, a epidemia estimulou a abertura de hospitais de campanha, tidos como provisórios –não há dados de quanto eles representam do total.

“A nossa preocupação é que muitos desses leitos estão em locais onde não é possível mantê-los, como hospitais em ginásios, campos de futebol e centros de convenções”, diz.

Para Cabeça, é preciso avaliar a possibilidade de absorver os leitos onde a expansão ocorreu dentro ou próxima de infraestrutura existente.

O debate de qual deve ser o destino da nova estrutura criada em meio a pandemia tem ganhado força nos últimos dias, em meio aos primeiros sinais de queda no total de novos casos em algumas regiões.

Para Gulnar Azevedo, professora de epidemiologia da UERJ, ainda é cedo para fechar leitos, mesmo que provisórios, já que há risco de novas infecções.

“Ainda estamos em pandemia, que não acabou. Em alguns lugares, vemos uma atenuação do crescimento, de uma curva que tende a estabilizar, mas ainda não podemos dizer que está sob controle”, diz Azevedo, que também é presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva.

Ela sugere que parte dos leitos em locais onde há os primeiros sinais de queda de novos casos da Covid seja usada para garantir o atendimento de pacientes após a saída da UTI e daqueles com quadros menos graves, mas que não têm condições adequadas de isolamento em casa e também precisam de monitoramento e cuidados intermediários.

Ou, ainda, que haja um plano para que a estrutura seja atrelada ao atendimento de pacientes vindos de cidades do interior –dos 22.810 novos leitos, 9.762 estão em capitais.

Para Cabeça, o ideal é que haja um esforço para que parte dos leitos seja incorporada de acordo com o gargalo de cada região. Ele cita dados que mostram que, nos últimos anos, áreas como obstetrícia e cirurgia geral tiveram maior perda de leitos.

Outra necessidade é preparar a rede para atendimento de demandas que ficaram represadas em meio a epidemia da Covid-19, caso de cirurgias eletivas, por exemplo.

À reportagem, secretários estaduais de saúde confirmam a intenção de manter parte dos leitos abertos, mas apontam o financiamento dessa estrutura como desafio.

“Há uma discussão sobre como construir um legado após a pandemia para o sistema de saúde, mas o financiamento é sempre um problema”, afirma o secretário de saúde do Maranhão e presidente do Conass, conselho que reúne gestores estaduais de saúde, Carlos Lula.

O tema deve ser discutido em reunião com os 27 secretários estaduais de saúde nesta semana.

Dados do levantamento feito pelo CFM mostram SP, Pernambuco e MG como os estados que abriram a maior quantidade de leitos em números absolutos.

Já em proporção à população, o maior aumento foi em Roraima, Sergipe e Amapá.

Só em São Paulo, foram criados 5.000 leitos de enfermaria. Também foram abertos outros 4.500 de terapia intensiva, de acordo com a secretaria estadual de saúde.

Destes últimos, apenas 2.500 foram habilitados pelo ministério. Os demais ainda aguardam resposta, diz a pasta, que reforça o pedido por “apoio no custeio da assistência”.

Questionada sobre a possibilidade de manter os novos leitos após a pandemia, a secretaria não respondeu. Diz apenas que “mantém o compromisso de garantir assistência e aprimorar a rede, com base em critérios técnicos e nas necessidades da população.”

Em nota, o Ministério da Saúde informou que, diante da pandemia por Covid-19, habilitou 11.084 leitos de UTI, com investimento de R$ 1,5 bilhão. A pasta não informou o total de leitos de internação clínicos abertos no período.

Sobre os planos de absorção dos novos leitos, o ministério afirma que a manutenção será discutida com gestores estaduais e municipais de saúde após o período de emergência.

Folhapress