Preto no Branco

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STF concede prisão domiciliar ao ex-ministro Geddel Vieira Lima

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(foto: Dida Sampaio, Estadão Conteúdo)

O Supremo Tribunal Federal (STF) deferiu liminar que concede prisão domiciliar ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. A decisão foi tomada no fim da noite de terça-feira (14), pelo ministro Dias Toffoli.

Geddel está preso desde 2017. Inicialmente, o ex-ministro ficou na Papuda, em Brasília (DF), e em dezembro de 2019 foi transferido para a Bahia. Na última terça, o ministro Dias Toffoli havia concedido 48 horas para a Vara de Execuções Penais da Bahia enviar informações sobre a saúde de Geddel Vieira Lima.

A defesa do ex-ministro pediu a concessão de prisão domiciliar em razão da pandemia do novo coronavírus. Geddel foi ministro da Secretaria do Governo, durante mandato de Michel Temer, e ministro da Integração Nacional do governo Lula, entre 2007 e 2010.

Na decisão, Dias Toffoli afirma que a defesa de Geddel comprovou suas alegações, com documento expedido pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado da Bahia (Seap), no qual atesta que o ex-ministro, ao realizar o exame de teste rápido em 8 de julho, testou positivo para a Covid-19. “O documento em questão certificou, ainda, que o Centro de Observação Penal (COP), onde o requerente se encontra custodiado, não dispunha de condições para o tratamento do preso, por pertencer ele ao grupo de risco”.

Toffoli também afirmou que a defesa comprovou que o requerente é idoso e portador de comorbidades, que o lançam ao grupo de risco e podem levá-lo à óbito.

No deferimento da liminar, ocorrido às 23h53 de terça-feira, Toffoli destaca que “o demonstrado agravamento do estado geral de saúde do requerente, com risco real de morte reconhecido, justifica a adoção de medida de urgência para preservar a sua integridade física e psíquica, frente à dignidade da pessoa humana”.

A decisão determina ainda que Geddel permaneça com com monitoração eletrônica, pelo período de duração da Recomendação nº 62 do CNJ – que adota medidas preventivas à propagação da infecção pelo novo coronavírus no âmbito dos sistemas de justiça penal e socioeducativo – renovada por mais 90 dias.

A liminar ainda ressalva que a decisão não prejudica posterior reexame do juiz natural da causa, o Ministro Edson Fachin, inclusive quanto ao período de duração da prisão domiciliar.

Covid-19

No último dia 9, a defesa de Geddel informou que ele foi diagnosticado com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Depois, a defesa relatou que a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) da Bahia divulgou uma nota informando que o segundo exame de Geddel deu resultado negativo.

“A indefinição diagnóstica, diante do resultado positivo de um exame e negativo de outro, sinaliza para a necessidade de concessão da prisão domiciliar, pois, ainda que não esteja infectado, a sua permanência no ambiente prisional ocasionará, por certo, a contaminação. E, registre-se, as consequências da infecção podem ser trágicas e até letais para quem integra o grupo de risco”, afirmou a defesa.

Bunker

Em 5 de setembro de 2017, a Polícia Federal encontrou uma grande quantidade de dinheiro em um apartamento em Salvador, ligado a Geddel. No total R$ 51 milhões, distribuídos em nove malas, foram apreendidos no “bunker”.

Por causa disso, em outubro de 2019, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Geddel a 14 anos e 10 meses de prisão em regime fechado, por lavagem de dinheiro e associação criminosa e 106 dias-multa (para cada dia são 15 salários mínimos da época do fato, 2017). Considerando salário de R$ 937 da época, a multa seria de cerca de R$ 1,5 milhão, em valores a serem corrigidos.

O ex-ministro cumpre pena no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

G1

Covid-19: 60% dos leitos públicos de UTI estão ocupados em Petrolina

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No boletim desta terça-feira (14), onde confirmou 82 novos casos da covid-19, subindo assim para 1.670 diagnósticos positivos para a infecção causada pelo novo coronavírus, e mais três óbitos pela doença, a Secretaria de Saúde de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, atualizou a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e intermediários para a covid-19 na rede pública e privada da cidade.

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade é de 60%, segundo a atualização de ontem da Secretaria Municipal de Saúde. A maioria dos pacientes são de outras cidades da Bahia e do Pernambuco.

A divulgação dos números cumpre uma determinação dos Ministérios Públicos Federal e dos Estado da Bahia (MPBA) e de Pernambuco (MPPE) expedida no dia 5 de junho, Em documento enviado para as Secretarias estaduais de Saúde, aos dois municípios, Central de Regulação Interestadual de Leitos (CRIL) e para o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), os MPs recomendaram a divulgação diária do número de infectados e da quantidade de leitos ocupados por pacientes contaminados com covid-19 nos municípios da região do Vale.

Leitos de UTI

No que se refere aos internamentos nas UTI’s em leitos públicos, os dados mostram que no Hospital Universitário, que possui 20 leitos exclusivos abertos pela prefeitura, 5 pacientes de Petrolina (4 confirmados e 1 em investigação), 1 de Juazeiro (confirmado), 1 de Orocó-PE (confirmado), 2 de Cabrobó-PE (1 confirmado e 1 em investigação) e 1 de Lagoa Grande-PE (em investigação) estão internados. Com 10 leitos ocupadosa taxa de ocupação na unidade é de 50%.

No Hospital Memorial, dos 5 leitos, 3 estão ocupados, sendo 2 pacientes de Juazeiro (1 confirmado e 1 em investigação) e 1 de Sobradinho-BA (descartado)No Neurocardio, dos 5 leitos disponíveistodos estão ocupados por 1 paciente de Juazeiro (confirmado), 1 paciente de Casa Nova-BA (confirmado), 1 de Ipubi-PE (descartado), 1 paciente de Uauá-BA (confirmado) e 1 de Campo Formoso-BA (confirmado).

Na Unidade de Pronto Atendimento Especializada (UPAE), dos 10 leitos disponíveis, 6 estão ocupados por 4 pacientes de Petrolina (confirmados), 1 de Juazeiro (confirmado) e 1 de Afrânio-PE (em investigação). A taxa de ocupação, portanto, é de 60%.

No que se refere aos leitos da rede privada, a prefeitura divulgou que na unidade da UNIMED, 7 pacientes de Petrolina (4 confirmados, 1 em investigação e 2 descartados), 1 de Curaçá-BA (confirmado) e 1 de Juazeiro (em investigação) estão internados. O Neurocárdio terminou o dia de ontem com 5 pacientes, sendo 3 de Petrolina (em investigação), 1 de Juazeiro (em investigação) e 1 de Sobradinho (em investigação) internados. Já o Hospital Geral e Urgência (HGU) possui 1 internamentos, de paciente de Petrolina (confirmado).

Memorial possui 1 paciente de Juazeiro (confirmado) internado, enquanto a Promatre possui 1 internamento, de paciente de Petrolina (confirmado).

Leitos intermediários

Sobre os leitos públicos intermediários, segundo a secretaria, até ontem (14), no Hospital de Campanha Monte Carmelo, que possui 100 leitos, 9 pacientes de Petrolina (3 confirmados e 6 em investigação) estão internados. Com isso, a taxa de ocupação é de 9%.

Na UPAE, dos 12 leitos disponibilizados, 6 estão ocupados por 4 pacientes de Petrolina (3 confirmados e 1 em investigação) e 2 de Lagoa Grande-PE (confirmados). A taxa de ocupação, portanto, é de 50%.

Já no Hospital Dom Malan, nos leitos infantis, 12 estão ocupados por 8 pacientes de Petrolina (4 confirmados, 3 em investigação e 1 descartado), 1 de Mirandiba-PE (confirmado), 1 paciente de Paulo Afonso-BA (confirmado) e 2 de Pilão Arcado-BA (em investigação). Nos leitos mulher, 7 estão ocupados por 5 pacientes de Petrolina (3 confirmados e 2 em investigação), 1 de Juazeiro (confirmado) e 1 de Itiúba-BA (em investigação).

No Hospital Regional de Juazeiro não há paciente de Petrolina internado. O Hospital Restauração de Recife possui ainda 1 paciente de Petrolina (confirmado) em internação. O Hospital Couto Maia possui 1 paciente de Petrolina (confirmado) e 1 de Cabrobó-PE (descartado), internados.

Na rede privada, segundo a secretaria, a situação é a seguinte:

Hospital Geral e Urgência (HGU)
– 3 pacientes de Pilar-BA (confirmados);

UNIMED
– 5 pacientes de Petrolina (1 confirmado e 4 em investigação);
– 1 paciente de Juazeiro (em investigação);

Neurocardio
– 3 pacientes de Petrolina (2 em investigação e 1 descartado);
– 1 paciente de Juazeiro (confirmado);

Hospital Memorial
– nenhum internamento.

Casos em Petrolina

82 novos casos foram confirmados nesta terça-feira, com isso, Petrolina contabiliza 1.670 registros até o momento – destes, 168 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes. Do total de positivados, 1.282 foram confirmados por testes rápidos da prefeitura e 386 diagnosticados através de exames laboratoriais. As curas clínicas aumentaram para 629.

Petrolina tem mais três óbitos por covid-19 – totalizando 40, mas apenas um ocorreu nesta terça-feira: mulher de 56 anos, que faleceu no Hospital Universitário (HU). Os outros dois aconteceram anteriormente e só foram confirmados agora. O segundo é de uma mulher de 64 anos, que faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no último dia 11. Ela havia sido notificada como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas um exame laboratorial que só chegou nesta terça atestou covid-19. O terceiro registro é de uma mulher de 90 anos que faleceu na UPA, no último dia 5, mas a Vigilância em Saúde só recebeu a Declaração de Óbito (DO) nesta terça.

*imagem ilustrativa

Da Redação

Petrolina registra 82 novos casos e mais 3 óbitos pela covid-19 nesta terça-feira (14)

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No boletim desta terça-feira (14), a Secretaria de Saúde de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, confirmou mais 82 novos casos da covid-19, e mais 3 mortes pela doença. Foram 62 diagnósticos através dos testes rápidos, sendo 32 pessoas do sexo feminino com idades entre 6 meses de vida a 73 anos, e 30 do sexo masculino, entre 14 a 54 anos. O município também recebeu 20 confirmações por meio de exames laboratoriais: são 12 pacientes do sexo feminino, entre 01 mês de vida a 59 anos, e 8 do sexo masculino entre 01 mês de vida e 79 anos.

1.282 foram confirmados por testes rápidos da prefeitura e 386 diagnosticados através de exames laboratoriais. Do total de positivados, 168 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes. As curas clínicas aumentaram para 629.

Petrolina tem mais 3 óbitos por covid-19 – totalizando 40, mas apenas um ocorreu nesta terça-feira: mulher de 56 anos, que faleceu no Hospital Universitário (HU). Os outros dois aconteceram anteriormente e só foram confirmados agora. O segundo é de uma mulher de 64 anos, que faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no último dia 11. Ela havia sido notificada como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas um exame laboratorial que só chegou nesta terça atestou covid-19. O terceiro registro é de uma mulher de 90 anos que faleceu na UPA, no último dia 5, mas a Vigilância em Saúde só recebeu a Declaração de Óbito (DO) nesta terça.

A prefeitura aguarda o resultado da análise do material biológico que foi coletado de um homem de 52 anos que faleceu nesta terça em um hospital da rede privada e foi notificado como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Da Redação

Justiça decreta falência da Avianca Brasil

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(foto: Celso Tavares/G1)

A Justiça decretou nesta terça-feira (14) a falência da companhia aérea Avianca Brasil. Agora, a empresa terá 60 dias para apresentar a relação dos seus ativos.

A decisão foi tomada pelo juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

Na semana passada, a companhia já havia pedido à Justiça para ter sua falência decretada por não conseguir cumprir o plano de recuperação judicial.

Em novembro de 2019, a administradora judicial Alvarez & Masal, responsável pelo acompanhamento da recuperação judicial da empresa, também recomendou a falência da companhia.

Dívida bilionária
A Avianca Brasil entrou com o pedido de recuperação judicial em dezembro de 2018, quando se declarou sem condições de pagar dívidas estimadas à época em R$ 494 milhões. Posteriormente, o valor da dívida foi corrigido para cerca de R$ 2,7 bilhões.

Um plano de recuperação chegou a ser aprovado pelos credores da empresa em abril de 2019, mas foi questionado por parte das empresas envolvidas no processo.

O plano envolvia a divisão da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs), incluindo horários de pousos e decolagens (slots). O leilão com os ativos da companhia foi realizado em julho de 2019, mas, depois, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) distribuiu os slots da Avianca Brasil para Azul, MAP e Passaredo.

Em maio daquele ano, a Anac já havia suspendido todos os voos da Avianca Brasil, alegando temer pela falta de capacidade da empresa para operar com segurança.

Um mês antes, em abril, a empresa se viu obrigada a devolver os aviões que usava para os arrendadores. A Avianca Brasil chegou a ter 48 aviões em sua frota.

Quarta maior empresa
A Avianca Brasil chegou a ocupar o posto de quarta maior empresa de aviação do país. A empresa sempre gostou de se diferenciar das rivais por operar na contramão da fórmula de “baixo custo, baixa tarifa”.

Antes do pedido de recuperação judicial, entre janeiro e outubro de 2018, a Avianca Brasil transportou 10,265 milhões de passageiros e alcançou 10,6% de participação do mercado.

G1

Pesquisa analisa racismo em ações policiais em 5 estados e Bahia é o 2º com mais mortes em operações, feminicídios e chacinas

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(foto: divulgação)

Uma pesquisa realizada pela Rede de Observatórios da Segurança, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), divulgada nesta terça-feira (14), indica que a Bahia é o segundo estado que mais registrou mortes em operações policiais, feminicídios, violência contra mulher e chacinas, entre junho de 2019 e maio deste ano.

O projeto chamado “Racismo, Motor da Violência” é feito por pesquisadores dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, e tenta entender como o racismo é visto em relação aos trabalhos de segurança pública.

O levantamento, que será apresentado em uma live às 18h desta terça [no Youtube/ CESeC], ainda traz informações sobre policiamento, violência contra a mulher, violência letal e sistema penitenciário e socioeducativo. O CESeC é uma das primeiras instituições acadêmicas integralmente dedicadas ao campo da segurança pública no Brasil.

Na Bahia, o projeto é coordenado pelo historiador Dudu Ribeiro, de 36 anos, e pela pesquisadora Luciene Santana, de 24 anos.

(foto: Rede de Observatórios)

Os dados mostram que entre os cinco estados analisados pela Rede, a Bahia, com 260 mortes em operações policiais, ocupa o segundo lugar no ranking, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, que registrou 483 durante o período.

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), informou que as mortes ocorridas durante confronto são investigadas pela corregedoria da instituição a que o servidor ou equipe pertence. Reforçou que o papel do policial é salvaguardar vidas, a dele e a da sociedade, e é para isso que ele é instruído, capacitado e orientado. Qualquer ação que fuja dessas premissas é fortemente condenada pela pasta.

A SSP disse ainda na nota que não tem como validar o dado apresentado sobre a porcentagem de mortes em confronto em relação ao número de ações policiais, mas adianta que o aumento no registro de revides contra a polícia tem sido observado com preocupação pela pasta, que tem reforçado o investimento em equipamentos de ponta para a proteção dos seus servidores. Por fim, a SSP destaca que tem atuado de maneira firme contra a má conduta policial, que só no último mês foi responsável pela prisão de policiais envolvidos com ações ilícitas.

O estado também registrou 281 casos de feminicídios e violências contra mulher, e também ficou em segundo lugar, dessa vez, atrás de São Paulo, que teve 492 casos.

Com 24 chacinas entre junho do ano passado e maio deste ano, a Bahia voltou a ficar na segunda posição do ranking feito pela Rede de Observatórios. O estado lidera o ranking de casos envolvendo arma de fogo por conflito interpessoal.

(foto: Monitor da Violência/G1)

“Eu acho que esse é um dado significativo na distribuição de mortes de forma territorial, enquanto política de estado, que a gente chama de necropolítica. A distribuição da morte enquanto política de estado, porque a morte acontece tanto quando ocorre a violência letal e intencional, quanto também pela ausência de investimentos fortes o suficiente para manter as comunidades protegidas”, disse o coordenador Dudu Ribeiro.

“Investir na repressão mais do que investir na prevenção, por exemplo, é significativo da operação de mortes nos territórios. Fora que isso também dá um sinal da completa ineficiência do modelo que nós temos de segurança pública para oferecer proteção já que o resultado dela é a produção de, no caso das chacinas, mortes de quatro, cinco pessoas em uma única ação”.

(foto: Rede de Observatórios)

Para Luciene Santana, que é formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), faz mestrado no pós-afro e trabalha como pesquisadora na Iniciativa Negra, o alto número de casos registrados faz a organização questionar como é realizada a segurança pública na Bahia, como acontecem com as operações e qual o nível de índice de violência envolvido nas ações.

“O número de mortes é um pouco da ponta do iceberg do problema, que ele desmembra em diversas outras coisas”, disse a pesquisadora, que é responsável pelo monitoramento dos dados.

Segundo Luciene Santana, o desafio da Iniciativa Negra é descobrir como o racismo estaria visível nesses dados.

“Uma das coisas que nós fazemos nesses indicadores são os cruzamentos com outras informações que aparecem nas notícias. Um exemplo delas é o indicador de quantas pessoas negras se envolveram nessas operações ou até mesmo o índice de feminicídio”.

(foto: Rede de Observatórios)

Bairros periféricos e nova política de drogas
O levantamento feito pela entidade negra aponta que a maioria das ações policiais na Bahia foi feita em bairros periféricos. A dupla defende que uma nova política de drogas seja repensada, para que o volume de violência no estado diminua.

“Nós colocamos [na pesquisa] os nomes dos bairros os nomes das ruas que acontecem essas operações. Nós analisamos que alguns bairros, claro que bairros majoritariamente periféricos, eles aparecem em maior número do que bairros vistos como nobres” .

“A gente entende que essas operações policiais são realizadas em maior incidência nesses bairros específicos. É possível observar isso nos dados do Observatório”.

(foto: Rede de Observatório)

Para Luciene Santana, a atual política de drogas adotada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia resulta em um grande número de pessoas mortas.

“Um indicador que chama muita atenção são os flagrantes em geral e o segundo é o tráfico de drogas. A gente observa, por exemplo, que algumas pessoas são pegas com número de drogas reduzidas e que geralmente acontecem confrontos e mortes decorrentes dessas operações”.

“A gente vê como uma grande problemática que esse policiamento é em relação a políticas de drogas, em como lidar com essa situação. Ela acaba resultando em mortes de muitas pessoas. Sobretudo de jovens negros, majoritariamente”, concluiu a análise.

O coordenador Dudu Ribeiro acredita que esse modelo usado pela SSP para conter a violência não apresenta bons resultados.

“A gente entende que o atual modelo de guerras, drogas, primeiro que não é uma guerra contra as substâncias, é uma guerra contra pessoas, contra determinadas pessoas, seus territórios e suas sociabilidades. Fora que ela demonstrou em todos os lugares do mundo que ela não funciona enquanto medida de prevenção do uso da substância, ela funciona muito mais como controle de populações. É isso que faz impactar na nossa vida cotidiana, com alto número de encarceramento da população negra, alto número de letalidade provocado pela guerra”

“A ideia de fazer uma nova política de drogas é justamente, a partir da reparação, que também está dentro desse processo da nova política de drogas, a gente desmontar a ideia de guerra e construir um processo que seja de proteção à vida e as comunidades. No sentido do uso de drogas, a via da redução de danos e riscos para o uso das substâncias”.

Métodos do trabalho
De acordo com a pesquisadora, os dados foram coletados através de análises de reportagens feitas pelos 20 portais mais acessados do estado. A baiana afirma que a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) não divulga dados atualizados nos sites oficiais do órgão, o que dificulta o trabalho de comparação.

“Nós temos uma dificuldade em relação à divulgação desses dados, porque diferentemente de outros estados da região estudados pelo Observatório, a Secretaria de Segurança Pública não faz a divulgação total desses dados. Então, nós não temos um recorte de dados atuais, oficiais do que é a segurança pública no estado da Bahia”.

Ao G1, a pesquisadora contou que a organização produziu um documento chamado “A Cor da Violência na Bahia”, que apontou que 80% dos jovens que são mortos no estado são negros.

“Essa foi uma forma que usamos para explicitar esse indicadores e mostrar que mesmo que não exista essa prova de que essas pessoas que foram mortas e presas são negras, que a gente encontra em outros dados, em outros indicadores”, contou.

“Nós acessamos nos portais online da Bahia informações sobre mais de mil operações policiais, foram 1.015, mas a gente não consegue confrontar os números oficiais porque nós não temos como confrontar esses indicadores”, concluiu.

G1

Inscrições para o Prouni começam hoje, com quase 170 mil bolsas

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As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) abrem hoje (13) e vão até a sexta-feira (17). A iniciativa do governo federal oferece bolsas de estudo em instituições de ensino superior privadas.

Os interessados devem acessar o portal do Prouni e consultar as bolsas e cursos disponíveis. No site é possível buscar por instituição, município ou área de estudo.

De acordo com o Ministério da Educação, neste segundo processo seletivo foram disponibilizadas 167.780 bolsas em 1.061 faculdades particulares. Destas, 60.551 são bolsas integrais e 107.229, parciais.

Para inscrição, é preciso ter uma conta no portal de serviços do governo federal.

Pelo Prouni, é possível obter bolsas integrais ou parciais, que custeiem todo o curso ou metade do valor. As integrais são destinadas aos estudantes com renda familiar por pessoa de até 1,2 salário-mínimo. Já as parciais contemplam alunos cujas famílias possuem renda familiar por pessoa de até três salários mínimos.

O Ministério da Educação estabelece como requisitos também o aluno ter conseguido nota de pelo menos 450 pontos de média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter diploma de ensino superior.

O cronograma prevê, após o fim das inscrições, a divulgação do resultado da 1ª chamada no dia 21 de julho, a comprovação de informações da 1ª chamada até o dia 28 deste mês e o resultado da 2ª chamada no dia 4 de agosto.

Agência Brasil

Brasil vira laboratório de testes para vacina contra covid-19

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(foto: reprodução)

No momento as pesquisas sobre uma vacina contra o coronavírus estão a todo o vapor: segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), existem no mundo todo 160 iniciativas para desenvolvê-la, duas delas em estágio avançado.

No Brasil, um dos países mais afetados do mundo, com quase 1,9 milhão de casos e 72.833 mortes por covid-19, estão sendo testadas duas das vacinas mais promissoras, que já se encontram na fase 3 dos estudos clínicos.

Nessa fase, as vacinas são testadas num grupo maior, para verificar se sua eficácia e segurança se confirmam em muitos pacientes diferentes. Os estudos clínicos da fase 3 para vacinas contra o coronavírus são os primeiros do gênero no Brasil.

A 1ª candidata a vacina contra a covid-19 na fase clínica 3 é a AZD1222, desenvolvida pela Universidade de Oxford em cooperação com a empresa farmacêutica britânica AstraZeneca. A 2ª, Coronavac, vem da empresa chinesa de biotecnologia Sinovac.

No fim de junho, o Ministério da Saúde assinou um contrato com a Universidade de Oxford e a empresa farmacêutica AstraZeneca. Segundo o instituto de pesquisa Fiocruz, que supervisiona a cooperação, numa 1ª etapa dos estudos clínicos serão produzidos 30,4 milhões de unidades da vacina, cerca de 15% necessário para atender toda a população brasileira.

Os custos de produção e transferência de tecnologia somam US$ 127 milhões. Caso os ensaios clínicos sejam eficazes, deverão ser produzidos outros 70 milhões unidades.

O recrutamento de voluntários para testes de vacinas na Universidade de Oxford está em andamento desde o fim de junho. Segundo a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), 2.000 voluntários de São Paulo e 1.000 do Rio de Janeiro participarão do teste. A vacina também está sendo testada no Reino Unido, Estados Unidos e África do Sul.

O 2º ensaio clínico de fase 3 para uma vacina contra o coronavírus aprovado pela Anvisa vem da empresa chinesa Sinovac. O estudo é coordenado pelo Instituto Butantan. Segundo o diretor do renomado centro brasileiro de pesquisa biomédica, Dimas Covas, o Brasil terá acesso a 60 milhões de unidades de vacina se os testes forem bem sucedidos.

Para a vacina chinesa, devem ser recrutados cerca de 9.000 voluntários da área da saúde. Os testes estão programados para começar em 20 de julho. O esquema de vacinação inclui duas injeções intramusculares com 14 dias de intervalo.

Oficialmente, o fim dos testes clínicos está agendado para setembro de 2021, mas a eficácia da vacina já poderá ser prognosticada por meio dos resultados provisórios preliminares. “Se os testes em voluntários forem finalizados até outubro, podemos concluir os resultados sobre a eficácia até o fim do ano”, declarou Covas à imprensa brasileira. “Isso significa que poderíamos começar a usar a vacina no início do ano que vem.”

Os ensaios clínicos da AstraZeneca e da Sinovac no Brasil não fazem parte da iniciativa anunciada em abril pela OMS para acelerar o desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19. Batizada de “Access to Covid-19 Tools Accelerator (ACT Accelerator)“, o programa reúne a comunidade internacional e várias instituições e fundações de pesquisa. Seu fim é garantir o acesso à vacina para a população mundial, como um bem público global.

Poder 360

Inscrições em edital para contratação de profissionais para o Hospital de Campanha do HU em Petrolina seguem até amanhã (15)

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(foto: arquivo)

Seguem abertas até as 18h desta quarta-feira (15), as inscrições do processo seletivo para a contratação imediata e cadastro reserva de profissionais para atuar no Hospital de Campanha de Petrolina. A unidade está instalada na área externa do Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf).

O Hospital de Campanha vai contar com 102 leitos, sendo 76 de enfermaria e dois de estabilização. O governo do estado investiu R$1,5 milhão na montagem e aluguel da estrutura por seis meses.

Ao todo, estão sendo ofertadas 175 vagas. Para Ensino Superior, os cargos são de Assistente Social (3), Enfermeiro Auditor (1), Enfermeiro Plantonista (15), Farmaceutico (3), Fisioterapeuta respiratório (3), Nutricionista (2), Médico do Trabalho – Diarista (1) , Médico Plantonista (31) e Psicólogo (2). Já para o Ensino Médio, as vagas são de Assistente Administrativo Financeiro (1), Auxiliar Almoxarifado (1), Faturista (1), Recepcionaista (8), Técnico de Enfermagem (64), Técnico de Informático (11), Técnico em Radiologia (7) e Técnico de Segurança de Trabalho (1). Os cargos de nível elementar são Auxiliar Administrativo (2), Auxiliar de Manutenção (2), Auxiliar de Rouparia (4) , Copeira (3), Eletricista (1), Encanador (1), Maqueiro (8), Motorista (4).

De acordo com o Instituto Social das Medianeiras da Paz, organizador do certame, a seleção será feita em duas etapas. Na 1ª etapa serão avaliados os currículos enviados até o dia 15 de julho de 2020 até às 18 horas, pelo e-mail: ismep.petrolina@gmail.com. Ao enviar o currículo, o candidato deverá anexar a documentação referente à escolaridade e comprovação de experiências profissionais, além de descrever no corpo do e – mail a função a que está concorrendo. A segunda fase será a realização de entrevistas.

O resultado do processo seletivo será divulgado no site do Instituto e a contratação dos profissionais será realizada à medida que os leitos forem implantados haverá o aumento dos profissionais.

Confira o edital na íntegra

Da Redação

Santo Antônio, Centro e Piranga são os bairros com mais casos de covid-19 em Juazeiro

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(foto: arquivo)

Os bairros Santo Antônio e Centro são os que mais registram casos confirmados da covid-19 em Juazeiro, no Norte da Bahia. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa virtual realizada na manhã desta terça-feira (14) pelo prefeito Paulo Bomfim (PT) e a secretária de Saúde, Fabíola Ribeiro.

No levantamento apresentado pela SESAU, o Santo Antônio aparece no topo com 91 casos confirmados da doença. O ranking é seguido pelo Centro, com 86 casos; Piranga, com 69 casos; Tabuleiro e Itaberaba, com 57 e 54 casos, respectivamente.

Quem também aparece no top 10 da SESAU é o São Geraldo, com 46 casos; João Paulo II, com 44 casos; seguido de Alto da Aliança e Dom José Rodrigues, com 43 casos cada. O Jardim Flórida encerra o ranking dos 10 bairros com mais casos, com 38 registros positivos.

Fabíola Ribeiro reforçou que o órgão vem realizando ações de vigilância e que vem adotando estratégias para descentralizar a realização das testagens nessas localidades.

Leia também:

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Da Redação